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Coase Institute – 2017

Atenção mestrandos e doutorandos interessados na boa teoria econômica!

Dear Cláudio,
Our next Ronald Coase Institute workshop will take place
May 14-20, 2017 in Xiamen, China.
Co-sponsors are the Wang Yanan Institute for Studies in Economics
and the School of Economics,Xiamen University.
Application deadline: January 15, 2017.

Please forward this announcement to excellent young scholars
you know, and to interested faculty and organizations. Thanks!
Warm regards,
Alexandra

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O debate infindável dos taxistas, motoristas de Uber e os consumidores: mais dicas para você

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A lei, ah a lei…temos que respeitá-la. Mas respeitar a lei era o que pediam os escravocratas antes da Lei Áurea. Eis o cerne da questão: qual é o critério para se mudar uma lei?

Hoje, por algum tempo, acompanhei ao vivo um pouco da movimentação de taxistas e defensores do Uber na AL-MG.

Em determinado momento, um taxista levantou o ponto fulcral: não sou contra o Uber, mas não podemos estar fora da lei.

Não posso concordar mais com ele. Contudo, não posso também deixar de pensar que a estabilidade jurídica não existe apenas em um único formato. Por exemplo: após a Lei Áurea, quebramos a lei escravocrata e nunca mais voltamos atrás. Pergunto ao leitor: estamos melhores ou piores do que na era da escravidão?

Tudo isto me leva a pensar: como é o mercado de táxis no Brasil? Qual sua estrutura? Como surgiu? Quando taxistas surgiram, no mundo, quem perdeu emprego? Nem sei se posso fazer a pergunta, mas lá vai: os que tinham carruagens e não podiam comprar carros, sei lá, perderam? Algo assim deve ter ocorrido.

No Brasil, não conheço estudos (quem quer que queira debater o tema seriamente, tem que conhecer) sobre o tema. Para os EUA, existem vários, imagino (um chute educado que, aposto, está correto).

Como economista, percebo o problema sob a ótica dos custos de transação e com os bons insights de Schumpeter. Leia, por exemplo, este texto, para saber um pouco sobre o tema. Conheça Chadbourne, um homem com boas relações com o poder e veja como ele é agredido por um inescrupuloso taxista, resultando em regulações. Bem, mas a história não poderia parar por aí. Note como a indústria de táxis, lá nos EUA, evolui no início do século XX.

Chadbourne’s rules lasted about a year before someone tried to change them. In 1890, a local businessman named Theodore Gurney challenged the Chadbourne Ordinance. Gurney was a classic startup-libertarian type who undercut the competition on price — and he felt that the new municipal rules were getting in the way. He vowed to take the case to the Supreme Court, but before that happened, Gurney Cab folded, largely because, the rumor went, it lured customers in with low prices and then added hidden fees.

A grande questão, como eu disse mais cedo neste blog (você, leitor novo, aproveite para conhecer um pouco…sou um ótimo cara para você citar, tenho facilidade em criar inimizades, sou muito chato, aproveite!), é entender a dinâmica da mudança institucional, não apenas a teoria e não apenas as palavras de ordem que se gritam por aí. Afinal, quem foi substituído pelo advento dos táxis regulamentados? No Brasil? No resto do mundo? A história precisa ser estudada. A discussão sobre o modelo regulatório no Brasil – ao menos uma referência – pode ser facilmente encontrada aqui (é uma dissertação bem interessante para quem deseja conhecer o problema do Brasil contextualizado no mundo). Nela, por exemplo, encontrei esta tabela (trecho).

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Vou insistir: sem fazer a análise econômica das regras do jogo (Coase!), pesquisar a história do setor (North!) e sem usar a boa teoria econômica, a retórica fica vazia. Não basta apenas falar de “direito de escolha”. Não basta falar dos EUA ou do que dizia Bastiat.

É preciso um pouco mais e, claro, caso você tenha como, levante dados e tente descobrir padrões. O tema é muito interessante, polêmico e mostra que boa parte da população está vivendo termos econômicos de livro-texto como contestabilidade de mercados (Baumol!), destruição criativa (Schumpeter!) levando-nos, quem sabe, a uma sociedade menos emporiofóbica? Menos emporiofobia pode ser um resultado de uma sociedade em que o mercado sirva a todos, não apenas aos compadres (crony capitalism). [ou sua causa, ainda não sei…é o tema central de pesquisa em minha carreira ainda em andamento…^_^]

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A cultura da liberdade e o respeito aos direitos de propriedade

direitospropriedade

 

Eu já falei deste indicador de “cultura” aqui antes. Ele está definido, por exemplo, em nosso artigo de 2011 publicado aqui. Já tendo dito muitas vezes que correlação não é causalidade, não reivindico muito mais do que um fato estilizado aqui. O IPRI é o índice de respeito aos direitos de propriedade (em sua edição de 2013) que pode ser encontrado aqui.

Ensina-nos Hernando de Soto que os direitos de propriedade são importante fonte de geração de riqueza (algo que já foi dito também por Ronald Coase e outros). É simples, neste sentido, aliviar a situação de pobreza pela qual tantos passam: basta dar-lhes o direito de propriedade sobre suas propriedades (penso em uma favela, como no caso do Cantagalo, no Rio de Janeiro).

Neste sentido, o que a correlação acima nos mostra? Eu a vejo da seguinte forma: sociedades que se educam para uma cultura que valorize a liberdade e os princípios que regem as trocas voluntárias aceleram seu processo de saída da pobreza e também o de crescimento econômico. É muito mais difícil, obviamente, tirar proveito dos direitos de propriedade em uma sociedade que acredita ser o mercado um ente malvado e o mercado um jogo de soma zero (algo que só é possível para alguém que nunca, mas nunca mesmo, leu um livro introdutório de Economia).

Pois é. Instituições informais e formais são importantes para a prosperidade. Gente com um viés burocrático tende a acreditar que bastam criar leis e leis e mais leis e obrigar as pessoas a serem felizes. Claro que há graus de graus nisto aí e o caso extremo é o de pessoas que acreditam no que Hayek chamava de engenharia social.

Entretanto, eu vejo um problema muito mais sério no que diz respeito às instituições informais. Sabotá-las em nome de uma vaga revolução socialista, ainda que o objetivo seja apenas o de criar uma nova classe, uma aliança entre burocratas e alguns empresários tal como na versão nacionalista do socialismo (daí o nome: nacional-socialismo que, em tons mediterrâneos, ganha o nome de fascismo e não carrega consigo o ódio racial) é, isto sim, brincar perigosamente com a vida das pessoas.

Afinal, instituições informais são difíceis de se compreender (digo, a sua dinâmica, como mudam, etc), mas são muito importantes. Bem, esta é a minha interpretação do gráfico acima mas, claro, é necessário se estudar um pouco mais e ir além das correlações. Com tanta gente se dizendo, orgulhosamente, membro de algo chamado ESTUDANTE pela Liberdade (EPL), eu só posso esperar que surjam estudos empíricos mais sérios e robustos sobre o tema. Não é mesmo?

Mas eu sou um pessimista. Não vejo isto acontecendo. Obviamente, posso estar enganado. Caso meu amigo Adriano Gianturco tenha razão em seu otimismo, não precisaremos esperar nem cinco anos para o surgimento de mais estudos neste sentido. Vamos ver quem tem razão: o italiano otimista ou o nipo-brasileiro cético.

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Ronald Coase

Mensagem oficial do Coase Institute:

With deepest sorrow I am writing to share with you the news

that Ronald Coase passed away in Chicago today, September 2, after a brief illness.
We have lost a magnificent scholar, an inspiring mentor, a remarkable friend.

His intellectual contributions were profound and enduring.
His spirit of inquiry was constant. “We do not know. It is our task to find out.”
His generosity to young scholars was immense.

This summer he was planning his first journey to China and completing plans for
a new journal to be co-edited with Ning Wang. He was reading Science and Nature
to examine how natural scientists go about drawing their conclusions. And during
his last days he spoke warmly to us about how proud he was of the young scholars
associated with this Institute and the future: “I am thrilled at what you are doing.”

A legacy to cherish.

Viva Coase!

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Para que servem os advogados?

A pergunta poderia ser invertida – lembrando de divertida sessão da ABDE, sexta última, na qual ficou claro que eu era hipossuficiente (não confundir com homocedástico) – para provocar o Ivo.

Mas a sugestão que não pude fazer a ele era: por que você não reescreve o texto clássico de Ronald Coase em linguagem jurídica (a brasileira, civil law, não a common law) para diminuir os custos de transação do diálogo entre economistas e advogados brasileiros com pretensões de trabalho na área de Law and Economics?

Eis aí um bom desafio para qualquer um interessado na área. O caso do Ivo é mais simples porque ele faz doutorado em Economia embora seja graduado e mestre em Direito.

p.s. O Ivo logo, logo, será acusado de neoliberal e excludente por este excelente artigo.

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Ronald Coase Workshop – inscreva-se!

The Ronald Coase Institute
Bratislava Workshop on Institutional Analysis
May 10-15, 2009    Bratislava, Slovakia
Co-sponsored by the
University of Economics in Bratislava,
Virtual Scientific Laboratories, and the Tatra Banka Foundation

Apply by February 16, 2009

Attend this workshop to

· Learn more about institutional analysis
· Present your current research and receive comments from established scholars
· Become part of a worldwide network of institutional scholars.

Who is eligible?
· Postdoctoral social scientists – early in their careers
· Advanced graduate students – in economics, political science, and other social
sciences
Participants will be selected on the basis of their research abstracts.  Admission is
strictly limited, and the pace is intense.  Participants must attend all sessions and
give as well as receive feedback.

As a participant, you will
Hear
established scholars discuss their strategies to formulate research questions,
design projects, and draw important and practical conclusions.
Make two presentations of your own research
(1) in a small group, receiving faculty guidance
(2) after revisions, to the entire workshop, with discussion following.
Network through close, informal contacts with faculty and workshop alumni from
over 55 countries who have an enduring interest in institutional analysis.

How to apply (please read carefully and follow instructions precisely)
E-mail a one-page abstract – 350 words maximum – of a current research project of yours,
plus a one-page curriculum vitae, to
workshop2009ba@coase.org.
Do this before the deadline February 16, 2009. Work already published is not eligible.

At the top of your one-page abstract, list the title, your name, and the number of words
in the abstract.  Any co-authors must be listed here. (At most 1 person per research project
can be accepted.)  Abstracts will be judged on the clarity and importance of the research
question, and on their institutional focus.  Please do not submit any longer documents,
as they will not be read.

On your one-page CV, include your current professional status and the academic degrees
you have received, with university, year, and field of study.  Also include your citizenship,
date of birth, and country of residence.  Give as references the names, e-mail addresses,
and telephone numbers of two scholars familiar with you and your work.

As e-mail subject line, use Application for 2009 Bratislava Workshop – yyy
(where yyy is your surname).  Attach your abstract and CV as Microsoft Word .doc files,
using filenames yyy abstract.doc and yyy cv.doc (where yyy is your surname).

Costs
The cost of the workshop – tuition and meals – is $2395 USD.  This does not include hotel
accommodations or travel expenses.  Some fellowships will be awarded competitively to
scholars from developing and transitional countries, for tuition, meals, and hotel accommodations.
If you wish to be considered for a fellowship, you must state that in your application.

For more information about the Ronald Coase Institute and previous workshops, see
www.coase.org