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Liberdade não é um pacote destacável…ou é?

O Alex tá achando interessante a marcha da maconha e o Coronel (que provavelmente é contra) tem um bom ponto: por que só maconha? Nenhum dos dois, contudo, parece se preocupar com o fato de que liberdade não é algo que se tenha pela metade. Obviamente, na prática, é isto o que ocorre.

Por exemplo: o mercado de maconha, que tanto incomoda o Coronel como agrada o Alex. Sem a liberdade econômica (que implica, dentre outras, um sistema de direitos de propriedade pró-mercado), não haverá o desejado aumento da oferta que diminuirá o poder dos oligopolistas do morro. Como a polícia é monopólio do Estado e este não parece se preocupar muito com a corrupção policial, pode ser que os traficantes paguem para que sejam sabotados os concorrentes.

Por outro lado, se não há liberdade de imprensa, como os jornais cumprirão – bem ou mal – seu trabalho de avaliar estas políticas? E se não há liberdade na academia, como os cientistas irão criticar a análise dos jornalistas, a atuação policial, como poderão averigual o grau de monopólio da oferta, o custo e o benefício desta política?

Alex e o Coronel só tocaram na ponta do iceberg. Já dá um debate, mas eu gostaria de lembrar que existe mais a ser defendido por todos que discutem a validade desta passeata.