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Agente-principal, na prática

Economistas se preocupam com indivíduos. Agora, não somos bobos de imaginar que os indivíduos fazem o que nós queremos. Sabemos que eles fazem o que bem entendem. Daí a necessidade, quando se usa dinheiro público, de monitorar suas ações preservando sua liberdade.

Eis um bom exemplo:

Paes de Barros: ajuda social tem de exigir contrapartidas e,
cada vez mais, criar formas de gerar renda entre os pobres

10h45 – No seminário sobre políticas de promoção social e transferências de renda na América Latina e Caribe, durante a 47ª Reunião Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizada em Belo Horizonte, o coordenador de avaliação de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ricardo Paes de Barros, fez duas advertências: os governos têm de exigir dos beneficiados mais e mais contrapartidas (filhos na escola, exames de saúde etc) e cada vez mais incorporá-los em cooperativas e outras formas organizadas de trabalho “para gerar sua própria renda e não ficar na dependência da ajuda do governo para sempre”. A edição da revista Primeira Leitura, de dezembro passado, a de número 46, fez uma extensa reportagem sobre o assunto intitulada “O mensalão da pobreza”. A reportagem de André Soliani mostrou, ao percorrer projetos sociais no Estado do Maranhão, que organismos internacionais como Banco Mundial (Bird) e BID apostam cada vez mais em projetos que criem oportunidades de geração de renda para as famílias atendidas por programas sociais como o Bolsa Família. – Rui Nogueira

Viu só como é fácil? Só um ingênuo (ou mal-intencionado) acharia que basta dar auxílio público para o pobre. Ingênuo, porque acha que o pobre age conforme os interesses de quem dá o dinheiro sem necessidade de incentivos. Mal-intencionado quando só quer mesmo é aparelhar o partido político e comprar votos através de dinheiro público.

Claudio

Um comentário em “Agente-principal, na prática

  1. Onde se dá subsídio sem contrapartida? Certamente não é no Brasil…

    Mas falando sério, isso é papo antigo. O difícil é fiscalizar algumas das contrapartidas combinadas. Infelizmente, o nosso Estado é um pouco mais idiota do que a média. Talvez seja um reflexo no nosso alto Quoficiente de Idiotice coletiva.

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