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Dialética Econométrico-Histórica com Raízes Unitárias Socialmente Necessárias

Tese: “A burrice é auto-regressiva de primeira ordem e não apresenta raiz unitária. Por isto, ser calouro não é um mal tão terrível assim”.

Antítese: “Você não testou, né, cara?”

Síntese: “Cada um tem a raiz que merece em seu processo auto-regressivo”.

QED

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Vovô da co-integração?

A Escola de Harvard afirmava que um certo conjunto de causas produz uma tendência independentemente e outra série de causas que provocam as variações cíclicas. (…) Na realidade, a tendência e os desvios cíclicos não são independentes um do outro. (…) A crise econômica de 1932 influenciou claramente a linha de tendência e dobrou-a no sentido do eixo das abscissas.

O livro é de 1961, publicado no Brasil em 1963. A citação acima encontra-se na página 59. O trecho acima lembra muito a moderna controvérsia da raiz unitária, não? Choques são incorporados ou não na tendência, o que caracterizaria esta última como uma tendência estocástica. Bem, o trecho acima é de Oskar Lange, em seu Introdução à Econometria.

Lange foi um sujeito notável. Participou do debate sobre o cálculo econômico em uma economia socialista, da teorização sobre modelos de Equilíbrio Geral e, claro, foi um dos primeiros autores de livros de econometria que conhecemos no Brasil. Após voltar à sua terra natal, a Polônia, praticamente parou de publicar artigos científicos. Li, em algum lugar, que talvez o ambiente repressor da Polônia soviética tenha sido uma das causas de seu desinteresse pela pesquisa, mas não sei bem de sua vida pós-exílio nos EUA.

De qualquer forma, o trecho acima é, para mim, uma forte evidência de que a raiz unitária já rondava o pensamento de alguns econometristas bem antes de David Hendry. Será?