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Proposição testável e algumas observações sobre os fundamentos da aversão filosófica dos burocratas não-liberais à matemática

Distribuição de renda: uma via apropriada e a via inadequada

Aqui é possível visualizar (a partir do site do Ministério da Fazenda) a apresentação do Ministro Guido Mantega, intitulada Economia Brasileira: avanços e desafios, realizada na semana passada no 20º Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio.

Atentem para o slide 7: “Distribuição de renda e mercado de consumo de massa”.

Aponta que uma das causas da melhoria na distribuição de renda no Brasil, o que contribuiu para o aumento da classe média, foram as “melhores condições de crédito”.

Comentário:

O que podemos inferir?

O Judiciário, ao revisar os contratos de mútuo (na tentativa de fazer a distribuição de renda protegendo o mais faco), estará piorando, não melhorando, as condições de crédito. Se revisa os pactos, retira (não adiciona) um fator capaz de melhorar a distribuição de renda.

Conclusão já sabida (certo?):

O Judiciário não é a via apropriada para redistribuir renda, vez que o seu intento “justiceiro” faz o crédito perecer. Fazendo o crédito perecer, menos pessoas terão acesso ao mesmo e estas que o fazem pagam mais caro do que se mais pessoas pudessem acessá-lo… A renda se concentraria, não se redistribuiria…

Esta hipótese veio daqui. Eu queria era ver os números. Será que, como diz o blogueiro, o Judiciário é, predominantemente, “justiceiro”? Se é, será que o efeito citado ocorre?

Se aprendêssemos mais matemática no colégio, certamente esta pergunta já teria sido respondida. Mas, como diz o Adolfo:

O Brasil é um país arrogante, para mascarar nossa mediocridade educacional criamos disciplinas para dizer: somos analfabetos, não sabemos fazer contas, mas somos politizados.

Por que?

Tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no ensino médio tem vários pontos negativos. Primeiro, é evidente a doutrinação que irá ocorrer: MARX será o grande filósofo a ser estudado. Popper nem pensar, Von Mises, Hayek ou Bastiat de jeito nenhum. Segundo, sobra menos tempo para o estudo de matemática e português. Ou seja, os alunos ficarão ainda piores em leitura e matemática. Terceiro, os mais pobres estarão em situação pior. Afinal, nas escolas privadas a carga horária de ensino irá aumentar para acomodar mais matérias. Já nas escolas públicas, impossibilitadas de aumentar a carga horária, o ensino de matemática e português será ainda mais sacrificado. Quando a desigualdade aumentar não culpem o mercado, culpem a falta de preparo educacional agravada por essa medida. Quarto, o estudo de filosofia demanda uma maturidade que dificilmente se tem na puberdade. Quinto, por que sociologia? Por que não economia? Novas demandas irão surgir, novas matérias serão incluídas nas grades curriculares do ensino médio, e menos nossos alunos saberão sobre português e matemática.

Parece-me óbvio, pelo que já vi dos supostos manuais de filosofia para carne-fresca-para-pedófilos-doutrinadores, que Mises, Hayek ou Popper jamais aparecerão nas supostas discussões em sala de aula nas quais, supostamente, não haverá doutrinação marxista (da pior qualidade, já que poucos doutores em filosofia existem no país e menos ainda vão se dispor a trabalhar pelo salário ofertado).

É sob estes governantes que os nossos pais e empresários terão que educar seus filhos. Baldur von Schirach deve estar alegre sob a terra. Aliás, sabe para que serviam os internatos do moço (supostamente bissexual, segundo a tal Wikipédia)? Para o mesmo objetivo dos bolivarianos que têm tesão por ilhotas governadas por barbudos sob uma (nem um pouco) suposta democracia de partido único:

No nazismo como um todo, não havia oportunidade de expressar suas opiniões como num Parlamento. Os moços acostumados ao movimento da juventude não conseguiam se adaptar a essa forma rigorosa de nacional-socialismo.

Óbvio, não? Hitler poderia ganhar, digamos, um terceiro mandato. Depois, digamos, teria aliados com pendores sexuais…digo, políticos afins, todos amantes do regime do partido único justificado sobre o peleguismo comprado (com impostos sindicais ou com dinheiro “sujo de óleo”?) e, claro, para os meninos desabafarem suas mágoas, já que os pais deveriam ser vigiados (lição da Gestapo para Mao Ze Dong conhecida na história como “Revolução Cultural Chinesa”), nada melhor do que escolas públicas que, aos poucos, doutrinariam a meninada.

Humm…parece até um plano discutido em alguma reunião de líderes latino-americanos…será?

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Quem são eles para me dizerem o que é ou não degradante? (E quem lhes dirá o que é degradante na Justiça brasileira?)

Vai na íntegra:

Da degradação geral da nação

Sem jamais ter assistido o programa, sei que o Ministério da Justiça está correto, mas incompleto:

O Ministério da Justiça está monitorando os programas de Tom Cavalcante na Record. O órgão acaba de reclassificar o “Show do Tom” dos sábados, já exibido após as 23h, como inadequado para antes das 21h, por expor negros, gays e mulheres a “situações degradantes”.

Não são apenas os negros, os gays e as mulheres que são expostos a “situações degradantes”. O mesmo acontece com brancos, heterossexuais e homens no programa. Telespectadores de origem asiática e indígena, pansexuais, assexuados e hermafroditas também são degradados pelo programa. Todos os produtores, anunciantes e, principalmente, telespectadores do Show do Tom são degradados pelo programa. E todo cidadão brasileiro é degradado pela situação de ter o Ministério da Justiça envolvido com o que é ou não degradante para negros, gays e homossexuais.

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Argumento de autoridade

Acho que esgotei minha quota de argumentos de autoridades por hoje…

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Atenção, gente!

In 10 of 18 countries polled by the nonpartisan Program on International Policy Attitudes at the University of Maryland and the public opinion research firm GlobeScan, fewer citizens view a free market economy as the best model compared with two years ago. The most dramatic change was in Turkey, where 34% support a free market, a drop of 13 percentage points from 2005, and South Korea, which saw support plummet 15 percentage points, to 55%.

“What worries me is Bush is very unpopular and people around the world know Bush is a Republican, and that Republicans support a free market, so therefore anything bad is the fault of free market systems,” a senior fellow at the Cato Institute, Daniel Mitchell, said. “This study is very dour and pessimistic.”

O resto da matéria você lê aqui. Observações:

  • A identificação de um conservador (Bush) com o liberalismo continua a ser o grande trunfo da propaganda política da esquerda anaeróbica (e variantes). Por isto é bom entender corretamente a diferença.
  • No Brasil, claro, isto não é novidade. Nunca os liberais foram maioria em nada (ou em nenhum debate) por aqui, a despeito do que dizem os não-liberais. O povo do IL-RS, IL-RJ e Millenium têm a obrigação moral de responder a este desafio, na minha opinião (os atuantes do IEE não devem ser esquecidos).

Eis uma questão que já foi levantada antes por conservadores como Olavo de Carvalho: por que tão pouco apoio de consumidores e empreendedores a estes institutos? Será que eles realmente representam o pensamento liberal? Ou é uma questão cultural? Ou é uma questão de incentivos? Pronto, provoquei.

Comentários?

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Estes liberais…

Veja só, leitor amante do socialismo no século XXI (por definição, bolivarianismo), como são estes liberais. Então vem este tal de Ronald dizer que poluição tem a ver com não-liberalismo. Como todos sabemos das performances circenses de certos professores do ensino básico-médio-medíocre, o muro de Berlin não caiu, a Alemanha Oriental é o país mais civilizado do mundo e Cuba (e satélites) é (são) o farol da humanidade.

Além disto, o pior é que o argumento do Ronald faz sentido. Viu? Como deve ter ensinado algum arremedo de linguista pró-socialista, até os argumentos podem ser transformados em terríveis armas nas mãos destes malvados neoliberais (ainda bem que existem governos iluminados que sabem quem são seus eleitores)…

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Para os monstrinhos não-liberais

Antes de falar do que não entendem, eis uma ajuda humanitária: este artigo. Já que falamos de liberdade, “professor” que ensina “supostas” verdades históricas e tal, que tal pensar nisto? Para um sujeito que se veste de árabe (supostamente) e dança em êxtase para comemorar um atentado terrorista ocorrido nos EUA, talvez seja interessante algo mais do que uma bronca. Ajuda intelectual é importante. Auxílio mesmo, com leituras, para desintoxicar a mente. Ver currículos baseados no preconceito pode ajudar. Ou pode ser encarado com naturalidade por gente assim, o que é mais grave. São os monstrinhos não-liberais que discursam sobre um suposto pluralismo, mas querem, mesmo, é diminuir sua liberdade em prol deles mesmos, supostamente sujeitos iluminados.

Quanta arrogância…

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Quando os governos invadem os mercados

Few things better illustrate the tragedy of Latin American populist and nationalist politics than the crisis related to natural gas in South America. A region endowed with vast reserves and governments that describe themselves as close partners is mired in crippling power shortages and cross-border disputes over cutbacks in the supply of natural gas. People cannot count on consistent service.The problem began in 2002 when Argentine politicians decided to control the price of natural gas, large amounts of which had been discovered in the country during the previous two decades. In the context of an economic rebound, demand boomed. Natural gas became a crucial part of Argentina’s energy mix—the automobile industry here largely converted to it as a fuel source. But because the controlled prices provided little incentive to foreign companies at a time when the government was leading an aggressive campaign against private capital, investment dried up. When supply was unable to meet demand, shortages followed. Argentina was forced to reduce contracted exports to Chile from 20 million cubic meters a day in 2003 to one-tenth of that today. Chileans, whose solid economy depends heavily on energy imports, felt betrayed by their next-door neighbor even though both left-wing governments called themselves allies. The cutback in exports to Chile was not enough to solve the problem in Argentina, which ended up importing other fuels that were more expensive and less clean than natural gas.

Continue a ler aqui.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas – o papel da lei

Em prosseguimento à nossa discussão com os que acham democracia e liberalismo incompatíveis, mais uma colaboração do Cristiano Costa. Trecho que ele cita da The Economist:

“After putting them on a comparable basis, the causal link is clear. The better a government upholds the rule of law, the more likely its people are to be richer: every rich country, with the exception of Italy and Greece, scores well on rule-of-law measures.”

Espere: fazer o que os presidentes bolivarianistas (somente os assumidos, não os que estão no armário) fizeram com os contratos internacionais do gás e do petróleo é, então, uma péssima idéia? Claro. Se você estudasse economia há uns, digamos, 100 anos, saberia disto.

Contudo, muitas vezes, o canto da sereia da preguiça é maior. O pessoal não-liberal tem até candidato à presidência da República.

Eis aí o ideal de vida deste povo: somente uma pessoa toma decisão e tudo na vida é em função do “social” (ou “da coletividade”). Você pode rasgar a Constituição se for a rainha Borg, claro. Ou seja, este papo do “social” acima de tudo é, na verdade, a maior balela. Na verdade, quem está acima de tudo é a rainha Borg. Mas como ela não quer estar lá sozinha, provavelmente levará muitos de seus apaniguados junto.

Engenharia social é tudo para esta gente. Liberalismo, claro, nunca será compatível com engenharia social embora, sim, haja muito economista bom de serviço que adora a rainha aí acima e se acha distante do pessoal da rasgação de contratos. Esta é uma questão interessante que envolve um texto de Hayek (algo como Individualism: True and False) que nunca foi traduzido antes (alô, alô, alguém aí do Ordem Livre acordado?) e que é muito esclarecedor.

Claro que não há nada disto lá na The Economist. A revista pára com a discussão lá na econometria do gráfico que o Cristiano cita. É óbvio que a redação da revista tem lá seus interessantes mas, como lembrou o Drumond, outro dia, em um comentário a outro post do blog:

“Obviamente a campanha defende interesses dos empresários do setor de TV a cabo. Mas é uma campanha que também atende aos interesses dos consumidores. Como resultado (indireto?) da campanha deles, sua liberdade prevalece.”

É uma boa observação, interessante como usualmente o fato de existirem interesses ‘por trás’ de algo parece ser, para alguns, justificativa para desmerecer uma causa. Como se não houvessem interesses por trás deste projeto de lei(leia-se, produtoras nacionais, atores, etc.). Existe, ao meu ver, uma predileção em julgar contra a defesa dos interesses que já prevalecem, e que ingenuamente não enxerga a luta de novos interesses para prevalecer.

Desde Adam Smith que sabemos desta história de interesses. O que os não-liberais não entendem – de jeito nenhum, tenho visto ao longo de minha vida – é que a socialização e a politização da vida não é nada mais do que dar a uma visão da sociedade o domínio autoritário (e totalitário) sobre todas as outras.

Eis aí a importância de se discutir o papel da lei no crescimento econômico. Para mim, vai além da estúpida rasgação de contratos que vimos neste continente, sob a complacente e silenciosa visão dos bolivarianos-que-estão-no-armário. Rasgar contratos é dizer, simplesmente, que os interesses de duas partes, previamente acordadas e celebradas em um documento oficia, é lixo para uma das partes. Que tipo de sociedade pode viver sem conflitos violentos, no longo prazo, se a regra é sempre a do mais forte, ou seja, daquele que detém o monopólio da violência?

Mais uma vez, você tem muito material para perguntar ao seu professor.

Se você chegou aqui agora e não leu a sequência de posts anteriores, sugiro que use o link do início deste pequeno texto e leia criticamente tudo. Faça a si mesmo as perguntas óbvias: por que sempre me falam o oposto do que este cara diz? A quem interessa defender o direito à liberdade de todos? É a liberdade compatível com um estado socialista/social-democrata/bolivariano (comunista ou socialista real, tanto faz)/etc ?

Até a próxima.

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Mais uma dos nossos “neocons”

Neocon, no Brasil, é todo aquele que defende o status quo que, no caso do país, é o não-liberalismo. Uma vez definido isto, chamo a atenção para o esclarecedor post do Lucas, lá no Ordem Livre que reproduzo abaixo.

Não precisamos de um novo currículo do governo

O governo acaba de instituir a obrigatoriedade do ensino das culturas africana e indígena nas escolas.

Esse tipo de notícia provoca uma vontade quase irresistível de discutir nossas preferências curriculares. Eu mesmo, ao terminar de lê-la, logo me vi defendendo mentalmente a cultura grega.

No entanto, fazer isso seria simplesmente perder o foco. A grande questão não é qual currículo as escolas seguirão, mas sim, quem tem a autoridade para escolhê-lo. Quando começamos a discutir se o novo currículo do governo é bom ou ruim, deixamos de ver todos os problemas que qualquer currículo do governo sempre terá.

Em primeiro lugar, dar ao governo a autoridade para escolher o currículo de todo o país implica em uma uniformização enorme de todo o ensino. Isto implica no fim da competição entre currículos: uma escola fica proibida de tentar elaborar um currículo inovador para adquirir uma vantagem sobre a concorrência.

Em segundo lugar, isso significa que toda futura mudança curricular precisará passar pelo processo político. Ao invés do professor ir progressivamente afinando seus métodos, ele precisará formar um comitê político e tentar pressionar o congresso para aprovar cada nova reforma.

Em terceiro lugar, nunca teremos certeza de que o interesse dos políticos sempre coincidirão com os nossos. Na medida em que a educação dos nossos filhos passa a ser decidida pelo governo, isso significa que estamos efetivamente abrimos mão de nossa autoridade sobre eles. O atual governo talvez concorde com nossos ideais. O próximo talvez trabalhe diretamente contra eles.

Não precisamos de um novo currículo do governo. Precisamos que o governo pare de escolher os currículos.

O negrito foi por minha conta. Note bem, leitor, que o todo o textinho está bem escrito e claro na argumentação. Mas, para mim, os negritados são os mais importantes. As pessoas, quando saem por aí criticando o que pensam ser o liberalismo, nunca gostam destes argumentos. Sempre fogem da argumentação abstrata, nestas horas, para um ponto como: “na realidade sempre haverá mudanças de governo, por isto não deveríamos nos preocupar”.

O argumento, como se pode perceber sem muito esforço, não é bom. Eu poderia argumentar pelo massacre de judeus com a mesma história: “se a democracia escolheu massacrar judeus agora, não é problema porque sempre haverá novos governos eleitos posteriormente…”.

Ora, se assim o é, então você percebe que podem existir tendências geradas por idéias estúpidas e não estúpidas. Na verdade, o bom do liberalismo é que se você mesmo perceber que uma idéia é estúpida, você pula fora rápido. Alguém dirá: “ah, mas e se você não perceber? Não é melhor que alguém guie você para a boa idéia”? A resposta é: não, não é uma boa idéia. Ou pelo menos não é uma boa, exceto se o mundo for habitado por anjos que são eunucos em termos do interesse próprio, na feliz expressão de James Buchanan.

Por isto o liberal gosta de limitar o tamanho do governo. Quanto menor o tamanho do bolo, menor o quinhão que poderá ser roubado da sociedade. Isto vale não apenas para gastos públicos ou carga tributária. Isto vale, principalmente, para sua vida. Regulação é um remédio que nossos neocons gostam de aplicar em excesso, gerando obesidade estatal e dependência do governo como o Lucas, brilhantemente (brilha de tão clara a explicação…), expôs acima.

Não é questão de ser contra ou a favor do aprendizado da cultura indígena ou africana. É questão de permitir às pessoas que não querem estudar isto se moverem para outras escolas. Regular tudo é tirar as opções das pessoas, o que nos leva aos dois posts anteriores neste blog:

São questões para se pensar. Pergunte ao seu professor sobre o que ele acha do post de Lucas, reproduzido aí no alto. Pergunte também sobre o que ele acha destas reflexões. Exercite seu direito de compreender melhor a realidade. Em um regime liberal, claro, isto sempre ocorre. Não é à toa que você encontra neste blog temas os mais diversos debatidos sem o menor preconceito ou medo de errar. Faz parte do jogo liberal e é exatamente o que não querem nossos neocons bolivarianos e autoritários. Se não acredita em mim, ótimo. Vá lá ler Hayek para ver o que ele diz sobre liberalismo e depois volte aqui para dizer que se enganou. ^_^

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Cultura: quotas para sumô

Ok, todo mundo fala de cultura como se fosse algo estático. Algo que foi criado até 1900 e depois, claro, congelou. Então tá. Vamos aos fatos: até no Brasil existem campeonatos de sumô. Como se sabe, sumô é um esporte tipicamente japonês e a colônia brasileira não é desprezível. Logo, a pergunta para os não-liberais de sempre é: cadê as quotas para a minoria que pratica este esporte? Vale invadir fazendas e destruir laboratórios para protestar?

Agora estão ambos caladinhos: os que adoram justificar seus devaneios (psiquiátricos?) com justificativas pseudo-culturais e os que adoram fazer isto por meio de algum argumento agradável aos meninos de classe média com remorso de terem nascido, ou seja, os que usam a cláusula “social” após cada substantivo dito com fervor religioso em palanques da quitanda universitária (que, aliás, abriga os keynesianos de quermesse citados por Alex).

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O tal Bolsa-Família

Ok, eu gostei da matéria do Estadão. Meus poucos amigos jornalistas sabem que admiro jornalista que realmente trabalha. Estes aí, do jornal de São Paulo, trabalharam. Cruzaram informações. Já é muito. Querer uma regressão múltipla, sim, seria querer demais (exceto se o cara tiver feito um MBAzinho decente).

A questão do Bolsa-Família é sempre polêmica. Falei disto para 50 cabeças de estudantes no início do semestre que ora se desenvolve. Alguns me olharam com um ar de indiferença, outros acharam interessante, alguns palpitaram e outros continuam a falar muito sem entender as implicações disto para suas vidas.

Há um artigo que eu, Leonardo Monasterio, André Carraro, Otávio e Ari escrevemos sobre a existência ou não do impacto deste programa social sobre a reeleição do sr. da Silva. O debate é importante, inclusive, do ponto de vista metodológico. Há um outro artigo, com uma base de dados diferente, que afirma ser um ponto crítico ao nosso. Ambos foram submetidos ao último encontro nacional da ANPEC, mas apenas o outro foi escolhido. Imagino se a tradição dos debates na ANPEC sucumbiu a outros fatores, já que ambos os artigos falam do mesmo tema, com metodologias e bases de dados distintas, o que é sempre um prato cheio para o aprofundamento do conhecimento do tema.

Mas a matéria do Estadão desperta em mim meus mais primitivos instintos científicos, para citar o ex-aliado do presidente da Silva, o sr. Roberto Jefferson. Pergunte ao seu professor:

  • Qual a melhor forma de se medir o fenômeno: “bolsa-família no município”? Este é um debate que você encontrará em nosso artigo e é muito relevante para se começar a discutir o tema. O outro artigo citado também sofre deste problema, creio, em um grau mais forte, já que usam dados estaduais.
  • Se existe impacto do bolsa-família sobre a votação do atual ocupante da Granja do Torto,  sem a correspondente melhora na escolaridade das crianças, isto ocorre por conta de fatores externos ao programa? Ou o programa é mal formulado? Ou a má formulação técnica oculta uma bela formulação política, com fins eleitoreiros?
  • Por que alguns governos preferem gerar mais empregos do que usar mecanismos de transferências (ou mesmo de “criação estatal de empregos”)? Por exemplo, otimistas radicais quanto a este tipo de receita (transferências) são os socialistas e Cuba ou Coréia do Norte seriam os melhores exemplos de “sucesso” deste tipo de política (inclusive com reeleições maciças dos ditadores destes campos de trabalho gigantes). Isto significa que toda transferência é ruim do ponto de vista da manutenção das liberdades individuais? Radicalizo: dar esmola é algo que deveríamos evitar sempre, independente do estado de saúde aparente do pedinte?
  • Países que adotam políticas mais liberais geram mais empregos, suponha apenas para fins da pergunta (mas olhe os dados!). Posto isto, pode-se dizer que liberalismo é um conceito absolutamente contrário, oposto ou radicalmente contra o de caridade? É possível um sujeito ser liberal e caridoso? Posto de outra forma: pode um sujeito não-liberal ser caridoso? Até que ponto o controle social da vida das pessoas (o bordão preferido dos não-liberais) é, de fato, um ato compatível com a melhoria de suas vidas?
  • Viver como um animal no matadouro sendo alimentado com ração de primeira é a melhor opção de um sujeito muito pobre? Discuta as implicações disto no curto e no longo prazos. Elabore, em linhas gerais, um programa de incentivos que seja o mais imune possível à manipulação eleitoreira e aos interesses dos apaniguados (que jamais desejarão tirar a mão do vil metal…).

Eis aí muito material para análise. Ah sim, o povo do Banco Mundial é fascinado com este tipo de programa. Pesquisa o site deles (www.worldbank.org) e enriqueça sua discussão. A única dica de leitura adicional é aquele famoso livro do William Easterly, cuja tradução estranhíssima do título é: “O Espetáculo do Crescimento”.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas – continuação III

O Selva Brasilis (SB) me ajuda a pensar no problema que venho discutindo com meus leitores (embora ninguém tenha comentado, eu sei que tem gente lendo e pensando….cabeça vazia, oficina do diabo…) sobre os Estados Falidos.

O SB encontrou uma reportagem interessantíssima sobre o papel do Judiciário na destruição econômica de um país. Ele não é o primeiro a levantar este ponto. Há anos, em um famoso livro (está na estante, aqui, em algum lugar…) de Brock, Magee et alii, sobre rent-seeking e comércio internacional, eu encontrei a famosa lawyer’s equation que era uma (engraçada e séria ao mesmo tempo) relação entre uma variável que media o grau de rent-seeking relativamente ao de profit-seeking e o PIB (acho que era PIB per capita, mas não lembro). A variável era algo como “número de advogados / número de cientistas” (ou algo assim).

Obviamente que a relação era inversa e muito advogado que não conhece a literatura, principalmente no Brasil, não entende a curva e fica ofendido, bravo e chateado. Não entendem que seu papel na sociedade pode ser bem destrutivo conforme as instituições que permeiam suas ações – muitas vezes criadas por seus coleguinhas mais importantes, que viram fazedores de leis – o que, sim, influi no grau de falência dos governos.

Veja bem, advogados podem ajudar no estabelecimento dos direitos de propriedade como também podem ajudar em sua destruição. Obviamente, advogados, como outros seres humanos, gostam de bons carros, apartamentos e são, portanto, motivados pelo lucro. Se as leis favorecem sua ação na destruição do desenvolvimento econômico, adeus alegria do resto da sociedade.

Paradoxalmente (apenas para os que se prendem aos rótulos), o estado mínimo (ou mais liberal) é o que mais protege os cidadãos. Não é difícil explicar isto, mas o preconceito e as barreiras à entrada existem. O mercado intelectual e o mercado de idéias são, ambos, cheios de barreiras. A fama tem seu preço, leitor, e muitos não querem ceder aos que têm mais razão em um debate….

Continuemos o debate. Pergunte ao seu professor o que ele pensa sobre a relação entre leis e crescimento econômico. Se sua faculdade tiver acesso ao livro de história do pensamento econômico de Robert Ekelund, procure por sua análise acerca dos incentivos econômicos que geraram a common law inglesa, leia e reflita sobre o tema. Garanto que você emergirá destas leituras e debates com muito mais “musculatura” intelectual para debater esta história de democracia e liberalismo.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas – continuação II

Disclaimer: você não entendará patavinas…se não ler os posts anteriores em primeiro lugar.

Lembra do que eu falei outro dia sobre os Estados Falidos? Pois é. Algumas pessoas gostam de usar outra estratégia para estudar um conceito: isolar um país e colocar uma lente de aumento sobre ele. No caso do Brasil, eu diria que o Jorge Vianna Monteiro tem estudado a “falência” em seu aspecto fulcral (eia! vá ao dicionário, miguxo!) há tempos. De vez em quando eu disponibilizo as gratuitas cartas quinzenais que ele distribui para seu mailing list.

Mas hoje eu tenho aqui um texto do Marcelo Soares que é bem didático. Marcelo é jornalista e eu o conheci quando ele era parte da Transparência Brasil (que hoje se desvinculou da Transparência Internacional). Neste texto, creio, você encontra um pouco dos possíveis motivos pelos quais não somos uma Dinamarca. Reproduzo trechos:

Quando Montesquieu propôs o sistema de separação dos poderes, ele propôs que eles funcionassem como “freios e contrapesos” um do outro, para evitar abusos:

    Para que não se possa abusar do poder é preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder. Uma constituição pode ser de tal modo, que ninguém será constrangido a fazer coisas que a lei não obriga e não fazer as que a lei permite. (…) Quando na mesma pessoa ou no mesmo corpo de magistratura o poder legislativo está reunido ao poder executivo, não existe liberdade, pois pode-se temer que o mesmo monarca ou o mesmo senado apenas estabeleçam leis tirânicas para executá-las tiranicamente. Se num Estado livre todo homem que supõe ter uma alma livre deve governar a si próprio, é necessário que o povo, no seu conjunto, possua o poder legislativo.

Na teoria da separação dos poderes, o Legislativo existe para contrabalançar as decisões do Executivo; o Judiciário dirimiria conflitos. Se, num determinado regime, um poder não pode se meter no outro, não precisa de Legislativo e nem de Judiciário: coroe-se logo um rei.

É claro que a prática é diferente. Num país em que 76% das leis aprovadas pelo Congresso são de iniciativa do Executivo e em que as medidas provisórias recaem sobre as conchas pra cima e pra baixo aos borbotões, natural que o presidente ache que o Judiciário fazer freio é intromissão. No país do mensalão e da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, contrapeso é palavrão.

Esperar que o presidente tenha lido Montesquieu é querer demais. Mas bem que ele podia ter consultado o advogado-geral da União antes de se alterar.

O Marcelo se refere ao episódio mais importante desta semana: o discurso do presidente da Silva no qual o sujeito incorporou o que há de melhor (ou de pior) no espírito bolivariano. Que aspecto é este? A bravata. Nove entre dez latino-americanos adoram líderes (ou “chefes”) que fazem discursos dizendo que a culpa de qualquer problema não é sua, mas dos “estadunidenses”, “dos empresários” ou, simplesmente, de qualquer outro que não esteja na platéia.

Mais ainda, Marcelo mostra que é importante, na compreensão do nosso problema (“democracias menos liberais são também as mais falidas?”), entendermos a influência das idéias. Como sabemos, muito professor acha seu salário ruim e se transforma, paradoxalmente, em “doutrinador”, “pregador de ideologias”. Paradoxalmente porque, neste caso, o salário é zero. E sai por aí falando (bem) de Rousseau, de Marx e (mal) de Montesquieu, Locke ou, sei lá, Lord Acton (duvido que um único professor fale sobre Lord Acton, mas vamos supor que você teve a sorte de tê-lo descoberto pela internet).

Talvez existam mesmo boas e más idéias, no sentido funcional de que as mesmas incentivam (ou não) a não-falência dos estados. Byran Caplanformalizou este ponto em um artigo que, cada vez mais, penso ser importante nesta investigação. Em termos econométricos, teríamos que classificar nossos países dos posts anteriores de modo a esclarecer algum aspecto das idéias adotadas por seus governos nos anos recentes. A literatura aponta diversas variáveis como: origem do código legal do país, grau de adequabilidade da lei, religião, etc.

Entendeu? Entra-se em uma seara complicada, mas interessante, no qual podemos, sim (e sem choro, tá?) classificar (governos atuais de ) países conforme suas características “ideológicas” e compará-las, efetivamente. Isto me levou, novamente de forma apressada e rasteira, apenas com os dados das ex-colônias, a tentar melhorar meu modelo econométrico.

Em relação ao post anterior, os nomes das variáveis mudaram um pouquinho porque eu tive que recriar o arquivo. Contudo, creio que você perceberá rapidamente o que ocorre. As novidades são catholic, muslim e legor_fr. As duas primeiras são os percentuais dos respectivos religiosos na população total e o último é uma dummy que assume valor “1” para países cujo código legal é de origem frances, “0” caso contrário. Note que, aparentemente, a cultura (ou as “idéias”) não importa.

Mas apenas aparentemente porque, afinal, estamos apenas fazendo regressões sob uma hipótese causal muito forte que a de que todas as variáveis independentes influem na variável dependente de forma direta. Ignoramos, por enquanto, a possibilidade de que haja relações indiretas e, mesmo, incorretamente especificadas. Mas fica aí o resultado para você se divertir. Além de discutir esta (fraquinha) regressão com seu professor, discuta também:

i) Quando o autor do artigo de jornal que você leu fala do sucesso das democracias não-liberais, o que ele, de fato quer dizer? Existe mesmo tal sucesso? Em que variável ele se expressa? Afinal, um país como este pode ter muito sucesso em reprimir a mídia, mas não em enriquecer sua população. Eis um ponto importante para debate.

ii) Por que alguns adoram falar do sucesso de países como Cuba usando números (“x médicos por quilômetro quadrado”), mas se recusam a olhar para o gráfico dos posts anteriores, para não falar de analisar os dados que usei para construí-los.

iii) Ler Montesquieu pode ser útil não apenas para criar dummies para nossa regressão (no segundo post da série, anterior a este, a despeito da numeração no título deste), mas também para refletir sobre o que dizem nossos governantes. O presidente da Silva filia-se à histórica corrente de pensamento não-liberal. Que autores os seguidores destas correntes privilegiam? Marx? Hayek? Friedman? Gramsci? Acton? Walter Benjamin? Mais importante: por que você, leitor, nunca ouviu falar de X ou Y? Será que você faz parte de algum tipo de embate de idéias? Se o faz, vamos ao ponto seguinte.

iv) Don Wittman, há anos, publicou um livro (pessimamente traduzido) chamado “O Mito do Fracasso da Democracia”, no qual defende que democracia é eficiente, ou seja, que o poder dos grupos de interesse não é assim tão danoso ao funcionamento do celebrado regime democrático. Será mesmo? Seu livro fez com que Byran Caplan desenvolvesse sua tese do irracionalismo racional, ainda desconhecida no Brasil. O que você pode dizer a respeito?

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Pergunta simples

Quantos simpatizantes e militantes de esquerda você já viu condenarem, com veemência, as FARC? Ah sim, eu pensava naquele lero-lero da tortura que é sempre um motivo emocional muito bom na hora de se falar dos anos de chumbo.

Vamos ser francos: existe muita hipocrisia nesta história da esquerda brasileira nunca condenar seus aliados em casos de tortura e xingar o Bush por conta de Guantánamo. O pior é que, neste caso, é perigoso até haver um precedente jurídico razoável.

Mas tudo bem, o que importa é que o presidente é um brasileiro que saiu da classe operária não é mesmo? Nada mais importa e, claro, se fulano de São Paulo ou da Bahia já fizeram xixi na cadeira, o operário também pode, certo? O critério é apenas o da igualdade (todos podem), sem eficiência (fazer m….).

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Democracias menos liberais são também as mais falidas – continuação

Se você leu este último comentário meu (reproduzido também aqui), sabe que estou com este gráfico em minha cabeça .

Hoje, conversando com meu amigo e colega de trabalho (e de blog), o Ari, resolvi brincar um pouco com os dados. Então, com os dados deste famoso artigo de Easterly & Levine, resolvi explorar os dados (ALERTA: apenas ex-colônias entraram na amostra). Eis um exemplo do que obtive:

Primeiro, a regressão é entre o valor do índice de falência das democracias (ou melhor, dos governos, mais ou menos democráticos), failed e as variáveis que suponho serem importantes para explicar a falência. Lancei, no texto anterior, algumas perguntas (para as quais não obtive resposta mas, tudo bem, blog mais “técnico” dá nisto…).

Tem gente que gosta de relacionar boas instituições com crescimento econômico e, penso eu, porque não com a competência governamental em manter instituições que funcionem? Mas o que são instituições “que funcionam”? Há um famoso índice criado pelos caras do Banco Mundial e que, na regressão, aparece como instittutionkk.

Há quem diga que o nível de riqueza passado é importante. Bem, o lgdppc95 que é o PIB per capita em paridade do poder compra parece indicar que os ricos em 1995 não se transformaram em falidos, em 2007. De forma mais simples, talvez riqueza desestimule a falência de um governo.

Finalmente, a liberdade econômica (freedom). A liberdade econômica parece ir na direção inversa à falência estatal.

Eu sei, como disse ontem, que meu argumento está precariamente fundamentado. Um gráfico, uma regressão, enfim, um post na internet….estas coisas nunca são suficientes. Mas acho importante, como disse, que se lance luz sobre várias bobagens que se dizem por aí sobre a relação entre liberdade econômica e democracia (ou tamanho do governo).

Milton Friedman disse – mas quem lê Milton Friedman? Melhor a crítica do professor de Tailândia, PA, né? – que o bom governo é aquele que cuida do jardim incentivando o florescer natural do mesmo. Em outras palavras, a liberdade econômica é quase sinônimo de um governo forte, mas não no sentido que a moçada diz por aí. No argumento dos ingênuos, dos desinformados, dos confusos e dos mal-intencionados há uma confusão entre “força” e o que eu chamo de “obesidade”.

Um governo obeso se preocupa em encher o país de funcionários públicos ou aumentar indefinidamente a carga tributária. Um governo forte, por sua vez, estimula o crescimento econômico sem intervenção mas com uma regulação que, por sua vez, também não é anti-mercado, mas inteligente.

Ontem eu lancei a pergunta: “empreendedorismo é sinônimo de liberalismo”? Há gente que confunde mais ainda estes dois termos, criando uma estranha relação entre “liberalismo” e “individualismo”. O melhor texto que já li sobre o assunto é de Hayek. No primeiro capítulo de Individualism and Economic Order (ou algo assim), ele diferencia duas concepções de individualismo (algo que nem todo economista conhece, diga-se de passagem…quanto mais seus detratores).

Digo isto porque a pergunta feita tem tudo a ver com a correta conceituação de individualismo. O comportamento rent-seeking, por exemplo, aparece em democracias liberais, tanto quanto em regimes não-liberais.

Acho que já basta por agora. Divirta-se com o gráfico acima e, como falei (e como diz a própria organização que lançou o índice de Estados Falidos):

We encourage others to utilize the Failed States Index to develop ideas for promoting greater stability worldwide. We hope the Index will spur conversations, encourage debate, and most of all help guide strategies for sustainable security.

Fica aí o convite: vamos pensar mais antes de falarmos de “liberalismo”, “individualismo”, “democracia” e termos tão belos quanto perigosos se mal conceituados.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas?

Democracias menos liberais sobrevivem tão bem quanto democracias mais liberais? Eu sei que há muito o que pesquisar a respeito (e muito já foi dito). O tema não suporta uma discussão de apenas 50 minutos. Ofereço a você minha pequena contribuição.

O gráfico acima mostra a correlação simples entre dois rankings: o de liberdade econômica (escolhi, por conveniência, o da Heritage Foundation) e o de falência dos estados (eis o link aqui). As bases de dados foram ajustadas (com perda de pouquissimos países) e, só para matar sua curiosidade, o Brasil está em 101 e 117 nos respectivos rankings. Cuba, o famoso modelo socialista, ocupa as posições: 156 e 77. Vale dizer, Cuba é mais falida e menos livre, economicamente, do que o Brasil.

Podemos tomar como exemplo outros países e, claro, você, leitor, deveria fazer seu próprio estudo analítico com estes dados. Acho bem relevante que qualquer um exerça sua capacidade crítica. Você, que tem algum trabalho de econometria para fazer (ou uma monografia), pode explorar este tema à vontade. Sugiro, como leituras brainstorms:

Veja, só estas leituras não bastam. Contudo, acho que você vai se divertir.

Discuta com seu professor:

a) A necessidade de se ter uma medida objetiva de “democracia” ou “liberdade” antes de qualquer discussão comparativa do desempenho entre diferentes arranjos institucionais;

b) Comparações erradas e certas entre países;

c) A fuga da análise estatística como “barreira à entrada” no mercado das idéias (se alguém não gosta deste gráfico, deve não apenas explicar o porquê, objetivamente, como propor uma análise superior para os mesmos dados);

d) A diferença entre “liberal” e “neoliberal”;

e) O significado do liberalismo: você já leu algum autor liberal clássico na faculdade? Por que não? Que motivos existem para criticarmos o liberalismo (que não foi “inventado” por ninguém) e aceitarmos o socialismo (este sim, uma invenção humana)?

f) É o capitalismo sinônimo de liberalismo? Sim? Não? Depende? Empreendedorismo é sinônimo de liberalismo?

Estas são minhas humildes sugestões para você, leitor.