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Econometria aplicada…em português

Já se vão anos desde minha apostila sobre o Eviews que, segundo me dizem, já ajudou muita gente por este país. Recentemente publiquei a apostila para o R (está aqui) e o Vitor Wilher publicou a dele (que não é gratuita e está aqui) e não é que tenho o prazer de saber, por meio do prof. Gabrielito, da FURG, que o pessoal da FEE (órgão estadual do RS) acaba de publicar uma apostila gratuita para o Eviews?

Outro dia o Leo Monasterio me instigou a publicar um post retrospectivo sobre a blogosfera no debate. Não sei se tenho ânimo para tanto, mas eis aqui uma evidência de que a internet e a blogosfera mudaram, inclusive, a forma como aprendemos e também como ensinamos. Apostilas de pacotes econométricos em português a um preço baixo (ou mesmo gratuitas)? Foram anos vendo materiais em inglês e, aos poucos, vemos a mudança aparecer por aqui.

Que ótima notícia!

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Momento R do Dia – Vitor Wilher

Vitor Wilher acaba com a farra dos alunos preguiçosos que choram com o professor porque, supostamente, são incapazes de obterem as planilhas do site do Banco Central. Acabou o choro, acabou a farra. Põe o rabinho entre as pernas e sai de fininho porque o R facilitou tanto sua vida que vergonha é ter tido a oportunidade de usá-lo e não tê-la aproveitado.

Ah sim, o tema do texto dele é o importantíssimo dominância fiscal.

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Dica R do Dia – O Ebook do R de Vitor Wilher e a relação entre R e Uber

vitorwilherebook

Vitor Wilher tem disposição para aprender que não preciso citar (basta ler o resto do parágrafo). Assim, ele conseguiu fazer um livro de exemplos de aplicações em R em tempo recorde. Está aqui e já estou morrendo de inveja dele, confesso.

Ele está de parabéns. Agora, uma analogia simples e correta

Novamente, barreiras ao ensino da Economia caem. Sim, eu sei. É igual ao Uber vs táxis: o dono do programa econométrico XXX ganhou dinheiro vendendo a licença para a faculdade e os alunos só podiam usar o pacote nos laboratórios. Aí veio o R, que o aluno pode obter sem pagar por alguma licença – mas com o custo de aprendizado internalizado ou melhor, como gostam alguns pseudo-pedagogos: individualizado (desculpa para vender besteiras começa com bons gestos orwellianos, ^_^) – e com tanto quanto (ou mais) recursos para o aprendizado de Econometria.

O que acontece? As prefeituras e governos estaduais interferem para que o R não seja mais disponibilizado no país? Não neste caso, por uma questão básica de arcabouço institucional distinto (agradeça ao livre mercado por gerar estes produtos malucos como o R, pois a internet é muito mais próxima de um mercado livre no conceito clássico do que um mercado de táxis). Não dá nem para políticos fazerem declarações quase não-humanas sobre os males que a inovação trazem para a sociedade.

Tal e qual no caso do Uber vs táxis, alguns alunos já acomodados em sua confortável zona (de conforto, claro!) não querem aprender o R, acusam o professor de maldade, de querer estragar suas vidas, de fazer tudo mais difícil, etc. São como clientes que já se acostumaram com táxis e não querem experimentar mais nada. Estão, poderíamos dizer, path-dependents (para usar uma outra analogia, desta vez, em honra a Douglass North) do modo antigo de se fazer econometria. O programa XXX tem problemas no algoritmo? Não importa. Importa é que é fácil e dane-se o R.

Outros alunos, contudo, experimentam o R, percebem que o programa lhes permite imprimir nos trabalhos sua marca individual, adicionando seu valor intrínseco (eu diria: idiossincrático) ao relatório (o que, como sabemos, costuma ser um fator diferenciador e, portanto, muito mais interessante na manutenção do próprio emprego e na construção da reputação profissional….ceteris paribus) e investem no uso do R.

O trabalho de econometria entregue é mais ou menos bem feito, mostrando um maior ou menor uso do R o que, claro, significa notas diferentes. Novamente: similar ao caso do Uber. Aqueles que não se empenham em experimentar todos os métodos de transporte também têm custos de oportunidade distintos e terminarão a semana ganhando mais ou menos com a combinação de viagens de táxis ou de Uber que escolheram.

Honestamente, qual a diferença entre Uber e R? Substancialmente, nenhuma. Detalhes? Alguns, mas nenhum que altere a conclusão genérica comum: a de que choques reais (é, você estudou ciclos reais comigo) ocorrem, são imprevisíveis e podem ser positivos.

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A dura vida sob a ala hetero dos pterodoxos brasileiros

Texto do Vitor Wilher. O pensamento dominante na academia (que é a pterodoxia) é muito pouco plural, embora diga o contrário. Como já disse aqui, pterodoxo é um conceito que muitos leitores não entendem. Acham que me refiro aos membros do infeliz partido do sr. da Silva. Ledo engano. Basta ler Roberto Campos para se lembrar de sua “Petrossauro” e você começará a entender o que chamo de pterodoxos, esta gente bem ruim de idéias e muito boa de doutrina(ção), mas não de estudos de doutrina…