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Ainda a querela…- parte 2

Este outro artigo é do Atlantic Economic Journal, de 2013.

Why Do Politicians Implement Central Bank Independence Reforms?

Sven-Olov Daunfeldt & Jörgen Hellström & Mats Landström

Published online: 11 September 2013

Abstract – The purpose of this paper is to investigate why politicians around the world have chosen to give up power to independent central banks, thereby reducing their ability to fine-tune the economy. A new data-set covering 132 countries, of which 86 countries had implemented such reforms, was collected. Politicians in non-OECD countries were more likely to delegate power to independent central banks if their country has been characterized by a high variability in historical inflation and if they faced a high probability of being replaced. No such effects were found for OECD countries.

Veja, este artigo já levanta outro ponto interessante que também envolve instituições, no caso, o jogo político em um país. A pergunta é muito boa: o que leva políticos – que adoram a senhoriagem – a buscarem bancos centrais independentes (em seu país, não via câmbio fixo, que é sempre uma opção, como nos ensina a história do Plano Real)? Basta que a inflação esteja destruindo a economia do país e, pronto, eles adorarão isto.

Tal e qual a bizarra candidata que, no passado, defendia a autonomia do Banco Central e, hoje, não a quer e ainda acusa a oposição de ser “cúmplice dos banqueiros”. Ou melhor, nem tal e qual assim porque a inflação está subindo agora. Ou seja, a candidata não segue a média dos políticos que vemos na literatura. Neste caso, faz o oposto. Bem, eu ficaria preocupado…

 

 

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Deixem o BC trabalhar

Agora os burocratas ensaiam dar pitacos no trabalho alheio. Vou dizer uma coisa simples, que qualquer um entende: você tem um carro. O carro, contudo, não está legalmente no seu nome. Aí alguém vem em toma seu carro. Nem adianta chorar e culpar o neoliberalismo (ou a herança maldita): o carro não estava legalmente no seu nome. Ponto.

Há muita gente que diz – quase berra – que o importante é que o Banco Central seja independente de fato, não necessariamente de papel passado. Volte ao parágrafo anterior.

Claro, há também gente que acha bonito (normalmente dizem “democrático”) o burocrata da secretária da minhoca do Tamanduá no rabo do mosquito dar palpite em política monetária. De fato, ele pode palpitar. O que não pode é ameaçar a política monetária com seus palpites. E é isto, justamente, o que acontece quando você não tem independência legal. Se o governo é ocupado por gente inteligente, o risco é menor. Mas depender da inteligência dos burocratas é como dar um tiro no escuro.