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Sobre a morte do livre mercado

Excelente artigo de P.J.O’Rourke sobre as bobagens que se diz por aí. Trecho:

The free market is dead. It was killed by the Bolshevik Revolution, fascist dirigisme, Keynesianism, the Great Depression, the second world war economic controls, the Labour party victory of 1945, Keynesianism again, the Arab oil embargo, Anthony Giddens’s “third way” and the current financial crisis. The free market has died at least 10 times in the past century. And whenever the market expires people want to know what Adam Smith would say. It is a moment of, “Hello, God, how’s my atheism going?”

Amazing!

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Libertários são libertários…ponto.

Ao dizer “capitalismo”, as pessoas não querem dizer simplesmente livre mercado, nem simplesmente o sistema neomercantilista vigente. Ao invés disso, o que a maioria das pessoas quer dizer com “capitalismo” é esse sistema de livre mercado que atualmente prevalece no ocidente. Em resumo, o termo “capitalismo”, da forma como é geralmente utilizado, esconde uma suposição de que o sistema atual é um sistema de mercados livres. E já que o sistema atual é, na realidade, o sistema do favorecimento governamental de empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favorecimento governamental de algumas empresas (23).

Então, agarrar-se ao termo “capitalismo” pode ser um dos fatores que reforçam a confusão do libertarianismo com a defesa do corporativismo (24). De qualquer forma, se a defesa dos princípios libertários não é mal compreendida – ou pior, se é compreendida corretamente! – como a defesa das corporações, a relação antitética entre o livre mercado e o poder corporativo deverá ser continuamente destacada.

Trecho tirado daqui.

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O terrível, malvado, feio, obeso, chato e temível…capitalismo

Definição de capitalismo

Definir o capitalismo é muito fácil. Por André Abrantes Amaral.

Há 6 meses, o capitalismo era uma treta porque os bancos tinham muitos lucros. Nenhuma sociedade civilizada pode sobreviver quando uns ganham tanto e outros tão pouco. Uma miséria, o capitalismo.

Hoje, o capitalismo é uma treta porque os bancos vão à falência. Nenhuma sociedade civilizada pode sobreviver quando instituições de referência fecham portas de um momento para o outro. Uma miséria, o capitalismo.

Direto do Ordem Livre.

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Radar na blogosfera: a selva, os cartões e suas universidades

Ok, aí vai mais uma série de achados da blogosfera.

Primeiro, Alex coloca os pterodoxos em seu devido lugar. Como se diz por aí que temos memória curta, este trabalho do Alex, repetitivo até, acaba por ter efeito mais que didático: é moral. Falando em moral e ética, temos a excelente discussão sobre a corrupção (este é o melhor nome?) que envolve a família real e seus cartões. Primeiro, Marcelo Soares, o jornalista mais esperto deste país. Depois o Erik fala de uma filha do sr. da Silva que, pelo visto, anda a gastar muito em seus cartões. Noto, curiosamente, que o silêncio das oposições (se é que existem) torna quase insuportável o barulho da situação, outrora tão zelosa dos princípios éticos (com ou sem Spinoza). Deve ser o tal “silêncio dos intelectuais” de que Lukacs (ou algo assim) certamente não era partidário. Finalmente, o melhor trabalho investigativo, até agora, sobre mais este escândalo na administração da Silva tem sido feito pelo Coronel.

Ah sim, mas por que pessoas da selva adoram ouvir dos feitos de regimes cruéis e se recusam a acreditar na mão invisível? Bem, alguma luz sobre os fatos aqui. Falando em selva, o Selva nota uma discussão inteligente sobre modelos universitários que passa longe do que se diz discutir aqui, sob a égide dos eleitores de coração do sr. da Silva, seus aliados, seus opositores e outros grupos de interesse que são tudo menos liberais.

Sobre a selva, sim, está em êxtase por conta do Carnaval. Bom, quase toda.

Antes que me esqueça, os leitores que adoram a tal história do pensamento econômico, na selva, têm um problema: quase todo curso começa com Adam Smith (ou com os fisiocratas e Aristóteles), passa por Ricardo (visto como “sujeito inteligente, mas que ainda não havia sido suficientemente marxista”) e termina em Marx (nem preciso dizer, né?). É como se história do pensamento econômico parasse no século XIX. Quando muito, os legisladores do Planeta dos Macacos, guardiões da fé e da ciência, falam de Sraffa, o xodó da pterodoxia nostálgica que não entende nada sobre política econômica. Para estes leitores, anuncio: há vida na ciência, fora da selva. Por exemplo, delicie-se com este artigo de Dan Klein, comentado por Frederic Sautet aqui. A propósito, para quem gosta de história econômica, eis algo que deveria nos interessar mais, já que nos dizemos “preocupados” com o Oriente Médio.

Muita coisa interessante, não?

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Artigos interessantes

Os que gostam de História Econômica, certamente acharão os artigos abaixo interessantes.

Trade and Empire
Kris James Mitchener and Marc Weidenmier
NBER Working Paper No. 13765
January 2008
JEL No. F15,F33,N20,N23,N40
ABSTRACT
Although many modern studies find large and significant effects of prior colonial status on bilateral
trade, there is very little empirical research that has focused on the contemporaneous impact of empire
on trade. We employ a new database of over 21,000 bilateral trade observations during the Age of
High Imperialism, 1870-1913, to quantitatively assess the effect of empire on trade. Our augmented
gravity model shows that belonging to an empire roughly doubled trade relative to those countries
that were not part of an empire. The positive impact that empire exerts on trade does not appear to
be sensitive to whether the metropole was Britain, France, Germany, Spain, or the United States or
to the inclusion of other institutional factors such as being on the gold standard. In addition, we examine
some of the channels through which colonial status impacted bilateral trade flows. The empirical analysis
suggests that empires increased trade by lowering transactions costs and by establishing trade policies
that promoted trade within empires. In particular, the use of a common language, the establishment
of currency unions, the monetizing of recently acquired colonies, preferential trade arrangements,
and customs unions help to account for the observed increase in trade associated with empire.
Kris James Mitchener
Department of Economics
Leavey School of Business
Santa Clara University
Santa Clara, CA 95053
and NBER
kmitchener@scu.edu
Marc Weidenmier
Department of Economics
Claremont McKenna College
Claremont, CA 91711
and NBER
marc_weidenmier@claremontmckenna.edu

Institutional Adaptability and Economic Development: The Property Rights Revolution in
Britain, 1700 to 1830

Gary Richardson and Dan Bogart
NBER Working Paper No. 13757
January 2008
JEL No. H1,K0,K1,N0,N43,P1,P10,P14,P16,P20,P26,P48
ABSTRACT
Adaptable property-rights institutions, we argue, foster economic development. The British example
illustrates this point. Around 1700, Parliament established a forum where rights to land and resources
could be reorganized. This venue enabled landholders and communities to take advantage of economic
opportunities that could not be accommodated by the inflexible rights regime inherited from the past.
In this essay, historical evidence, archival data, and statistical analysis demonstrate that Parliament
increased the number of acts reorganizing property rights in response to increases in the public’s demand
for such acts. This evidence corroborates a cornerstone of our hypothesis.
Gary Richardson
Department of Economics
University of California, Irvine
Irvine, CA 92697-5100
and NBER
garyr@uci.edu
Dan Bogart
3151 Social Science Plaza
University of California
Irvine, CA 92697-5100
dbogart@uci.edu