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A Economia Política do Chilique (de alguns) Muçulmanos – II

Agora a história tá ficando bacana.

There is no Quranic injunction against images, whether of Muhammad or anyone else. When it spread into the Levant, Islam came into contact with a version of Christianity that was militantly iconoclastic. As a result some Muslim theologians, at a time when Islam still had an organic theology, issued “fatwas” against any depiction of the Godhead. That position was further buttressed by the fact that Islam acknowledges the Jewish Ten Commandments–which include a ban on depicting God–as part of its heritage. The issue has never been decided one way or another, and the claim that a ban on images is “an absolute principle of Islam” is purely political. Islam has only one absolute principle: the Oneness of God. Trying to invent other absolutes is, from the point of view of Islamic theology, nothing but sherk, i.e., the bestowal on the Many of the attributes of the One.

Então…quem ganha com isto?

Claudio
p.s. UPDATE: vejam que bela figura


Fonte: a mesma do artigo acima.

Legenda: A miniature by Sultan Muhammad-Nur Bokharai, showing Muhammad riding Buraq, a horse with the face of a beautiful woman, on his way to Jerusalem for his M’eraj or nocturnal journey to Heavens (16th century).

O mais engraçado é que você pode publicar um cartoon num tablóide dinamarquês porque alguns “Chilitas” (muçulmanos que dão chilique) acham que a culpa é de quem mesmo? Isto é que argumento coerente…

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Elio Gaspari é jornalista

O artigo abaixo foi publicado pelo colunista Elio Gaspari. Lembro que, como ele honestamente cita ao final do ensaio, ele é jornalista. Comentários?

O alto-comando da banca
ELIO GASPARI

Houve uma época em que o Brasil esteve sob a supervisão do Alto-Comando do Exército. Finada a velha praga, apareceu uma nova, semelhante. É o Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Como ocorria no alto-comando da ditadura, alguns de seus membros extrapolam suas atribuições e ofendem os poderes da República.

Usurpam prerrogativas e compartilham um governo de anarquia. Na ditadura a anarquia era militar. No governo de Nosso Guia, é financeira. Nele, o melhor pedaço do andar de cima pode tomar o dinheiro da Viúva a 9% ao ano, atravessar a rua e emprestá-lo à mesma senhora a 17,25%.

O novo alto-comando quer a defesa do dogma de sua infalibilidade. Estimaram um crescimento de 4% para o PIB de 2005 e agora viram que vai dar menos de 3%. Confrontados com a ruína, pedem colo ao governo .

Conversa velha: “Queremos uma reparação imediata”, dizia o porta-voz da bagunça militar em 1975.

O Copom foi criado em 1996, num ato da burocracia interna do Banco Central. Atribuiu-se a tarefa de estabelecer uma taxa para os juros. Essa é uma prerrogativa do Poder Executivo, não de oito profissionais do segundo escalão, dois dos quais, ex-diretores de bancos privados.

Deles pode partir uma recomendação, nada mais. A cada três meses os generais do alto-comando preparam uma lista de promoções e ela vai ao presidente da República. Ele a respeita (tem sido assim nos últimos 42 anos), mas não está obrigado a isso.

O alto-comando do BC comporta-se como se Lula não tivesse alternativa senão fazer o que seu mestre mandar. Disso resulta a desqualificação da Presidência. O Poder Executivo deve reconhecer a competência da burocracia do Estado, mas não pode ceder à usurpação de prerrogativas.

Quando cede, provoca desgraças. Em 1969, por exemplo, o Alto-Comando do Exército atribuiu-se o poder de escolher o sucessor do marechal Costa e Silva. Até chegar ao nome do general Emílio Médici, produziu uma patética anarquia militar. Lula, produz a anarquia financeira.

O governo do Nosso Guia tem duas taxas de juros: a Selic do BC para a freguesia da banca (17,25%) e a TJLP (9%) para a clientela do BNDES. A turma da Selic diz que a taxa da TJLP é coisa de maluco. A da TJLP diz o contrário. Nenhuma das duas turmas denuncia pública e sistematicamente que coisa de maluco é um governo com taxas tão divergentes.

Os generais do Alto-Comando diziam que defendiam a estabilidade política do regime. Amparavam-se num aparelho repressivo cujo núcleo fora financiado pela banca. Os doutores do Copom dizem que defendem a estabilidade da moeda, sempre com o apoio da banca. (Registro devido: o pessoal do BC atua no estado de direito, enquanto os generais do Alto-Comando do Exército condecoravam e acobertavam torturadores e assassinos.)

No tempo dos generais, esperava-se com ansiedade pelas reuniões do Alto-Comando. Agora, aguarda-se o Copom. A anarquia está na usurpação e na ameaça de crises financeiras decorrentes de um suicídio coletivo de diretores do Banco Central, na tentativa de emparedamento do governo.

Dizendo que vocalizava o sentimento do Alto-Comando, o general Sílvio Frota, ministro do Exército, ameaçava com a “tropa indo para a rua”. Um dia, o presidente Ernesto Geisel, de caso pensado, pagou para ver.

Era blefe.
ELIO GASPARI é jornalista.

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