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Lei seca

Lembra do nosso e-book sobre lei seca? Pois eis outro e-book, mais antigo, sobre o que podemos chamar de “teoria da proibição”, de autoria de Mark Thornton.

O curioso é que não temos nada similar ao livro de Thornton no Brasil, um país muito mais intervencionista. Por que isto ocorre é uma pergunta boa para o pessoal da Sociologia da Ciência. Será que o brasileiro já se acostumou com a passada de mão na bun** que os políticos lhes impingem a cada segundo? Ou será que o ganho em agradar burocratas não investigando temas que os incomodam é maior do que o ganho pessoal de expor suas trapalhadas? Ou há outro motivo?

Fica aí a sugestão para reflexão.

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Seu sushi

Jorge Maranhão, dono da página “A Voz do Cidadão”, outro dia, enviou-me esta gentil mensagem:

Olá Claudio!
Quando publicamos o e-book da Lei Seca (que está ótimo!), reparei a nota sobre um outro do ano passado versando sobre a multa do sushi e fui ler com calma. Achei excelente, eu que, como todo filósofo (que pretensão!), sou ignorante em economia, e pensei até em dar um pitaco: não seria a multa do sushi uma espécie de garantia estendida sobre a qualidade do próprio restaurante?
Eis aí a pergunta do Jorge. Eu não voltei ao tema, desde o e-book, mas a pergunta dele é interessante. Palpites?
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Repercussão do livro

Os nossos leitores já sabem, lancei um livro de crônicas. Já está aqui e deve ganhar versão e-book (bem mais barata) nestes dias (senão nestas horas…). Pois bem, esqueçam Machado de Assis, Camões, Fernando Pessoa ou Paulo Coelho. A onda agora é falar do meu livro.

Dito isto, vejamos algumas repercussões:

Paulo Pacheco

Não leu ainda. Mas, ao contrário do e-book do sushi (lembra dele? Tá citado lá embaixo, na coluna de links fixos aí ao lado), desta vez ele está de férias.

Alunos

1) “Vamos comprar um exemplar e tirar cópia”.

Comentário: depois que o sujeito gastar a quota de xerox dele com isto e começar a ler, entenderá o provérbio que diz que quem ri por último, ri melhor.

2) “De onde você tirou o nome deste livro?”

Comentário: do mesmo lugar que saem as questões de sua prova, né?

3) “Este livro me leva mesmo para o sucesso no sexo, no amor, nos esportes e na vida profissional?”

Comentário: Leva. Mas você tem que ler de forma a se iluminar. A iluminação não vem assim, igual a suas perguntas superficiais quando chega atrasado e entra na sala de aula com aquela cara de ressaca. Iluminação é coisa séria, profunda, que exige muita leitura. Eu penso em lançar um outro livro ensinando a pessoa a alcançar a iluminação, mas é apenas uma idéia.

4) “Quem está com a mão na sua lingüiça?”

Comentário: Ai, ai. Gentalha de pouca fé. Massa ignara… Vocês não entendem as grandes questões da humanidade, né? Ficam aí, como economistas “frios e calculistas”, pensando em números e letras gregas enquanto questões realmente relevantes são deixadas de lado. Por exemplo: por que homens usam cuecas e mulheres usam calcinhas? A dialética marxiano-marxista-gramsciana funciona em (dentro, no sentido de selb, verstehen Sie, mané?) uma casca de noz? A lingüiça é uma metáfora para o desconforto do ser humano diante da grandeza universal e do caos dos tempos modernos.

Ou é só uma forma debochada de dizer: “pára de ler livros com nomes bonitinhos e bestas e vai estudar, mané!”

Ou é simplesmente uma estratégia de marketing para reter os direitos autorais sobre este genial título que bem poderia pertencer à categoria dos livros infantis para administradores de empresas. Eu mesmo pensei em outros títulos: “A arte da guerra para gordos”, “A arte da guerra para chineses”, “A arte da guerra para monges executivos que são filhos de pais ricos”, “O monge, o executivo e a senhora sua sogra”, “Casais ricos brigam muito e a mulher leva tudo”, “Aprenda a gerir, leve uma porrada subprime e afogue os malditos gansos”, etc.

Ari

“Ai, meu Deus…”.

Minha mãe

“Que lindo, parabéns!”

Minha noiva

“Que lindo, muito bem escrito, parabéns!…vou ler tudo!”.

Meus alunos que ainda não fizeram prova

“A gente te ama: vamos comprar muitos livros”.

Meus alunos que já fizeram prova

Vide Ari.

Conclusão

Até agora, minha avaliação é que o livro é um sucesso. Milhares de pessoas já comentam sobre minha lingüiça (ou sobre tirar a mão da mesma) nos corredores. Acho que até vão me chamar pro Manhattan Connection (ou algo assim). No final das contas, o objetivo principal foi cumprido: tô rindo até agora.