Academia

Bozo faz bem à sua saúde

Descobri através deste post, um economista de Chicago – claro – com bons artigos na Slate: Austan Goolsbee.

E descubra, no link acima, porque TV não faz mal à saúde das crianças.

Claudio

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Kmenta já sabia

O economista Jan Kmenta, há anos, era leitura obrigatória em Econometria. Não tínhamos muitos manuais em português já que o maravilhoso livro de J. Johnston estava esgotado. Kmenta, numa primeira tiragem, vinha em um calhamaço só. Depois, transformou-se em dois volumes.

No primeiro deles, vê-se que a queixa de McCloskey (lembra dos posts de semana passada?) já era uma preocupação de alguns econometristas. Em sua discussão sobre erros tipo I e II em estatística, diz o grande economista:

O exemplo anterior mostra a importância de se considerar as implicações relativas a custos de diferentes decisões na elaboração de testes estatísticos. (…) Infelizmente, muito pouco de tudo isto é de uso importante na pesquisa econométrica, pois idéias anteriores (ou mesmo posteriores) sobre perdas devidas a conclusões incorretas são completamente inexistentes ou são tão vagas que não ajudam em nada. (…) O econometrista especificará a hipótese testável e calculará o valor da estatística adequada, mas não tem absolutamente nenhuma idéia de quanto é o custo – para a ele, para a profissão ou para a sociedade – de se tirar uma conclusão incorreta. Conseqüentemente, tem sido prática-padrão em econometria o uso da abordagem tradicional da estatística clássica, isto é, fixar o nível de significância em 1% ou 5% e usar um escore que faça a probabilidade e um erro do tipo II tão pequena quanto possível. [Kmenta, J. Elementos de Econometria, Atlas, v.1, p.143, 1988]

Claudio

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Finanças públicas e os Rolling Stones

Deu no Ancelmo Gois:

Até Cesar Maia entrou na onda dos Rolling Stones.

No seu “ex-blog” de ontem, o prefeito faz as contas: “Stones no Rio. Dois milhões de pessoas, o que equivale a seis vezes o Woodstock, a quatro eventos de Edir Macedo e a duas vezes a concentração com o Papa”…

Cesar Maia também já fez as contas do custo-benefício do investimento da prefeitura.

Diz que, para o município, o custo foi de R$ 2 milhões. Já a receita com tributos deve bater, arrisca, em uns R$ 50 milhões. Ou seja, teria dado lucro. A conferir.

Nao tenho idéia de onde o economista Cesar Maia tirou esses números. Se a preocupação dele era com finanças públicas, contudo, bastava ele ter cobrado R$700 pelos 3000 ingressos na suposta área “””VIP””” que a prefeitura ainda sairia no lucro. Sei não, acho que quem estava no palco é melhor economista do que o alcaide.

Leo.

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Vida Inteligente na blogosfera

Alguns exemplos de vida inteligente na blogosfera, pelo menos na minha definição de “inteligente”.

* Alex Castro – que nos cita (logo, inteligentíssimo:)) – fala sobre um dentista cubano que, bem longe da Venezuela ou Cuba, resolveu fugir do paraíso (pensou que outro mundo era possível).

* Meu xará mostra que aprendeu bem Economia.

* Esta, do Janer, vale a pena citar pelo menos um trecho. Janer é um intelectual que já brigou com meio mundo de gente simplesmente porque não arreda pé de argumentar inteligentemente.

Tenho em meus arquivos a execução do jornalista americano Daniel Pearl, no Paquistão. É vídeo que não repassei a ninguém, para não perturbar estômagos fracos. Correspondente do Wall Street Journal no Sul da Ásia, Pearl foi morto não tanto por ser americano, mas principalmente por ser judeu. A execução, filmada em close, mostra a faca penetrando aos poucos a garganta do jornalista, o sangue jorrando e ouve-se inclusive um regougo de voz entrecortada pelos esguichos. Não contentes com a brutalidade da degola, os muçulmanos enviaram o vídeo para o Ocidente, à guisa de escarmento. Foi entregue na véspera do feriado da Aid el-Kebir, quando milhões de cabras e carneiros são degolados no mundo muçulmano. Se a morte horrenda de Pearl teve grande repercussão nos Estados Unidos e Europa, foi quase ignorada no Brasil.

De qualquer forma, não vimos judeus nem americanos ou europeus atacando embaixadas nem queimando bandeiras de países muçulmanos no Ocidente. Queimar embaixadas e bandeiras de países europeus foi a resposta muçulmana à publicação de inócuas charges de um obscuro jornal da pequena Dinamarca. Estratégia de jerico, comentei em crônica passada. As notícias a confirmam: até hoje, já morreram 35 pessoas de países muçulmanos nos protestos. Em Bengasi, na Líbia, na sexta-feira passada, dez pessoas morreram e 55 ficaram feridas, em uma manifestação frente ao edifício do consulado italiano. Neste sábado, morreram mais 15, em Maiduguri, norte da Nigéria. Enfim, enquanto eles se matarem entre eles mesmos, nada contra.

Leia a coisa toda.

Claudio

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