escolha pública

O Judiciário e a Economia

Eis uma dica de meu amigo Rodrigo L. Silveira, lembrando de uma pergunta de outro amigo meu, o Fred, há algum tempo, que me deixou gargalhando: “imagine um Judiciário eficiente”.

Por que eu ri? Eu achei engraçada a pergunta porque me levaria a um Nirvana do qual nunca mais iria querer sair. De qualquer forma, vale a pena ler todo o estudo.

Claudio

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Humor

Pensar dói, mas às vezes…

“Quer ver violência? Vá a um estádio de futebol! Tenho anos de Tiro e nunca vi uma briga num Clube de Tiro.”[Helio Barreiros Jr, no último número da revista Magnum, especializada em armas de fogo]

Eu já pensava mesmo em propor uma legislação para porte de torcedor. Meu irmão vive dizendo – não sei quando brinca e quando fala sério – que homens e mulheres adultos deveriam ter “habilitação” para serem pais. Diz ele: “tem gente que não sabe criar os filhos.” Há um padrão entre Helio Barreiros, minha ironia e meu irmão? Há. Há a crença de que se há algo errado, alguém tem de proibir alguma coisa. Mas não é tão simples assim.

Pense na questão colocada há muitos anos (mesmo) pelo satirista romano, Juvenal: Pone seram, cohibe. Sed quis custodiet ipsos Custodes? (Coloca o ferrolho, impeça. Mas quem vigiará os próprios vigilantes?)

Para alguns, há uma solução exógena (um ser iluminado capaz de resolver o problema, que só pode vir de fora desta sociedade tããão contraditória…), para outros, como Hayek, a própria sociedade descentralizada e livre deveria, através de erros e acertos, dar conta do problema.

Quem acha que deve haver alguém maquinando tudo (tem até um gostinho de teoria da conspiração, não?), opta pela solução centralizada. Ainda existem mais duas questões importantes. Uma diz respeito à escolha de critérios de eficiência para se decidir entre diferentes graus de centralização e a outra, que não se dissocia desta, é moral, em princípio, e diz respeito a um estranho dilema que muita gente ensina incorretamente por aí e que se resume em: “o liberalismo enfatiza a liberdade sobre a igualdade e o socialismo faz o oposto”.

Por que é estranho? Porque nunca vi um socialista abrir mão da própria liberdade por alguma igualdade. Isto sem falar no quão vago é dizer “liberdade” e “igualdade”. Igualdade de que? De oportunidades? De renda? De habilidades geneticamente construídas?

O leitor está com sorte hoje, eu não tenho poderes de fichar torcedores de futebol na ABIN, embora eu continue me achando uma perfeita solução centralizadora. 🙂

Claudio

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Quanto custa matar um punhado de gente?

O custo de uma morte pode ser calculado através da fórmula do valor da vida (toda seguradora calcula isto). E quanto custa matar pessoas?

11 de Março de 2004 em Madrid: por volta de 8.300 euros
11 de Setembro de 2001: 400 mil euros.

E, segundo a mesma fonte, quanto custou o atentado de 7 de Julho, em Londres:

Os investigadores descobriram que os bombistas suicidas tinham preparado cuidadosamente a sua morte, saldando todas as dívidas e, um deles, chegando ao extremo de redigir o testamento. O baixo custo destes atentados é prova de uma evolução, no entender da perita em financiamento terrorista Loretta Napoleoni: “Comparando o 11 de Setembro de 2001 com os seguintes atentados em Bali, Istambul, Madrid e Londres, o seu custo foi diminuindo substancialmente”, disse à «BBC».

A má notícia é esta mesma: ficou mais barato matar gente inocente em massa.

Claudio

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Idéias perigosas

Qual idéia você tem e teme que seja verdade? Os grandes cientistas responderam esta pergunta. Ainda não li. Só passei os olhos na lista e encontrei os nomes de Steven Pinker, Dennet, Jared Diamond, Dawkins (esse foi o único que eu li. Genial e perturbador) e nenhum economista que eu conheça.

Bem, ninguém me perguntou, mas aí vai a minha idéia: suspeito que uma economia de mercado + democracia liberal sejam por demais impessoais para os nossos cérebros primitivos. Por razões evolucionárias, pode ser que nossos miolos estejam mais aptos a gostar de ditadores, comando e da pressão do grupo do que da liberdade individual. Argumentos religiosos, ideológicos, raciais acabarão triunfando em definir o “nós” e o “outro”.
(Espero que eu esteja errado. Vamos ver o que o Company of Strangers diz. O livro já está na mochila.)

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