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Filosofia

Este blog dá espaço a muitos poucos filósofos, sociólogos, enfim, a não-economistas. A peneira é proposital: só quero ajudar a divulgar textos que reputo como de alta qualidade. Eu disse textos? Há vídeos também. Este aqui é um exemplo.

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Boa discussão

Ei-la. Se quiser saber mais, especificamente em Economia, faça uma busca por João Victor Issler, Ari F. de Araujo Jr, João R. Faria, eu mesmo, Walter Novaes e você terá algumas dicas de como se discute o mercado das idéias, pelo menos em Economia. Em outras áreas, que eu saiba, não há análise de desempenho dos pesquisadores com a precisão que o tema, necessariamente, invoca.

Aliás, você já leu a Dicta?

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Porque é (de certa forma) estupidez insistir em uma carga de leitura relativamente maior de “clássicos” do que de “manuais” em Economia

Eu ia elaborar um texto sintético para responder a pergunta que, claro, vai de encontro ao argumento oposto, muito querido da pterodoxia nacional, de que as pessoas devem ler mais “clássicos” do que “livros-texto” nos cursos de Economia. Eu sei, eu sei. O leitor sabe que um CAPM não se entende com facilidade lendo o “Fetichismo da Mercadoria” n’O Capital ou com o capítulo XXXI da Riqueza das Nações. Mas, leitor médio deste blog, entenda que o conhecimento é algo custoso e muita gente que vem aqui ainda insiste em fazer comentários em português sofrível sobre, sei lá, receitas para engordar. Eis, portanto, o argumento:

The history of economics has in the main ceased to be a full-time occupation. One powerful rationale for this decline is that economics has become a hard science. It is a plausible characteristic of scientific enterprise that, subject to transactions costs, all old knowledge is embodied in current knowledge. This hypothesis, which we shall call the efficient market model of scientific research, tells us that there is as little to be gained scientifically from reading old texts as there is from prowling old bookstores for undervalued rarities. The odds of finding a true, but unknown, theorem in The Wealth of Nations are comparable to finding a first edition of Malthus’s Principles for $25. Such a thing might happen, but not twice in the same lifetime. [Anderson, G.M.; Levy, D.M. & Tollison, R.D. “The half-life of dead economists”, Canadian Journal of Economics, Feb/1989]

Como meus leitores – os poucos que existem – sabem, sou um entusiasta da história do pensamento econômico. Por exemplo, em diversas ocasiões citei aqui muitos economistas brasileiros que falaram coisas realmente esquisitas (ou notáveis). Faz parte da cultura geral você conhecer a história de sua ciência. É bom, é bacana e, eventualmente, você até ganha mulheres no boteco com este papo (sim, como disse Barzel várias vezes, um bem possui várias dimensões de uso…).

Mas há que se ter bom senso. Ninguém sai mais preparado para o mercado de trabalho porque leu Marshall, Mill ou Marx, exceto se estiver pensando no trabalho acadêmico nesta área que, sabemos, é bem mais restrito. É bom ter muito cuidado com este papo pterodoxo sobre alguma suposta superioridade dos clássicos. Ele lembra muito o dos que defendem o aumento da sociologia e filosofia no colégio sem que se resolvam problemas graves na mente do menino que sequer consegue entender raciocínios mais simples como os da lógica matemática ou mesmo do sentido de algumas regras gramaticais. Se eu pudesse escolher – como seria bom ter mais liberdade, né, leitor? – eu priorizaria algumas matérias no ensino do meu filho, caso tivesse um. Certamente tentaria fazê-lo ser o melhor possível em português, inglês e matemática antes de submetê-lo a um raciocínio, digamos, hegelianao, kantiano ou mesmo popperiano.

Pode ser que eu, que não sou iluminado como os burocratas do governo ou os pedagogos que transformaram o Provão em teste amostral, protegendo a incompetência de certas faculdades, seja realmente muito burro e esteja parcial ou totalmente errado quanto a isto. Admito, educação de meninos não é exatamente minha área – embora a medicina reconheça um mané de 21 anos, hoje, como adolescente – mas eu suspeito que não estou tão errado assim… Aliás, não são “eles” que tanto diziam ser necessário “debater” a qualidade e não apenas a quantidade da educação? Então, por que pulamos o debate e fomos logo para o decreto?

Palpites?

p.s. Vamos fazer um teste simples: o aluno do ensino médio que for submetido a um professor de filosofia/sociologia que seja tão raivoso na sua crítica a Hayek quanto Marx (supondo, claro, que ensine os dois) realmente poderá dizer que teve uma educação plural e não-doutrinária. Quantos alunos poderei observar sob este aspecto?

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Mais soluções privadas para as falhas do ensino público

Boas novas para o conhecimento, no Brasil. Pouca gente sabe, mas existem algumas iniciativas assim, escondidas nas cidades. Sei de uma professora de Filosofia que se aposentou e faz isto em Belo Horizonte. Agora o Joel e companhia fazem algo em São Paulo. Enfim, gente que não quer se vincular a um instituto de algum partido político e que, adicionalmente, cansou da formatação dos cursos acadêmicos tradicionais.

Ainda bem que os estatólatras quase-bolivarianos que temos no Brasil, nossos neocons, não regulam 100% de nossas vidas. Se assim o fosse, jamais existiria o instituto da turma do Joel. Não preciso dizer mais sobre a absoluta compatibilidade entre democracia e liberalismo, preciso?