Academia

Fuga de cérebros, circa 1945

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Hans Brems, lamentavelmente falecido há alguns anos, escreveu o belo “Pioneering Economic Theory, 1630-1980”, do qual tomo de empréstimo o mapa acima. Brems, poeticamente, escrevia que a musa da economia, ao longo da história do pensamento econômico, esteve em diversos lugares no mundo.

O que eu acho mais interessante é que, nos EUA, ninguém reclamou de “teorias exóticas” ou “estrangeiras” ocupando o lugar das “teorias locais” na explicação do sistema econômico.

Deu no que deu: no século XX, grande parte dos prêmios Nobel em economia foram para economistas dos EUA.

A moral da história é muito simples: somente em ambientes pré-acadêmicos combate-se a importação de economistas não-locais (algo que poderíamos chamar de “proteção local contra os bárbaros”).

Eis uma lei de Gustibus para vocês: discursos xenófobos na academia são inversamente proporcionais ao número de contribuições inovadoras de seus membros.

Claudio
p.s. Finalmente consegui fazer uma lei de Gustibus! Acabei com o monopólio do Leo 🙂

2 comentários em “Fuga de cérebros, circa 1945

  1. E pensar que o Brasil perdeu a chance de contratar um monte de russos pq a constituicao de 88 proibia a contratacao de gringos na ufederais.

  2. Mais um caso em que os senhores acadêmicos atrasaram o desenvolvimento do país com a cara mais lavada do mundo…boa lembrança!

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