Regulação mata?

Regulations of various kinds seek to reduce mortality risk. Typically, such rules relate to health, safety, security, and the environment. While it is obvious how regulations can reduce the risk of death, since reducing risk is often the primary aim of regulations, it is less obvious how rules might also increase mortality risk. Nonetheless, many regulations result in unintended consequences that increase mortality risk in various ways. These adverse repercussions are often the result of regulatory impacts that compete with the intended goal of the regulation, or they are direct behavioral responses to regulation.

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Ah, se tivessem dado ouvidos às evidências científicas…

Lembra de todo “auê” em torno do Fome Zero? Aquele slogan bem breguinha de que quem tem fome quer furar fila, e tal? Pois é. Aí veio a POF de 2003 e descobriu-se que não havia tanto motivo para a choradeira. Muita gente calou a boca e saiu com o rabo entre as pernas, outras apelaram, etc.

Aí você pega um bom livro para ler, como o Heavy!  (HEAVY!: The Surprising Reasons America Is the Land of the Free-And the Home of the Fat, Springer Verlag) do Richard McKenzie, e encontra:

Today, the distribution of the country’s weight problems across income classes has reversed, as excess weight problems are disproportionately concentrated among the poor.

Como está no kindle, não tenho a página. Mas digo uma coisa: as evidências empíricas não são novas. O motivo de não se dar ouvidos às evidências é uma mistura de ignorância intencional (grupos de interesse) e não-intencional. Como sempre, a gente se lembra de como as más idéias também movimentam o mundo.

Evidentemente, não há nada de indigno ou de errado em faturar um hambúrguer de vez em quando. Como nos lembra Matt Ridley, em The Rational Optimist (P.S.):

Fire and cooking in turn then released the brain to grow bigger still by making food more digestible with an even smaller gut – once cooked, starch gelatinises and protein denatures, releasing far more calories for less input of energy. As a result, whereas other primates have guts weighing four times their brains, the human brain weighs more than the human intestine. Cooking enabled hominids to trade gut size for brain size.

Sim, também no Kindle. Bom, Matt Ridley está nos dando uma interessantíssima evidência de que o processo digestivo, hoje glamourizado pela comida barata (obrigado, produtividade elevada! Obrigado, mercados!) e farta que, sim, chega à mesa de muito mais gente do que no passado, pode ter sido uma das causas de nosso progresso.

Parece que teremos muito o que aprender (e comer…moderadamente) até chegarmos a um nível de compreensão mínimo acerca dos efeitos da ingestão de calorias em nossas vidas. Em verdade, em verdade, eu vos digo: nunca chegaremos a uma compreensão completa (Hayek!) e, portanto, muito mais cuidado e humildade deveriam ter nossos “iluminados” reguladores de agências governamentais: eles mesmos não sabem direito o que fazem (tal como nós). Ora, então porque lhes dar tanto poder para decidir sobre nossa dieta? Podemos votar livremente, mas devemos ser limitados no que desejamos de sobremesa? Não, obrigado.