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Alguns momentos emocionantes de 2016: E.C. Pelotas

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Um momento emocionante foi ir, sem saber, um dia antes do aniversário do Estádio da Boca do Lobo, à sala de troféus. Coincidência cósmica? Vai saber…

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Falando no time, quase chegamos. Quase. Foi triste não termos conseguido o acesso, mas pior ainda foi ficar com o time fechado no segundo semestre. Bem, nem tudo ficou parado. Tivemos…

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…o futebol feminino que, no final, sagrou-se campeão gaúcho sub-17!

 

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O heroísmo no futebol (e minha bandeira nova)

20160411_175423-001Há um aspecto do ser humano que continuo achando inexplicável: o heroísmo. Certamente já trataram disto em várias áreas do conhecimento, mas, para mim, é – e sempre será – um fator inexplicável.

O fato gerador do parágrafo anterior é o que tentarei contar agora, em palavras (com algumas fotos para a diversão dos dois leitores do blog).

Trata-se do jogo do último dia 04, entre o Lobão e o São Gabriel, fora de casa. Poucos dias antes, o treinador que assumira o time no ano passado, Fabiano Daitx, surpreendeu a todos com um repentino pedido de demissão. Até então, o time estava invicto na competição. Para quem não sabe, o Esporte Clube Pelotas (conhecido como “Lobão”) está na luta para voltar à série A do campeonato gaúcho e eu acompanho o time desde, pelo menos o ano passado. Sou, de fato, um torcedor novo deste clube.

Mas como eu dizia, naquele fatídico dia 04 eu havia vencido (inexplicavelmente) o aspecto sovina de meu caráter e havia comprado uma bandeira do time na Lobomania. Como não poderia ouvir a transmissão do jogo, pensava em levá-la em minha mochila. Não sou de superstições, mas desde que comecei a torcer pelo E.C. Pelotas, adquiri umas manias de torcedor e aí vem a ironia da história: esqueci a bandeira em casa! Pensei comigo mesmo: “- Ah, sem problemas. Afinal de contas, minha sorte nunca me deu a mega-sena mesmo…”.

Passado algum tempo, lá estava eu em meio a uma reunião na faculdade. Ao terminar, fiz uma pesquisa na internet para me informar do jogo e quase caí de costas: o time perdia de três a zero (3 x 0)! Isso mesmo! O time saía de uma sequência de vitórias (com vários jogos em casa, é verdade) para uma inacreditável derrota com cheiro de goleada. Era o final do primeiro tempo e muita gente deve ter, como eu, imaginado que a derrota seria avassaladora. Senti uma tristeza mas, enfim, tinha que voltar ao trabalho: havia outra reunião.

20160411_174908Ao sair desta segunda reunião, a notícia chocante: o time havia arrancado o empate de seu (quase) eminente algoz! Foi uma sensação indescritível (bom, parcialmente, porque estou escrevendo aqui, então…). Senti uma felicidade imensa, destas que torcedor sente em situações como esta. Sorri como um menino ao ganhar quindim (ou um bom livro) e, ao cair da noite, com a queda da adrenalina, dormi. Confesso: demorei a dormir porque a sensação de alegria era imensa, embora eu não soubesse detalhes do jogo.

heroicoNo dia seguinte, sabendo que minha memória poderia me trair, e ainda emocionado com o fato de não ter podido ouvir a transmissão do jogo, recorri às simpáticas meninas da Central de Sócios (a equipe da Central e da Lobomania formam um cinturão de simpatia irresistível em torno da Boca do Lobo). Contei-lhes o que havia ocorrido: eu, um torcedor relativamente novo, que não pôde ouvir o jogo, e que comprara a bandeira na manhã do dia anterior…será que eu conseguiria os autógrafos da equipe que havia criado mais uma lenda destas que a gente conta como exemplo de superação e de heroísmo? (nota: sou meio ruim para pedir estas coisas, fico sem graça e tal…mas neste dia não resisti)

Não deu outra. Vou ser sincero: não conferi ainda se todos assinaram, ou se faltou alguém e se algum outro jogador assinou, só aumenta minha felicidade! Aliás, estou estou feliz até não poder mais com minha linda bandeira autografada que será, sim, guardada com muito carinho. Obrigado, equipe do empate, obrigado Lobomania, Central de Sócios: graças a vocês um torcedor está mais feliz hoje.

Ah sim, daqui a pouco tem jogo. Até mais.

p.s. É, eu nasci em Belo Horizonte e sou cruzeirense. Morei no Rio de Janeiro um tempo e fui vascaíno. Após a Copa de 82, o futebol se apagou em mim. Recentemente tenho recuperado este lado bom da minha infância e o Cruzeiro segue firme junto ao Lobão. O Vasco, por enquanto, ainda é uma boa lembrança apenas.

p.s.2. A partir do próximo post, volto à programação normal deste blog.

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Maximização de lucros e o Lobão (o time, não o cantor)

O Lobão pode ganhar uma receita extra que o ajudaria a equilibrar suas finanças e, quem sabe, melhorar o plantel. Entretanto, o aluguel do seu estádio para o adversário ainda não saiu do papel.

Maximizar o lucro é importante para que existam recursos para investimentos. Alugar o estádio é uma ótima idéia. Bem, existem outras opções. Por exemplo, outro dia mesmo, sugeri que a direção do clube negociasse com a Liga Retrô a comercialização de alguns de seus uniformes clássicos. Bem, clique aqui e veja quantos times pelotenses conseguem uma grana extra e publicidade nacional.

soccernomicsMas não precisa negociar com a Liga Retrô (bem que eu queria ganhar uma grana por esta propaganda gratuita, mas não recebo do time, nem da empresa de camisas). Há outras opções como colocar quiosques com produtos em shoppings ou abrir lojas físicas (a única existente está na própria Boca do Lobo e não há vendas virtuais…muito menos agora, com a bizarra lei do novo ICMS). Ah sim, a concessão de espaço em um estádio também é uma estratégia, embora mais antiga.

Quem quiser se aprofundar em Economia dos Esportes (Sportonomics) pode começar por aqui. Aliás, existe um livro em português de Kuper e Syzmansk (um autor bem popular na área…).

De qualquer forma, torço para que a novela do aluguel chegue a um resultado ótimo para as duas partes. Acredito, contudo, que alugar é a melhor estratégia. Receita extra é sempre bem-vinda, não?