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Teoria dos Jogos para dummies

Alguém precisa de aulas básicas sobre teoria dos jogos. Paga-se bem.

p.s. leitores deste blog com algum conhecimento de teoria dos jogos (ou seja, de boa economia) não caíram no conto do IPI.

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É seu chefe um idiota? Ou apenas finge ser um?

Há um livro aí na praça que tem um nome engraçado. Algo como “seu chefe é um idiota”. Pelos comentários que li numa loja virtual, é mais um destes livros de auto-ajuda com regrinhas óbvias para administradores que não assistiram atentamente suas aulas.

Ok, posso estar enganado, mas também é verdade que o título é uma armadilha: ele te faz pensar que você é um injustiçado porque trabalha para um idiota o que, claro, é reconfortante mas ao mesmo tempo não faz muito sentido. Afinal, será que todo vencedor é um idiota? O mundo é como em The Office ou ficções como esta apenas nos fazem sentir bem enquanto bancamos os verdadeiros idiotas (ninguém gosta de admitir que se comportou como um idiota, certo?).

A única forma de entender isto sem enlouquecer, imagino, é pensar que o sujeito se faz de idiota quando lhe convém, o que o torna bem inteligente. Obviamente, como ninguém é perfeito, ele pode ser, sim, um idiota em muitas das ocasiões (pense naquela história de irracionalidade racional do Caplan).

Toda esta lógica não é idéia original minha, mas sim de outro cara. A dica é do Homo Econometricum e o estudo em questão faz parte da sempre interessante agenda de pesquisa em Teoria dos Jogos.

Comentários?

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Tora Tora Tora

Passou batido para mim, o dia de ontem, 07 de dezembro. O mais interessante do conflito entre Japão e EUA na II Guerra Mundial talvez seja a batalha de Midway. Recentemente adquiri um documentário – em banca de jornal mesmo – que me mostrou que aquele clássico filme com Charlton Heston e Toshiro Mifune foi, basicamente, fiel aos fatos.

Sendo assim, o que sempre imaginei ser um roteiro fiel, mas bem incrementado, tornou-se, na verdade, uma das mais fascinantes lições de logística, teoria dos jogos e conflitos que já vi. A batalha, pelo que já percebi, foi recontada na clássica primeira temporada de Uchuu Senkan Yamato (aqui conhecida como Star Blazers), só que com os japoneses no papel de vencedores. O almirante Domel, de Gamilon, é o próprio Yamamoto – só que com a honra de escolher sua própria morte – e a perda da frota de porta-aviões não poderia ser mais clara.

Deixando de lado o desenho animado, a história de Pearl Harbor não é tão interessante quanto Midway. Pearl Harbor, para quem conhece um pouco, é uma versão modernizada da estratégia japonesa para se defender da ameaça russa no Pacífico em 1904-5 em um conflito que envolveu a Coréia e a China como territórios e a Rússia pré-bolcheviques e o Japão como atores. O engraçado é que, naquela época, o ataque-surpresa japonês foi saudado pelo seu maior aliado, a Grã-Bretanha, como um sucesso, uma boa estratégia ou algo assim enquanto que, no ataque a Pearl Harbor, que também foi deflagrado sem aviso formal de guerra, foi condenado. Coisas da diplomacia…

Fica aí a recomendação. Compre o DVD deste documentário e/ou o filme e repare no impacto das diferentes tecnologias nas duas frotas e no terrível problema de reconhecimento aéreo do almirante Nagumo e nas consequências do mesmo para todo o restante da guerra.

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Cournot, o economista

Eis uma resenha bacana. O autor, Shubik, é velho em Teoria dos Jogos. Cournot, bem, Cournot é aquele engenheiro que, enquanto engenheiro era ótimo economista.

Published by EH.NET (October 2008)

Jean-Philippe Touffut, editor, _Augustin Cournot: Modelling Economics_. Cheltenham, UK: Edward Elgar, 2007. xv + 148 pp. $90 (hardcover), ISBN: 978-1-84720-586-5.

Reviewed for EH.NET by Martin Shubik, Department of Economics, Yale University.
In the early 1950s, when I was a graduate student at Princeton, I had two academic heroes. They were Cournot and Edgeworth (in my lesser Pantheon were Jevons and Walras). As soon as John Nash discussed his thesis on noncooperative games with me, I pointed out to him that his solution which was mathematically highly general was in essence the one that Cournot had applied to economics and had presented in his great book of 1838. The solution called for individual mutually consistent expectations. At that time game theory in either cooperative or noncooperative form was virtually ignored in economics. It seemed to me that this natural extension of Cournot, whose work was unknown to Nash, was going to extend the scope of oligopolistic studies considerably.

Nash and I were joined by John Mayberry in writing an article accepted by _Econometrica_ (“A Comparison of Treatments of a Duopoly Situation,” 1953, 141-54.) This, I believe was the first treatment of oligopoly expanding on Cournot’s work utilizing modern game theory. The
mathematical tools were being forged to expand vastly the noncooperative equilibrium methods to economics so brilliantly started by Cournot.

This book edited by the Director of the Cournot Center, Jean-Philippe Touffut, contains an introduction and seven contributions honoring Cournot and his contributions to modeling in economics.

Jean Magnan de Bornier’s essay is devoted to Cournot as an economist. He notes the considerable gap between the presentation and acceptance of Cournot’s models. It was towards the end of his life that Cournot noted that “mon minuscule” was finally being understood by young economists
such as Jevons and Walras. In 1881 Bertrand wrote a highly negative review, based essentially on the empirical question of whether the prime strategic variable should be price rather than quantity. Game theoretic understanding of the strategic form has shown that both can be cleanly
mathematized, as can be models involving various levels of substitutability and complementarity among goods and services.

Thierry Martin deals with Cournot’s probabilistic epistemology. He stresses the diversity of Cournot’s interests, but deals in particular with Cournot’s interests in the basic foundations of probability. He notes Cournot’s concern both about the objective and subjective significance of probabilities. Cournot noted it “sometimes pertains to a certain measurement of our knowledge, and sometimes to a measurement of the possibility of things, independently of the knowledge we have of them.” This essay also notes his concern for the use of statistics in economics.

Bernard Walliser deals with the functions of economic models. He suggests six: 1. the iconic; 2. the syllogistic; 3. the empirical; 4. the heuristic; 5. the pragmatic; and 6. the rhetorical function. Under these headings (explained in the text) Walliser evaluates Cournot’s considerable contributions with a stress on the use of mathematics in economic application. Walliser also notes Cournot’s concern about the misuse of formalism.

Glen Shafer discusses “From Cournot’s Principle to Market Efficiency.” Cournot’s principle states that an event of small or zero probability singled out in advance will not happen! This is considered in terms of the developments of probability theory over the last century. The discussion is devoted to considering open partial equilibrium models without bankruptcy as applied to finance. Shafer claims to deal with competition and efficiency, but he covers only a narrow partial equilibrium aspect of finance and omits the considerable literature on
oligopoly and open and closed economic models based on variants of Cournot’s model.

Robert Aumann’s Nobel address is essentially reproduced with some editing and no references whatsoever to Cournot and his work.

Robert Solow discusses Cournot and the social income. He notes the two chapters in Cournot that can be regarded as containing preliminary remarks pertaining to the mathematization of a closed equilibrium model are somewhat disappointing in their discussion of social income and do
not provide much of a link to macroeconomics, as is indicated by Cournot’s inadequate consideration of the distinction between annual sales and final consumption.

The last essay is by Alain Desrosiers on comparing the incomparable: the sociology of statistics. He contrasts the approach of Adolphe Quetelet with that of Cournot, noting that Quetelet was an advocate of national offices of statistics, with that of Cournot who was more concerned with
the theoretical foundations of statistics than the practical use of economic statistics.

I read this book with highly mixed reactions. As Cournot is one of my academic heroes I look forward to any celebration of his contributions. This collection presents a mixture. The articles of de Bornier, Walliser and Solow cover Cournot’s role as an economist including both
his strengths and weaknesses. However, to some extent, they do not do full justice to the considerable influence of his work on game theory and its applications to economics.

The articles by Martin, Shafer and Derosieres are addressed to the study of Cournot the probability theorist and statistician.

The prize talk of Aumann on war and peace is out of context and does not belong in this book. It does not pertain to the topic at hand. A far more appropriate reprint would have been “Markets with a Continuum of Traders,” _Econometrica_ 32 (1964), 39-50.

In the opinion of this reviewer Cournot not only was a mathematician and probabilist, he was an excellent modeler linking the economic world with basic abstract models. Not mentioned in this book on modeling economics is the enormous proliferation of works based on Cournot’s modeling and
application of a mutually consistent expectations model to oligopoly and economic competition. Among those clearly influenced have been, Aumann, Dubey, Geanakoplos, Mas-Collel, Shapley, Shell, Shubik, Tirole and many others.
Martin Shubik is Seymour Knox Professor of Mathematical Institutional Economics (emeritus) at Yale University. Among his twenty books and over two hundred articles are _Readings in Game Theory and Political Behavior_ (New York: Doubleday, 1954) and _The Theory of Money and Financial Institutions_ (MIT Press, 2004 and forthcoming, three volumes).

Copyright (c) 2008 by EH.Net. All rights reserved. This work may be copied for non-profit educational uses if proper credit is given to the author and the list. For other permission, please contact the EH.Net Administrator (administrator@eh.net; Telephone: 513-529-2229). Published by EH.Net (October 2008). All EH.Net reviews are archived at http://www.eh.net/BookReview.

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Oferta e demanda de heróis

Artigo interessante. Eis o resumo:

Where Have All the Heroes Gone? A Self-Interested, Economic Theory of Heroism

Brock Blomberg
affiliation not provided to SSRN

Gregory D. Hess
Claremont McKenna College – Department of Economics; CESifo (Center for Economic Studies and Ifo Institute for Economic Research)

Yaron Raviv
Claremont Colleges – Claremont McKenna College

Abstract:
Heroism is a valued part of any society, yet its realization depends on the decisions of individual actors and a public reward to individuals who undertake heroic actions. Military combat related activities provide a useful starting point for thinking about the empirical nature of heroism. Interestingly, if we define heroism by those who have been awarded military honors such as the Congressional Medal of Honor, the number of heroes has actually fallen in the past 35 years. We develop a theory to explain heroism in a rational decision-making framework, and we model the case in which individuals respond to danger to themselves and others based on the costs and benefits associated with acts of courage. We also provide insight into how a government may wish to optimally subsidize heroic actions. We then use our model to understand why the observed decline in heroism could, in fact, be both an optimal individual and social response.

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Artigo apropriado para o momento

Strategic Interactions between an Independent Central Bank and a Myopic Governmentwith Government Debt

Resumo:

We analyse optimal discretionary games between a benevolent central bank and a myopic government in a New Keynesian model. First, when lump-sum taxes are available and public debt is absent, we show that a Nash game results in too much government spending and excessively high interest rates, while fiscal leadership reinstates the cooperative outcome under discretion. Second, we show that this familiar result breaks down when lump-sum taxes are unavailable. With government debt, the Nash equilibrium still entails too much public spending but leads to lower interest rates than the cooperative policy, because debt has to be adjusted back to its pre-shock level to ensure time consistency. A setup of fiscal leadership does not avoid this socially costly outcome. Imposing a debt penalty onto the myopic government under either Nash or fiscal leadership raises welfare substantially, while appointing a conservative central bank is less effective.

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ANPEC e Teoria dos Jogos – dívida de ontem

Fiquei a dever, de ontem, algumas sugestões para o grupo de alunos e ex-alunos que estudam para a ANPEC. Bem, aí vão algumas.

  • Vocês são um grupo. É possível que grupos de estudantes de economia sejam menores do que grupos de não-economistas (por que?). Pelo mesmo motivo, já que estudam juntos, elejam, se possível, um Principal;
  • Para escolher o Principal, usem a regra da unanimidade. Vai evitar um bocado de problemas… (Leiam Olson e Buchanan nas horas de folga)
  • Montem um incentivo do tipo: recompensa se a meta é cumprida (ou ultrapassada) e punição em qualquer outro caso. Na prática, pode-se estabelecer um número de resoluções de exercícios para cada membro e o veto à participação na reunião conjunta, caso contrário. Não pensei em nada muito elaborado;
  • Lembrem-se que estas sugestões seguem certas hipóteses de comportamento…
  • Não apostem em matérias: estudem tudo. Eu sei que há uma média, eventos prováveis e tal, mas se você cair nos 1% ou nos 50% de matéria que não estudou, perderá a mesma quantidade de pontos, já que a prova é fechada.

Boa Sorte.

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A situação no continente está feia

Quer saber mais sobre as FARC? Que tal um pouco de realidade? O diário desta holandesa, para mim, diz mais do que estas informações oficiosas que circulam por aí. Ah sim, o Babalu Blog faz uma pergunta relevante: e a ONU? Que posição tem a respeito disto tudo?

Aparentemente, não é muito racional que o governo venezuelano cumpra suas ameaças de iniciar uma guerra com a Colômbia dada a probabilidade não-nula de que os EUA intervenham em um conflito como este.

Por outro lado, o leitor deste blog deve se lembrar que os problemas econômicos da Venezuela não são desprezíveis e, como diz o bordão, “a história se repete” o que, no caso, transforma a Colômbia em uma nova “Malvinas”.

É possível pensar em um jogo para esta situação? Eis a boa questão para os alunos que estudam Teoria dos Jogos. Quais são os atores? Quais são as estratégias? Quais são os payoffs? Acho que um sujeito como o Orozco, que sabe Teoria dos Jogos e Relações Internacionais pode querer debater este tema.

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Jogo simples

Como fartamente ilustrado, a diplomacia brasileira na administração da Silva comeu uma enorme mosca ao se curvar diante do blefe do sr. Morales. Não vou repetir o argumento óbvio e nem perderei tempo explicando aos anjinhos que não se trata de fazer guerra (tem muito garoto que pensa com o umbigo e não entende que enfrentar um boliviano não precisa ser sinônimo de bodoques e pedras…).

Aliás, se alguns de nossos espertos burocratas das relações internacionais tivessem lido qualquer livro elementar de Teoria dos Jogos (não tem nem a desculpa “barreira à entrada” do: “ah, eu não sei matemática, logo, é inferior ao meu iluminado conhecimento”), saberia que era fria ceder à ameaça boliviana. Um dia destes eu mostro isto aqui com um jogo bem didático.

Acho até que já citei isto no blog, mas agora é o governo paraguaio que pretende fazer algo similar, mas usando Itaipu como moeda de troca. Nem é preciso dizer que isto só foi possível graças à herança maldita das trapalhadas quando do episódio boliviano.

Até Mauá seria mais esperto.

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Aplicações de Teoria dos Jogos

Não sei o leitor, mas muita gente não entende que Teoria dos Jogos tem um bocado de aplicações em nossas vidas. Os pterodoxos, então, nem se fala: é um tal de reclamar da “abstração” (como se fosse possível fazer ciência ou criar os filhos sem o mínimo de abstração…) que Deus me livre.

Bem, estes não têm jeito. Reclamarão sempre.

Mas para os interessados no tema, eis um exemplo interessante.