O que dizem os dados? – Da futilidade da retórica diante dos fatos

Excelente iniciativa do Estadão foi o tal Basômetro. Lembro de ter divulgado esta ferramenta aqui há tempos. Mas é uma ferramenta tão boa que nenhum outro jornal estadual teve a coragem de bancar uma iniciativa similar para as Assembléias Estaduais. Entendeu, né? Pois é.

Mas o legal do Basômetro – saiu até um livro somente com análises de dados desta base dedados – é poder verificar algumas “falas”, “discursos” que ouvimos por aí. Por exemplo, aquela história do governo acuado por uma oposição malvada e feia que o impede de implementar seus humildes programas sociais é uma balela muito grande.

Um longo podcast

Diogo Costa me entrevista. E ele me deu todo o tempo do mundo, como você descobrirá aqui.

p.s. há lá uma referência minha a um artigo do Pedro (Sette), também do Ordem Livre, sobre o voto. Em resumo, Pedro acha mais interessante não votar. Procure pelo artigo lá no Ordem Livre para entender melhor o ponto dele.

Anti-econometria em alta

Tem gente fazendo piadinha maldosa, dizendo que só alguém que não sabe econometria tem medo de divulgar suas previsões. Talvez seja muita injustiça, mas é uma hipótese.

Houve um tempo em que o IPEA tinha uma fama melhor e, pasmem, este tempo vem desde antes da herança maldita de FHC e terminou recentemente. Resta-nos apenas pensar no que disse o Duke (mais aqui no Moral). A blogosfera séria de Economia não reagiu bem aos acontecimentos do IPEA…

Lamentável.

Enquanto isto, em ano eleitoral, tem gente dizendo que aumento de cheque para pobre só é populismo em teses de (s)ociólogos e cientistas políticos. E não contem com os movimentos sociais, moçada, eles estão com medo de serem retalhados. É o obscurantismo bolivariano chegando ao Brasil?

O “board”, ah…o “board”…

O Bancoop tinha um “board” sui generis. Claro, claro, muita gente ligada ao setor bancário ganha nos últimos oito anos. Sabe como é, taxa de juros e tal. Pensando bem, não é só o pessoal dos bancos. Tem também um povo ligado ao sindicalismo (lembro-me sempre daquele famoso filme com Jack Nicholson, sobre o mafioso sindicalista…) que descobriu a mina de ouro.

Moral da história: não acredite na propaganda “gratuita” destes partidos políticos, notoriamente os “de esquerda” que se dizem “progressistas” e “preocupados com o social”. Eles apenas querem vender o próprio peixe como se fosse seu. Contudo, na hora do pênalti, você só paga a conta.

Liberalismo espera que a esquerda acorde

Deitada eternamente em berço esplêndido e cochilando – com o “silêncio dos intelectuais” – a esquerda não percebe sua chance histórica de se tornar séria no rol das opções humanas. Mas sempre há uma chance. Afinal, errar é humano mas, errar sempre é besteira.