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Divisão do trabalho é importante

Yes, I know that sounds elitist, but scholarship requires certain abilities and temperament, and is measured by very conventional standards of publication, citation measures, etc. and these are highly correlated with academic position.  In addition, as the sociologists Peter Berger used to emphasize, you cannot expect those only capable of playing checkers to be able to play chess.

Parece que o trecho acima está fora de contexto? Você tem que ler a peça toda para entender completamente o sentido. Entretanto, adianto que Peter Boettke, o autor, fez-nos um grande favor lembrando a todos quais são os produtos resultantes dos skills (habilidades) na academia.

Claro que nem sempre a correlação entre produção e posição é perfeita porque sabemos que nem toda faculdade possui incentivos bem desenhados ligando a produção científica à posição acadêmica, mas isto não muda a generalidade do argumento de Boettke.

A divisão do trabalho é importante. Pessoas que possuem apenas vontade de brigar ou de fazer exegese de textos deveriam se dedicar apenas ao trabalho teológico ou ao marketing político (dependendo da qualidade do sujeito, talvez só lhe reste o cargo de chefe da milícia do partido…).

Por que isto tudo é importante? Porque, como diz Boettke em outro lugar, não queremos que a história do pensamento econômico seja transformada em uma comunidade de gente que queira apenas brigar ou fazer exegese. Afinal, a história do pensamento econômico é importante demais para ser deixada nas mãos de gente mal qualificada.

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Pode o setor privado resolver um problema de bem público?

Pode. Mas para se convencer, você precisa discutir o tema. Há muitos detalhes e cada caso, claro, é um caso. Uma perspectiva algo hayekiana diria que é importante você pensar na geração de conhecimento local, espontânea e, claro, empresarial (no sentido kirzneriano-misesiano, etc do termo).

Pois bem. Se esta é sua praia, dê uma olhada nos textos que estão ligados à este texto principal, de Peter Boettke. Este é um tema que é pouco discutido no Brasil onde, geralmente, só se fala de iniciativa local quando se quer criticar a liberdade econômica. Os exemplos que a história nos dá, contudo, mostram uma realidade muito mais rica e contrária a este pré-conceito.

Quer saber mais? Tente Elinor Ostrom no mecanismo de busca. Você verá muita coisa bacana.

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Peter Boettke, novamente, ataca o obscurantismo

To me, Austrian economists and classical liberal political economists should not be satisfied professionally until they are the editor of the AER or JPE or QJE and teaching at Princeton, Chicago, Harvard, MIT or Stanford.  Academic life certainly can be productive and personally rewarding elsewhere, but if you aspire to be a significant research economist in the world of professional economics this should be your goal.  Work in proportion to your aspirations.

Excelente posição. Mas por que pararmos aqui?

 Daring to be different doesn’t mean ignoring the established institutional hierarchy and pecking order in publishing.  It means, to me, striving to break into the hierarchy and pecking order on your own terms.  Responsible radicalism in scholarship.

Nada como uma saudável humildade. Finalmente:

So I say embrace the division of labor in our profession, but don’t confuse or delude yourself about the institutional hierarchy or publishing pecking order. And don’t let others act deluded about the hierarchy or pecking order either — if they went to Iowa and publish in the Quarterly Review of Economics & Finance, they are not pushing out the envelope of economic knowledge!  (BTW, I have a paper in the QRE&F with Ed Stringham and JR Clark so I am not against publishing there)

Do good economics, find your relevant niche, and don’t be afraid to push your comfort zone to try to improve your ability to advance economic understanding among your students, the general population, and your peers.

Being a college professor is a GREAT way to make a living, and being part of the economics profession is HONORABLE.  I cannot imagine a better “job” and I cannot think of a better or more important scientific discipline to study.  As I tell all my students, economics is the sexiest of all disciplines.  The argumentative structure is a thing of beauty, and the insights it can provide on the way the world works is breathtaking.

Este é mais um trecho do eterno tema recorrente deste blog: a construção do pensamento e os trade-offs que a ciência apresenta para os cientistas. “Peter Boettke” – anote este nome quando quiser se lembrar de uma boa referência.

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Blog e pesquisa: insumos complementares

O grande Peter Boettke vai ao ponto: blogar é bacana, mas não é pesquisa. Pesquisa, esta sim, é coisa que exige leitura cuidadosa e geralmente se deve ter concentração. Já blogs podem nos dar bons momentos e também oportunidades de descoberta sobre o baixo nível de certas pessoas. 

Uma coisa, claro, complementa a outra. Mas não se confundem, ok? 

Por falar em blogs, quanto o leitor aposta que, amanhã, ainda estaremos com problemas lá no local de trabalho?

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Pesquisa..pesquisa….

Coincidência ou não, Diogo Costa colocou este texto de Peter Boettke no Ordem Livre. Digo isto pelo que tenho falado aqui e no próprio blog do Ordem Livre: sem pesquisa, o liberalismo brasileiro continuará a léguas (muitas léguas) atrás do mais bobo não-liberal. Estes, pelo menos, entendem que pesquisa é importante.

Creio que estamos – todos nós liberais – começando a perceber algo importante: a era da divulgação dos princípios (a louvável biblioteca editada pelo saudoso IL nos anos 80) terminou. É chegada a hora de dar o segundo passo, em direção à construção de uma tradição acadêmica séria.

Sim, tem gente que pensa apenas em artigos para jornais. Isto é importante, mas é apenas reprodução de conhecimento, não criação. Olhem lá, senhores liberais brasileiros, no texto de Boettke, o que ele fala sobre Hayek. Tudo bem que ele fale para economistas – ele é um de nós – mas você pode transportar isto tranquilamente para outras esferas do conhecimento.

O Ordem Livre e o Adolfo Sachsida têm feito algo realmente digno de admiração neste sentido, mas ainda falta muito chão. Liberal que não pesquisa é liberal dogmático e este, por sua vez, é tão imprestável quanto um não-liberal dogmático.

Já dei meu passo. Faça sua parte, liberal e, quem sabe, não melhoramos este país?