Humor

Os coiotes estão chegando

Você não achava estranho que, a cada semana, Brasília e outras capitais sempre fossem alvo de manchetes sobre escândalos de corrupção? Dava aquela sensação de que a gente continuava dando a chave do galinheiro para os lobos, não é?

Bom, lobos eu não sei, mas o fato é que os coiotes gostam de aglomerados humanos (e talvez sejam menos perigosos do que os “lobos”…).

Claudio

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Sharon pode estar em coma, mas quem está falida é a Autoridade Palestina

Por que? Intervenção governamental demais é o que parece. A entrevista é com um funcionário do Banco Mundial, Nigel Roberts e o link é do jornal Haa’retz (originalmente via Best of the Web).

The PA is on the verge of functional bankruptcy. The failure to make the salary payment in full and on time will affect hundreds of thousands of people who feed at its table, and the tens of thousands of suppliers and merchants who earn their living from its employees. They will join the masses of unemployed. According to the World Bank, the unemployment rate in the territories exceeds 20 percent, with a rate of about 30 percent in the Gaza Strip, over 40 percent in the southern part of Gaza and among young people (ages 16-25) in southern Gaza, the favorite source of cannon fodder for Islamic Jihad, unemployment reaches the alarming rate of 70 percent. The bankruptcy of the PA following the elections, Roberts warns, could generate a shock of unimaginable dimensions.

Moral – sarcástica – da história: tá ficando caro contratar ventres para criar homens-bomba?

Claudio

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Humor

Abusos sexuais aos sábados e domingos devem diminuir (Humor)

A magnânima burocracia brasileira resolveu que a folga dos criminosos que abusam sexualmente de crianças deve ser diminuída. Por que? Porque o serviço de denúncia de abuso sexual é estendido a finais de semana:

BRASÍLIA – O atendimento do serviço Disque-Denúncia sobre abuso sexual de jovens passa a funcionar, também, nos finais de semana e feriados, das 8h às 22h. O Disque-Denúncia funciona pelo telefone 0800 99 0500 e a ligação é gratuita.

A expectativa do Programa Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, conforme a “Agência Brasil”, é que o número de denúncias aumente com a extensão do serviço.

As informações, que chegam pelo sistema, são repassadas em menos de 24 horas aos órgãos responsáveis, como o Ministério Público, os Conselhos Tutelares e as delegacias especializadas da criança e do adolescente.

Ou seja, acabou a farra dos abusos sexuais no final de semana. O estranho, para mim, era o funcionamento antigo.

Para pensar: o pessoal do “movimento social” do PCC (em conjunto com o pessoal dos Direitos Humanos…dos criminosos apenas) provavelmente entrará com ação na Justiça contra esta “desumana” medida do governo que deve gerar mais “estresse” aos criminosos sexuais.

Antes tarde do que nunca.

Claudio

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Humor

Humor across Stiglers…

Stigler’s law of eponymy
From Wikipedia, the free encyclopedia.

Stigler’s law of eponymy is a process proposed by University of Chicago statistics Professor Stephen Stigler [1] in his 1980 publication “Stigler’s law of eponymy. (Gieryn T F, ed. ) Science and social structure: a festschrift for Robert K. Merton. New York: NY Academy of Sciences, 1980. p. 147-57”, made popular by his 1999 publication “Statistics on the Table” [2]. In its simplest and strongest form it says: “No scientific discovery is named after its original discoverer.” In philology it is known as the “Rule of the Lesser Attribution.” Historical acclaim and reputation tend to be allocated to people unevenly. Scientific observations and results are often associated with people who have high visibility and social status. Eponymy is a striking example of this phenomenon. Particularly important scientific observations are often associated with a person, as in the case of Gaussian distribution, Halley’s comet, and Planck’s constant. Historians of science, however, have noted that often the person who is associated with the particular observation, theory, or result was not its original inventor. Based on his studies on the history of statistics, Stephen Stigler therefore proposed his own “Stigler’s Law of Eponymy.”

Now, the interesting fact: Stephen Stigler is son of George Stigler. It isn’t at the Wikipedia (somebody could include it), but you can confirm it here.

Amazing, huh?

Claudio

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Economia Brasileira

Movimentos sociais, na prática

Quando eu falo que estudar “Economia do Conflito” é importante, não falo em vão. Graças a Deus, a realidade brasileira está aqui para demonstrar a importância da agenda de pesquisa.

Exemplo:

MST é acusado de torturar família de posseiros no Paraná

05h22 — Na Folha: “Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de uma invasão em Paula Freitas (219 km ao sul de Curitiba) foram acusados de manter amarrados por três horas e torturar seis integrantes de uma família de posseiros da área e dois funcionários. A casa em que a família morava e um paiol foram queimados pelos sem-terra depois que a polícia levou os moradores dali. De acordo com o que os posseiros disseram à polícia, os líderes da agressão também estimularam as crianças do acampamento a bater neles com paus. O MST nega a tortura, mas admite ‘excessos’ de um grupo isolado, em reação a supostas ameaças e agressões dos posseiros. (…) O posseiro José Luiz Estácio pleiteia na Justiça usucapião de 86 alqueires da fazenda. Os sem-terra se instalaram em barracas na área contígua há cerca de um ano.(…) O inquérito policial já foi aberto. Na delegacia de Paula Freitas, a informação é de que há denúncias freqüentes de violência dos dois lados. José Luiz Estácio está com uma atadura no nariz, que diz ter sido quebrado na agressão. O irmão dele, João Walter, exibiu o corpo com perfurações superficiais. (…) Um dos líderes do MST no Paraná, José Damasceno disse que os posseiros contrataram pistoleiros e que um sem-terra foi agredido e ameaçado de morte, dias atrás. O movimento também chamou um advogado da ONG Terra de Direitos para acompanhar o inquérito. O advogado dos posseiros disse que vai processar a coordenação nacional do MST.”

Obrigado, pessoal do Primeira Leitura, por, novamente, mostrar que estou no caminho certo.

Claudio

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Economia Brasileira

Terra Brasilis

Enquanto o vice-presidente insiste em manter brasileiros no Haiti, Afonso Pastore e Maria Pinotti fazem uma leitura crítica da política econômica que, aliás, ainda não afetou os juros para os consumidores.

Claudio
p.s. note como o Pravda – que eu citei mais abaixo – continua patinando ao falar de “monetarismo” em um país cujo governo, notoriamente, aumenta a arrecadação para dar conta de novos gastos…
p.s.2. ok, corrijo-me. O Pravda é coerente: diz que isto que falei acima é bom e monetarismo é ruim. É bobagem, mas eles são coerentes…

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Nosso novo presidente…

Da série “Por que sou contra os conselhos profissionais”. Via nominimo:

“O multipresidente dos economistas

O Conselho Federal de Economia anuncia que tem novo presidente: Synésio Batista da Costa, que ameaça “resgatar o espaço dos profissionais economistas nas discussões dos grandes temas nacionais”. Em sua gestão, o Cofecon, como eles chamam a entidade, vai “agir em benefício dos economistas, agregando valor profissional à categoria”.

O valoroso economista vai ter de se desdobrar. Entre outras obrigações, ele preside também a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, o Sindicato das Indústrias de Instrumentos Musicais e de Brinquedos do Estado de São Paulo, a Associação Brasileira da Música, a Federación Latinoamericana de los Fabricantes de Juguetes, o Instituto da Qualidade do Brinquedo e de Artigos Infantis e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens Laminadas Flexíveis.

Haja valor agregado.”

“Agregar valor” é mesmo uma expressão lastimável. Quase tão ruim quanto “desenvolvimento sustentável”.

Leo.

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Kiva

Hoje eu resolvi efetivar o que já pensava há tempos: exercer meu altruísmo. Como não sou muito confiante em nosso governo, resolvi ajudar quem precisa realmente através do KIVA.

O que eu fiz foi comprar um cartão de US$ 25.00 e então “resgatá-lo” transformando o recurso em algo transferível em forma de empréstimo para algum micro-nano-pequeniníssimo empresário na África. Por enquanto não há negócios para empréstimos mas, assim que aparecer um, eu vou analisar e doar.

O bacana do KIVA é que, embora seja micro-crédito, é feito de forma descentralizada – o dinheiro não passa pelas mãos de alguns destes ditadores que nossa “pragmática” política externa adora – e ajuda a financiar empresários em países realmente pobres. Ou seja, se você é socialista e não acredita em mercados, o KIVA não é para você. Não é o meu caso. Eu acho que ajudar alguém a abrir um negócio é bom para que ele saia da pobreza com seu próprio esforço.

E é uma boa ação em termos morais. Pelo menos para mim.

Saiba sobre como surgiu o KIVA aqui.

Claudio

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Discurso de cachorro morto

Muitos me diziam, em 1994, que em cachorro morto não se bate. Hoje, desconfio que muitos destes “amigos” eram, na verdade, cachorros moribundos. Afinal, quem diria que argumentos panfletários como os reproduzidos abaixo são de 2006?

The fact that the leftist policies favour the people over the oligarch (whose soul is sold to Washington) means that the left will continue to expand in Latin America and elsewhere, as the farce which is the monetarist-capitalist model defended by Washington (in which corporate elitists even dictate foreign policy) is exposed for the lie it is.

Alguém precisa avisar o pessoal do Pravda que esta história de “modelo capitalista-monetarista” ainda não foi implantado na América Latina. Talvez a realidade (análise simples dos dados) possa mostrar isto. Afinal, os panfletários, até agora, limitaram-se a criar bodes expiatórios imaginários, é hora de aprenderem a analisar a realidade com o auxílio de dados. (Teses sobre Feuerbach, novamente revisadas por mim).

Claudio

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Academia

Outra Aula de Economia para Leigos

Suponha um mercado para advogados. Existe a oferta de advogados e a demanda por advogados. Logo, existe uma quantidade de esquilíbrio de advogados e um preço por eles (seu “salário”, por assim dizer) de equilíbrio.

Sabe-se que o custo para se formar em Direito é elevado, algo em torno de R$ 230 mil. Você, candidato ao vestibular de Direito, gostaria de pagar menos. Não há inflação (ou a mesma é desprezível, como vimos em 2005, quando quase alcançamos a meta de inflação). Logo, o negócio é ver a estrutura de custos. A oferta de cursos de Direito e sua demanda estão bem relacionados. Empresários estão de olho no seu bolso e loucos para encherem suas faculdades com alunos. Você, candidato, adoraria disputar 1000 vagas ao invés de 100.

Aí aparece um político e propõe restringir o número de vagas para cursos de Direito. Em outras palavras, a oferta de cursos de Direito cairá e os que restarem terão poder de mercado ampliado, o que te faz pensar em recorrer ao CADE. Afinal, ora bolas, restringir a oferta nunca foi a melhor forma de aumentar a qualidade, não?

Sabemos que políticos são racionais. Também sabemos que consumidores e empresários de ensino também o são. Isto sem falar dos jornalistas que criam as notícias para que eu possa fazer os links acima. Então, o que se passa? Por que restringir a oferta de cursos, aumentando seus custos e, portanto, o preço? Há várias hipóteses possíveis, todas passíveis de investigação quantitativa. Aí você dirá: “Caramba, Cláudio, não temos dados para isto! Você acha que alguém vai abrir os livros contábeis da faculdade X ou Y para mim?”

A resposta é: claro que não. Ninguém vai te dar os custos. Mas você não aprendeu Economia na faculdade? Se o seu professor não passou todo o tempo em discurso ideológico, fazendo campanha para um candidato qualquer (ou para te convencer a se transformar em militante deste ou daquele movimento), então você tem alguma noção de que, em Economia, não precisamos saber como é a mente de um indivíduo, basta observarmos suas escolhas, seja o sujeito um político, empresário ou candidato a vestibular de Direito (algo que chamamos de “preferência revelada”, base teórica para os índices de preços e de quantidades, comuns na medição de inflação).

Mesmo assim, é possível que você não tenha todos os dados. A desistência é a saída mais fácil. Afinal, você chegou até aqui, pensou um bocado, tentou achar os dados, exatamente os mesmos que pensou desde o início, após dias de esforço desvendando a teoria e tentando ligá-la aos dados.

Existe outra solução, mais demorada, baseada na criatividade, que pode te levar a soluções aparentemente inusitadas, mas razoáveis. Pense nos autores de Freakonomics e em como eles mostraram que o aborto diminuiu a criminalidade nos EUA. Como eles chegaram no “aborto” como variável importante para seu teste empírico? A intuição faz todo o sentido. Se o aborto de fetos gerados por fatos violentos (e.g., estupro) for permitido, a possibilidade de crianças socialmente rejeitadas nascerem, crescerem e, portanto, meterem-se a roubar os outros, diminui.

No caso de políticos, por exemplo, o estudo mais comum para saber como eles pensam é analisar as votações (veja, por exemplo, “Party and Police in Imperial Brazil”).

À guisa de conclusão: oferta e demanda funcionam e todos a entendem, mesmo que não tenham aprendido Economia (*). Entendem tão bem que, claro, cada qual procura maximizar seus ganhos. Esta motivação é ótima, desde que a concorrência seja preservada. Obviamente, o complicado é fazer isto. Mas, neste post, apresentou-se um resumo do “mapa” que você poderia seguir para tentar desvendar este – aparente – mistério.

Claudio
(*) Isto é até esperado. Afinal, a Economia busca explicar as ações humanas. Seria absurdo exigir que os homens entendessem Economia para, então, explicar suas ações. Aliás, seria mais do que absurdo, seria muita preguiça de nossa parte…

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escolha pública

Ano Eleitoral é outra coisa…

Veja a manchete: Governo realiza concursos para preencher 16.500 vagas.

E o pessoal me dizia que o atual partido situacionista era diferente dos outros, que não comprovaria a teoria “importada dos EUA” (tal como o marxismo, importado da Europa…) da Escolha Pública.

Fantástico o que a realidade não faz com a mente das pessoas! Podemos dizer que: Os idealistas, até agora, limitaram-se a construir visões belas de si mesmos e de seus monstros. Chegou a hora de acordarem (teses sobre Feuerbach, versão revisada por mim).

O primeiro passo é aprender Economia e Escolha Pública.

Claudio

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