Editoras e o cartel: por que tão poucos estudos?

Eis aí uma interessante notícia: diante da possibilidade de se verem engolidas pelos ebooks, editoras se unem. Há quem diga que são ganhos de eficiência – provavelmente existem, já que se uniram – mas como será o arranjo interno? E a competição? Afinal, alguém já conseguiu, nestes 500 anos de história, estudar o mercado editorial brasileiro?

Há tantas teses sobre inflação, sobre astrologia pterodoxa, sobre a cor da cueca de Karl Marx, mas há algum estudo aplicado ao mercado editorial brasileiro? Ou só os consultores conseguem dados nesta área?

Eis aí outro exemplo do problema do capital humano (já se juntou ao meu clube?): escassez de dados, má qualidade da estatística aplicada (e do ensino de estatística) e discursos insanos de gente que diz que economia e métodos quantitativos são seres estranhos entre si são todas características de nosso subdesenvolvimento econômico.

Mas as coisas evoluem. Por exemplo, a política monetária, ainda sob ataque dos astrólogos pterodoxos (até ofendo, sem querer, astrólogos bem-intencionados, sorry guys) só não é consenso para quem nunca teve que trabalhar com ela, na prática. No mercado, onde o salário não está ligado ao número de discursos “alternativos”, mas sim ao conhecimento dos dados, o incentivo para falar asneiras sobre política monetária é bem menor. Já na academia, notadamente nos departamentos de economia cujos incentivos são todos políticos e pouco eficientes, discursos cabeças-de-word-le-monde-diplomatique-carta-aos-caros-amigos-da-capital abundam.

Abundam mesmo. Inclusive nas privadas, não apenas nas públicas…se é que você me entende.

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A crise econômica chega à blogosfera – novo ebook

E também o novo ebook sobre a crise chega à blogosfera. Sabino, Paulo Almeida, Juliano Torres, Cristiano Costa, Rodrigo Constantino e eu. Onde? Aqui.

p.s. Quem teve acesso logo cedo deve ter notado dois erros: o Cristiano não aparecia no índice e o misterioso segundo nome (do mesmo) estava errado. Agora, agora sim, estamos corrigidos.

A quem (realmente) servem os bafômetros?

Já disponível aqui. Eis a discussão sobre a “lei seca” brasileira que prometi. Vários pontos-de-vista (mas não muitos para não sobrecarregar a rede, risos) interessantes. Confira lá quem são os autores e o que eles têm a dizer sobre o tema.

p.s. aparentemente há um problema com os links fixos do e-book. Tentaremos consertar isto…mas o essencial está lá.