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Rápidas

* O que não engorda, mata. Por isto fujo do regime de quando em vez.

* Sociólogos são mais racionais do que dizem ser. Quem tem acesso à revista Public Choice pode ler o texto.

* Nunca soube dobrar camisas? Descubra através de um “método origami” aqui.

Claudio

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microeconomia

Faça o que eu faço, não faça o que eu digo

Os Conselhos Profissionais – criação do Pai dos Pobres – custam uma anuidade, certo? Adivinhe qual deles teve o segundo maior aumento em 2006, relativamente a 2005?

Isto mostra que mesmo economistas que dizem que agentes racionais não existem (e outros desvarios) estão ou na mira do Conselho, ou com o dedo no gatilho. O racional, para o pagador, é reclamar. Para o cobrador, o racional é cobrar o maior preço possível dadas as restrições.

QED

Dica do Rodrigo Leite Silveira. Thanks!

Claudio

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Economia Brasileira

Quem é o culpado?

Excelente entrevista sobre o problema do gasto público.


“O Estado precisa arrecadar muito porque gasta demais”, lamentou em entrevista à Consultor Jurídico o economista e ex-coordenador da Administração Tributária de São Paulo, Clovis Panzarini.

A coisa anda tão feia que…

ConJur — Para o senhor, a elisão fiscal é legítima?

Clovis Panzarini — Eu acho que sim. Entendo elisão fiscal como a busca do contribuinte pela fragilidade da norma para fazer economia tributária. Mas, existem no mercado aqueles chamados de planejadores tributários, que eu chamo de estelionatários tributários. São os vendedores de teses. Eles dizem: “Olha, tem uma tese nova. Joga a crédito tudo o que você puder e lá na frente a gente vê o que faz”. O contribuinte acredita, faz o que foi mandado, então o estelionatário pega o seu honorário e vai embora. Lá na frente a bomba estoura nas mãos do contribuinte de boa fé.

Agora, a questão é: quem vai até a Granja do Torto dizer ao presidente que, embora sendo ano eleitoral, a responsabilidade pela eficiência do gasto público continua?

Claudio

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Economia do Conflito

Economia está em todo lugar…até na guerra

Sobre a guerra no Iraque, disse o prof. Keith Hartley:

“If we are going to continue our role as a world military power, we can’t ignore the economics. The cost of equipment and personnel are rising and something has to give. We could abandon our role as a world military power leading to considerable savings on our defence budget, probably of the order of 0.5 per cent of Gross Domestic Product a year,” he added.

É, não dá mesmo para ignorar o papel do economista em políticas públicas, ainda que sejam estas…

Claudio

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Desarmamento

Desarmamento e Polícia

Lembra da polêmica sobre o desarmamento? Pois é, um assunto correlato apareceu no “O Estado de São Paulo” de ontem, no caderno Cidades (p. C4). Trata-se dos policiais, aqueles que, por lei, teriam direito ao porte de armas. Será que estes caras possuem maior preparo do que um cidadão comum para o porte de armas? Alguns trechos interessantes, sobre a realidade paulista:

No balanço desses conflitos, os policiais matam 12 vezes mais do que morrem. Mas as baixas entre os agentes de segurança são altas. Em 2004, 27 foram assassinados, mas já houve anos com picos de 78 mortes. Como comparação, no ano passado a cidade de Nova York registrou apenas duas baixas entre os policiais – no Estado de São Paulo, foram 20 só nos primeiros nove meses de 2005. (…)

Segundo dados da Associação dos Oficiais da PM, 25 policiais se mataram em 2004 e 22 em 2005. ‘O salário é baixo, há excesso de trabalho e a necessidade de fazer bicos, o que toma o tempo destinado à família, algo que pode levar à sua desestruturação.

Se alguém ler o estatuto do desarmamento – lembrando que o estatuto está no Congresso e que apenas um item dele foi levado a referendo – verá que as condições para que um cidadão comum obtenha o direito de ter uma arma em casa (não me refiro ao direito de andar com ela por aí, que é outra coisa) não são simples. O sujeito tem, realmente, de provar que tem preparo psicológico e que não vive de atacar e tomar propriedades alheias. A ironia – triste, claro – do trecho acima é que as armas legais parecem matar mais do que as ilegais (considerando que os civis portem armas ilegais, segundo os termos do estatuto).

Conversando informalmente com um médico que já analisou policiais, ele me disse que o preparo psicológico deste pessoal não é, digamos, tão bom assim. Até entendo (e o trecho acima me permite inferir isto).

Afinal, o sujeito trabalha numa corporação que não consegue resolver crimes simples e num país onde, por exemplo, alguns políticos aprovam a venda de produtos sem cobrança de impostos por alguns, enquanto que outros políticos promovem “batidas” da Polícia Federal para apreender os mesmos produtos. O que dizer, por exemplo, da situação legal dos “flanelinhas”? Prefeitos (que não estacionam carros nas ruas) acham bonito não agir contra eles, mas ninguém me indeniza por arranhões no carro, mesmo quando eu trato os “flanelinhas” como “honestos fornecedores de seguro contra arranhões”.

Observe que meus exemplos sequer envolvem crimes com o uso de armas. Em poucas palavras: o policial nem sabe mais se o sujeito que é vítima da batida cumpre ou não a lei.

E isto tudo sem falar nos outros problemas: corrupção de colegas, invasores de propriedades (que não são sequer julgados porque seus aliados fazem um belo barulho na imprensa), o exemplo de políticos que não vão presos, e, agora, a onda do terror que os criminosos fazem no país, ora queimando ônibus (com gente dentro), ora metralhando bases da PM em São Paulo. Difícil mesmo é que o sujeito honesto, aquele policial que realmente queria facilitar a vida honesta de seus amigos, não pense em suicídio ou em tornar-se parte do jogo fácil da criminalidade.

Não digo que a voz do povo seja a voz de Deus, mas é difícil não concordar com os taxistas e ambulantes que sempre me dizem que “matou um cidadão, ok, matou um bandido, você vai preso”. Não se trata de defender o assassinato de bandidos, obviamente. Mas há, no ar, a percepção de que o pessoal dos “Direitos Humanos” não parece ver policiais como humanos (ou então não possuem direitos). Esta percepção não é só minha, conforme o trecho a seguir.

Para tentar mudar esse quadro, Hein [da AMCHAN] pretende criar uma organização não-governamental – o Instituto Pró-Polícia – destinada a arrecadar dinheiro para projetos na área de segurança pública, nos moldes da NY Police Foundation. ‘As ONGs no Brasil parecem preocupada s só em atacar os policiais. Ninguém liga quando eles morrem’.

Minha opinião é que o candidato a presidência que apresentar um programa de Segurança Pública decente – e mostrar que se apóia em gente séria – aumenta suas chances de vitória em 2006.

Claudio

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