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Qualidade institucional, contabilidade (criativa?) e o jornalismo sério

Vou direto ao trecho do texto:

Recent research in accounting has examined the link between political connections and accounting quality. Researchers in this area have posited that political connections may increase accounting quality because connected firms are subject to greater media scrutiny, which could provide for stronger monitoring of earnings manipulation. Connected firms may also have readier access to subsidized financing or government contracts, which may blunt incentives to manage earnings for capital market and contracting purposes. On the other hand, politically connected firms may be shielded from the consequences of poor accounting quality or the revelation of earnings management. Moreover, connected firms may manage their earnings to avoid detection of payments to political insiders to maintain their connected status.

Preliminary evidence from this body of research suggests that politically connected firms tend to have lower financial reporting quality. However, there is reason to expect that a country’s political, legal, and media institutions—which affect firms’ financial reporting environment more generally (Leuz et al. 2003)—may moderate the relationship between political connections and accounting quality. For example, lack of transparency may limit media outlets’ role in scrutinizing political cronyism. Strong investor protection laws, accompanied by prosecutorial and judicial independence, may impact a connected firm’s ability to escape the consequences of accounting manipulation.

Antes que você fique “nervosinho”, o artigo trata da Venezuela. Quer ler mais? Dá uma olhada lá.

 

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Democratas Sem Fronteiras

Acho que vou fundar um DSF, já que até um protesto, na Bolívia, o paraíso democrático bolivariano – bem diferente do opressor império estadunidense (aquele que venceu os uniãodasrepúblicassocialistassovietiquenses na Guerra Fria) – no qual qualquer um pode xingar o presidente que ninguém vai preso.

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Sem globalização e com um estado forte chegamos a…

…isto. Trecho (revelador):

Com a economia do Zimbábue destroçada por anos de isolamento internacional e a má gestão do ditador Robert Mugabe, produtos simples viraram artigos de luxo. Ir a um mercado com uma caneta Bic ou um elástico de cabelo, por exemplo, é garantia de oportunidades de negócio.

A propósito, quem está se preparando para a campanha de 2010 (que já começou em 2009 sob os olhos vendados da lei…) com um discurso de “estado forte”?

p.s. por que a Wikipedia em língua inglesa é superior à em língua portuguesa? E tem universitário que reclama quando se fala de leituras em inglês. Depois, o adolescente norte-americano é que é rotulado de ignorante em conhecimentos gerais…

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A vida em Cuba

Parece que o governo cubano teme muito a ação dos indivíduos. Especificamente, de uma mulher: Yoani. Eu realmente não entendo como nosso fã-clube de torcedores da família do czar Castro diz querer debater idéias ao mesmo tempo em que esconde sua face diabolicamente autoritária sob o silêncio de quem vê um governo dificultar a vinda de uma única mulher para o Brasil para o lançamento do seu livro. Não é uma contradição (dialética) este homem socialista?

Gente, uma mulher de 40 anos pode ser tão perigosa que se ela sair de Cuba o regime do czar Castro cai? Que ditadura mais frágil…tanto apoio de bolivarianos, tanto dinheiro estrangeiro, tantos discursos inflamados, tanto controle da imprensa, e a igualdade socialista se limita apenas ao direito de não deixar ninguém sair de uma ilha por livre e espontânea vontade.

Engraçado o paraíso socialisa que alguns colunistas famosos da imprensa brasileira elogiam tanto. Vai ver existem duas Cubas  e a gente não sabe…

p.s. a segunda parte da entrevista está aqui. Veja as duas partes. Na próxima eleição para o Senado, se os “direitos humanos” são importantes para você, pense bem antes de votar.

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Presidente da Silva não leu o capítulo dez do livro de Microeconomia de Varian (ou leu, mas não entendeu)

Eis o melhor título que eu poderia colocar neste pequeno relato. Aliás, é tão absurdo que vou me remeter à breve explicação do Cristiano Costa. Ah, a pterodoxia…

Note este trecho:

Outra alternativa seria diminuir os impostos que incidem em outras aplicações financeiras mas não na poupança, como o Imposto de Renda, por exemplo. Mas esta alternativa reduz a receita federal, que já está mal das pernas.

Entendeu? Ao invés de uma boa reforma microeconômica, pró-concorrência, o presidente da Silva resolveu culpar o mercado e, de mansinho, promove uma mudança radical na poupança (calma que ainda não é um bloqueio da poupança como o dos anos 90…) privada porque, sabe como é, uma reforma na própria casa não foi feita nesta última década. Esta sim foi uma década perdida. Perdeu-se a chance de fazer reformas estruturais na economia (o máximo que fizeram foi escrever um documento sobre o assunto, lá na era do Pallocci) e promoveram um aumento dos gastos públicos que nos leva ao ponto em que estamos hoje.

Nos anos 80, críticos do governo militar diziam que os economistas do governo geraram uma dívida externa “irresponsável” porque não teriam – este é o termo – previsto corretamente o futuro (ou porque estavam em “marcha forçada”).

Os historiadores futuros da economia, aqueles não ligados ao sr. da Silva e seus aliados, terão um belo trabalho científico para explicar porque a administração da Silva aumentou seus gastos, gerou superávit, fez o maior drama por conta de uma CPMF (IPMF), dentre outras…

A Escolha Pública nos ensina que não é preciso ter uma ditadura para que o governo destrua a economia. As evidências empíricas, lamentavelmente, nunca me decepcionam.

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Política externa e interna…

Quando os furacões assolaram o Caribe, as doações do governo Lula para Cuba, na forma de alimentos, medicamentos e materiais diversos, superaram os R$ 50 milhões, apenas pelo que foi publicado na imprensa, pois tudo o que se relaciona ao império comunista da dinastia Castro reveste-se do maior sigilo. Em arroz foram enviadas 15 mil toneladas, a um custo de R$ 30 milhões. Boeings desceram em Havana carregados de doações. Lula, que saiu até atrás de navio espanhol para levar alimentos para Cuba, ainda não disse quantos milhões enviará para reconstruir o estado de Santa Catarina, devastado pelas chuvas, com número de mortos que já chega à casa de meia centena de cidadãos brasileiros. O site do PT, à época dos furacões, trombeteou condoído que morreram sete pessoas na ilha, “o que para Cuba era muito”. Para o PT, que até agora fez apenas os discursos de praxe, é muito ou pouco os 49 mortos em Santa Catarina? Se Cuba recebeu R$ 50 milhões, quanto Santa Catarina merece? Hoje, no Café com o Presidente, Lula falou de etanol e não dirigiu uma só palavra para os catarinenses. A ilha de Lula é Cuba, não devemos esquecer.

Dica do Coronel.

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Democracia do Fóro de São Paulo, Chávez e 10 perguntas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou no sábado, 8, que pode colocar tanques nas ruas do Estado de Carabobo se a oposição vencer as eleições regionais que acontecem no dia 23 de novembro.

Pergunte ao seu professor:

1. O que Obama pensa sobre isto?

2. Por que os militantes dos partidos socialistas dizem que Chávez não é uma ameaça à democracia?

3. Por que os jornalistas de tendências não-liberais insistem em elogiar o presidente da Venezuela?

4. Como você, leitor, compatibiliza sua admiração pelo socialismo com a prática do mesmo?

5. Qual a importância de uma declaração como esta no contexto latino-americano atual?

6. O que é o Fóro de São Paulo, qual a participação brasileira no mesmo, e qual a relação com presidentes como Chávez, Morales e Correia?

7. Como o Itamaraty tem reagido a declarações como esta? Você acha que nosso corpo diplomático e nosso serviço de inteligência, a ABIN, preocupam-se com o surgimento de ditaduras próximas às fronteiras brasileiras?

8. Usar uma camisa com o rosto de Che Guevara, falar de liberdade e direitos civis e apoiar governos e projetos como os de Chávez são atividades logicamente compatíveis? Qual o papel da doutrinação ideológica nisto?

9. Você já ouviu falar no Khmer Vermelho e em como implantaram o sonho socialista?

10. Norberto Bobbio, muito divulgado pela esquerda nos anos 80, obviamente interessada em se mostrar menos hard e mais light, hoje nem é lembrado pela mesma esquerda. Foi trocado por Gramsci. Analise esta troca no contexto das declarações recentes do presidente bolivariano.

Dicas:

1. O texto citado neste post.

2. FARC.

3. Nativismo latino-americano como instrumento de manobra das massas.

4. Os perigos da petrocracia.

5. A inflação como fator polarizador do discurso bolivariano.

6. Existe liberalismo na América Latina?

7. O socialismo bolivariano na agricultura venezuelana.

8. Controle dos meios de comunicação na Venezuela.

9. Grupos de extermínio bolivarianos e a oposição: assassinato ou crime político?

10. O surgimento de um estranho país: Cuba-Venezuela.

11. Imperialismo bolivariano na América Latina.