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Alunos querem fazer trabalhos interessantes, aplicados, desde que………………..tenham que decorar tudo

Eu sei que o título é provocador mas todos nós que, um dia, tentamos atividades aplicadas com alunos enfrentamos o mesmo problema que esta professora. Leia lá o texto dela. Veja a atividade que ela propôs. Fosse eu um aluno de Economia, iria correndo tentar fazer a melhor análise possível.

Entretanto, parece que o padrão “quero-perder-para-chineses-produtivos” prevalece e não apenas os alunos dela, mas muitos alunos que passaram (ou não) por mim apresentam este comportamento.

O curioso é o cara se gabar de aprender sozinho a usar o instagram (que, convenhamos, não exige muito da inteligência, né?), dizer que é um cara moderno, mas, ao mesmo tempo, dizer que tem medo e angústia quando se lhe cai ao colo um gráfico de uma variável econômica e um pedido para fazer um relatório minimamente decente.

Não tem muito mistério, gente: aprender dói e, no pain, no gain. Acabou. Pergunte para sua avó (ou bisavó). Ela dirá o mesmo.

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Emporiofobia, pobreza e instituições

Introduzindo a Emporiofobia

Há um perigo rondando os cursos das faculdades de ciências sociais: o entendimento incorreto acerca do papel dos mercados. Boa parte da culpa cabe aos inimigos do mercado, mas boa parte cabe a nós, professores de Economia, por não enfatizarmos de forma eficiente os benefícios do funcionamento de mercado.

Paul H. Rubin, em seu discurso presidencial na Southern Economic Association, chama a atenção para este problema sério. Em uma ótima passagem, diz:

Why are some people poor? The competitive metaphor says they are poor because they were outcompeted, and perhaps their wealth was expropriated by the rich. (The folk saying ‘‘The rich get richer and the poor get poorer’’ implies causality.) But economists know that this is not why people are poor. They are poor because they have little or nothing worthwhile to sell—no capital, no valuable marketable skills. That is, the poor are poor because they are unable to enter into cooperative relationships with others. We may feel sorry for someone who is poor, whether this is because they have lost in a competitive contest or because they are unwilling or unable to cooperate successfully with others. But if poverty is caused by an inability to cooperate, we do not look for villains who have caused the poverty through competition. There is no external agent to blame for poverty if the poverty is caused by a lack of things to sell, rather than by losing in a competitive contest. The solution to poverty caused by a lack of something to sell is to increase the human capital of the poor, generally through increased education. [Rubin, P.H. Emporiophobia (Fear of Markets): Cooperation or Competition?, Southern Economic Journal, v.80, n.4, Apr/2014, p.885]

Belo trecho, não? Nós, economistas, precisamos enfatizar mesmo o aspecto de cooperação inerente ao funcionamento dos mercados. Eu me lembro, na época de minha graduação, que alguns professores falavam sobre a visão distinta de Durkheim e Marx acerca da divisão do trabalho (o melhor amigo do homem, da mulher e do cachorro que, por sinal, é o melhor amigo dos dois primeiros, segundo o ditado…). Faz todo sentido. Enquanto Marx vê a divisão de trabalho sob uma ótica negativa, Durkheim destacava os aspectos positivos da cooperação (segundo dizia meu professor…).

Claro que o professor – de Sociologia – dava um salto e não falava de evidências empíricas, estudos, etc, mas tentava nos vender a idéia de que a divisão de trabalho era ruim porque há um filme, Tempos Modernos, de Charles Chaplin que diz isto. Bom, é um filme contra as evidências empíricas, mas a retórica do professor funcionava: ninguém ousava tomar partido de Durkheim depois disto.

Espera aí? Mas isto não é emporiofobia?

Usar um filme como evidência empírica e depois acusar os economistas de serem “frios e racionais” até combina, mas não é a forma correta de se investigar os efeitos da divisão do trabalho sobre a prosperidade humana. Aliás, a divisão do trabalho pode ter graus distintos conforme a estratégia de cada empresário e, note bem, aí entra o argumento de Rubin: diversos empresários competem pelo direito de cooperar com os consumidores.

O mundo não é cheio de anjos, mas isto nunca foi dito por economistas. Pelo contrário, sabemos que pessoas são auto-interessadas – podendo ser mais ou menos benevolentes com terceiros – mas um sistema econômico como o livre mercado não funciona se não existirem valores morais (Rubin, 2014).  Por que? Porque a troca voluntária – característica fulcral do livre mercado – só fará sentido se houver confiança entre as partes envolvidas.

Claro, em um capitalismo de compadres (crony capitalism), você também terá trocas, mas a intervenção do governo para favorecer alguns grupos destrói o efeito da confiança por meio de sua ação invasiva, unilateral e, muitas vezes, autoritária. Afinal, uma coisa é um contrato voluntário de aluguel e outra é uma lei que me obriga a alugar meu apartamento para um sem-teto rejeitado até pelo blogueiro progressista que fala de ostentação mas o recusa em sua casa (eu também o recusaria, é bom dizer, por motivos óbvios sendo a falta de confiança no desconhecido mendigo a maior delas).

A emporiofobia sustenta-se em diversos preconceitos (ou vieses) que trazemos da formação superficial que temos nas escolas. Veja bem, não é que as escolas deveriam ensinar tudo de tudo o tempo todo, mas se alguns professores fossem mais profissionais e menos políticos profissionais, ajudava muito. Trazemos dos bancos escolares este preconceito contra os mercados.

Evidências empíricas?

Já citei neste blog diversas evidências empíricas acerca da importância de instituições informais para o desenvolvimento econômico. São entendidas como instituições informais, no sentido aqui dado (devido aos trabalhos de Douglass North), aquelas regras não escritas que regem as sociedades. Pois muito bem. Há vários trabalhos empíricos destacando a importância destas instituições para o desenvolvimento econômico.

Quando iniciamos nossa investigação acerca de uma hipótese, fazemos visualizações de dados. Por exemplo, digamos que nosso objetivo seja testar a hipótese de que cooperação e mercados livres andam juntos. O primeiro passo é buscar variáveis que representem, separadamente, cada um destes conceitos.

Só para ilustrar, apresento algumas correlações. Na primeira delas, busco verificar a relação entre liberdade econômica (última edição do índice) e confiança (a variável é trust, descrita em outros artigos, por exemplo, neste). Os países estão marcados por um símbolo que é uma bolinha, cujo tamanho varia conforme o logaritmo do PIB per capita do país em 2000.

trust1

No próximo gráfico, a idéia é ver o próprio PIB per capita com a confiança. Para mim, até que tenhamos um indicador melhor, o PIB é a melhor proxy de prosperidade.

 

trust2

 

Finalmente, um último gráfico que mostra o índice de respeito aos direitos de propriedade com a confiança. Novamente, a relação é positiva.

trust4

 

 

Eu sei que você gostaria de ver mais do que correlações. Outros gostariam de ver a correlação com um índice de Gini, mas não o tenho aqui. Mesmo assim, não basta uma correlação, não é mesmo? São necessários mais estudos econométricos que nos ajudem a ver o papel da confiança no desempenho econômico das sociedades. É de se esperar que estudantes de Economia tenham interesse em pesquisar o tema (embora muitos deles apenas queiram uma nota média para serem aprovados). Mesmo assim, nós, professores, temos, conforme estes dados, algumas evidências interessantes para pensar.

Emporiofobia: os dados nos dizem que a semântica, em sala de aula, está errada?

Eu diria que sim. Como Rubin (2014) destacou em sua agradável e importante lecture, precisamos enfatizar mesmo o aspecto cooperativo do funcionamento dos mercados. Apresentei apenas três correlações, mas todas elas indicam que o ponto central de Rubin está correto: precisamos – e podemos, pois há (muita) evidência empírica – destacar os aspectos cooperativos do funcionamento dos mercados. Esta não é uma “bandeira” dos inimigos dos mercados. Não é, também, de sociólogos. Mas é estranho que não seja uma de nossas bandeiras.

A interação entre cooperação e competição está lá, sim, no velho Adam Smith, e reverbera em todos os livros-textos, de forma sutil e nem sempre clara. Na minha visão, a emporiofobia é um preconceito, um viés que só pode diminuir – em prol de toda a sociedade – com o ensino de Economia. Claro, há quem queira ver no ensino de Economia um alvo para sabotagem.

Há quem ache que o melhor para a humanidade é um mundo socialista e, portanto, o ensino de Economia deveria ser sabotado e substituído pelo marxismo, como se tenta fazer atualmente na Argentina. Caso esta seja, realmente, uma boa descrição do que ocorre nas faculdades brasileiras, então só nos resta lutar para que a o ensino de Economia não seja sabotado. Dadas as evidências empíricas, creio que o lema é: não à emporiofobia (com ou sem acento).

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Sunk costs

Interessante pesquisa sobre um conceito que alunos geralmente decoram e se esquecem: sunk costs. Bem, veja o resumo:

Efeito Sunk Costs: O Conhecimento Teórico Influência no Processo Decisório de Discentes?
– Suliani Rover
– Artur Filipe Ewald Wuerges
– Eduardo Cardeal Tomazzia
– José Alonso Borba
Página: 247-263

Resumo
O efeito sunk costs é definido como uma maior disposição em continuar uma empreitada uma vez que um investimento em dinheiro, esforço ou tempo já tenha sido realizado. De acordo com a teoria econômica, porém, estes gastos passados não deveriam ser levados em consideração, uma vez que não podem ser recuperados. O objetivo deste estudo é investigar se o estudante de cursos de graduação da área de negócios é menos suscetível ao efeito sunk costs do que estudantes de outras áreas. Foram aplicados 528 questionários com alunos de nove cursos de graduação de três universidades catarinenses. Os resultados confirmam a relevância do viés cognitivo causado pelos sunk costs, uma vez que indicam uma probabilidade menor de acerto dos problemas quando estes envolvem sunk costs na decisão. A hipótese de que os estudantes da área de negócios estão menos propensos ao viés cognitivo causado pelos sunk costs não foi confirmada.

Interessante pergunta a dos autores. Estudos como estes são interessantes e trabalhosos, já que a base de dados deve ser construída pelo(s) autor(es), mas muito importantes. Um ponto interessante é verificar até que ponto o ensino universitário consegue alterar hábitos não-científicos (ou não-racionais) das pessoas. Ou mesmo verificar se esta mesma pergunta deveria ser reescrita.

Vale a pena conferir.

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Novo semestre…novos métodos

Ok, geralmente eu deixava meus materiais dos cursos em minha página pessoal. Entretanto, com a inspiração vinda da página do Renato e com a ajuda inestimável do Enoch, Sérgio e outros (citado lá no Enoch), surgiu este novo instrumento de interação entre alunos e as disciplinas. Lá estão as minhas disciplinas e, se meu colega topar, as dele também.

A idéia inicial era incentivar as monitoras que temos – Helena, Jéssica, Elisa e Natália – a lidarem melhor com a internet, a informação e com as próprias disciplinas. Terminou se transformando em uma das partes do meu novo braço interativo: a soma do blog com o Google Sites (veja, especificamente, aqui).

Como as páginas evoluirão? Bem, uma parte é fixa. Os materiais de ensino continuam em minha página pessoal e o blog pertence, basicamente, às monitoras. Pretendo apenas colocar avisos lá.

Estou terminando a formatação de tudo isto, mas se quiserem comentar, por favor, façam-no lá mesmo.

Ah sim, obrigado a todos que me ajudaram com comentários, palpites, etc.

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11.833,47 mil toneladas de arroz

Que número é este? Segundo os autores deste artigo, esta é a regra ótima de armazenamento de arroz no Brasil. Como eles chegaram neste número? Bem, se você já aprendeu algo sobre dinâmica, controle ótimo, Bellman, equações diferenciais e afins, certamente já passou por problemas similares.

O mais interessante do artigo, na minha opinião, é seu caráter didático. Hordas de alunos sempre invadem a calmaria científica armados de intenso preconceito e idéias incorretas sobre o uso da matemática em economia. É um tal de “isto não serve para mais nada além de fazer uma prova”, ou “nunca vi nenhum amigo meu usar isto”, etc. Estes argumentos não ultrapassam sequer as sombras platônicas, para fazer uma piada mais filosófica (que, aliás, não é muito comum entre os meus amigos, para citar a frase anterior).

Só porque seu amigo não usa, não quer dizer que você está certo. Só porque você é incapaz de enxergar além de uma pedaço de papel com questões, também não quer dizer que você está certo. Se o objetivo é aplicar o instrumental em algo que o perturba, não é também verdade que: (a) você possui a habilidade necessária para fazer isto; (b) você certamente aprenderá como fazer isto em cinco anos; (c) o sistema de ensino conseguirá enfiar o conhecimento em sua cabeça na cacetada.

Lamentavelmente, não nascemos geniais (eu que o diga). É um fato da vida. Mas daí a usar a desculpa de “se eu não consegui, mesmo com todo meu esforço, a culpa não é minha”, vai um imenso fosso. Um fosso cheio de jacarés e piranhas, perigoso mesmo para um breve mergulho.

Neste sentido, o artigo acima pode interessar aos engenheiros agrônomos, aos economistas da área (economia agrícola) e até aos curiosos. Mas, para mim, ele tem um significado distinto do que provavelmente os colegas enxergam. Ele me mostra que o uso do conhecimento não é sinônimo da transposição direta do que se lê em um livro-texto. É mais do que isto.

Claro, também é um bom artigo para se entender as aplicações de dinâmica econômica.

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Por que é necessário ensinar economia?

Trechos de um bom texto de Sumner:

It is easy to find numerous examples of where common sense views differ from the economistic perspective.  Some of these do not even involve empirical judgments, but rather seem to merely reflect logical errors.  For instance, in Pop Internationalism Krugman pointed out that people often worry about a net loss of jobs both from U.S. investment flowing overseas, and from Americans buying foreign goods, even though (as a matter of accounting) both the current and capital accounts cannot be in deficit at the same time.  (A U.S. trade deficit can only be financed by a capital account surplus.)

Sim, o velho tema de sempre. Mas este trecho é incrivelmente interessante:

Economic philosophers have also addressed this problem.  Wilkerson (2005)noted that human brains evolved under conditions far different from the modern economy:

because of the social nature of hunting and gathering, the fact that food spoiled quickly, and the utter lack of privacy, the benefits of individual success in hunting and foraging could not be easily internalized by the individual, and were expected to be shared.  The EEA [i.e. Stone Age] was for the most part a zero-sum world, where increases in total wealth through invention, investment, and extended economic exchange were totally unknown.  More for you was less for me.  Therefore, if anyone managed to acquire a great deal more than anyone else, that was pretty good evidence that theirs was a stash of ill-gotten gains . . . Our zero-sum mentality makes it hard for us to understand how trade and investment can increase the total amount of wealth.  We are thus ill-equipped to easily understand our own economic system.

O original de Wilkerson nos fala de Psicologia Evolucionária (ou Evolutiva). O tema nos lembra de alguns de meus últimos posts aqui. Pois bem, vamos ao próprio Wilkerson então:

First, a word of caution: We cannot expect to draw any straightforward positive political lessons from evolutionary psychology. It can tell us something about the kind of society that will tend not to work, and why. But it cannot tell us which of the feasible forms of society we ought to aspire to. We cannot, it turns out, infer the naturalness of capitalism from the manifest failure of communism to accommodate human nature. Nor should we be tempted to infer that natural is better. Foraging half-naked for nuts and berries is natural, while the New York Stock Exchange and open-heart surgery would boggle our ancestors’ minds.

Logo, não se defende esta ou aquela ideologia. O foco é mais amplo. O trecho que Sumner citou vale ser completado aqui. Vamos a ele:

We are Envious Zero-sum Thinkers

Perhaps the most depressing lesson of evolutionary psychology for politics is found in its account of the deep-seated human capacity for envy and, related, of our difficulty in understanding the idea of gains from trade and increases in productivity—the idea of an ever-expanding “pie” of wealth.

There is evidence that greater skill and initiative could lead to higher status and bigger shares of resources for an individual in the EEA. But because of the social nature of hunting and gathering, the fact that food spoiled quickly, and the utter absence of privacy, the benefits of individual success in hunting or foraging could not be easily internalized by the individual, and were expected to be shared. The EEA was for the most part a zero-sum world, where increases in total wealth through invention, investment, and extended economic exchange were totally unknown. More for you was less for me. Therefore, if anyone managed to acquire a great deal more than anyone else, that was pretty good evidence that theirs was a stash of ill-gotten gains, acquired by cheating, stealing, raw force, or, at best, sheer luck. Envy of the disproportionately wealthy may have helped to reinforce generally adaptive norms of sharing and to help those of lower status on the dominance hierarchy guard against further predation by those able to amass power.

Our zero-sum mentality makes it hard for us to understand how trade and investment can increase the amount of total wealth. We are thus ill-equipped to easily understand our own economic system.

These features of human nature—that we are coalitional, hierarchical, and envious zero-sum thinkers—would seem to make liberal capitalism extremely unlikely. And it is. However, the benefits of a liberal market order can be seen in a few further features of the human mind and social organization in the EEA.

Ou seja, ironicamente ou não, um conhecimento “científico” da economia – em oposição ao “utópico” – deveria considerar que pensar nos mercados como um jogo de soma zero é algo…primitivo. Assim, concluo eu, humildemente, é necessário ensinar economia.

Na verdade, há várias evidências de que as pessoas não entendem conceitos básicos de economia. Tome-se como exemplo a vantagem comparativa, incompreendida por muitos economistas, não apenas por leigos. Como a ciência evolui conforme os interesses dos cientistas, economistas interessados em desfazer mitos podem muito bem ajudar na evolução da mente humana. Podem, mas alguns preferem a luta por cargos políticos ou mesmo a proteção das barreiras à entrada no mercado das idéias, alardeando que não precisam mais estudar ou nem de prestar atenção a aspectos interdisciplinares. 

Este texto de Sumner foi, realmente, um doce na boca, logo pela manhã…

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Boas notícias

Nosso grupo pré-COPOM, como sabem os leitores deste blog, apresentaram suas expectativas na semana passada. Espera-se um aumento de 0.5 pontos na Selic. A boa notícia é que o parecer está menos baseado em chutes e análises verborrágicas e mais em números e previsões.

Agora, a segunda parte: na semana passada, também, meus alunos de Organização Industrial (nome adotado em 99% do mundo…mas aqui é “Concorrência Imperfeita e Teoria dos Jogos”, como se ambas fossem coisas distintas…) me entregaram um trabalho que eu pouco editei e que representa, para mim, a síntese entre Organização Industrial e História Econômica. Este trabalho representa um esforço importante dos alunos porque, como disse o Pato lá no Econosheet, trabalho em grupo é complicado (mas se ele ler o Oz Shy, perceberá que existe um incentivo que funciona…). Além disso, há a relação com a Econometria, com a História Econômica (óbvio!), outros métodos quantitativos (calibragem, via PCAIDS), sem falar nas dificuldades que poucos enfrentam ao longo do curso, mas que são as mesmas que qualquer pesquisador/consultor se defronta na hora do pênalti.

No mar de má notícias que é o Brasil, estas são duas boas notícias.