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Podcast do Gustibus

Agora foi! Aos 19 dias do mês de Janeiro do ano da graça de 2006, entrou no ar o podcast do gustibus.Ainda não aprendemos a criar o podcast para valer e agora vocês tem só um arquivo mp3 para ouvir. O tema geral do papo foi o Freakonomics. Mensalmente, no máximo, conversaremos com outros amigos economistas sobre suas pesquisas ou outros temas.

A culpa da má qualidade técnica é da nossa inexperiência e da preguiça. Pedimos desculpas. Comentários são mais do que bem-vindos.

Agora é só ficar ao lado do telefone esperando a ligação com o convite de emprego da BBC Radio 4.

Leo e Claudio

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E agora?

Esta é boa.

The official Vatican newspaper opposes teaching Intelligent Design as science:

“If the model proposed by Darwin is not considered sufficient, one should search for another,” Fiorenzo Facchini, a professor of evolutionary biology at the University of Bologna, wrote in the Jan. 16-17 edition of the paper, L’Osservatore Romano.

E agora?

Claudio
p.s. Estamos com problemas técnicos para iniciar nosso podcasting…mas vamos ver se conseguimos algo ainda hoje.

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Política monetária

Não entendeu

Liliana Pinheiro não entendeu ainda o que é “monetarista”. Em sua vontade de criticar o governo atual, a jornalista me sai com esta:

Não há uma luta entre desenvolvimentistas e monetaristas em curso, nem no governo nem fora dele. São os monetaristas de sempre que estão a se bater para salvar suas teses mais caras, como os critérios atuais do sistema de metas inflacionárias, o câmbio flutuante e, principalmente, a autonomia do Banco Central, que fatalmente passará a ser questionada com força em pleno ano eleitoral. Nada pior para essa turma do que uma eleição com a economia fora dos eixos do desenvolvimento global e sem uma crise externa para amedrontar os que pensam em mudanças.

Pergunto ao leitor, estudante de Economia: quantos economistas não-monetaristas você conhece que defendem o sistema de metas, o câmbio flutuante e a autonomia do Banco Central? Eu conheço, no mínimo, uns dez (porque minha memória é ruim).

Jornalistas reproduzem sempre esta dicotomia entre “monetaristas” e “todo o resto que nos é – a nós jornalistas – simpático”. Eu não vou explicar o que é monetarismo aqui. Deixo isto como dever de casa aos colegas jornalistas. Diga-se de passagem, tenho amigos jornalistas – o meu amigo mais antigo é um deles – e sei que nem todos trocam os pés pelas mãos.

Talvez a pergunta mais difícil seja: existe algum monetarista hoje? Um “monetarista” dos anos 70 pode ser transportado no tempo, para 2006, e se dizer “monetarista”? Ou tem gente achando que sempre existe uma luta entre “o bem e o mal” na economia? Os não-economistas – aqueles que sempre criticam nossa suposta visão simplista são os primeiros a bradarem pela dicotomia da vida: “um outro mundo é possível”, “nós e Bush”, “ricos e pobres”, etc.

Irônico isto.

Claudio

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As bases científica do Telecatch

Um dos papos mais bizarros durante o meu período em San Diego deu-se na fila do correio. Conversando com um americano, ele me pergunta: “quantos anos você têm?”. Eu respondo: “35”. E ele: “Então você conhece o Teddy Boy Marino!”. Eu fiquei muito surpreso do sujeito conhecer o herói do telecatch, aquela luta livre totalmente fajuta que foi sucesso nos anos 70. (O sujeito tinha conhecido o TBMarino na década de 90, como dono de churrascaria em São Paulo.)

Agora os neurologistas mostram que os homens tendem a gostar quando vêem outro sujeito levando pequenos choques. As mulheres, não. Isso explica as platéias masculinas no telecatch. Mas será que somos sádicos? Eu chuto que não. Concordo com aquela explicação evolucionária da risada: quando um sujeito leva um tombo de bunda, rimos para mostrar ao grupo: “epa, não foi nada sério, vamos relaxar”. O telecatch era só um jeito de gerar sensações como essa aos montes.
Fica o mistério da diferença entre os sexos. Aposto que o meu neurocientista favorito tem a resposta em um de seus livros.

Leo

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