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IS-LM…para gente grande

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Você achava que sabia o modelo IS-LM, não é? Bem, você sabia…a versão didática para um curso de graduação. Entretanto, quando você quer, por exemplo, analisar um problema real como o caso da economia japonesa, é necessário um pouco mais de fundamentação.

Legal, né?

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IS-LM socialista

Oskar Lange. Quem não se lembra? Um dos primeiros manuais de Econometria foi deste economista polonês que, dizem, foi extremamente criativo nos anos de exílio, quando morou nos EUA, antes de retornar à Polônia no pós-guerra.20140130_152801

Pois é. Hoje vi um artigo que é, praticamente, um exercício de história do pensamento econômico. A partir de um artigo de 1938 de Lange, os autores tentam introduzir uma dinâmica no modelo. Segundo eles, era uma sugestão do autor. Além disso, aparentemente, os autores querem nos convencer de que o mais interessante não é interpretar este modelo de Lange na tradição do IS-LM, mas sim como uma abordagem mista de Marx e Schumpeter (e do próprio Lange).

Bem, aqui está o artigo e um dos autores tem um post sobre o tema aqui. Eu ia ler o artigo original e fazer mais comentários, mas não deu tempo. Vocês terão que ficar mesmo com a foto aí ao lado que me lembra como eu tentei entender aquela formulação de elasticidade do Lange (reproduzida no genial e clássico “Chiang” da época, o “Allen”. Digo, não da minha época, mas na dos meus professores).

Olha, se der tempo, no final de semana, e bater aquela vontade de falar de Oskar Lange, eu volto ao tema. Mas já adianto: não vi, no artigo, se os autores checaram as condições para a dinâmica do modelo (aquelas regrinhas de traço e determinante para ver se converge, diverge ou é ponto de sela e tudo o mais). Talvez algum leitor mais arguto queira fazer isto.

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Várias

1. Enem e o salário dos professores: há relação? – Esta é uma discussão que precisa ser feita, sem rodeios. Erik levantou a bola.

2. A política monetária da era Reagan é uma boa opção para Bernanke?

3. Mansueto volta ao tema dos gastos com pensões e suas distorções tupiniquins.

4. IS-LM: um bom resumo do debate, por Ronald.

5. R e Stata e o logit multinomial.

6. O filme que você não verá neste “gigante” mercado que é a “poderosa” economia brasileira. (p.s. esta história dos nacional-inflacionistas se acharem e começarem com esta de dar conselhos às economias verdadeiramente desenvolvidas é risível. O argumento dos caras, para estes “carteiraços” é, metaforicamente, este: “Somos uma tribo de canibais e não fomos atingidos pela crise das grandes potências porque nossa economia é uma economia de tribo de canibais. Logo, todos vocês deveriam abrir mão de tudo e reverterem suas economia a tribos de canibais…”).

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Exercício de Macroeconomia

Pego carona na discussão do Caplan com Kling sobre a crise mundial em um arcabouço IS-LM (adequado para os EUA). Pergunta Kling:

The most important thing going on in financial markets right now is de-leveraging, which means that everybody wants to sell risky assets and buy U.S. Treasuries. Where do you stick that in the IS-LM framework? Treat it as an increase in liquidity preference and shift the LM curve? Treat it as a drop in animal spirits and shift the IS curve?

Primeiro, acho não dá para falar de IS-LM, mas sim do modelo Mundell-Fleming (IS-LM-BP). Concordo que não precisamos usar o IS-MP já que não há uma explícita adesão a um modelo de metas por parte do FED. Mas, posto isto, acho que Kling precisa de um pouco mais de ajuda. Na minha opinião, um pouco de Obstfeld & Rogoff talvez ajude. Nada como microfundamentos em um IS-LM aberto (ou fique com McCallum).

Se o objetivo é uma análise bem simples e didática, talvez eu seguisse a sugestão do Kling, mas tentaria algo mais completo, com o bom e velho Mundell-Fleming.

O que você acha?