escolha pública

Katrina, a crítica gramsciana-liberal da mídia… e a Escolha Pública

Eis aí o artigo, a sair na Public Choice e seu abstract:

We use public choice theory to explain the failure of FEMA and other governmental agencies to carry out effective disaster relief in the wake of Hurricane Katrina. The areas in which we focus are: (1) the tragedy of the anti-commons resulting from layered bureaucracy, (2) a type-two error policy bias causing over cautiousness in decision making, (3) the political manipulation of disaster declarations and relief aid to win votes, (4) the problem of acquiring timely and accurate preference revelations, (5) glory seeking by government officials, and (6) the shortsightedness effect causing a bias in governmental decision making.

Do mesmo autor, também, interessante análise da manipulação da mídia com evidência empíricas para a Romênia. Eis um trecho:

In economics, the public interest theory of media suggests the desirability of statecontrolled media. It maintains that private media are likely to suffer from problems of under-provision owing to the public goods characteristics of information. Furthermore, according to this theory, private media outlets have profit-driven incentives to sensationalize the news, entertaining instead of informing consumers, leading to a less knowledgeable public. In the public interest theory, state-controlled media correct these deficiencies.

Although they do not necessarily endorse state-provision of mass media, several sociological theories of the media point to similar problems of leaving the media in to the market. Among these approaches is that offered by critical theorists and neo-Marxist writers who fear the concentration of media power in private hands. According to their arguments, market-based media can lead to unhealthy control of society by those in superior economic positions to the disadvantage of those who are not as well off (see, for instance, Bagdikian 1990; Herman and Chomsky 1988; Gramsci 1978).

Economista talentoso este Leeson. Além de analisar os aspectos econômicos, não descuida dos argumentos sociológicos. No Brasil, lamentavelmente, fala-se muito de “revolução gramsciana” mas pouco se faz para se modelar e testar a evidência disto na prática. Leeson não faz isto de maneira robusta o que não impede um aluno/pesquisador de avançar o argumento para nossa compreensão da realidade. Sem dúvida um prato cheio para leitores deste blog.

Claudio

2 comentários em “Katrina, a crítica gramsciana-liberal da mídia… e a Escolha Pública

  1. Sinceramente, eu não sei se há uma ação deliberada dos profissionais da mídia (pelo menos não de todos) em favor de uma revolução gramsciana. Pode ser que haja, mas os casos que eu observo, mesmo em outras áreas, são de pessoas querendo parecer muito humanitárias, como se estivessem em campanha para o Nobel da Paz. Aí sim entra um fator cultural, muito forte na América Latina e talvez resultado do gramscianismo, que associa a esquerda a essa virtudes. A pessoa acredita que basta ser de esquerda que automaticamente adquirirá tais virtudes. Resumindo, para muitos casos que eu vejo por aí, ser de esquerda é mero resultado da combinação ignorância + preguiça + vaidade. Tem também os oportunistas, mas isso é outro papo.

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