Cliometria vem aí! O 8o Congresso Mundial de Cliometria será em Strasbourg.

Reproduzo a mensagem.

The 8th World Congress of Cliometrics

Strasbourg, France from July 4-7, 2017

We invite you to attend and participate in the 8th World Congress of Cliometrics that will take place in Strasbourg, France, July 4-7, 2017.

 The World Congress is designed to provide extensive discussion of new and innovative research in economic history, with 88 papers to be presented and discussed by Congress participants.

 A 45-minute session is devoted to each paper, in which authors have 5 minutes to make an opening statement and the rest of the session (40 minutes) is dedicated to discussion among all session participants in the spirit of the annual cliometric conferences.

 For information about the World Congress, hotel reservations, and conference registration, please go to the Congress website:

 http://www.cliometrie.org/en/conferences/world-congress-of-cliometrics

 All sessions will be held at the Strasbourg Convention Centre: http://www.strasbourg-events.com/en/agenda/convention/uds-8th-world-congress-cliometrics

 Calendar:

– Deadline for early registration at $350 and $200 for students:  June 1, 2017

– World Clio Meeting in Strasbourg: July 4-7, 2017

 Funding to help support the conference is provided by the Association Française de Cliométrie, the Association Française de Science Economique, the Banque de France, the Bureau d’Economie Théorique et Appliquée, the Centre National de la Recherche Scientifique, the Cliometric Society, the National Science Foundation, the Université de Strasbourg, Private donors, Springer Verlag…

 Questions? Please contact clio2017@hawaii.edu and/or cdiebolt@unistra.fr

Michael Haupert

Professor of Economics, University of Wisconsin-La Crosse

Executive Director, Cliometric Society

403V Wimberly Hall

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Não somos tão racistas assim

O título acima poderia ser reescrito como: somos, mas não tanto, comparativamente. Digo isto por conta das evidências usadas neste artigo interessante sobre os impactos do racismo sobre o desenvolvimento econômico. Na amostra utilizada – 94 países – o Brasil aparece na 85a colocação.

O artigo é basicamente empírico – o argumento teórico é apenas verbal – e testado econometricamente e envolve história econômica, instituições (logo, colonização). Vale a leitura do texto e, sim, eis a figura que todo mundo gosta de ver.

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Três artigos que fiquei com vontade de ler

Um sobre economia do crime, outro sobre história econômica da China e um sobre as contribuições de James Buchanan à economia monetária. Este pessoal da George Mason University é bom mesmo.

Porque feriado é para os fracos! (Mentira…eu vou tirar um cochilo sim)

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Não será possível ler tudo isso hoje porque tenho que preparar umas aulas, mas vocês já notam que há uma diversidade de projetos sendo encaminhados e um resgate de uma antiga paixão por futebol que, após morrer nos pés dos atreticanos da seleção de 82, voltou e se transformou, também, em interesse de pesquisa.

Dito isto, a edição em português de Soccernomics que comprei anteriormente, usada, será doada para a biblioteca informal do mestrado do PPGOM.

O quinto é sempre o quinto: quanto perderia Portugal sem o império?

Excelente notícia (já não tão nova) é o trabalho a seguir, com uma estatística importante para estudiosos de história econômica. O título? The Great Escape? The Contribution of the Empire to Portugal’s Economic Growth, 1500-1800, de Leonor Freire Costa, Nuno Palma e Jaime Reis. Eis o resumo (as citações vão sem numerações de páginas porque o documento não as tem).

Newly assembled macroeconomic statistics for early modern Portugal reveal one of Europe’s most vigorous colonial traders and at the same time one of its least successful growth records. Using an estimated model in the spirit of Allen (2009) we conclude that intercontinental trade had a substantial and increasingly positive impact on economic growth. In the heyday of colonial expansion, eliminating the economic links to empire would have reduced Portugal’s per capita income by roughly a fifth. While the empire helped the domestic economy it was not sufficient to annul the tendency towards decline in relation to Europe’s advanced core which set in from the 17th century onwards. We conclude that the explanation for Portugal’s long-term backwardness must be sought primarily in domestic conditions.

Ironicamente, a perda seria de 20% (ou seja, um quinto).

Como dizem os autores, a pergunta geralmente feita é: quão importante foram as colônias para Portugal? Páginas e páginas já foram escritas sobre isto, mas poucos tiveram: (a) acesso a dados que lhes permitissem responder esta pergunta, (b) vontade de procurar dados e fugir da verborragia infértil, mas sedutora, (c) conhecimento de teoria econômica e métodos quantitativos adequados para responder ao questionamento.

Colônias eram importantes? Os autores, como não poderia deixar de ser, dizem que sim e explicam os motivos.

Colonies were beneficial to the home country in many ways. They allowed the mobilization of unused natural resources situated overseas, thereby creating some slack in Europe’s Malthusian constraint. They helped to reallocate underutilised domestic resources to the same destination and thus enhanced their productivity. They created new markets to serve as outlets for domestic production and as a result promoted scale economies and the division of labour. Thanks to the use of political and military might, imperial powers were also able to earn rents by distorting price mechanisms in the markets strung out along the chains of supply which connected them to their ultramarine possessions.

Para medir o desempenho, algum critério deveria ser adotado.

To encompass this diversity within a simple metric is no easy matter. One solution is to calculate separately the gains and losses from the many relevant types of activity, and then weight and aggregate those using appropriate prices. The alternative is to employ as a proxy a value index of each country’s total transoceanic trade and deflate it with a suitable set of commodity prices.

Sobre as conclusões, um desafio a algumas interpretações anteriores:

We conclude that in the long run Portugal’s empire demonstrated a considerable degree of dynamism and contributed positively to the economic fortunes of the mother country. This goes against the common belief in a “long-term stagnation of the [Iberian] colonial economies” (Coatsworth 2005, 237). Our paper also diverges from the approach of the proponents of “modern world-systems” (Wallerstein 1980) in that we show semi-peripheral Portugal was able to gain as much or more from its empire in relative terms as the leaders of the Early Modern core. At the same time, Portugal’s imperial strength did not translate into economic convergence to its colonial archrivals, which were also the richer economies of the day: England and the Netherlands.

Muito legal, não é?

Mais comércio, mais bem-estar! (cliometria é show!)

A família imperial dos Castro só quer uma vida melhor! É, querem consumir bens melhores. Simples assim.

Muita gente acha contraditório – e, de certo ponto-de-vista, é mesmo – um sujeito apoiar Fidel Castro e, ao mesmo tempo, reclamar do bloqueio comercial dos EUA (que parece ter chegado ao fim no apagar das luzes da administração Obama).

Ideologicamente, claro, é um nó. Mas a Ciência Econômica, quando separa o seu lado positivo do normativo, é capaz de explicar o aparente paradoxo. A questão é bem simples: mais comércio significa mais bem-estar! Adicione a isto uma pitada de Public Choice e você verá que há bons motivos para que ditadores adorem comércio.

Veja, por exemplo, como países notoriamente não-democráticos (no sentido moderno) se beneficiaram do comércio. O pesquisador Nuno Palma, em seu: Sailing away from Malthus: intercontinental trade and European economic growth, 1500–1800, publicado na Cliometrica de Maio deste ano, mostra-nos que:

What was the contribution of intercontinental trade to the development of the European early modern economies? Previous attempts to answer this question have focused on static measures of the weight of trade in the aggregate economy at a given point in time, or on the comparison of the income of specific imperial nations just before and after the loss of their overseas empire. These static accounting approaches are inappropriate if dynamic and spillover effects are at work, as seems likely. In this paper, I use a panel dataset of 10 countries in a dynamic model that allows for spillover effects, multiple channels of causality, persistence, and country-specific fixed effects. Using this dynamic model, simulations suggest that in the counterfactual absence of intercontinental trade, rates of early modern economic growth and urbanization would have been moderately to substantially lower. For the four main long-distance traders, by 1800, the real wage was, depending on the country, 6.1–22.7 % higher, and urbanization was 4.0–11.7 percentage points higher, than they would have otherwise been. For some countries, the effect was quite pronounced: in The Netherlands between 1600 and 1750, for instance, intercontinental trade was responsible for most of the observed increase in real wages and for a large share of the observed increase in urbanization. At the same time, countries which did not engage in long-distance trade would have had real wage increases in the order of 5.4–17.8 % and urbanization increases of 2.2–3.2 percentage points, should they have done so at the same level as the four main traders. Intercontinental trade appears to have played an important role for all nations that engaged in it, with the exception of France. These conclusions stand in contrast to the earlier literature that uses a partial equilibrium and static accounting approach.

Prestou atenção nos números? Pois é. Nem vou grifar ou comentar.

Eu arriscaria dizer mais. Diria que, em democracias, mais comércio é sempre bem-vindo. Já em países menos democráticos, as tentativas de limitar as liberdades civis (e, portanto, individuais) de boa parte da população (exceto, claro, as das elites governantes) em conjunto com liberalizações econômicas geralmente criam mais distorções do que as resolvem, pelo simples fato de que é impossível para um ser humano controlar os fluxos de trocas individuais (surgem os mercados negros, pessoas negociam ilegalmente com oficiais das alfândegas, etc).

Hayek bem nos ensinou sobre a necessidade de sermos menos pretenciosos quanto às variáveis que podemos controlar (Friedman disse algo similar sobre a política monetária) e continuo achando seu insight importante…o que não significa que um governo não possa adotar uma política (há um papel para o governo, claro) de abertura comercial, por exemplo.

Alilás, você sabe o que é cliometria? Sabe como fazer pesquisa na área? O Leo Monasterio responde, neste ótimo bem público (gerado privadamente pelo prof. Cajueiro).

“Trade-offs” em pesquisas econômicas: o caso do consumo de alimentos na ex-URSS

Eu sei: você achou que eu iria falar do R em comparação com o Stata. Ou achou que eu repetiria o que digo de vez em quando em sala sobre pesquisas com dados macroeconômicos comparados com estudos de séries de tempo mais longas para um único país. Ou, quem sabe, pensou que eu iria falar sobre a estimação de um vetor de cointegração pela metodologia de Johansen ou pelas alternativas existentes.

Na verdade, hoje, eu me inspirei para falar de outro trade-off, por conta de um link enviado pelo Matizes Escondidos. Trata-se deste, sobre o puzzle do consumo de alimentos na (ex-)URSS. O trade-off, neste caso, é entre você sair correndo para estimar alguma coisa com a base de dados que acabou de descobrir ou se pesquisa um pouco sobre os dados antes de correr para o computador.

O trabalho do autor do post para ter algum grau de certeza sobre a veracidade dos dados de consumo de alimentos na ex-URSS ocupa um bocado de tempo de leitura (sim, vale a pena ler com calma, mas você vai levar um bom tempo, já aviso…) e você poderia dizer para mim que basta deixar uma “nota de rodapé” que está tudo bem. Bom, isso depende do que você pretende fazer.

Digamos que eu queira fazer um post sobre o uso do R (faz tempo que não faço um, né?). Neste caso, eu concordo que seria suficiente, mas gostaria de um rodapé bem claro sobre o limite dos dados e, claro, o leitor faz o resto.

Agora, digamos que eu queira ser conhecido como um pesquisador cuidadoso sobre alimentos na ex-URSS e, ao mesmo tempo, fazer o exemplo do R. Neste caso, acho que demoraria bem mais para publicar algo e teria que ser em partes, um pouco como o autor do inspirador post tem feito no blog dele.

Claro, você poderia imaginar outros casos e o meu ponto é que você sempre seja o mais correto (honesto) possível ao descrever seus dados, deixando claro o alcance e limitação dos mesmos. Sempre que possível, é bom não deixar o leitor no escuro (embora isso também dependa do limite de espaço que um editor te dá em um artigo científico publicado, mas é bem menos complicado quando se faz um texto para um blog pessoal).

Este é um trade-off bem em comum quando se trabalha com história econômica. Claro, eu gosto de cliometria e acho que esta é uma das áreas mais interessantes para se trabalhar. Ela envolve um esforço para se conseguir dados (é, dá preguiça, não está tudo pronto em algum site, na maioria das vezes…), você tem que entender o contexto histórico e adaptar a teoria econômica para estudar o problema (o que exige um pouco de exercício mental para saber como não fazer isto de forma a colocar tudo a perder…) e ainda tem algum tipo de teste de hipótese a ser feito.

Não é trivial fazer um artigo nesta área que seja pouco trabalhoso e é por isso que muita gente desiste e parte para um estudo de história menos rigoroso e até mais perigoso, baseado apenas na retórica e não nos dados.

Enfim, apenas algumas reflexões de quem está com problemas para dormir bem, mas não por falta de nutrientes…

Anti-Semitismo no Sacro Império Romano: história econômica

Como sempre, não posso deixar de divulgar pesquisas com temas interessantes. Eis aqui uma que me deixou intrigado. Veja só que resumo legal:

Plague, Politics, and Pogroms: The Black Death, Rule of Law, and the Persecution of Jews in the Holy Roman Empire

Theresa S Finley

Mark Koyama

Abstract:     

This paper explores the institutional determinants of persecution by studying the intensity of the Black Death pogroms in the Holy Roman Empire. Political fragmentation exacerbated rent-seeking in the Holy Roman Empire. We argue that this fragmentation led to Jewish communities facing more intense persecutions during the Black Death. We test this argument using data on the intensity of pogroms, historical trade routes, ecclesiastical and political boundaries. In line with our model, we find that communities close to Archbishoprics, Bishoprics, and Imperial Free cities experienced more intense and violent persecutions than did those governed by the emperor. We discuss the implications this has for the enforcement of the rule of law in weak states.

Bateu aquela inveja deste pessoal que coleta dados interessantes, não bateu?

Napoleão é um bom instrumento?

Eis um artigo interessante para quem deseja entender o básico de variáveis instrumentais. O autor usa a pressão napoleônica como instrumento para o desempenho dos alunos. Como assim? Vejamos a explicação, em primeiro lugar.

The theory of Ramirez and Boli (1987) can best be described by a quote from their paper: “Our view is that European states became engaged in authorizing, funding, and managing mass schooling as a part of the endeavour to construct a unified national policy.” […] “External challenges […] were important stimuli to state action in education […]” (Ramirez and Boli, 1987, p. 3). Napoleon can be seen as one of the most pronounced external challenges of this era. Ramirez and Boli (1987) illustrate their theory by describing this process in seven European regions: Prussia, Denmark, Austria, Sweden, Italy, France, and England. Sweden, France, and England experienced a general call from within for mandatory, universal and free education later than other countries. [p.4]

Dito isto, o autor estima:

napoleonic_wars

Para o desempenho, usa-se o teste PISA e, para o tracking:

Two aspects of tracking in education systems are used: the number of tracks available to 15- year-old pupils and the age of first selection. These measures are obtained from OECD (2007, table 5.2) and adjusted for the German states using Woessmann (2007) and Kultusminister Konferenz (2013) and for French and Flemish Belgium using Eurydice (2013).

A discussão que se segue sobre as limitações e a robustez do modelo valem a leitura. Divirta-se.

O capital humano das reduções jesuíticas

(…) a primeira prensa entrou no Brasil apenas em 1808, em um tempo em que até os índios das reduções jesuíticas espanholas tinham as suas; foi trazida a um lugar em que não havia faculdades – quando as primeiras universidades dos Estados Unidos datavam do início do século XVII. [Caldeira, Jorge. Nem céu nem inferno. Editora Três Estrelas, 2015, p.233]

Sim, as reduções jesuíticas espanholas já avançavam em capital humano. Entretanto, talvez seja difícil dizer que as reduções alcançaram um desenvolvimento superior às colônias portuguesas e, portanto, teríamos aqui uma pista de que, sim, instituições são importantes. Ou será que não?

Contudo, concedo ao leitor o benefício da dúvida já que não fiz mais que citar um insight de um autor. Vejamos, então, o que diz a história, quando analisada adequadamente, ou seja, com um estudo estatístico sério dos dados. Sim, isso mesmo, um economista já trabalhou sobre o tema. Veja o resumo a seguir (e a página do autor vale a atenção):

This article examines the long-term consequences of a historical human capital intervention. The Jesuit order founded religious missions amongst the Guarani, in modern-day Argentina, Brazil, and Paraguay. Missionaries instructed indigenous inhabitants in reading, writing and various crafts, before their expulsion in 1767. Using archival records and municipal census data, I demonstrate that educational attainment was and remains higher after 250 years in areas of former Jesuit presence. These differences also translate into 10% higher incomes. The effect of Jesuit missions emerges clearly after comparing them with abandoned Jesuit missions, Franciscan Guarani Missions and using an Instrumental Variables strategy. In addition, I collect survey data and conduct behavioral experiments, finding that respondents in missionary areas exhibit higher non-cognitive abilities and collaborative behavior. Such enduring differences are consistent with transmission mechanisms of occupational persistence, inter-generational knowledge transmission and indigenous assimilation. Robustness checks suggest that the results are not driven by migration, urbanization and tourism.

História econômica é um campo muito interessante, não? Os resultados do autor, aparentemente, corroboram o insight de Caldeira. O que o seu professor de história do colégio lhe contou eu não sei, mas o que as pesquisas mostram, isto sim, eu sei.

Cliometria em alta

Apenas reproduzo.

Schedule of 2016 Clio and EHA Sessions at ASSA

Note from ASSA: Each person on your program must register for the meetings and pay the registration fee.  The 2016 ASSA Registration and Housing is scheduled to open on September 10th.  All sessions will be equipped with a projector and screen for your presentation. ASSA will not provide computers. Microphones will be available in the larger rooms.

 

Cliometric Society Sessions

New Wine in Old Bottles: Capitalism, Monetary Policy, Panics and War

Date    January 3, 2016

Time   10:15 am12:15 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Claude Diebolt (Strasbourg)

Discussants: Robert Margo (Boston University), Mike Haupert (University of Wisconsin – La Crosse), Jon Moen (University of Mississippi), Claude Diebolt (Strasbourg)

Papers:

“The ‘New History of Capitalism’ and Slavery,” Paul Rhode (Michigan) and Alan Olmstead (UC-Davis)

“The Taylor Rule in the 1920s,” Alexander Field (Santa Clara)

“How to Prevent a Banking Panic: the Barings Crisis of 1890,” Eugene White (Rutgers)

“The Irrational Rationality of War and Economics,” Roger Ransom (UC Riverside)

 

Historical Growth Dynamics of the Modern World

Date    January 3, 2016

Time   12:30 pm2:15 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Mike Haupert (University of Wisconsin – La Crosse)

Discussants: David Mitch (University of Maryland Baltimore County), Ahmed Rahman (U.S. Naval Academy), Raphael Franck (Brown)

Papers:

“How Ethics and Rhetoric, Not Solely Material Interests, Caused the Modern World: An Essay in Humanomics,” Deirdre McCloskey (Illinois – Chicago Circle)

“Reconstruction Dynamics: The Impact of World War II on Post-War Economic Growth,” Petros Milionis (University of Groningen) and Tamas Vonyo (Bocconi University)

“Keeping our Bearings in Public R&D: Lessons from Britain’s Board of Longitude (1714-1828),” Paul David (Stanford)

 

Money and Banking: Local and Global

Date    January 3, 2016

Time   2:30 pm – 4:30 pm

Room  Union Square 24, Hilton Union Square

Organizer: Claude Diebolt (Strasbourg)

Chair: Claude Diebolt (University of Strasbourg)

Discussants: Vincent Bignon (Banque de France), Eric Monnet (Bank of France), Sumner La Croix (University of Hawai’i), Gary Richardson (University of California – Irvine)

Papers:

“Bank Concentration in the United States, 1835-1920,” Matthew Jaremski (Colgate) and Caroline Fohlin (Emory)

“Global Banking and the International Transmission of the 1931 Financial Crisis” Olivier Accominotti (LSE)

“Is Paper Money Just Paper Money? Experimentation and Variation in the Paper Monies Issued by the American Colonies from 1690 to 1775,” Farley Grubb (Delaware)

“UK Monetary and Credit Policy after the Radcliffe Report,” Oliver Bush (LSE), David Aikman (Bank of England), and Alan Taylor (UC Davis)

 

Economic History Association Sessions

Social Mobility and Demography in China and Japan

Date    January 4, 2016

Time   12:30 pm2:15 pm

Room  Sutter A & B, Hilton Union Square

Organizer: Richard Hornbeck (Harvard)

Chair: Noam Yuchtman (UC-Berkeley)

Discussants: Noam Yuchtman (UC-Berkeley), Chiaki Moriguchi (Hitotsubashi University), Ruixue Jia (UC-San Diego)

Papers:

“Social Mobility in China, 1645-2012: A Surname Study,” Gregory Clark (UC Davis)

“The Engine and the Reaper: Industrialization and Mortality Rates in Late Nineteenth Century Japan,” John Tang (Australian National University)

“Historical Traumas and the Roots of Political Distrust: Political Inference from the Great Chinese Famine,” Yuyu Chen and David Y. Yang (Stanford)

 

Institutions Matter: Economic and Social Policies in the Long Run

Date    January 4, 2016

Time   2:30 pm – 4:30 pm

Room  Sutter A & B, Hilton Union Square

Organizer: Richard Hornbeck (Harvard)

Chair: Julia Cage (Sciences Po)

Discussants: Daniel Shoag (Harvard), Eric Edwards (Utah State), Julia Cage (Sciences Po), Michael Bordo (Rutgers)

Papers:

“Policy Uncertainty and Investment: Evidence from the English East India Company,” Dan Bogart (UC Irvine)

“Inter-annual Water Supply Variation and Irrigated Agriculture in the Arid Western United States: One Hundred Years of Agricultural Census Observations from Idaho,” Zeynep Hansen (Boise State), Scott Lowe (Boise State) and Wenchao Xu (Xiamen University)

“Institution Protections, Capital Costs, and Long-Run Economic Growth,” Benjamin Chabot (Federal Reserve Bank – Chicago)

“Foreign Reserves and International Adjustments Under the Bretton Woods System: a reappraisal,” Eric Monnet (Bank of France)

 

Cliometric Society Reception

For friends of economic history

Date    January 4, 2016

Time   6:00 pm8:00 pm

Room  Union Square 22, Hilton Union Square

Cliometria – ótima notícia

Acabo de saber e compartilho com os leitores deste blog, principalmente para os que se perguntam sobre o significado do termo.

Announcing the publication of the Handbook of Cliometrics

Handbook of Cliometrics
Editors: Claude Diebolt and Michael Haupert
Springer Reference, Berlin, August 2015 (copyright 2016), 590 pages.
ISBN: 978-3-642-40405-4
ISBN: 978-3-642-40406-1 (e-Book)
ISBN: 978-3-642-40407-8 (print and electronic version bundle)

The Handbook of Cliometrics is a milestone in the field of historical economics and econometric history through its emphasis on the concrete contribution of cliometrics to our knowledge in economics and history. The articles in the handbook, authored by the leading scholars in the fields, stress the usefulness of cliometrics for economists, historians and social scientists in general. The Handbook offers a comprehensive coverage of topics with each article providing an overview of the contributions of cliometrics to a particular topic. The Handbook sets a new standard of quality in the field by offering a world-wide forum of discussion in cliometrics.

Table of Contents

“An Introduction to the Handbook of Cliometrics”
Claude Diebolt and Michael J. Haupert.

Section 1: History

“The Cliometric Approach to Economic History”
Michael J. Haupert

“Economic History and Economic Development: New Economic History in Retrospect and Prospect”
Peter Temin

Section 2: Human Capital

“Human Capital”
Claudia Goldin

“Labor Markets”
Robert Margo

“Nutrition, the Biological Standard of Living, and Cliometrics”
Lee Craig

“Age-Heaping-Based Human Capital”
Franziska Tollnek and Joerg Baten

“Church Book Registry: A Cliometric View”
Jacob Weisdorf

Section 3: Growth

“Growth Theories”
Claude Diebolt and Faustine Perrin

“The English Industrial Revolution: A Cliometric Account”
Gregory Clark

“Economic-Demographic Interactions in Long-Run Growth”
James Foreman-Peck

“GDP Convergence in Modern Times”
Emanuele Felice

“Cliometric Approaches to International Trade”
Markus Lampe and Paul Sharp

Section 4: Finance

“Financial Markets and Cliometrics”
Larry Neal

“Payment Systems”
John James

“The Cliometric Study of Financial Panics and Crashes”
Matt Jaremski

“Financial Systems and Economic Development”
Caroline Fohlin

Section 5: Innovation

“Innovation in Historical Perspective”
Stanley Engerman and Nathan Rosenberg

“The Cliometric Study of Innovations”
Jochen Streb

Section 6: Statistics and Cycles

“Statistical Inference”
Thomas Rahlf

“Trends, Cycles, and Structural Breaks in Cliometrics”
Terence Mills

Section 7: Government

“The Great Depression and the New Deal”
Price Fishback

“Cliometric Approaches to War”
Jari Eloranta

Colonização e História Econômica

A colonização se paga?

Colonial adventures in tropical agriculture: new estimates of returns to investment in the Netherlands Indies, 1919–1938

Frans Buelens and Ewout Frankema
Abstract
How profitable were foreign investments in plantation agriculture in the Netherlands Indies during the late colonial era? We use a new dataset of monthly quoted stock prices and dividends of international companies at the Brussels stock exchange to estimate the returns to investment in tropical agriculture (1919–1938). We adopt the Dimson–March–Staunton method to compute real geometric annual average rates of return and assess our estimates in an international comparative perspective. We find that returns to colonial FDI in the Netherlands Indies during 1919–1928 were impressive (14.3 %), being almost 3 percentage points higher than the world average. In the following decade 1929–1938 fortunes reversed, with a rate of return of −2.8 % compared to a world average of 2.2 %. Over the entire period the returns to colonial FDI (5.4 % in 1919–1938) were about a factor 2.5 higher than returns to investment in the Dutch domestic economy (2.1 % in 1920–1939). We argue that these returns should be interpreted in a colonial context of systematic labour repression, but that they may also partly reflect a higher risk-premium of investments in colonial commodities.

História econômica é legal, né?

Viva a interdisciplinaridade! História Econômica e Complexidade, juntas!

Pois é. A História Econômica é sempre um tópico interdisciplinar. Veja:

We are very pleased to announce the creation of the Team “Cliometrics and Complexity” (CAC) hosted by IXXI – ENS Lyon, the Complex Systems Institute in Rhône-Alpes (ixxi.fr). The IXXI “Complex System Institute” has already a practice of interdisciplinary collaboration in the modeling of complex systems since it hosts several research fields, currently Mathematics, Computer sciences, Biology and Physics. CAC is not intended to be a Lab but a research project within IXXI – ENS Lyon, aiming at bringing together complex systems modeling and the new discipline of Cliometrics, which aims at modeling long historical macroeconomic and financial data.

Não é ótimo? A Cliometria já é um ramo interdisciplinar, unindo Econometria e História Econômica (como fazer análises sem usar dados de forma cientificamente adequada?). Agora, seguindo ao apelo de tantos – que sempre falam de “renovar” a Ciência Econômica – eis esta genial iniciativa.

Claro, se você fala em “renovar”, mas apenas usa isto como desculpa para esconder sua falta de habilidade com a Estatística ou a Matemática, então você poderá não gostar tanto assim desta iniciativa.

Deixe de lado seus medos e preconceitos por alguns instantes. Vale a pena.

Padrão-ouro e cliometria

Padrão-ouro? Eis o resumo do artigo:

Esta nota objetiva investigar, econometricamente, os determinantes da adoção do padrão-ouro por parte do Brasil. A literatura destaca a importância dos preços das commodities (café e borracha), dos problemas inflacionários, da credibilidade inerente ao padrão-ouro, das crises econômicas (choques externos) e internas na decisão de um governo permanecer (ou aderir ao padrão) ou abandonar o padrão-ouro. Os coeficientes estimados apresentaram os sinais esperados, com destaque para a credibilidade e a inflação, mas oposto ao esperado para o coeficiente da dummy de choques externos. Apresenta-se também uma discussão sobre o impacto marginal de cada variável ao longo dos anos da amostra.

Para ler mais, basta clicar aqui. Foi um trabalho conjunto com Clarice Sollero Lemos e Ari Francisco de Araujo Jr. Hoje vai ter cerveja para comemorar mais uma publicação.

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Você escolhe fumar: sim, isso mesmo

Kevin Murphy e o recém-falecido Gary Becker causaram muita polêmica quando apresentaram seu modelo do vício racional (rational addiction). Houve choro, birra, ódio e, claro, algumas pessoas inteligentes resolveram debater o tema.

Tem sempre uma reclamação sobre o modelo não ter uma contrapartida na realidade, que a história é importante e tal (geralmente esta crítica não vem acompanhada de contra-exemplos históricos, mas há exceções honrosas, claro). Pois é. Tudo isto é muito bonito, impressiona as meninas no bar, mas o bom mesmo é buscar evidências empíricas. Assim, enquanto você dormia, alguém foi lá e publicou no último número da Cliometrica o seguinte artigo:

The demand for tobacco in post-unification Italy
Carlo Ciccarelli and Gianni De Fraja
Abstract
This paper studies the demand for tobacco products in post-unification Italy. We construct a very detailed panel data set of yearly consumption in the 69 Italian provinces from 1871 to 1913 and use it to estimate the demand for tobacco products. We find support for the Becker and Murphy (J Polit Econ 96:675–700, 1988) rational addiction model. We also find that, in the period considered, tobacco was a normal good in Italy: aggregate tobacco consumption increased with income. Subsequently, we consider separately the four types of products which aggregate tobacco comprises (fine-cut tobacco, snuff, cigars, and cigarettes), and tentatively suggest that habit formation was a stronger factor on the persistence of consumption than physical addiction. The paper ends by showing that the introduction of the Bonsack machine in the early 1890s did not coincide with changes in the structure of the demand for tobacco, suggesting cost-driven technological change.

Keywords Smoking Italian Kingdom Rational addiction Panel data

Pois é. Então  vamos parar com este papo furado e vamos fazer trabalhos empíricos? Vamos parar de culpar o Dr. Smith pela nossa preguiça e trabalhar. Afinal, você não é um robô movido à bateria, né?

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História Econômica…séria!

Divulgo para a alegria dos pesquisadores:

Second EH-Clio Lab Conference
Call for Papers
We invite all interested researchers to send their paper for submission for the Second EH-Clio Lab Conference which will be held on August 8th and 9th, 2014 in Santiago de Chile, in the Instituto de Economia of the Pontificia Universidad Catolica de Chile (campus San Joaquin). The objective of this conference is to bring together for a day a selected number of papers in economic history, institutional economics and other topics related to the use of economic modeling and econometric techniques to better understand the process of development to be presented to a wide audience of researchers from Chile and abroad working in related topics.
The Economic History and Cliometrics Lab (EH Clio Lab) uses economic tools and quantitative methods for the study of the economic history with the objective of achieving a better understanding of past events. This allows us to improve our understanding of the process of economic development and refine our perceptions of the specific mechanisms present in each historical process.
In order to achieve this, the EH Clio Lab gathers and builds statistical series that reflect Chilean development since XIX century, and contributes with research in specific aspects of economic development in Chile, Latin America, and the rest of the world.
The conference will consist in single-track sessions and each paper presented will be commented by an assigned participant. Three sessions will be offered by our invited speakers:
 Robert Margo, Boston University
 Claudio Ferraz, PUC-Rio
 Gustavo Bobonis, University of Toronto
Papers must be submitted before May 2nd
 2014 by email in pdf format at:
ehcliolabconference@gmail.com. The organizers will contact the selected authors at the latest by June 1st.
We may be able to offer partial funding for economy travel to Santiago for accepted papers, depending on funding opportunities. Please indicate whether you will require funding when submitting your paper.
The organizing committee is made of: Jeanne Lafortune, Francisco Gallego, Matias Tapia and Jose Diaz (all from the EH-Clio Lab in PUC-Chile).
This conference is partially funded by Conicyt /Programa de Investigación Asociativa SOC1102.

O último samurai e o primeiro burocrata

Sempre que eu penso na grana que paguei pela anuidade na Cliometric Society eu concluo: não me arrependo. O journal da nossa associação é uma das coisas mais legais de se folhear. Vejo, por exemplo, o resumo deste artigo que ainda será publicado:

The notion that professional, efficient and non-corrupt bureaucracies foster economic growth is virtually uncontested. In spite of this wide consensus, central questions remain unanswered. Thus, while the harmful effects of dysfunctional administrations are extensively covered in the theoretical literature, little is known about the empirical relevance and the expected costs of insufficient administrative rationalization. And while efficient bureaucracies are considered a key ingredient to institutional performance, the existing research rarely investigates how desirable administrative structures have been implemented in history or which concrete policy measures constitute feasible reform strategies for present-day development countries. The present paper therefore aims at providing empirical evidence to dose this lacuna; to do so, it relies on the case of administrative reforms in the last three decades of the nineteenth century in Meiji Japan. Building on an exceptionally detailed set of official statistics and documentary sources, it constructs a panel of 45 Japanese prefectures and assesses the impact of heterogeneous reform implementation on canonical indicators of economic performance including measures of regional GDP, business activity and financial market development. The central results of the econometric analysis are that delayed administrative rationalization came along with a statistically significant and robust penalty on all development indicators. Moreover, this effect was remarkably persistent over time, as the data show that late-reforming prefectures performed systematically worse than the administrative forerunners until well into the twentieth century.

Pois é. Todo mundo fala, na escola (bem, existe uma lacuna nas aulas de história do colégio, mas vamos lá…) sobre a Revolução Meiji. Alguns decoram umas datas – 1896? – e os meninos visualizam ninjas ou samurais comendo peixe cru. E só.

Bem, cada evento histórico é único e cheio de fatos interessantes, como a vida. A mudança institucional não foi nada tranquilo como todo nerd de jogos de computador sabe (ou aquela galera que adora uma menina de cosplay). A Restauração (ou Revolução) Meiji não foi pacífica. Foi preciso o Tom Cruise fazer o trabalho de centenas de professores de história que folgaram no dia da aula para que os alunos não-japoneses aprendessem um pouco sobre o período. (o moço aí ao lado, por exemplo, tem um papel importante nesta transição da ditadura (Bakufu) para a monarquia constitucional)

Não é realmente estranho que ninguém pare para se perguntar sobre estas coisas? Então existe lá um bando de gente armada com espadas, um status quo estabelecido e, de repente, alguém vem e promove uma reforma institucional destas? Não é algo que deixaria você curioso? Eu sei que se você pesquisar um pouco mais descobrirá até coisas interessantes. Por exemplo, sabia que este escocês (e não falo de Adam Smith) teve papel importante nestas tramas políticas da época? Sabia também que ele faz parte da história da Kirin Beer?

A evolução institucional do Japão é um daqueles capítulos da história econômica que eu ainda vou estudar com calma, quando me aposentar. Aliás, eu preciso parar de prometer estudar mundos e fundos quando me aposentar porque, pelo que já percebi, eu não vou me aposentar…

Estou em crise

PaperArtist_2014-02-09_11-21-48O mais bacana é a contra-capa do livro do John Schulz com a recomendação do professor Renato Leite Marcondes, da FEA-RP. Com escravidão, sem escravidão, com bolha imobiliária, sem bolha imobiliária, a história econômica nos oferece um vasto arsenal de experimentos “naturais” para estudos.

Pode-se pensar, claro, em termos teóricos (veja o quanto a teoria avançou nos últimos anos, em termos de modelagem de comportamentos, digamos, “anômalos”) e também empíricos (a (clio)econometria não me deixa mentir).

 

Acabou o tráfico de escravos. Bom para você?

Suppression of the slave trade after 1807 increased the incidence of conflict between Africans. We use geo-coded data on African conflicts to uncover a discontinuous increase in conflict after 1807 in areas affected by the slave trade. In West Africa, the slave trade declined. This empowered interests that rivaled existing authorities, and political leaders resorted to violence in order to maintain their influence. In West-Centraland South-East Africa, slave exports increased after 1807 and were produced throughviolence. We validate our explanation using Southwestern Nigeria and Eastern South Africa as examples.

 

Fenske & Kala (2014) fizeram o estudo cujo resumo cito acima e, não, o fim do tráfico não foi bom para os africanos (embora possa ter sido bom para você). O resumo nos dá uma pista de como a escravidão desenvolve uma estrutura de incentivos para lá de cruel. Como qualquer estudioso de História sabe, se há alguém que deveria pagar reparações históricas pela escravidão, este alguém são os ditadores africanos.

Claro que não vou entrar nesta discussão bizarra de reparações históricas que nunca termina porque sempre há alguém que escravizou alguém que escravizou alguém e assim por diante. Mas o mais legal do artigo acima – eu não o li, confesso – é a base de dados. Quando esta base surgiu, não imaginei que seria tão utilizada assim. Bem, jamais menospreze o poder da criatividade humana.

Instituições, escravidão e desenvolvimento econômico: não são temas novos, eu sei. Mas novos pesquisadores são sempre sinal de que muita descoberta interessante pode ser feita. Por falar nisto, tem um livro novo sobre escravidão no Brasil cujo nome me escapa agora. Assim que lembrar, falarei dele por aqui.

Cliometria

Para quem está nos EUA (e para brasileiros que acham que “cliometria” não existe…):

Schedule of 2014 Clio and EHA sessions at ASSA

Cliometric Society Sessions

Spatial Allocation of Conflict, Individuals, and Economic Activity
January 3, 2014, 12:30 – 2:15 pm, Philadelphia Marriott, Meeting Room 406
Organizer: John Murray (Rhodes College)
Chair: Mary Hansen (American University)
Discussants: John Brown (Clark University), Allison Shertzer (University of Pittsburgh), Hugh Rockoff (Rutgers), Chris Vickers (Northwestern)

“Railroads and the Regional Concentration of Industry in Germany 1846 to 1882,” Theresa Gutberlet (Rensselaer Polytechnic Institute)
“Segregation (Forever?): Measuring the Short- and Long-Term Consequences of Segregation,” John Parman (College of William and Mary) and Trevon Logan (Ohio State University and NBER)
“Military Conflict and the Economic Rise of Urban Europe,” Mark Dincecco (University of Michigan) and Massimiliano Onorato (IMT Institute for Advanced Studies)
“Murder and the Black Market: Prohibition’s Impact on Homicide Rates in American Cities,” Brendan Livingston (???)

Enterprising America: Businesses, Banks, and Credit Markets in Historical Perspective
January 3, 2014, 2:30 – 4:30 pm, Philadelphia Marriott, Meeting Room 406

Organizer: John Murray (Rhodes College)
Chair: William Collins (Vanderbilt and NBER)
Discussants: Carola Frydman (Boston University and NBER), William Collins (Vanderbilt and NBER), Matt Jaremski (Colgate University and NBER)

“Corporate Governance and the Establishment of Manufacturing Enterprises in New England,” Eric Hilt, (Wellesley College and NBER)
“Economies of Scale in Nineteenth Century American Manufacturing Revisited: A Resolution of the Entrepreneurial Labor Input Problem,” Robert A. Margo (Boston University and NBER)
“How Does Governance Matter? An Examination of the Long-Term Evolution of Bank Boards in the United States, 1800-1933,” Howard Bodenhorn (Clemson University and NBER) and Eugene White (Rutgers University and NBER)

Technology and Property Rights
January 4, 2014, 2:30 – 4:30 pm, Philadelphia Marriott, Meeting Room 406
Organizer: John Murray (Rhodes College)
Chair: David Mitch (University of Maryland-Baltimore County)
Discussants: Lisa Cook (Michigan State), Carol Shiue (University of Colorado), Ahmed Rahman (U.S. Naval Academy), Susan Wolcott (Binghamton University)

“Copyright and the Diffusion of Classical Music,” Petra Moser (Stanford University) and Jerry Lao (Stanford University)
“The Great Divergence and the Economics of Printing,” Luis Angeles (University of Glasgow)
“Turning Points in Leadership: Shipping Technology in the Portuguese and Dutch Merchant Empires,” Claudia Rei (Vanderbilt University)
“Industrial development and technology adoption in late nineteenth century Japan,” John Tang (Australia National University)

Economic History Association Sessions

Poverty from a Historical Viewpoint
January 4, 2014, 12:30 – 2:15 pm, Philadelphia Marriott, Meeting Room 307
Organizer: Martha Bailey (University of Michigan)
Chair: Robert Margo (Boston University)
Discussants: Tom Vogl (Princeton), Robert Margo (Boston University), Melissa Thomasson (Miami University – Ohio), Rob Gillezeau (New Democratic Party, Ontario Canada)

“Up from Poverty? The 1832 Cherokee Land Lottery and the Long-run Distribution of Wealth,” Joseph Ferrie (Northwestern University) and Hoyt Bleakley (University of Chicago)
“The Effects of Childhood Means-tested Cash Transfers on Mortality: Evidence from the Mother’s Pension Programs,” Shari Eli (University of Toronto), Anna Aizer (Brown University), Adriana Lleras-Muney (UCLA), and Joseph Ferrie (Northwestern University)
“Interactions between Social Insurance Programs: The Impact of Medicare on the Characteristics of Petitioners for Bankruptcy,” Megan Lynn Fasules (American University) and Mary Eschelbach Hansen (American University)
“Poverty and Progress among Canadian Immigrants, 1911-1931,” Chris Minns (London School of Economics), Kris Inwood (University of Guelph) and Fraser Summerfield (University of Guelph)

Reception hosted by the Cliometric Society
Saturday, January 4th, 6:00-8:00 pm
Philadelphia Marriott Downtown – Meeting Room 403

Banking
January 5, 2014, 10:15 am – 12:15 pm, Philadelphia Marriott, Meeting Room 307
Organizer: Martha Bailey (University of Michigan)
Chair: Hugh Rockoff (Rutgers)
Discussants: Dominick Bartelme (UC Berkeley), Joshua Hausman (University of Michigan), Jonathan Rose (Federal Reserve Board)

“American Banking and the Transportation Revolution Before the Civil War,” Matthew Jaremski (Colgate University), Jeremy Atack (Vanderbilt University), and Peter Rousseau (Vanderbilt University)
“Central Bank Credibility and Reputation: An Historical Exploration,” Pierre Siklos (Wilfrid Laurier University) and Michael Bordo (Rutgers University)
“Financial Liberalization and Bank Failures: The United States Free Banking Experience,” Philipp Ager (University of Southern Denmark) and Fabrizio Spargoli (Erasmus University)

Como medir a eficiência dos mercados?

Este artigo sucinto, mas muito interessante, faz o exercício de forma interessante. Afinal, diz o autor, o uso da informação pelas pessoas, em dois mercados que se comunicam, deve, ceteris paribus ser mais ou menos eficiente conforme as instituições que permeiam estes mercados. Posto isto, ele revisita a história econômica, coleta dados e faz um teste bem simples: o teste de causalidade de Granger.

Desnecessário dizer que o exercício é muito interessante. Não sei como não há mais gente em história econômica fazendo coisas similares aqui no Brasil. Ou há?