Cabeça de jumento…

Então o cara estava desarmado quando enviou dois aviões para dois prédios cheios de civis porque…bem, os civis eram infiéis (será que não havia um árabe trabalhando nas Torres Gêmeas?). Em outras palavras, ele dava um único valor à vida dos que não o seguiam: zero.

Aí ele morre desarmado usando uma mulher como escudo (não duvido, dado que mulher, lá, é condenada ao estupro e, se reage, leva porrada) e a mídia brasileira e alguns (de)formadores de opinião reclamam.

Onde estavam os reclamadores em 2001? Eu lhes digo (eu vi isto em Porto Alegre): estavam comemorando o ataque terrorista com argumentos do tipo: “os negros mereciam ser escravos” (ou, na versão “chique”: os EUA merecem os ataques porque seu passado o condena). Segundo a esquerda nacional (a parte aloprada, que não é pouca, infelizmente), se o Brasil invadiu o Paraguai, este tem todo o direito de bombardear o Brasil.

Para terminar, o argumento de que “o homem nunca foi à Lua” e “Obsama não morreu”. Simples, o festejado (pela mesma esquerda) Obama seria, portanto, um imbecil irresponsável. Imbecil, porque perderia a eleição quando o Osbama aparecesse em um vídeo tomando chá com outros homens (já que mulheres são seres inferiores). Irresponsável porque colocaria seu país e seus aliados em risco.

Mas morar no Brasil é um exercício de sanidade: em meio a tanto maluco, a gente tem que fincar o pé no chão e explicar que bandido que mora em mansão perto do presidente tem que ser preso, vivo ou morto. Talvez o brasileiro médio tenha se acostumado com os bandidos que moram ao lado do presidente (ou que trabalham bem próximos do mesmo) nunca serem presos.

No caso da esquerda é mais engraçado, porque se o bandido é de esquerda (claro, eles também existem), esta nega, finge que não é com ela e dá um jeito de culpar o Bush. Sempre haverá um Bush para bode expiatório de alguns…

Não adianta dizer que não é eleitoreiro quando…

…tudo o que se faz indica o contrário. O perigo da inflação é, infelizmente, real. A geração mais nova, que não conheceu os horrores desta praga, poderá pensar bem no que irá fazer nas próximas eleições presidenciais. Basta não votar em presidente que se diverte fazendo insinuações sobre a política monetária e/ou liberando seu vice para fazer o que ele não tem coragem.

Adicionalmente, temos uma tentativa de esconder informações (não me refiro ao Fóro de São Paulo ou ao Celso Daniel, leitor, mas tão somente aos últimos episódios do IPEA), uma política externa com resultados líquidos questionáveis, uma banalização das reparações pelos anos da ditadura (ao mesmo tempo em que se adula nomes ligados ao antigo regime…e não falo de Lamarca) e diversas tentativas de minar o modelo regulatório em prol de uma reestatização em diversos setores.

Sem dúvida, é fácil saber em quem não votar. Já as opções, estas não existem para mim.

Preocupadíssimos…tanto que nem divulgam mais

Na era Collor, isto daria pano para manga de muito gente supostamente progressista. Mas, no ocaso atual, nem um economista destes que se dizem representantes de nossa classe abre a boca. Estão todos loucos por uma consultoria ou uma bolsa-esmola-de-pesquisador.

Ah, as migalhas dos intelectuais…

Mensagem para os jovens (que pensam, apenas para os que pensam)

Um dos clichês do nosso tempo é o “pensamento crítico”, e ninguém nega que ele é unilateralmente crítico. Ser crítico significa ser contra Bush, o Papa e a TV Globo. Ok, trilateralmente. Mas não faria mal aprender a ser crítico de verdade, estimulando os adolescentes pela vaidade. “Ah, você se acha muito espertinho? Vou triturar suas idéias, seu moleque pretensioso.” O professor poderia ser um advogado do diabo, um boxeador da argumentação que conquistaria o respeito dos alunos. Mas algo me diz que isso só funcionaria no cinema.

Há minutos atrás tive que apagar um comentário daqueles sujeitos que mal escrevem de forma compreensível – ortográfica e gramaticalmente – que reclamava deste blog. Segundo o sinantropo, como diria o João, meu colega de sala, aqui seria um lugar ruim para pesquisa.

Isto nos remete ao que diz o Pedro Sette aí em cima. O jovenzito rebeldito dos dias de hoje pensa que é crítico porque encontra a charge do Bush mais rápido que seu coleguinha. Nada mais longe do bom pensamento crítico e mais perigosamente perto dos estudos da botânica e da veterinária, para não dizer da neurociência…

Antigamente, o sujeito escondia sua mediocridade decorando citações, frases ou respostas de provas. Hoje, ele decora até a resolução, mas continua com o mesmo problema: não sabe do que fala. Talvez pense que o mundo funciona na base do “você sabe com quem está falando?” mas, infelizmente, não percebeu que o verdadeiro funcionamento se funda no “você sabe sobre o que está falando?”.

O pior de tudo é que há tanta falta de modéstia no mundo – injustificada – que algum espertinho ainda é capaz de dizer: “sei sim” quando a resposta mais correta é: “não sei, mas tenho uma vaga noção”. Duvido que se ensine isto nas escolas, nas “supostas” aulas de Filosofia que o governo quer nos impor.

Falando em impor, quando é que alguém vai propor o fim da propaganda eleitoral gratuita que vicia, não informa (mas deforma) e é paga às custas de quem não foi inquirido sobre o seu desejo de financiar a máfia que se diz “representante do povo”?

Faça a tradução de “prejudice” com pressa e você obtém…

“O vento frio da xenofobia sopra outra vez”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao criticar a aprovação pelo Parlamento Europeu de uma nova lei de imigração que prevê a expulsão de quem ingressa de forma ilegal na Europa. “O problema que temos no mundo desenvolvido hoje é o prejuízo contra a migração, o medo de perder o status quo e os empregos”, acrescentou Lula, em um encontro com empresários em São Paulo.

A matéria toda está aqui. Agora, “prejuízo contra a migração”? Ou o presidente virou um daqueles capitalistas que só pensa em lucro, ou continua o mesmo (?).

Filosofisociomania: um breve estudo de caso

Pedro Sette tem uma opinião muito bacana sobre isto, aqui. Acho que jamais será lida ou refletida sob o ideal platônico em sala de aula do ensino médio. Talvez algum professor pop tente dizer que usou o texto em sua aula na qual promoveu a maior doutrinação da meninada. Será que algum professor desta nova categoria de empregos “criados-pela-pena-da-lei” usaria a crítica de Pedro Sette de forma honesta em sala de aula?

Será que uma sala de aula é um espaço da polis? Existe paidea lá? Ou são apenas relações de exploração (sexual-doutrinária) de alunos por parte de professores (ou padres)? Qual é o sentido da vida? Eram os Deuses (deuses, na era pós-Nietzsche) astronautas? Se eram, a quem serviam? E quem financiou a construção das pirâmides do Egito? O contribuinte?

Nenhuma destas perguntas faz sentido. Aliás, você só as entende se estiver bom em Língua Portuguesa e, creio, Matemática.

“Este governo é igual ao anterior” – refutação n.234.333,21

O governo quer aumentar a produção de fertilizantes no país como um instrumento para conter a alta no preço dos alimentos. A redução da dependência nessa área foi recomendada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião ministerial. Feito à base de potássio, fosfato e nitrogenados, os fertilizantes tiveram reajustes de 100% nos últimos meses, tornando-se um dos principais fatores de pressão inflacionária no setor.

Na reunião ficou acertado que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e outros integrantes do primeiro escalão vão se reunir com diretores da Vale e da Petrobras, empresas que têm jazidas de minerais inexploradas, especialmente de potássio.

É impressão minha ou há uma parte da imprensa (e outra do governo) fascinada com esta história de recursos naturais?

Piadas de reguladores

Ao mesmo tempo em que a NET anuncia que não vai cobrar pelo ponto adicional durante 60 dias, o serviço de atendimento da empresa informa que a instalação extra está suspensa. Segundo a central do assinante, até que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) chegue à decisão final sobre a cobrança ou não do ponto extra, a NET não vai mais oferecer o serviço.

Parece piada, mas não é. A questão é simples: não pode cobrar pelo serviço, não o oferece. Você pode até discutir outras questões – como, claro, a grande “furada” da ANATEL neste caso – mas o fato é que a regulação tem seus momentos de ineficiência.

Ah sim, mas ao contrário da turba anaeróbica (esquerdinha brazuca), eu prefiro a regulação ao modelo estatizante pregado por boa parte da administração da Silva. Se com uma agência (pouca intervenção) já dá nisto, imagine com o modelo bolivariano (intervenção máxima)!

Como é que mais filosofia e mais sociologia corrigem isto?

Aqui, vem cá, como é que mais Marx corrige um sujeito que escreve “húmido” ao invés de “úmido”? Um doce para quem conseguir bolar um raciocínio maluco que prove, logicamente, que um sujeito que não sabe português e matemática para o mínimo diálogo com um americano, um vietnamita ou um chinês conseguirá, a partir da leitura de um manual besta de filosofia ou, vamos lá, a partir da tradução de algum livro de Hegel ou Kant se transformar em um Camões ou, tá bom, num simples Érico Verissimo.

Aguardo teorias pedabobas.

p.s. legal mesmo é o silêncio dos economistas que estudam educação no Brasil. Até agora não ouvi nada deles a respeito. Será que alguém já fez um estudo bacana (como os contrafactuais cheios de equações mincerianas e afins) mostrando o impacto de uma política pública como esta? Se eu fosse um presidente, é o mínimo que eu exigiria antes de assinar um decreto baseado no palpite de algum amigo ex-terrorista…ou de um educador que acha o totalitarismo marxista o máximo.

p.s.2. este texto pode conter muitos erros de português pois seu autor leu Hegel e Marx por mais tempo do que leria hoje, se pudesse reviver o passado.

A má ciência

Mungowitz tem uma coletânea de besteiras ditas por gente que bem poderia estar nos “programinhas” supostamente intelectuais dos canais “cabeça” da TV paga. Confira aqui. Moral da história: pesquise, porque cabeças-de-bagre abundam na rede e se arrogam o direito de representar algum papel na tal “formação de opinião”. Digo, até formam, mas é uma opinião de muito má qualidade.

Café com o Economista – Brevíssimo

Caro sr. da Silva,

Li que o senhor ficou muito chateado – e até bravo, eu diria – com o fato de que o fim da CPMF não se traduziu em queda dos preços. Entendo sua frustação, já que o senhor não deve ter conversado com bons economistas antes de fazer esta declaração.

Mas, sr. da Silva, veja, eu também tenho uma queixa. Mesmo que ignoremos sua declaração, não é que a  arrecadação do governo aumentou, inclusive, com o aumento da alíquota do IOF para algumas transações? Como é que o senhor espera que os preços caiam? Alguma mágica? Alguma fórmula que seus amigos bolivarianos sopraram em seus atentos ouvidos?

Sr. da Silva, espero que não se ofenda, mas trocar um imposto por outro e dizer que isto implicaria em quedas de preços é algo que nem seus mais profundos admiradores pterodoxos têm coragem de dizer em público. Uns porque sabem que está errado e outros, claro, porque acham que está certo mas desconfiam que podem estar falando besteira.

Para concluir, friso que não tive, nem de longe, a intenção de fazer um modelo de equilíbrio geral mais detalhado para tentar estimar o impacto líquido da substituição da CPMF pelo aumento da alíquota do IOF em todos os mercados para melhorar a qualidade do meu argumento. Mas, cá para nós, o senhor também não fez isto, né?

Atenciosamente,

Claudio

Os fanaticogaúchos devem estar em festa

Em breve elegerão o Mão Santa como paraninfo da turma do CTG…

Os bons gaúchos eu conheço bem (e são normais como quaisquer outros brasileiros), mas os fanaticogaúchos são terríveis. O duro deve ser o dilema que eles devem enfrentar agora: elogiam ou não o irmão “nortista”?

Arte? Esquerda séria? Minorias melhores que maiorias? Só falta Papai Noel!

Eu nunca fui de seguir os meus amigos religiosos nesta história do aborto. Ainda acho a questão complicada em diversos aspectos. Mas esta mulher me fez rever meus conceitos. O primeiro deles é o de “arte”. Se isto é arte, porque peles de judeus de Auschwitz não seriam?

Bom, a humanidade da qual ela faz parte não é muito melhor. Tem o governo que insiste em se fazer de besta quando o assunto é sua aliança com grupos terroristas em “foros” de boteco e as minorias que, ao invés de pensarem no seu “orgulho”, submetem-se às migalhas do governo com um prazer que eu não recomendaria. Aliás, no dia em que algum governo criar cultura neste mundo, teremos, realmente, chegado ao fundo do poço da preguiça individual. Pobres gays (é o termo da notícia), agora são presas de uma entidade discriminatória maior. Quando perceberem, será tarde. Serão iguaizinhos ao estereótipo de sociedade que criticam. Serão não, já são.

Falando em terrorismo e cultura para mionrias, que tal usarmos a cultura bolivariana de usar crianças como escudos humanos, massa de manipulação doutrinal-ideológica ou algo assim?

Lições de economia para “dummies

Finalmente, uma lição de moral e cívica (ou de moral apenas) por Marcelo Soares.

Moral da história: George Orwell teria no Brasil um belo exemplo de seu Ministério da Informação junto a um povo mal educado (no sentido bom da coisa) em economia elementar. E ainda há quem ouça os pterodoxos. Só mesmo o bolso cheio ou a mente vazia para explicar isto. Ou ambos.

Ditos populares

Viva a diversidade e o pluralismo em Teoria Econômica!

… se não fosse por ela, com o é que poderíamos escolher os modelos que servem para explicar os fenômenos em detrimento da baboseira?

Moral: diversidade não é boa em si, mas sim porque podemos escolher o melhor ao pior.

Febeapá – século XXI

A esquerda brasileira tem mania de grandeza. Bush, claro, é formiguinha perto de gente que se propõe a: (a) escolher um papa, (b) indicar Celso Furtado para o Nobel de Economia porque…porque…ah…porque ele nunca foi capaz de revisar o Formação Econômica do Brasil, (c) propor isto.

Nunca antes na história deste país fez tanto sentido usar a expressão: “guardadas (quer dizer, consideradas por sua mente humana) as devidas proporções (que são bem menores do que desejam os nossos psicopatas), acho que…”.

Menos, gente, menos. Um investment grade não torna o brasileiro melhor que um austríaco ou um inglês. É só uma classificação dada por uma agência de risco, gente. É importante e tal, mas é bom manter a dose diária de Gardenal, ok?

Diga não ao comércio de machados

Mais um exemplo de que a cultura que nos deu Mozart, Freud e também nos deu Hitler, é parte da civilização humana. Claro, eu aposto que logo aparecerá algum político brasileiro disposto a proibir o “porte de machados” pelo brasileiro porque, sabe, brasileiro é “ignorante”. Mas, espere…estamos falando de austríacos! Isto significa que o melhor é: (a) que a ONU passe a defender o fim dos direitos individuais em todo o mundo; (b) que o povo austríaco, em média, é mais bárbaro do que o brasileiro ou, (c) há algo errado com os itens (a) e (b), embora eles agradem os xenófobos brasileiros.

FARC: um exemplo a ser seguido

Uns meninos dizem por aí, sob os auspícios de professores de suposta tendência austríaca (não a econômica, mas aquela outra….humm….) que as FARC são um bom exemplo do renascimento socialista. Bem, eu não discordo. Não é lindo? Imagino o que se passa na cabeça de um destes supostos padres que apóiam as FARC, inclusive os que ganharam exílio no Brasil, com o apoio da ala histórica do partido do sr. da Silva (possivelmente alguns deles no tal partido do SOL…).

Não é lindo o silêncio do pessoal da esquerda nestas horas? Onde está nossa “velhinha de Taubaté” nestas horas? Provavelmente tocando um saxofone por aí…

É, escravo sexual nos olhos dos militantes de esquerda é refresco.