Sábados Econômicos

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Sábados que se iniciam com um almoço potencial, passam por uma descoberta no sebo mais próximo e terminam com uma ótima conversa no almoço efetivo. Claro, o hiato do almoço aí inclui os ausentes porque nem sempre o almoço opera em sua capacidade plena devido aos ciclos de agendas individuais (o almoço tem microfundamentos, né?).

Piadas de mineiro são exageradas? ou “Estudos históricos (em imagens) sobre a Província das Minas Gerais”

A poderosa máquina de fazer milhares de pães de queijo ao mesmo tempo. Item comum em listas de casamento da província das Minas Gerais.

A poderosa máquina de fazer milhares de pães de queijo ao mesmo tempo. Item comum em listas de casamento da província das Minas Gerais.

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Como se percebe, pão de queijo vai bem com qualquer bebida na província. Geladeiras (“freezers”) como estas são comuns nas casas dos nativos.

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Na província das Minas Gerais, o pão de queijo é item essencial quando da leitura dos jornais impressos (ou não).

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Calibragem…lá no início…

20141111_203540Eu sempre uso um termo que vai/pode desagradar aos meus colegas mais desprovidos de bom humor (na minha opinião magnânima e, claro, definitiva) ao me referir à calibragem. Chamo-a de “economia playmobil”.

Na verdade, eu falo isso para explicar aos alunos que nunca viram calibragem a diferença entre econometria e este método. Penso no contexto histórico e tento mostrar a sensação que os economistas tiveram, lá no início, quando todo mundo ainda usava Econometria e o Lucas veio estragar a festa com sua crítica.

Obviamente, a expressão não precisa ter um aspecto negativo. De fato, não acho que tenha mas, como usuário de Econometria, sou obrigado a fazer esta comparação ou o aluno não entende bem a diferença. Antes de se explicar a diferença entre conceitos é didaticamente importante firmar bem a idéia de que são conceitos distintos.

Claro, hoje temos modelos DSGE e ninguém fica mais fazendo cara feia porque o amigo faz calibragem (que mudaram para ‘calibração’ nas últimas traduções, talvez para não dar margem a piadas com rimas mais, digamos, sacanas).

Dito isto, qual não foi minha surpresa ao encontrar a loira acima. Ela me confidenciou que adora uma calibragem mas, como sou um homem sério, nem espiei o generoso decote de seu vestido rosa de coraçõezinhos brancos. Afinal, eu sou ainda um usuário viciado em Econometria…

 

Arrumando o escritório

É preciso determinação. Com um pouco de música, ajuda.

arrumandoescritorioPois é. Lá fui eu dar um jeito na bagunça. Aproveitando a aleatoriedade das músicas. A única coisa que salva nestas coisas da Apple, para mim, é este programa. Mesmo assim, é um porcaria quando você tenta fazer qualquer coisa com seus álbuns. Ou eu é que não me acostumei com o programa. Não importa. O negócio é rearrumar os livros.

 

Expressões linguísticas: “sem-número”

Tenho um interesse inexplicável por línguas estrangeiras, notadamente no que diz respeito às coincidências. Por exemplo, uma expressão muito popular por aqui é “sem-número” ou, para os mais cultos, “miríade”.

Quantas vezes não li alguém que dizia: “…um sem-número de vezes…” e por aí vai. Aí eu, estudando japonês, deparo-me com: “無数” cuja leitura seria (“musuu”). Bom, 無 significa “nada”, “vazio” e 数 é o caractere para “número(s)”.

Não preciso dizer que vibrei e estou me deliciando com isto até agora, né? Tá até difícil voltar a ler o texto. ^_^

Zoeira: o pai

Você acha que inventou a roda ao colocar aquelas legendas engraçadas no trecho de “A Queda” em que Hitler perde a paciência com a oposi…digo, com a iminente derrota? Pois é. Mas, na arte, nada se cria, nada se perde.

Lembremo-nos de Woody Allen. Outro dia eu me dei conta disto e perguntei a uns amigos porque vi este filme há anos…

20141023_075320 20141023_075343Pois é, gente. Woody Allen é o verdadeiro pai da zoeira. Quando fizerem legendas engraçadas em filmes, lembrem-se dele.

 

Bons tempos (algo off-topic)

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Pois é. Houve um tempo em que o bairro da Liberdade, em São Paulo, foi um centro de cultura cosmopolita. Digo, ele ainda o é, mas não há nada mais interessante do que o imaginário da minha juventude.

Em minhas memórias, aqueles eram os anos de muito dinamismo. Obviamente, a tecnologia melhorou de lá para cá. Não há como comparar a qualidade das gravações musicais de hoje, por exemplo, ainda que lá impere um comércio, digamos, bem mais informal do que o dos anos 80 (e olha que nossa economia era menos globalizada).

Alguém precisava fazer uma tese sobre a economia daquele bairro. Falar sobre a demografia dos imigrantes, as experiências de indústrias fonográficas de pequeno porte com músicas pouco conhecidas do nosso povo, as importações de fitas K-7, etc. Caso alguém tenha alguma referência, eu agradeço (comentários, por favor).

Caso bem feita, acredito, daria uma ótima tese sobre um pedaço importante de São Paulo. Já falei aqui (já?) do outro livro interessante, sobre os cinemas da Liberdade, que lançaram há algum tempo (caso eu não tenha falado, depois eu falo). Pois é. Bateu um saudosismo. Minha esposa sempre me olha feio quando eu paquero (calma!) aqueles aparelhos que reproduzem discos de vinil e fitas cassete (K-7). Mas tem algo naquilo que me atrai. Devem ser os feromônios da indústria fonográfica…

Esta garotada que acha que tudo é Pikachu ou J-Pop não sabe o que perde ao não ouvir um bom Enka (演歌). Aquilo sim era (e é!) música! Eu até era um sujeito pluralista: se entendia pouco de japonês, nada de coreano ou chinês.

Mesmo assim, como o leitor pode perceber na foto acima (pode?), eu comprava músicas dos três grandes países do sudeste da ásia. Veja por exemplo a capa da fita com o Cho Yong Pil, o coreano com um copo de whiskey na mão: com uma capa desta, não pode ser ruim! O Thomas Kang é quem deve saber disto (da música, não do whiskey).

Por que será que eu insisto nesta grafia britânica se prefiro Jack Daniel’s? Não sei. Deve ser meu DNA azul, oculto entre uma hemoglobina ou outra. Ah, bons tempos…

Apesar do petê, amanhã há de ser outro dia…

Chico seria capaz de compor uma música em homenagem ao Francenildo? Luis seria capaz de fazer uma crônica divertida sobre Francenildo? Ou Francenildo está abandonado?

Pobre Francenildo. Seu pecado foi não nascer chefão de sindicato, filho de empresário macomunado com a política ou, quem sabe, filho de bispo católico. Ainda que ilegítimo, ganharia, creio, ao menos uma casinha no interior.

Francenildo é aquele que os bolivarianos dizem representar.

Adeus, Francenildo. Os historiadores marxistas – e os filósofos oficiais – não falarão de ti. Tu, maldito, não és uma “classe social”, és um alienado, um indivíduo e, ensina-nos a dialética marxista-gramsciana-leninista-e-aliados, um indivíduo não é nada. O que vale é a necessidade da maioria.

Francenildo…

Estorinha engraçadinha

Por vários anos eu a admirei secretamente. Sempre tão preocupada comigo, sempre me lembrando da importância do meu bem-estar. Em algum momento cheguei a pensar que tinha me apaixonado. Aí ela se foi. Ao apresentar meu cartão de estacionamento, nada de ouvi-la me recomendar para não esquecer do meu cinto de segurança.

A voz eletrônica da saída do estacionamento do shopping se foi. Triste, né? Mas eu jamais me esqueço do cinto de segurança e nunca me esquecerei de sua amada dedicação ao meu bem-estar… ^_^

p.s. gostou? Então compre este livro. Não gostou? Compre também e faça picadinho dele! É tão barato que é um crime não comprá-lo.

Belo começo de semestre

From 21o Kyoudo Minyou Brasil Taikai

Olha só que bacana. O da esquerda é o deste ano, ganho neste domingo. O da direita é o do ano passado quando, pela primeira vez em minha vida, ganhei algum prêmio de concurso.

Neste ano, um pequeno avanço. O segundo lugar na categoria jovem do brasileirão de música folclórica japonesa (minyou). A música é a de sempre: Tawarazumi Uta (em algumas versões: Nanbu Tawarazumi Uta).

Eu sei que é um pouco de auto-propaganda (um pouco?), mas é muita alegria para uma família só. ^_^

É impressionante o que ele não faz para mudar o significado da palavra “democracia”

George Orwell, se vivo fosse, teria nele um farto material para inspiração. Aposto que a blogosfera pró-amigos continua com suas práticas a la Goebbels. Difícil acreditar em algum futuro para a América Latina.

Lá fui eu de novo

From Drop Box

Pois é. Nenhum prêmio de economia aqui (isto é monopólio de outro Shikida e do Laurini). Mas lá no vigésimo-primeiro campeonato nacional de música folclórica japonesa, na categoria jovem (menos de 60 anos porque música folclórica japonesa, meus caros, não é admirada por muita gente nova não), eu levei o segundo lugar.

Ano passado, no centenário, ganhei meu primeiro troféu. Por este eu não esperava, embora tenha gostado do que fiz lá no palco. Bem, mais um motivo de alegria. Aliás, a equipe mineira não fez feio não. Mandamos bem. Ótimo. Depois eu conto mais sobre a curta viagem.

From Drop Box

21o Campeonato de Minyou

Lá vou eu de novo.

Até mais, colegas e amigos.

p.s. Quem está em Barcelona? O Thomas.  Este menino vai longe…

p.s.2. Boa sorte aos que enfrentam a ANPEC.

p.s.3. A roça belorizontina nunca tem nada como isto. Desculpem-me os belorizontinos bairristas, mas cosmopolitanismo é fundamental (para mim). No mais, o queijinho e a goiabadazinha são bem gostosos sim.

Pense na biografia (novo nome de carteiraço)

O presidente da Silva se supera em sua defesa de práticas, dizem por aí, corruptas quando as mesmas são a seu favor e, claro, independem da existência de provas. Com ou sem provas, com ou sem evidências, com ou sem juízes imparciais, o negócio é sempre acusar a imprensa de se antecipar.

p.s. estranhamente, ele não acusou a imprensa de se antecipar e acusar o novo governo hondurenho de golpe quando, na verdade, houve uma decisão judicial pela deposição do satélite venezuelano, Zelaya. Goste-se ou não do que ocorre lá, a pergunta permanece: por que o critério para o senador poeta é um e para o governo hondurenho é outro?