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Resistência x Pedro Doria – o Final

Eis o fim do debate. Doria não me convenceu de que não comeu mosca na questão da importância de certo assessor (naquela confusão de que “é um, só um, mas é importante, mas não é” que ele fez no texto publicado no Estadão), mas a honestidade de ambos os debatedores foi notável. Raro caso de debate verdadeiro. A esquerda brasileira, esta que não se assume enquanto bolivariana porque a população ainda tem a memória de Ingrid Bettancourt na cabeça (que não é “estadunidense” mas, vejam só, francesa) vive reclamando da educação conservadora, da imprensa golpista, etc. Mais ou menos assim: todo o sistema educacional que lhes proporcionou espaço para debates, pluralismo, estudo de idéias (e não a doutrinação que adoram) é ruim. Debate como este, para eles, é coisa da “direita nervosa e golpista”. Bom mesmo é quando só há debate entre marxista, trotskista e leninista.

Mas já me desvio dos elogios ao Doria e ao Resistência, que até me citou (thanks!). É que é difícil resistir quando a baboseira parece só crescer….

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Enquanto o brasileiro dorme…

O projeto aprovado continua a sustentar a idéia do provedor de acesso vigilante. Se qualquer um fizer denúncia ao provedor de que algum usuário comete crime, o provedor é obrigado a comunicar sigilosamente à Justiça imediatamente. Sigilosamente. É obrigado a acompanhar cada passo de seu usuário em segredo. Como uma escuta que não necessita prévia autorização judicial. Coisa de Estado policial.

Ele transforma em crime o acesso a qualquer apetrecho ou mídia digital que tenha sido protegido. Celular bloqueado pela operadora? Não pode desbloquear sem expressa permissão. CD mesmo comprado que não permite cópia para o computador ou iPod? Mesmo que o indivíduo tenha comprado o disco, será crime.

É o Pedro Doria quem diz. Alguém notou que notícias sobre leis que regulam sua vida surgiram com mais vigor após a primeira administração da Silva? Ou é impressão minha? Não que não existissem antes (ah, os bons anos da ditadura…), mas parece que há uma certa mania ou modismo agora. O político, por algum motivo, pensa ser mais inteligente que o brasileiro, este ignorante que só faz beber e fazer falsas acusações aos políticos. Precisa mesmo de leis detalhadas. Aliás, precisa de vigilância. Muita vigilância…