Mais frases que eu gostaria de ter dito

Rizzo vai ao ponto em mais uma demonstração de que a pterodoxia pluralista está nuazinha, nuazinha:

I have been fascinated for a long time by the advocacy of  left-liberals of pluralism in the realm of ideas, but not in the realm of action. They seem to think of freedom as a matter of pure intellect alone.  In my view, acting and thinking are two-sides of the same coin. We are not pure intellect.

Leia todo o texto para entender melhor este excelente trecho.

Anúncios

Ironias

Para um presidente que diz que o holocausto não existiu, não é difícil dizer que estas cenas são falsas. Mas sejamos justos. Ele nada disse a respeito…ainda.

p.s. só falta dizerem que a moça foi morta pela polícia secreta de Israel…

Quando a ciência ganha “função social”, o que acontece?

Reproduzo por inteiro, direto do Laurini:

O caso Luzin

Ontem ocorria uma animada discussão sobre o processo de revisão do Qualis, e um dos pontos era qual a pontuação que deveriam receber as revistas nacionais. Um ponto era que revistas nacionais eram supervalorizadas no Qualis atual, e o ponto contrário era que revistas nacionais desempenham um papel importante ao permitir a comunicação e discussão de alguns tópicos de interesse apenas local. Uma discussão muito importante.
Depois da discussão lembrei de um caso famoso na matemática :

The Luzin affair of 1936

On November 21, 1930 the declaration of the “initiative group” of the Moscow Mathematical Society which consisted of former Luzin’s students Lazar Lyusternik and Lev Shnirelman along with Alexander Gelfond and Lev Pontryagin claimed that “there appeared active counter-revolutionaries among mathematicians.” Some of these mathematicians were pointed out, including the advisor of Luzin, Dimitri Egorov. In September 1930, Dmitri Egorov was arrested on the basis of his religious beliefs and died in 1931. After his arrest he left the position of the director of the Moscow Mathematical Society and after him the director became Ernst Kolman. As a result, Luzin left the Moscow Mathematical Society and Moscow State University. In 1931, Ernst Kolman made the first complaint against Luzin.

In July-August 1936 Luzin was criticised in Pravda in a series of anonymous articles. It was alleged that he published “would-be scientific papers,” “felt no shame in declaring the discoveries of his students to be his own achievements,” stood close to the ideology of the “black hundreds”, orthodoxy, and monarchy “fascist-type modernized but slightly.” Luzin was claimed at a special trial of a Commission of the Academy of Sciences of the USSR which endorsed all accusations of Luzin as an enemy under the mask of a Soviet citizen. One of the complaints was that he published his major results in foreign journals. The method of political insinuations and slander was used against the old Muscovite professorship many years before the article in Pravda.

The political offensive against Luzin was launched not only by Stalin‘s repressive ideological authorities but also by a group of Luzin’s students headed by Pavel Alexandrov. Although the Commission convicted Luzin, he was neither expelled from the Academy nor arrested. There has been some speculation about why his punishment was so much milder than that of most people condemned at that time, but the reason for this does not seem to be known for certain. However, he was never rehabilitated even after the death of Stalin[4] [5].

Ter publicações internacionais já foi um ato de traição.

posted by Márcio Laurini at 2:05 PM

Muito cuidado com o discurso de que “falta humanismo (ou “função social”) para economia, peugeot 206 ou uma furadeira. O final, ensina-nos a história (a mesma “história” que geralmente usam para justificar a tal “função social”) é sempre o mesmo. Laurini prestou um serviço à blogosfera hoje. Quem leu este post e não sabia destas histórias do uso pterodoxo-bolivariano da ciência, aprendeu mais uma.

p.s. eu mesmo já falei disso aqui várias vezes, mas esta história foi genial.

Quem elogia…não quer se mudar para lá

Excelente comentário do Coronel sobre o comentário de um brasileiro acerca de um dos poucos blogs cubanos independentes, livres do pensamento único e que mostram que…um outro mundo é possível.

Desconstruindo Keynes…do ponto de vista ideológico

Nada de críticas ao princípio da demanda efetiva em si, mas à visão de mundo de Keynes. Aliás, vale um complemento: Otto Wagener. A ciência – e a ciência econômica – na era bolivariana do nacional-socialismo é, cada vez mais, fascinante para mim. Há tantos paralelos com a história atual que a gente se assusta com a ingenuidade de alguns…

Ortega e o ovo da serpente

O’Grady faz uma breve análise dos métodos da militância bolivariana da Nicarágua para vencer a última eleição. Nossa diplomacia, claro, não precisa interferir (coisa de gente de esquerda, como nos ensina a primavera de Praga), mas bem poderia estar atenta aos planos imperialistas de um certo vizinho…

Mais água no feijão dos doutrinadores

Em entrevista ao O Globo, o Presidente da CAPES, Jorge  Guimarães, sobre as mudanças na política de bolsas para o exerior da CAPES diz:

“Por exemplo, neste quadro que estamos vivendo hoje, a pergunta em relação à formação de doutores na área economia é: nós vamos continuar mandando alunos para formar doutores num modelo que faliu o mundo? Então nós temos que perguntar a nossa área de economia o que eles vão nos dizer agora. Nós vamos mandar fazer aonde? Vai ser no mesmo modelo? Este modelo mostrou-se totalmente anticientífico, para dizer o mínimo.”

Imagino que a CAPES usará o mesmo critério para a área de energia, responsável pelo aquecimento global; e das ciências médicas, responsáveis pela explosão populacional e todas suas consequências perniciosas. E fico me perguntando aonde ele pensa que o Brasil vai conseguir formar economistas capazes de lidar com a crise, que trabalhem com um “outro modelo”: na China, será?

Quem disse isso? Vai lá e confere.

Mais sobre a Venezuela

El siguiente es el reporte a las 6:00pm del domingo 23 de noviembre.

Estatus quo

A esta hora varias organizaciones han emitido sus primeros reportes sobre los resultados de las elecciones. No se pueden considerar oficiales y por ende no deben ser propagados todavía.

Por ley la hora de cierre de las mesas es a las 4:00pm, siempre que no haya cola. Sin embargo se tiene información de que algunos centros se han mantenido abiertos a pesar de que no hay electores. Por otro lado, hay reportes de centros que todavía presentan votantes en espera para sufragar y no han podido hacerlo por la lentitud del proceso.

Irregularidades puntuales reportadas por testigos

-Se han observado varias rondas de motorizados por el área metropolitana. Un testigo declaró al ver una de estas hordas que parecían estar armados y llamaban a salir a tomar centros de votación en defensa del PSUV.

-El partido de gobierno ha realizado actos de campaña durante la jornada a pesar de que estaba prohibido. Mas específicamente, se han observado toldos identificados con el partido del gobierno por las inmediaciones de algunos centros electorales regalando agua a los electores e indicando cómo votar, instalaciones con música frente a centros de votación, incluso apariciones públicas de los candidatos haciendo campaña.

-Irregularidades de parte de los efectivos del Plan República (efectivos militares): excesiva participación en el proceso, entregando a los votantes instrucciones para votar y permitiendo utilizar símbolos del PSUV.

-Uno de nuestros observadores vio a votantes ser rechazados de un centro a causa de su vestimenta.

-El partido COPEI informa que el estado Táchira “se está abusando del proceso electoral” al incitar a los trabajadores a votar con una determinada tendencia política.

Los observadores internacionales de Nuevas Premisas en su recorrido por los centros electorales hacen las siguientes observaciones. Explican que el proceso es lento porque no existe asistencia para las personas de la tercera edad. También existen muchas maquinas con problemas funcionales y las mesas se niegan a cambiarlas. En algunas mesas el paso de las capta-huellas ha sido eliminado para acelerar el proceso electoral, que en general tiene una duración de 4 a 6 horas. A los observadores nacionales que los acompañaban les fue negada la entrada a los centros de votación.

Las instituciones venezolanas no han actuado de la manera más transparente, entorpeciendo el proceso electoral.

Saludos,

Nuevas Premisas

Alguém tem que dar um espaço para a oposição se manifestar, não? Já que a imprensa venezuelana não anda bem das pernas, eis aqui um pouquinho de uma “outra visão é possível” do que ocorre sob o bolivarianismo assumido.

Ah sim, o movimento estudantil (que honra as calças) é este.

Ética esquerdista – versão bolivariana

O Coronel é o farol da democracia em meio a muito blogueiro esquisito…

Governo destrói vagas de estágio

Eis a conclusão do Ângelo da C.I.A. para esta mais nova tentativa de aumentar a presença do Estado na economia brasileira “porque-a-bolsa-de-valores-está-muito-volátil”.

Hitler foi como qualquer outro

Fascinante artigo de história econômica (séria) que mostra o seguinte: nada houve de mais na eleição de Hitler. Ou seja, um ditador pode ser eleito em uma democracia, nada há de fenômenos “especiais” que levem a isto.

Implicações: parem de disfarçar, proto-ditadores e admiradores! Qualquer presidente democraticamente eleito pode se transformar num ditador.

p.s. por falar em votos, veja só que sacanagem interessante de nossos políticos.

Tristes trópicos

Em uma democracia, consumidores se unem contra cartéis. Em uma democracia dominada por grupos de interesse, o governo define e regula protestos. Eis um triste exemplo.

p.s. se o governo é tão bom regulador, ele deveria nos responder uma pergunta básica: por que ele exige todo um procedimento detalhado de serviços de atendimento ao consumidor (SACs) mas é incapaz de gerar um protocolo de uma reclamação, digamos, para queixas na “Ouvidoria” da Receita Federal?

Ditadores e você

With Friends Like These, Who Needs Enemies? Aiding the World’s Worst Dictators

Christopher Coyne
September 24, 2008
Economic Growth, Africa, Development Planning and Policy, Emerging Democracies, Social Change, Global Prosperity Initiative, Mercatus
Working Papers
Download Document pdf

Despite rhetoric supporting liberal values and institutions, the governments of developed countries provide continued development and military assistance to the world’s worst dictators. This aid sustains the status quo and imposes significant costs on ordinary citizens. This paper reviews the foreign aid provided to the worst living dictators. We consider arguments for the continued provision of aid as well as reasons why aid fails to improve the situations in countries ruled by these dictators. The main conclusion is that if the goal of developed countries is to foster liberal economic, political and social institutions abroad, they should cease providing aid to the world’s worst dictators.

JEL Codes: F53, O17, O20

Keywords: dictatorship, military aid, official development assistance, weak and failed states

E agora social-democratas e conservadores?

No link móvel do IL-RJ:

E agora, social-democratas e conservadores?

ROBERTO FENDT

“As críticas não se dirigem aos liberais. A crise foi gerida pela parceria de um presidente conservador com um Congresso social-democrata”

NAS ÚLTIMAS semanas, com o recrudescimento da crise financeira, os liberais brasileiros viraram saco de pancadas de todos os descontentes com o que supõem ser os males do liberalismo.

Nesta mesma Folha perguntou-se que figurino vai usar agora quem toca o bumbo do liberalismo econômico no Brasil (“E agora, liberais?”, 30/9, pág. A2).

Muitos liberais ficaram indignados com essa e outras críticas semelhantes. A esses aconselho moderação e tolerância; porque não se trata de má vontade e menos ainda de má-fé dos críticos. Trata-se, na verdade, de um profundo equívoco semântico.

Aqueles que atribuem os males do mundo aos liberais americanos, que nos teriam metido nesse imbróglio financeiro, ignoram dois fatos. O último presidente liberal americano foi John Quincy Adams, cujo mandato durou de 1825 a 1829. Também liberais foram os primeiros presidentes americanos -George Washington (1789-1797), John Adams (1797-1801) e Thomas Jefferson (1801-1809)-, mas não o foi o antecessor de Quincy Adams, James Monroe (1817-1825).

Desde então, os Estados Unidos foram presididos por políticos de todos os matizes, menos liberais.

Mais recentemente, uma onda conservadora sucedeu aos social-democratas Franklin Delano Roosevelt e Bill Clinton. O expoente dessa corrente é George W. Bush. A eles devemos a crise. O candidato liberal na corrida presidencial dos EUA deste ano foi Ronald Ernest Paul -Ron Paul, como é mais conhecido-, deputado federal pelo Texas. O perfil político de Paul já diz tudo: é constitucionalista, libertário e se opõe às intervenções militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão. Em 1988, concorreu à Presidência pelo Partido Libertário Americano. Por seu perfil, jamais empolgou o eleitorado americano, dividido que está entre social-democratas e conservadores.

Já os liberais brasileiros estão fora do circuito dos diversos matizes da social-democracia que nos governa desde pelo menos 1994, aí incluída a atual administração.

Quanto à crise, os liberais brasileiros se opõem a qualquer plano de “salvamento” dos bancos e demais instituições financeiras, preocupando-se, sim, com os recursos dos cidadãos comuns depositados e investidos nessas instituições.

Preocupam-se também com crises sistêmicas, pois sempre sobram para a gente. Sofremos as conseqüências das crises sistêmicas de 1929 e 1931, das cadernetas de poupança americanas (“savings and loans”) da década de 1980 e sofreremos com a atual, que já vem desde a crise do banco Bear Stearns, de meados de 2007.

A crise é mais longa do que se pensa, mas foi toda gerida pela parceria de um presidente conservador com um Congresso social-democrata.

A tradição dos liberais não tem nada a ver com os que endividaram o Brasil, dentro e fora, nem com o crescimento avassalador da carga tributária, que, se não incomoda colunistas, empobrece os brasileiros comuns.

A tradição liberal remonta a Pimenta Bueno, Frei Caneca, Tavares Bastos, José de Alencar, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, para citar apenas alguns e evitar ofender os vivos, pela eventual omissão.

Calcados nessa tradição, quase todos os liberais brasileiros se opuseram à proposta original do secretário do Tesouro americano por razões variadas. A maioria porque o plano original pretendia usar o dinheiro do contribuinte para comprar os papéis “micados” nos ativos dos bancos, premiando a negligência e irresponsabilidade dos gestores e acionistas; outros adicionaram a isso o pedido indecente de poderes para gerir US$ 700 bilhões dos contribuintes sem dar satisfação a quem quer que seja.

Os liberais brasileiros não estão comprometidos com um “pensamento único”. Um grande número de liberais é favorável a que não haja nenhuma intervenção do governo no sistema financeiro, já que a liberdade de tomar riscos deve vir acompanhada da responsabilidade de arcar com as conseqüências. Mas outros, tendo em conta o caráter sistêmico da crise e o fato de que na raiz da solução do problema está a capitalização do sistema financeiro, recomendam alternativas sem benevolência com as instituições, seus gestores e acionistas, como a aquisição de participações acionárias.

Do exposto, fica claro que as críticas não se dirigem aos liberais, mas aos conservadores e social-democratas. Por essa razão, tenho recomendado paciência e tolerância com aqueles que, por ignorância, nos atribuem o que pertence a terceiros.

Bom ponto.

Grandes momentos do governo (versão global)

Quanta sabedoria!

Disse alguém que quando o líder máximo abre a boca, tudo o mais é Satori. Ou algo assim. Por pouco não foi Leni Riefenstahl falando de Hitler, claro. Mas quando o sujeito fala de algo, é bom ter o mínimo de informação.

Quando não tem, temos isto. Outra reação muito boa

Quem pensa como o sr. da Silva aparentemente pensa (vamos lhe dar a chance de não ter lido o que o bom ghostwriter escreveu) deveria parar de estudar e cair no mercado de trabalho. Menos educação, menos informação. Menos informação, mais dependência. Mais dependência, sindicalização. Aí chegamos onde quer o sr. da Silva: mais imposto sindical, dependência de favores políticos e, claro, mais votos.

A verdade é assim: nua e crua. Pensando bem, era para ser assim mesmo. Afinal, não há onde um rei nu guardar um livro exceto…

O melhor argumento contra a tortura

O Coronel tem o melhor argumento que já li. Como a história é escrita pelos vencedores e os vencedores ganharam, inclusive, a reeleição, é sempre reconfortante saber que existe algum pensamento independente por aí.