FARC no Brasil

Bem, mais do que se imaginava…

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Nossa esquerda ainda chegará lá (se não chegou ainda)

Uma pedofilia ideológica por parte das FARC. Por falar em América Latina, a mesma passa por momentos bem pouco nobres. Confira aqui, aqui e aqui.

Tem horas que o Reinaldo Azevedo acerta

Desta vez, a desconstrução só perde poder de argumentação se alguém conseguir responder seus pontos. Concorde-se ou não com ele, que se o critique de forma correta, ou seja, profissionalmente, com lógica e argumentos. Não com gritaria, como vejo em diversos comentários.

Observatório do jornalismo investigativo

Boas perguntas do Fabiano, lá no Resistência (o blog que promoveu o interessante debate com Pedro Doria sobre as FARC). É o tal viés da mídia, muito estudado nos EUA, mas pouco analisado no Brasil (talvez porque muitos talentos adorem ser entrevistados, o que diminui consideravelmente seu interesse por uma pesquisa séria sobre o tema, ou talvez porque não existam dados, financiamento para uma pesquisa como esta e talvez porque seja fácil se refugiar no velho “os números não dizem nada, o que importa é uma bela verborragia”).

Sobre isso não fala nada nosso representante no exterior

É genocídio para lá, papo estranho para cá. Mas quando se tratam dos “não-estadunidenses”, ele não fala nada? Não que se cobre dele declarações a toda hora (até prefiro não tê-las), mas, puxa, nestas horas a gente espera que Itamaraty mostre a que veio, não?

Lamentável.

Resistência x Pedro Doria – o Final

Eis o fim do debate. Doria não me convenceu de que não comeu mosca na questão da importância de certo assessor (naquela confusão de que “é um, só um, mas é importante, mas não é” que ele fez no texto publicado no Estadão), mas a honestidade de ambos os debatedores foi notável. Raro caso de debate verdadeiro. A esquerda brasileira, esta que não se assume enquanto bolivariana porque a população ainda tem a memória de Ingrid Bettancourt na cabeça (que não é “estadunidense” mas, vejam só, francesa) vive reclamando da educação conservadora, da imprensa golpista, etc. Mais ou menos assim: todo o sistema educacional que lhes proporcionou espaço para debates, pluralismo, estudo de idéias (e não a doutrinação que adoram) é ruim. Debate como este, para eles, é coisa da “direita nervosa e golpista”. Bom mesmo é quando só há debate entre marxista, trotskista e leninista.

Mas já me desvio dos elogios ao Doria e ao Resistência, que até me citou (thanks!). É que é difícil resistir quando a baboseira parece só crescer….

A mídia esquerdista (não-liberal) se superou nesta

Fonte: esta.

Que o socialismo latino-americano acredite na velha Albânia, Cuba ou em cópias disto tudo, vá lá. Mas o mau gosto da legenda da foto da recém-libertada Ingrid mostra que existe algo de cruel na mente de alguns ativistas dos chamados “movimentos sociais”, “lado progressista da sociedade” e outros adjetivos que normalmente não significam nada.

Imagino o escândalo que seria se algum liberal – ou mesmo nossos conservadores – fizessem comentário similar sobre algum militante da esquerda em situação similar. Ia ser o escândalo na imprensa. Alguém duvida?

Péssimo, péssimo. De muito mau gosto.

O diálogo Resistência x Doria sobre as FARC

Olha, não sei se vocês estão acompanhando, mas o xará e o Renato Drumond estão com boas opiniões – opostas – sobre ambos os lados do interessante diálogo entre Doria e Fabiano Moraes. Todas nos comentários deste blog, nos posts em que faço a propaganda gratuita do Fabiano. ^_^

Liberalismo é coisa de capitalista ou de quem tem amor à vida?

Betancourt afirmou que estava de acordo com o resgate militar e, ao lembrar dos que morreram em conflitos, declarou: “Melhor morrer tocando a liberdade por alguns segundos do que morrer baleado pelas Farc”, como aconteceu com 11 deputados seqüestrados.

Viu só, leitor? Aquele povo que mora em bairro chique e faz campanha com camisa do Che Guevara, muitas vezes usa um argumento assim: “eu tenho dinheiro, pude viajar pelo Brasil, estudei mais e –  (aí vem o inevitável) – sei o que é melhor para você”.

O sujeito sai de, digamos, Belo Horizonte, mergulha em Fernando de Noronha, faz uma festinha em Salvador, vê um pobre na rua e acha que “já conhece o Brasil”. Em seguida, saca uma camisa do assassino Che Guevara, um boné, e vai fazer discurso contra o liberalismo, suposto criador da miséria e maldição que só não encarna nos iluminados que – como ele – “conhecem o Brasil e sabem o que é melhor para você”.

Duvido que um deles tenha ficado mais de dois dias prisioneiro de uma guerrilha de discurso marxista e, como muitos de discurso marxista, prática criminosa, amarrado na selva. Se ficasse, sairia com um discurso como o de Ingrid?

Esta é uma aposta que eu não pago para ver, mas que bem seria uma baita experiência para os que “sabem o que é melhor para você”.

p.s. outro dia, um destes leitores com problemas mentais veio aqui dizer que “vomitou” ao ler o que eu escrevi sobre os supostos movimentos sociais (sei lá onde ele viu isto, há várias “tags” para tal item), mas certamente ele também acha que sabe o que é melhor para mim. Ou sofre de uma doença rara que o faz vomitar ao ler algo que contradiz sua fé. Esta doença mistura intolerância à diversidade (que ele pensa celebrar) com fé exacerbada no próprio umbigo. Este post é, portanto, uma homenagem ao bulímico leitor.

Bolivarianismo sofre derrota séria

A esquerda brasileira, aquela que não se assume como bolivariana porque sabe que a opinião pública vai achacá-la, está triste. Afinal, as FARC sofreram uma derrota hoje.

Já que o link é do Sachsida, você já leu a entrevista dele aqui embaixo?