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A lacuna do Liberalismo Clássico, segundo James Buchanan

The lacuna in classical liberalism lies in its failure to offer a satisfactory alternative to the socialist-collectivist thrust  that reflects the pervasive desire for the parental role of the state. For persons who seek, even if unconsciously, dependence on the collectivity, the classical liberal argument for independence amounts to negation. Classical liberals have not involved themselves in the psychological elements of public support for or against the market order. [Buchanan, J.M. (2005). Afraid to be free: Dependency as desideratum. Public Choice, 124, p.27]

Belo insight.

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Liberdade econômica, caridade e capital humano: uma lição de como se começar uma pesquisa

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Eu já disse aqui que uma correlação não faz verão, mas resolvi colocar este resultado aqui para despertar a curiosidade das pessoas. Então, no eixo vertical temos o último índice de liberdade econômica do Fraser Institute e, no eixo horizontal aquele índice de caridade que o pessoal gosta de discutir de vez em quando. Só, que desta vez, eu coloquei os pontos da correlação ponderados pela medida de capital humano de 2010 do Barro (Barro & Lee) que são os anos médios de estudo.

Existe uma correlação positiva entre caridade e liberdade econômica? Eu diria que, caso exista alguma, ela parece ser fracamente positiva. O que istor quer dizer? Não sei. Mas sei o que isto não quer dizer.

1. Mais liberdade econômica inibe a caridade: Não sei. Com uma base de dados cross-section, apenas, não posso dizer muito. Além disso, níveis de variáveis fraca ou fortemente relacionadas não significam que variações das variáveis se relacionem.

2. Menos liberdade econômica favorece a caridade: Olha, meu caro, se não há correlação clara, ou se ela é fracamente positiva, não me parece também que isto seja sinônimo de dizer que existe uma forte correlação negativa. Veja o gráfico. Isto sem falar das outras observações feitas.

3. Caridade não tem a ver com anos de estudo: Talvez sim, talvez não. Não dá para dizer com o gráfico acima. Aliás, nem sei porque anos de estudo teria alguma relação com a caridade. Qual é a sua teoria?

Assim, no mínimo, você precisa de duas coisas: (a) uma teoria a ser testada e (b) uma base de dados maior que considere a possibilidade de outras variáveis interferirem nesta correlação simplória.

Quero fazer uma pesquisa sobre o tema! Devo sair correndo atrás de um orientador?

Calma que o mundo não vai acabar amanhã (eu acho).

Primeiramente, não incomode seu provável orientador com uma correlação sobre a qual você ainda sequer pensou. Veja, é muito importante ter alguma hipótese a ser testada. Eu até imagino que existam teorias para nos dizer que a caridade pode ser desincentivada pelo aumento no tamanho do governo (aliás, estas teorias existem e, se não me engano, existem artigos científicos sobre o tema).

Outra coisa: o que compõe cada um destes índices? Este é outro trabalho pré-encontro-com-o-provável-orientador que você deveria fazer. Trata-se do que poderíamos chamar de eu sei sobre o que estou falando. Você conhece seus dados? Pensou sobre eles? Entendeu a metodologia? Nem precisa concordar com a metodologia de coleta dos dados, por exemplo, mas tem que entender como ela é feita ou o que ela nos diz (e, o mais importante, o que ela não nos diz).

Bem, eu não sei se fiz uma caridade com este texto, mas pelo menos espero que alguém tenha entendido um pouco melhor sobre o início de uma pesquisa. Talvez até tenha ajudado a melhorar um pouco seu capital humano. Viu só como estas coisas são complicadas? ^_^

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Was Roberto Campos a liberal economist? An Austrian one? NO!

Sobre a tese de Roberto Campos, escreve Ernesto Lozardo (Some inferences concerning the international aspects of economic fluctuations, FGV Editora, 2004 (original de 1947)]:

When structuring his master’s degree thesis, Roberto Campos formulated his knowledge based on the determinants of sustainable economic growth, and presented a critical view of the different conceptions regarding the theories of international economic fluctuations. In this sense, three great thinkers and economists of that time guided his analytical structure: F.A. Hayek, Joseph Schumpeter and J.M. Keynes. [p.xiv-xv]

Em outro momento, a boa e velha análise de Hayek, sem adoração fervorosa:

Hayek’s light dismissal of the case made by monetary nationalists in favor of exchange adjustments, when a country suffers a deterioration of its competitive position and deflationary pressure because of a higher rate of technological growth in a competitor country (…) cannot thus be accepted. [p.87]

Ok, ele é crítico de Keynes, mas nada que se equipare a certas “análises” raivosas que temos por aí (veja o link acima). Eis aí um bom tema de pesquisa para o leitor: uma análise dos escritos econômicos de Roberto Campos (creio que só há, de sério mesmo, esta dissertação). Era Roberto Campos um liberal? Como compreender suas escolhas não-liberais na prática (seus anos de governo) sem cair nas acusações quanto ao caráter pessoal de Campos (ou seja, não faça isto)?

Ah sim, lá há uma análise sobre o padrão-ouro. Vale a leitura se você gosta deste tipo de estudo (história do pensamento econômico brasileiro).

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Liberdade não é um pacote destacável…ou é?

O Alex tá achando interessante a marcha da maconha e o Coronel (que provavelmente é contra) tem um bom ponto: por que só maconha? Nenhum dos dois, contudo, parece se preocupar com o fato de que liberdade não é algo que se tenha pela metade. Obviamente, na prática, é isto o que ocorre.

Por exemplo: o mercado de maconha, que tanto incomoda o Coronel como agrada o Alex. Sem a liberdade econômica (que implica, dentre outras, um sistema de direitos de propriedade pró-mercado), não haverá o desejado aumento da oferta que diminuirá o poder dos oligopolistas do morro. Como a polícia é monopólio do Estado e este não parece se preocupar muito com a corrupção policial, pode ser que os traficantes paguem para que sejam sabotados os concorrentes.

Por outro lado, se não há liberdade de imprensa, como os jornais cumprirão – bem ou mal – seu trabalho de avaliar estas políticas? E se não há liberdade na academia, como os cientistas irão criticar a análise dos jornalistas, a atuação policial, como poderão averigual o grau de monopólio da oferta, o custo e o benefício desta política?

Alex e o Coronel só tocaram na ponta do iceberg. Já dá um debate, mas eu gostaria de lembrar que existe mais a ser defendido por todos que discutem a validade desta passeata.

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O que é libertarianismo?

No Brasil, associado apenas ao que seria mais correto chamar de libertarianismo de esquerda (principal linha de livros, por exemplo, da editora Conrad), o libertarianismo, contudo, é um pouco mais amplo. Descubra ao ler o texto citado. Eu sempre me pergunto sobre o porquê dos libertários brasileiros nunca divulgarem todo o pensamento libertário, mas apenas sua vertente anarco-socialista.

De qualquer forma, é bem-vinda esta tradução do pessoal do Ordem Livre.