história econômica

Piratas do Caribe e a Economia

Lendo a Revista História Viva (ano 1, v.3) esbarrei com a informação que os piratas no século XVII recebiam indenizações, pagas pelo capitão, pela perda de partes do corpo. A tabela era a seguinte:

600 piastras (moeda de prata) pelo braço direito;
500 piastras pelo esquerdo;
100 piastras por um olho ou dedo.

Lembrei que no Freakonomics (Ei, Cláudio, temos que fazer um bom post sobre o livro, né?) consta a tabela que o estado de Connecticut usa para pagar indenizações por acidentes de trabalho. Listo apenas os valores das partes do corpo que constam das duas tabelas:

– 208 remuneraçoes semanais por um braço principal
– 194 remunerações semanais pelo braço auxiliar
– 157 remunerações semanais por um olho.

Antes de tudo, é interessante ver que os foras-da-lei tinham um esquema de seguro totalmente privado e mantido pela reputação. Mas vejamos a variação do preço relativo do braço. Ele passou de uns 5.5 olhos para pouco menos de 1.3 olhos. Isto é, o preço relativo do braço caiu em 3 séculos e, por sua vez, o olho ficou mais caro.
Faz sentido, não é? A sociedade de hoje é muito mais intensa na utilização da capacidade visual do que na época. Afinal, para saquear uma cidade, estuprar e tomar tesouros não é tão necessário um olho quanto é para ganhar a vida hoje. Ou seja, a produtividade marginal de um olho era relativamente baixa no Caribe dos piratas.

Sacou agora porque tantos piratas usavam tapa-olho?

Leo

11 comentários em “Piratas do Caribe e a Economia

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