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Tire a mão…

Ontem estive em dois eventos. Primeiro, o aniversário do Kenji. Incrível como todos eles falaram bem do vídeo-anúncio do Tire a Mão da Minha Linguiça. Acho que 1 em cada 1 amigo(a) do meu irmão usa a internet como eu uso. Depois encontrei algumas das compradoras do livro.

Tantos foram o elogio ao vídeo-anúncio que penso seriamente em vender streaming ao invés do livro. ^_^

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Momentos distintivos

Existe, creio, uma diferença sutil entre “distintos” e “distintivos”. Se não o há, eis meu entendimento: algo distintivo não apenas é diferente como também se destaca. Pode ser que não seja isto, mas serve para começar este pequeno texto.

Há aproximadamente um ano e meio ou dois, tivemos um desagradável momento em sala de aula, eu e uma aluna. Até aí, tudo bem. Normal. O que não se poderia prever, normalmente, é a reação da mesma. Já vi gente se comportar como criança, chamando papai e mamãe para formar uma frente única umbilical (neste caso, realmente umbilical) e egocêntrica em defesa do erro contra a verdade. Já vi também a apatia quase vegetativa de alguns outros. Mas nunca presenciei a reação desta aluna.

Passado algum tempo do entrevero, encontramo-nos em outra disciplina e eis que o projeto de monografia dela era perfeitamente compatível com um dos temas de pesquisa que me interessam. Conversamos formalmente sobre isto e ficou claro que ela tinha todo o direito de carregar o tema para outro professor que melhor se enquadrasse em seu perfil de relacionamento e metas.

Após algumas tentativas com outro professor, vimo-nos diante do dilema: teríamos que seguir juntos. Iniciamos um novo relacionamento e não apenas o projeto se desenvolveu como a monografia acaba de ser defendida (na verdade, fazem uns três dias). Não apenas com uma nota bem razoável – algo em torno dos 90 pontos – como também houve um excelente trabalho por parte da aluna: (a) elaborou seu questionário, (b) coletou dados, (c) aprendeu rudimentos de modelos probit/logit ordenados, (d) fez a monografia no tempo que lhe foi imposto.

Isto, por si só, é um motivo de alegria para orientador e orientando. Não bastasse isto, ainda ganhei um exemplar do “A Ciência do Sucesso” (cuja tradução não é muito boa, eu notei) que me interessava. Claro que pedi uma dedicatória lá no topo da primeira página.

O que aprendemos com tudo isto? Eu creio que aprendemos sobre relacionamentos profissionais e tolerância mútua. Aprendemos também sobre pessoas que reagem a fatos adversos com empenho e vontade de se superar (e não falo só da orientanda, afinal, eu tive que superar minha impressão prévia…e topar uma orientação altamente arriscada para ambos…tenho cá meus méritos…).

Meus orientandos deste semestre devem encerrar suas bancas hoje. Quatro pessoas, quatro diferentes formas de escrever, quatro poços de problemas e também de bons momentos. Mais gente formada para a vida. Se comprendem todo o valor de uma boa monografia eu duvido. Eu mesmo demorei a entender, por mais que achasse que não. Talvez a gente entenda mas, depois de algum tempo, faça a releitura da própria história e encontre novos motivos para se sentir satisfeito com uma boa monografia. Realmente não sei.

De qualquer forma, eu agradeço à Isabela pelo livro e pela oportunidade.

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Tire a mão da minha linguiça

O clássico da literatura brasileira, anunciado aí ao lado, vendeu mais algumas “e-cópias”. Interessante que é só gente que não conheço. Em outras palavras, ultrapassamos o cordão de isolamento dos “amigos-que-compram-apenas”.

Mas, em breve, terei um novo livro. Este sim, vai derrubar mitos, crenças, castelos de areia e convicções filosóficas. Deus estará morto e vivo na filosofia e, ao mesmo tempo, ele tocará um rock-and-roll na cabeça do leitor. Um novo clássico! Em breve, muito breve…

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Tire a mão da minha lingüiça bate recordes

Segundo me informa o editor, se você demorar muito, não conseguirá comprar mais uma cópia impressa da minha minúscula primeira tiragem (da primeira edição). Como o imposto de renda chegou, eis uma boa chance para comprar os últimos exemplares da primeira – e histórica para a língua de Camões – edição. Afinal, eu não sou rico, né?

Sugestões:

  • Pague-me para fazer palestras sobre o sucesso no sexo, futebol e no amor;
  • Seja um destes auto-denominados “preocupados-com-a-cultura” que infestam os pedidos de subsídios e isenções do governo e me financie. Faça isto pelo seu bolso e me faça feliz;
  • Doe dinheiro para que eu possa fazer uma segunda tiragem;
  • Dê-me sua fortuna e me implore para fazer o que quiser com ela. Garanto que, no meio de tudo, faço uma segunda tiragem.

Eu avisei, heim? O pouco que tenho para vender está lá. ^_^

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Tire a mão da minha lingüiça já é clássico da literatura no Brasil

Pare o mouse em cima da foto do livroEi, tire o mouse da minha lingüiça!

Hehehe! Agora eu possuo em papel o novo clássico (neoclássico?) da literatura luso-afro-brasileira: “Tire a mão da minha lingüiça”, o qual eu tive o prazer de ler o ‘manuscrito’, ainda antes do lançamento do livro. Não existe algo como um fio-central que conduza a obra, o que, claro é uma boa notícia para CEOs com déficit de atenção. De fato, as histórias são deliciosamente aleatórias (sendo a aleatoriedade um dos elementos do humor).

O que mais? É uma grande pedida, providencie a sua cópia em papel ou em e-book aqui.

Eis aí o depoimento do revisor do meu texto. Depois desta, eu encomendaria 200 exemplares para a biblioteca. Digo, 200 para cada biblioteca que existe no Brasil (não são muitas mesmo…). Ou então, seguindo a tradição não-liberal brasileira, eu faria um lobby que obrigasse todas as bibliotecas (inclusive as dos institutos-braços dos partidos políticos) a comprarem, cada, 200 exemplares. Tudo em nome do social, claro.

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Mais um leitor satisfeito!

Novas Aquisições – Agora chegou.

Hoje chegou o livro de crônicas do Cláudio Shikida – Tire a mão da minha linguiça: Um guia para CEO´s com déficit de atenção.
Bom, eu peguei e li do começo ao final sem parar. Acho que já diz bastante sobre o livro.

posted by Márcio Laurini at 5:30 PM 0 comments

Eis aí, leitor, a prova cabal de que Tire a mão da minha lingüiça é um sucesso absoluto! Primeiro, ele não saiu em nenhum ranking de nenhum jornaleco. Segundo, minha mãe achou o livro muito bem escrito. Terceiro, o grande econometrista e formador de opinião da sociedade civil organizada e consciente de seus direitos e deveres, Márcio Laurini leu (o livro)  sem parar (o que pode significar que ele está bem folgado neste sábado…).

Agora não há mais dúvida: até no IBMEC-SP o livro é um sucesso. Hordas de leitores estão, inclusive, voltando para o Brasil, para ler o livro. Só da Espanha já voltaram um bocado de leitores nesta semana.

Pelo visto, é um ponto de não-retorno. Esqueça James Joyce, Dante, Guimarães Rosa ou Paulo Coelho. O negócio agora é ler Tire a mão da minha lingüiça. Acho que já é o novo livro dos gurus de Administração, segundo me contou um importante empresário multinacional. Mas há gente que acha o livro um clássico da Sociologia contemporânea. Dizem que tudo de importante que tem sido discutido pelos (s)ociólogos modernos (gostou, (H)elio Gaspari?) já tinha sido antevisto nas crônicas profundas, bem escritas e proféticas do livro.

Eu não discordaria desta gente. ^_^

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Madadayo?

Nunca imaginei, quando iniciei minha carreira acadêmica, que teria amigos entre ex-alunos. Pode-se dizer que isto mudou ao longo do tempo. A foto acima tem alguns homônimos de personagens do grande clássico da literatura luso-afro-brasileira (em língua portuguesa), o Tire a mão da minha lingüiça. Quase todos ex-alunos.

Pela primeira vez em minha vida acho-me bem natural e expressivo em uma foto. Da esquerda para a direita, Ronaldinho, eu, Immanuel, Matizes, sra. Matizes.

Chegou um importante blogueiro depois, mas o livro dele havia ficado no apartamento. Foi despachado hoje, com um pouco de vergonha.

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Os mais chegados conhecem o autor disto

a linguiça dos outros….

Meu amigo surtou, melhor, colocou no papel suas crônicas, com o impeto de sempre, percorreu o lugar comum, fazendo a melhor campanha de endomarketing jamais vista (diz-se de quem imprime curiosidade e imaginacao ao que, supostamente, os outros imaginam ou perguntam-se, o que esse maluco inventou dessa vez?). Mesmo assim, recomendo fortemente a leitura dessa bela obra de amor e ódio e quase tudo que um liberal possui, acurácia, inteligência e humor, quase sempre refinado, seja o que for, parabéns, meu amigo.

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posted by Anaximandros @ 11:09 AM

Valeu Anaximandros! (o nome dele é….)

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Tire a mão da minha lingüiça

Ah sim, no livro você encontrará geniais pétalas de filosofia como:

  • Revendo a História da Sagrada Família da História (ou “Crítica à Crítica Crítica de Karl Marx e Consortes”)
  • Alunos, orientadores e monografias: Mini-manual de sobrevivência

Ambos os capítulos do genial clássico da literatura fazem a contundente e definitiva crítica das filosofias existentes. Como bom brasileiro, não há um único dado para comprovar o que eu digo porque, sabe como é, “economistas frios e calculistas só conseguem pensar com dados” enquanto pensadores profundos (isto me lembra uma piada sobre uma privada e o nobre ato da defecação) ignoram os dados sujos e feios em prol de sua mente limpa, pura e, quem sabe, algo afetada pelo LSD dos dias de hoje.

Como brasileiro não gosta de dados, não gosta de lógica e, portanto, deve acreditar apenas em quem usa mais palavras bonitas ou “escreve bem” (algo sempre vago).

Não importa! O importante, como dizem os soldados dos batalhões dos departamentos de recursos humanos modernos, é ter atitude! Então, compre o seu exemplar, leia e forme sua própria opinião! Eu garanto que você terá ao menos uma (opinião) sobre mim após ler o livro. Só não posso garantir que será a mesma que você tinha antes da compra…

O Cristiano não resistiu e comentou. Resumo sua crítica: o cara é bom. Mas se você quer ler tudo, eis um trecho (que, reconheço, é justo):

A despeito das piadas internas e duma visão extremamente economática – o autor é um ortodoxo professor de economia – do mundo, as crônicas de Shikida divertem. Honestamente bem escritas, engraçadas e desprovidas de pedantismo formal. Não é uma obra prima literária, mas faz cumpre seu papel: entreter quem gosta de crônica. Uma boa surpresa. Sinceramente, a coletânea no papel é preferível ao seu lendário blogue de economia.

Cristiano também faz uma justa referência: eu fazia blog muito antes de existirem blogs:

Assumidamente uma pessoa vanguardista, Shikida começou em sítios em html básico, mantidos pelo próprio. Ele relatava suas coisas cotidianas. Assumo que me tornei leitor assíduo na fase doutorado sanduíche do autor. Até onde vai minha memória, eram interessantes crônicas sobre um brazuca descendente de japonês estudando no exterior. Antes desta fase, confesso que eu achava útil a página PPGE Review.

É, Cristiano, eu escrevia já naquela época. Agora, eu não assumo nada. Não sou vanguardista! Nem contra! Muito antes pelo contrário! Si hay gobierno, sei lá! Mas agradeço as palavras. A gente não foi lá muito chegado naqueles tempos, mas eu admiro as pessoas que se encontram e seguem em frente. Erik fugiu do Direito, você correu para o Cinema e eu estou na sala de aula. Acho que, dos três, eu me dei mal. Se bem que ainda há o Laurini…que ficou só na Econometria. He, he, he.

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Redação, Interpretação e Confusão (não-intencional)

Aí o Daniel Piza me vem com esta:

Como se já não estivesse com a situação complicada, o ministro Carlos Lupi agora é acusado de liberar verba para a prefeita de São Gonçalo pouco depois que ela mudou para seu partido, o PDT. Viva o trabalhismo brasileiro! Muita gente pensa que o desrespeito com o dinheiro público é exclusividade de oligarquias e grandes empresas, mas não: vide a história dos sindicatos brasileiros desde os tempos de Getúlio Vargas. A maioria deles foi e é “pelega”, age a serviço de seus interesses e não tem a menor independência em relação a instâncias públicas.

Ao contrário do que dizem neoliberais, o capitalismo não se fez sólido apenas com livre-mercado e competição desenfreada. Nos países desenvolvidos, ele é regulado e fiscalizado e submetido a pressão constante das demandas sindicais. Nos EUA não existe o gasto social que existe na Europa, mas olhe a participação dos sindicatos em sua história. Eles são fortes e lutam muito pelos direitos e benefícios dos trabalhadores. Muitos, claro, já foram pegos em corrupção – basta lembrar os tempos mafiosos de Jimmy Hoffa, representado por Jack Nicholson no cinema -, mas muitos não vivem do subsídio político.

Bacana, não? Aliás, ao contrário do que dizem os democratas, a demoracia não se fez sólida apenas com as assembléias gregas e com referendos a toda hora. Nos países desenvolvidos, ela é regulada e fiscalizada e submetida a pressão constante dos neonazistas, neofascistas e neocomunistas.

E agora? Ficou boquiaberto?

Este é o problema destes argumentos bombásticos. Olha que o Piza ainda é um dos sobreviventes no mar da lama que são os cadernos de cultura dos jornais. O problema do trecho acima é a forma como Piza escreve. Primeiro, parece que confunde “liberal” com “neoliberal” (falei disto outro dia, lembra?). Além disso, a forma como escreve gera uma interpretação ambígua que você deve ter notado ao ler minha paródia acima, na qual reproduzo seu trecho, mas com outro argumento, típico de gente que confunde “democracia” com “não-liberalismo” (veja o link citado).

Ao confundir os conceitos e ao acreditar em conexões que não existem (como a tal “mais democracia = menos liberdade”), você perde poder de reflexão e debate. Não acho que Piza esteja fazendo tal confusão, mas acho que sua redação mais atrapalhou do que ajudou, pelo menos no caso acima.

Não, não acho que você não deva ler Piza. Mas, tal como eu e você, ele não é perfeito e fala bobagens de vez em quando.

Mudando de assunto, talvez Piza devesse abrir os olhos para a iluminação cultural que é este sensacional livro, he he he.