Humor

As perversões (sim, “perversões”, não “previsões”) de um economista japonês famoso

É sério. Leia a coisa toda.

Eis algo aqui:

Former Waseda University graduate school professor Kazuhide Uekusa, who has been convicted of using a mirror to look up the skirt of a high school girl, has been hired to teach at another university.

Officials at Nagoya University of Commerce and Business said on Wednesday that they would invite Uekusa to the school’s graduate school as a visiting professor.

Uekusa, 45, will lecture on “national economic strategy.”

Yeah! Que “Estratégia Nacional” ele ensina eu não sei, mas nada melhor para ilustrar o “modelo desenvolvimentista japonês”! 🙂

Claudio
p.s. Sim, japoneses são tarados desde 1820, pelo menos.
UPDATED p.s.2. Ele tinha até um livro de economia publicado.

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Desenvolvimento econômico

Um outro mundo é possível…só que cheio de baixinhos

Instituições importam? Vejamos o exemplo do socialismo real (AKA “comunismo”) comparativamente ao capitalismo real (AKA “economia com intervenção estatal e algum mercado”).

O estudo é do prof. Sunyoung Pak está na Economics and Human Biology, 2/2004, e o abstract diz…

Height data of North Korean escapees are analyzed to assess changes in their biological standard of living. In contrast to the population of South Korea, as well as to that of most of the rest of the world, North Koreans did not experience an increase in physical stature during the second half of the 20th century. The divergence between the height of North- and South-Koreans began among the birth cohorts of the late 1940s and became increasingly pronounced thereafter. This is an indication of the adverse socio-economic circumstances prevailing in the northern part of the Korean peninsula.

Curiosamente, quando a briga é entre pessoas sob instituições similares no que diz respeito ao mercado, temos, do prof. Kelly Olds (mesma revista, 2003/1):

This paper presents evidence on the biological standard of living in Taiwan from 1842 to 1931 using Taiwanese height and weight data collected by the Japanese authorities from 1921 to 1931. This study shows that in the late Ch’ing adult heights were not increasing over time, while the adult heights of those born after the Japanese takeover did begin to increase rapidly. Evidence from children’s heights confirms that this growth in height continued through the 1920s. The body mass index of Taiwanese, however, did not increase in the 1920s. By most measures, the biological standard of living was better in the north of the island. Comparison with modern data shows that heights have continued to increase.

Mostre ao seu professor de “Sistemas Econômicos Comparados”.

Referências

Kelly B. Olds, The biological standard of living in Taiwan under Japanese occupation. Economics and Human Biology 1 (2003) 187–206

Sunyoung Pak, The biological standard of living in the two Koreas. Economics and Human Biology 2 (2004) 511–521

Claudio

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Ficção ou não ficção?

Durante a minha temporada americana o James Frey era onipresente na mídia. Ele escreveu um livro contando seu drama como viciado e vendeu 3 milhões de exemplares. Depois descobriram que quase tudo era lorota. Ao que parece, vender ficção como memórias é muito comum. O sujeito tenta sucesso como ficcionista. Se não cola, ele vende o livro como uma autobiografia e vira um sucesso.

A minha pergunta é: por que preferimos não-ficção? Ou melhor, por que ficamos indignados quando sabemos que um suposto memorialista é – na verdade – um grande ficcionista. No fundo, não deveria fazer diferença, não é? Afinal, ficção ou não ficção não passam de letras impressas no papel que nossa fertil imaginação transforma em emoções.

Minha explicação para o fenômeno é darwinista. Quando chegava a noite e alguém do nossso bando contava como fugiu de uma onça perto da cachoeira, era muito importante saber se isso era verdade ou não. Afinal, nossa vida estava em jogo. Se ficasse claro que era apenas um causo, não tinha problema. Era preciso apenas que ficasse clara a distinção.

Hoje, isso não faz diferença, mas guardamos essa característica de abominar lorotas engarrafadas como Verdade.

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Desenvolvimento econômico

Globalização contra Maurício de Souza

Aposto que o leitor chegou aqui pensando encontrar mais uma malvadeza da dupla “George Bush-Stan Lee” contra os pobres quadrinistas brasileiros. Ledo engano.

Aliás, se você leu a piada que relatei há alguns dias, sobre a dialética, esta vai lhe parecer interessante. O Alex Castro voltou a New Orleans e já estava em processo de mutação para se transformar no Cascão quando foi seduzido pela globalização (neoliberal, excludente, individualista, imperialista, chauvinista, burguesa, imposta, sogra, quiabo, xixi, etc).

Agora, graças à globalização, Alex não será o Cascão.

Melhor para ele e para os produtores (burgueses, nacionalistas, exploradores, capitalistas, fascistas, individualistas, etc) brasileiros que lhe entregam Phebo em New Orleans.

Eu sei, eu sei, um outro mundo é possível mas, pensando bem, no caso, acho que o certo seria dizer que, nele, o imundo é bem mais provável. Ou será que um “outro imundo é possível”?

Claudio

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