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Como perder uma boa chance com o ferro, o nióbio, o cobre, o grafeno, etc

Há três infalíveis receitas para nos garantir um destino medíocre como exportadores de minério. A primeira é criarmos um monopólio estatal de exportação; isso afugentaria rapidamente as usinas consumidoras, receosas de manipulação de preços ou orientação política do abastecimento. A segunda é procurarmos valorizar o nosso produto mediante a ‘sustentação’ de preços; graças a esse processo logramos reduzir a nossa participação no mercado mundial de café, de 75 para 40% em cinco lustros, e não há a menor razão para não realizarmos façanha ainda mais radical no caso do minério. A terceira é evitarmos a associação com as usinas consumidoras; nesse caso, sempre que declinar a procura mundial, seremos os primeiros a ser expelidos do mercado, preservando-se assim as nossas jazidas. [Roberto de Oliveira Campos, “A técnica e o riso”, Apec, 1976, 3a ed, p.48]

Um título alternativo, na era da fake news seria: Roberto Campos humilha potencial candidato à presidência mesmo depois de morto.

rcampos
Entendeu? Ou quer que eu desenhe um diagrama de oferta e demanda?
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Presidente da Silva não leu o capítulo dez do livro de Microeconomia de Varian (ou leu, mas não entendeu)

Eis o melhor título que eu poderia colocar neste pequeno relato. Aliás, é tão absurdo que vou me remeter à breve explicação do Cristiano Costa. Ah, a pterodoxia…

Note este trecho:

Outra alternativa seria diminuir os impostos que incidem em outras aplicações financeiras mas não na poupança, como o Imposto de Renda, por exemplo. Mas esta alternativa reduz a receita federal, que já está mal das pernas.

Entendeu? Ao invés de uma boa reforma microeconômica, pró-concorrência, o presidente da Silva resolveu culpar o mercado e, de mansinho, promove uma mudança radical na poupança (calma que ainda não é um bloqueio da poupança como o dos anos 90…) privada porque, sabe como é, uma reforma na própria casa não foi feita nesta última década. Esta sim foi uma década perdida. Perdeu-se a chance de fazer reformas estruturais na economia (o máximo que fizeram foi escrever um documento sobre o assunto, lá na era do Pallocci) e promoveram um aumento dos gastos públicos que nos leva ao ponto em que estamos hoje.

Nos anos 80, críticos do governo militar diziam que os economistas do governo geraram uma dívida externa “irresponsável” porque não teriam – este é o termo – previsto corretamente o futuro (ou porque estavam em “marcha forçada”).

Os historiadores futuros da economia, aqueles não ligados ao sr. da Silva e seus aliados, terão um belo trabalho científico para explicar porque a administração da Silva aumentou seus gastos, gerou superávit, fez o maior drama por conta de uma CPMF (IPMF), dentre outras…

A Escolha Pública nos ensina que não é preciso ter uma ditadura para que o governo destrua a economia. As evidências empíricas, lamentavelmente, nunca me decepcionam.

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Argumento de autoridade

Acho que esgotei minha quota de argumentos de autoridades por hoje…