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Debate interessante

A transcrição (resumida?) está aqui.

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O que dizem os dados? – Da futilidade da retórica diante dos fatos

Excelente iniciativa do Estadão foi o tal Basômetro. Lembro de ter divulgado esta ferramenta aqui há tempos. Mas é uma ferramenta tão boa que nenhum outro jornal estadual teve a coragem de bancar uma iniciativa similar para as Assembléias Estaduais. Entendeu, né? Pois é.

Mas o legal do Basômetro – saiu até um livro somente com análises de dados desta base dedados – é poder verificar algumas “falas”, “discursos” que ouvimos por aí. Por exemplo, aquela história do governo acuado por uma oposição malvada e feia que o impede de implementar seus humildes programas sociais é uma balela muito grande.

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Média baixa

Questionados sobre a avaliação da gestão do BC em fevereiro, de uma forma geral, os agentes do mercado deram nota média de 6,5, em uma escala de zero a dez. No mesmo quesito, a Fazenda recebeu nota 4,8. O Termômetro Fazenda Broad e o Termômetro BC Broad buscam medir o sentimento dos agentes do mercado em relação à gestão das políticas fiscal, monetária e cambial, além da eficácia da comunicação dos dois principais órgãos da política econômica nacional.

 

“A percepção dos agentes financeiros em relação aos dois principais condutores da política econômica é um elemento muito relevante para a formação das expectativas sobre os rumos do País”, diz João Caminoto, editor-chefe da Agência Estado. “E ninguém mais capacitado para fazer isso do que o Broadcast, principal canal de informação para o mercado financeiro brasileiro.”

Digamos que, relativamente, o BC se saiu melhor que a Fazenda. Entretanto, ambos estão ruins, não? Na escala de 0 a 10, eu esperaria, pelo menos, um 8. De qualquer forma, a iniciativa é interessante. A matéria afirma que o indicador será gerado mensalmente. É uma ótima idéia. Não sei como alguém não teve a mesma idéia antes…

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Preferências do consumidor importam? Pergunte à Ivete Sangalo, Fernanda Lima ou à Regina Casé!

Pois é. Ordenação de preferências já é um negócio em si. Diz o Estadão:

No grupo Newcomm, as celebridades são tratadas da mesma forma que uma marca de refrigerante ou sabão em pó. O “sobe e desce” da credibilidade de 140 potenciais garotos-propaganda é acompanhado anualmente pelo estudo BAV, feito pela rede, que no Brasil é dona de agências como Young & Rubicam, Grey e Wunderman. A pesquisa, segundo o diretor de inteligência de mercado do Newcomm, César Ortiz, ouviu 3 mil consumidores em seis regiões brasileiras. A ideia, diz ele, é determinar quais “marcas” de celebridades podem dar o maior retorno na hora de vender um produto ou empresa.

Não estamos falando de você, estamos falando de 3 mil consumidores. Bem, é uma amostra razoável (dependendo do que você quer medir, esta é uma amostra razoável sim).

A escolha de um garoto-propaganda, explica Ortiz, considera diversas variáveis. É por isso que as celebridades são analisadas sob os mesmos pontos de vista das marcas de varejo: é preciso entender quais têm mais credibilidade e também quais têm atributos de modernidade. Com base nessas e em outras variáveis, a pesquisa consegue determinar os nomes mais adequados para campanhas institucionais, que ajudam a construir a imagem de uma marca, e quais são bons para transformar produtos em objetos de desejo.

Quais são as dimensões do produto “garoto-propaganda”? Bem, olha aí: alguma coisa chamada “credibilidade” e outra chamada “modernidade”. Obviamente, como profissional de marketing não é bocó, estes conceitos têm uma definição técnica. Afinal, ninguém gasta dinheiro para entrevistar 3 mil pessoas sem pensar no retorno, certo? A matéria tem uma tabela interessante que eu refiz para destacar algumas correlações.

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O estudo apresenta duas características: “glamour” e “confiança” que, supostamente, seriam importantes para os consumidores das classes AB e C. Eventualmente, há mulheres famosas que apresentam as duas características para a amostra pesquisada, mas nem todas.

Repare na Fernanda Lima, que inspira glamour para a classe C e confiança para a classe AB, o que a torna um ativo interessante, já que pode fazer campanhas para um consumidor mediano mais representativo da população total (embora com ênfase distinta em cada faixa da população). Outra nesta categoria “universalista” é Ivete Sangalo, inspiradora de glamour para todos e confiança para a classe C.

“- Gente, eu acho que vocês me vêem como uma curva de indiferença…”.

Então, preferências importam. Quando o consumidor assiste a um comercial com a Ivete Sangalo, portanto, ele tenderia a perceber estas duas dimensões: glamour e confiança. Como seria a relação entre estas características para um consumidor? Creio que depende do produto. Digamos, por exemplo, que o produto seja um serviço diferenciado de um banco. Neste caso, para os clientes “vip”, uma Ivete Sangalo na agência bancária seria a garota-propaganda ideal, segundo esta pesquisa. Em outras palavras, eu diria que esta clientela tende a ver glamour e confiança como bens complementares.

É, para mim, a Ivete Sangalo gera um nível de utilidade, para o consumidor mais abastado do banco em uma função com curvas de indiferença do tipo Cobb-Douglas ou Leontief.

Pudesse eu ter acesso às 3 mil observações da amostra e vocês veriam só o que eu iria fazer com o R…