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A Grande Depressão cá e lá: uma ajuda para os professores de história econômica e seus estudantes angustiados

Um importante debate lá nos EUA – e reproduzido nos livros-texto que usamos – é o da Grande Depressão. Eu diria que é o segundo debate mais interessante (eu prefiro o debate do Cálculo Econômico no Socialismo, mas há quem prefira este). O livro do Dornbusch, co-autorado com Fischer e Startz, tem este quadro exatamente na sua última página, que eu acho ótimo. Salvo engano, o livro do Mankiw também tem algum quadro similar. 20140128_151549-1   Bem, a Grande Depressão (além do Choque do Petróleo) talvez seja um dos maiores divisores de opiniões entre economistas. O pessoal olha para esta tabela e vê Keynes “ganhando” um debate (embora a política monetária e a fiscal estejam, ambas, andando juntas). Outros falam que quem ganha o debate é Friedman. E por aí vai. Nós já sabemos que uma correlação sozinha não faz verão (frase minha, eu sei), embora ajude a começar os trabalhos. Na verdade, acho que o consenso é que a Grande Depressão, realmente, foi um problema eminentemente de falta de ação do FED. Em outras palavras, se é que serve para alguma coisa “vencer” o debate, parece que Friedman venceu, mesmo que Paul Krugman rasgue seus livros. Veja, você pode debater este tema por horas e se der azar de encontrar um daqueles marxistas, verá que o debate pode até perder sentido e ninguém vai ganhar nada (exceto a classe trabalhadora, no fim da história, lá no comunismo). Não vou debater este tema aqui com uma tabela deste tamanho. Então, você pergunta, o que você quer? Tão somente apresentar para vocês os dados para o Brasil em uma tabela similar. Na medida do possível, tentei construir a tabela de forma a que qualquer leitor interessado possa comparar os dois países. Ei-la. depressao_brasil   Curiosamente, raramente eu vejo algum livro-texto de macroeconomia ter a preocupação de mostrar tabela similar para o Brasil. Você tem que consultar os livros de história econômica do Brasil e, mesmo nestes, nem sempre há dados tabulados. Certamente dissertações e teses de boa gente lá da História Econômica existem e já agradeço as referências, caso possam me enviem.

Para as tabelas acima, usei apenas o Peláez e Suzigan – o clássico livro deles sobre a história monetária brasileira – e o surpreendentemente pouco usado livro do Goldsmith (ok, ele esgotou, mas quem em sã consciência, não reedita este livro, ao invés de ficar reeditando livros de autores que…recusaram-se a atualizá-los de propósito?).

Não, não sei quem venceria o debate “política fiscal versus política monetária” no Brasil. Talvez eu discuta isto mais aqui e, com certeza, nas aulas de História Econômica do Brasil que leciono, mais uma vez, neste semestre. Eventualmente encontrarei algum leitor meu por lá (duvido).

Bom, é isso. Eu queria apenas compartilhar com vocês este “bem público” que é a tabelinha acima.

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Mais sobre a crise mundial

Lee Ohanian and Harold Cole of the University of California, Los Angeles, say that the high-wage method of fending off economic depression can make a depression more likely.

Ultimate Depression

The model Ohanian and Cole use is the ultimate depression, the Great Depression of the 1930s. Early in that depression, unemployment hit 25 percent. It fell all the way to 13 percent or 14 percent in the mid-1930s, only to head up to 19 percent in the later 1930s. This was a huge shift from the preceding decade, when unemployment averaged less than 5 percent.

What was transpiring at GM or Ford Motor Co. in those days? In the 1920s, Henry Ford pushed for wage increases in the faith that they would enable workers to buy more cars. A young labor leader named John L. Lewis was also pushing for higher wages. Lewis convinced Herbert Hoover, who, first as Commerce secretary, and then as president, insisted higher was better. After the stock market crash of 1929 — the equivalent period to now, more or less — Hoover sought to block wage cuts.

Direto da Bloomberg.