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Economistas possuem algum impacto no mundo real? Sim. Veja a discussão do Uber

De quando em vez alguns economistas publicam textos masoquistas (não que não tenham razão, ok?) sobre “a falta de influência…dos economistas em políticas públicas”. Bom, parece que as coisas estão mudando um pouco (veja este texto) de uns anos para cá.

Além disso, claro, novos modelos teóricos dificilmente alcançam as políticas públicas instantaneamente por motivos óbvios. Mas na área de Law & Economics (no Brasil, ver a ABDE, a AMDE, o IDERS e a ADEPAR, por exemplo), as coisas são distintas. Veja, por exemplo, o caso do Uber na cidade do Rio de Janeiro. Os argumentos do João e do Vinícius – além de muito bem escritos no texto – foram usados em recente decisão judicial que proíbe a prefeitura do Rio de Janeiro de multar (neoludismo?) os motoristas de Uber.

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“Nada de Uber na minha cidade! Multa na qualidade! Vamos subdesenvolver o país!”

A propósito, o prof. Luciano Timm, pelo qual fiquei sabendo da decisão, também me chama a atenção para o impacto da concorrência do Uber sobre os taxistas: melhoria da qualidade. Veja só, leitor(a), como a lógica econômica simples continua correta: a concorrência gera tensões mas o final da história é um ganho para a maior parte da sociedade (eu diria que um efeito pouco apreciado é a melhor educação, maior cortesia e melhoria no atendimento dos taxistas). A opção de sucumbir às pressões dos taxistas – muitas vezes violenta, absurda e primitiva (mas sabemos que nem todos se comportam como animais selvagens) – não nos levaria a este resultado.

João e Vinícius estão de parabéns, não estão? E você, aluno(a) de Economia, que achava que seu curso só servia para fazer gráficos do PIB para seu tio do banco de investimentos ou para você pendurar um diploma na parede, viu só? Você pode ter relevância sim. Basta estudar e estar atento. Aliás, estudar pode melhorar, empiricamente falando, sua vida em muitos aspectos.

p.s. Sim, a mesma teoria econômica mainstreamortodoxa, que alguns adoram criticar (sem entendê-la direito), esta que você estuda em bons cursos, é a teoria que explica porque seu professor marxista adora andar de Uber e reclama do mau atendimento em táxis e outros serviços. Não, não é o valor-trabalho, sorry.

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Lá vamos nós de novo submeter artigos?

Como Diretor Científico da AMDE, não posso deixar de divulgar:

Chamada para submissões

O VII Congresso da Associação Mineira de Direito e Economia ocorrerá nos dias 25 e 26 de maio de 2015, na Faculdade Arnaldo, em Belo Horizonte, MG.

Os interessados estão convidados a enviar trabalhos para apreciação pelo comitê científico. Solicita-se o encaminhamento por via eletrônica do texto final ou de resumo, neste caso, com o máximo de 500 palavras até o dia 31 de março de 2015.

O processo de submissão deverá ser feito única e exclusivamente por meio do portal de Congressos da AMDE (www.congresso.amde.org.br/). O autor deverá se cadastrar no portal para realizar sua submissão.

Serão admitidos trabalhos em português, inglês e espanhol.

Os trabalhos devem também incluir um resumo em inglês; termos do assunto (palavras chaves); Classificação JEL; dados pessoas para contato, incluindo nome completo do autor, email, telefone, endereço e posição acadêmica ou profissional.

Áreas:

Behavior Law and Economics
Direito Administrativo
Direito Contratual
Direito do Trabalho
Direito e Economia Geral
Direito Concursal e Falimentar
Direito Internacional
Direito Penal
Direito Processual Civil e Arbitragem
Direito Societário e Mercado de Valores Mobiliários
Direito Tributário
Direitos de Propriedade
Legislação Antitruste
Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Lei
Responsabilidade Civil

Demais informações sobre o evento poderão ser encontradas no site www.congresso.amde.org.br.

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O VI Congresso da AMDE – últimos comentários

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Professor Cristiano reflete sobre cervos e iluministas franceses.

A Academia é um local fascinante porque é como a vida da gente. Assim, a ‘fascinação’ é uma mistura nem sempre trivial de frustração, alegria, vaidade(s) e esforço. Os Congressos da AMDE são uma oportunidade única de se vivenciar a melhor parte disto tudo. Por que?

Porque tem Economia e Direito interagindo. Isto significa que há temos desconhecidos para ambos e isto ajuda a quebrar vaidades. Alguns não suportam isto, fogem e não voltam. Ainda bem. Outros gostam, curtem e se superam. Ainda bem também.

Obviamente, como lembrou a Luciana Yeung na palestra do final da manhã de ontem, há tensões como as de economistas que não gostam de análises quantitativas que não envolvam a mais sofisticada econometria. Há que se debater, claro, o que seria a mais sofisticada dita cuja, mas há análises em que não é possível, por limitações dos dados, aplicar-se o último estimador inventado.

O contato com o Direito, inclusive, traz esta premência da realidade: não podemos esperar para sempre e, portanto, pesquisa aplicada é sempre incompleta porque sempre em um momento desta escalada rumo à menor imperfeição possível. É a vida e, como eu disse, a vida é um interessante amálgama – segundo alguns, uma orgia com Códigos de Hamurabi fálicos e big data abundantes, mas voltemos ao tema – que sempre vejo vivo em congressos acadêmicos.

Ronald Hillbrecht me lembra de alguém, acho que o falecido Coase, que dizia que o mais interessante da Ciência Econômica tem sido desenvolvido fora dos departamentos de Economia. Eu discordo parcialmente, mas vejo muitas evidências disto quando vejo os trabalhos apresentados nos grupos de trabalho destes congressos. Tem muita coisa preliminar – e me incomoda a demora com que o preliminar ainda é preliminar – mas o importante é que o bom vírus do progresso científico contaminou alguns profissionais do Direito e alguns economistas.

O Congresso, desta vez, não foi abraçado por muita gente. A divulgação foi precária? Não sei. Mas a tal juventude, que tanto dizem ser interessada em interdisciplinaridade ou em pesquisas não compareceu. Tal como o “gigante que despertou em 2013 e sumiu em 2014”, muita gente não apareceu para se divertir. Nem todos são interessados no tema, claro e nem tudo que há em Congressos assim é do interesse. Mas, como já disse em outras ocasiões, só melhoramos a qualidade do ensino – e do aprendizado – quando nos deparamos humildemente com o que nos é, até então, desconhecido.

Em alguma palestra, acho que a do Ivo, ele perguntou quantos faziam Economia. Levantei o braço. Depois ele perguntou quantos estavam perdidos. Levantei de novo. Claro, ele exclamou: “- Você é um economista e está perdido”. Pouca gente entendeu exatamente a piada. Ou melhor, muita gente entendeu a parte superficial da piada mas eu e ele e mais alguns entendemos o significado sutil da minha auto-ironia: estou sempre perdido porque sempre estudando e tentando aprender. Não é assim que estamos todos?

Até o ano que vem.

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Alunos se perguntam sobre o que estavam fazendo ali, de barriga vazia.
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Ainda o VI Congresso da AMDE

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Taí um profissional que merece ser citado pelos comentários dos meus alunos e também pelos alunos do Direito que estiveram presentes em sua palestra. O prof. Ivo Gico tem sido uma presença constante na ABDE e na AMDE. Foi editor da revista da ABDE por um bom tempo também e, devo dizer, tem feito um notável trabalho de intermediação entre o vocabulário impenetrável do Direito (um dia alguém fará um estudo sobre barreiras à entrada e o “direitês”…) e o maravilhoso (ahá!) vocabulário econômico.

Ontem, inclusive, mostrou a força da evidência empírica ao responder um pergunta, convidando o questionador a lhe mostrar exemplos (a força da tecnologia veio com o prof. Satiro, e sua conexão wireless, logo encontrando-os em poucos minutos). Didaticamente, mostrou onde estava o erro da pergunta e todos aprendemos um pouco mais sobre contratos.

Faltava mencioná-lo aqui. Logo mais, comentários finais sobre o VI Congresso.

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VI Congresso da AMDE

Amanhã começa o VI Congresso. Nomes de primeira linha não faltam. Nos grupos de trabalho, o time do PPGOM está representado por Gustavo Frio e Daniel Uhr e também por Renata Cardoso, o mesmo Daniel e Julia Uhr. Dá-lhe PPGOM!

Aliás, quanto a este artigo, veja o resumo:

Teoria econômica do casamento, evidências das características socioeconômicas e do comportamento saudável sobre o estado civil dos brasileiros
Considerando os inúmeros impactos que os padrões conjugais trazem à sociedade e a relevância das famílias no contexto econômico, testamos a teoria econômica do casamento, verificando de que forma características socioeconômicas e de saúde, afetam o estado civil dos brasileiros. O método utilizado foi o semi-paramétrico(probit), aplicado sobre os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano de 2008, que apresenta como suplemento, informações sobre o tabagismo e a saúde dos brasileiros. Os principais resultados mostram que hábitos de fumo, ter depressão, asma, fazer hemodiálise, morar com a sogra, morar na zona urbana ou metropolitana, afetam negativamente a estabilidade do matrimonio. Já, ter filhos pequenos, elevação da renda, aumento da escolaridade, afetam positivamente a estabilidade da união. Participar das tarefas domésticas, para as mulheres, tem sempre efeito positivo na estabilidade da união, diferente do resultado obtido na análise para os homens. (grifos meus)

Curioso, não? Mas duvido que minha esposa queira levar a sério as evidências científicas e vai se agarrar ao preconceito de que homem tem que participar de tarefas domésticas (tsc, tsc, tsc, você acreditou mesmo?)…

O Congresso, como sempre, promete. Ah sim, corre lá que ainda há vagas!

UPDATE: Este artigo me lembra isto.

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Revista da AMDE – dois números publicados (e não se esqueça do Congresso!)

Graças ao excepcional trabalho da Christiane e do Alexandre, temos dois novos volumes da Revista da AMDE publicados. Os dois são referentes ao ano de 2013 (n.9 e 10).

Quem conhece um pouco de Law & Economics sabe que esta revista é o espaço para publicação de pesquisas científicas na área. Estávamos atrasados com a revista e, finalmente, conseguimos colocá-la em dia.

Não custa lembrar que o Congresso Mineiro da AMDE está no período final de submissões (fechamento em 31 de maio).

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Incentivos e um pouco sobre bons “journals”

Os trabalhos mais interessantes em Economia, para mim, não estão no Quarterly ou no AER ou na Econometrica. Claro que há muita coisa importante lá, mas aplicações interessantes de economia ou econometria aparecem sempre em alguns journals menos considerados pelo radar hard science. Por exemplo, o excelente Cliometrica. Veja só que artigo bacana este sobre incentivos no século XVI.

Outro journal que aprecio muito é o Journal of Law & Economics (e seus parentes nacionais: o journal da AMDE e o da UCB). Há também o Economics and Human Biology, cuja ligação com a História Econômica é, hoje em dia, mais do que conhecida e, arrisco dizer, óbvia.

Claro, há os pequenos comunicados de resultados de pesquisa como o Economics Bulletin, com resultados de trabalhos sempre interessantes, não necessariamente ligados a um único tema. Neste sentido, também é bacana acompanhar os journals de econometria aplicada (fui “acusado”, no V Congresso da AMDE,  de não me interessar mais por Teoria Econômica e sim por Econometria Aplicada pelo malandrão do Ronald). Assim, melhor do que o R Journal, só mesmo o Journal of Statistical Software.

Bem, vamos lá ler um pouco.

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Por que você deveria ir ao 4o Congresso da AMDE?

Há vários motivos. Vou dar alguns exemplos:

1. A inscrição, para alunos do Ibmec, é muito barata.

2. Você poderá assistir palestras ótimas. Alguns exemplos: Jorge V. Monteiro (pai da Escolha Pública no Brasil), Ronald O. Hillbrecht (um dos melhores pesquisadores de economia monetária com instituições) e Bernardo P.M. Mueller (um baita estudioso de Escolha Pública e New Institutional Economics). Todos os três dizem algo sobre Escolha Pública (Public Choice) que você certamente gostaria de ouvir.

3. Há ótimos professores que têm estudado a interação de Direito e Economia (Law and Economics) como o prof. Luciano B. Timm, Ivo Gico Jr, dentre outros.

4. Há ótimos grupos de trabalho e quase todos os artigos já estão disponíveis para download. Ou seja, você pode ler antes e ir para o debate preparado. Temos temos os mais diversos. Confira aqui.

5. Alguns ótimos professores estarão no lançamento do novo livro organizado pelo prof. Timm. Por exemplo, quer um autógrafo do Ari? Apareça lá.

A programação completa está aqui. Note que não se aceita inscrição nos dias do evento!

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II Seminário Internacional de Direito Econômico e Análise Econômica do Direito / III Congresso da Associação Mineira de Direito e Economia

O nome é imenso e eu só ia colocar a programação aqui. Mas, ok, aí vai um pouco de texto para melhorar a estética do post.

PROGRAMA

Dia 18 de maio (Quarta-feira)
17:30 – 19:00
Credenciamento

Mesa de abertura:
Joaquim Carlos Salgado (Diretor da FDUFMG)
Alexandre Bueno Cateb (AMDE)
Amanda Flávio de Oliveira (UFMG)
Fabiano Teodoro de Rezende Lara (UFMG e IBMEC/MG)

19:00 – 20:30
Função social x Responsabilidade social: uma análise econômica do direito de empresa
Alexandre Bueno Cateb – AMDE – FDMC

Dia 19 de maio (Quinta-feira)

08:00 – 09:45 – PALESTRAS
Presidente de mesa: Professor Doutor Giovanni Clark – FDUFMG e PUC/MG

Análise econômica do direito do consumidor e períodos de recessão econômica
Amanda Flávio de Oliveira – UFMG

Responsabilidade Objetiva do Fornecedor: uma abordagem juseconômica
Ivo Gico Júnior – UCB

09:45 – 10:00 – Intervalo
10:00 – 11:30 – PALESTRAS
Presidente de mesa: Desembargador Joaquim Herculano Rodrigues – Presidente da EJEF

Análise econômica do direito da empresa na Constituição Federal
Eduardo Goulart Pimenta – UFMG e PUC/MG

Técnicas de pesquisa de campo em economia do crime: um guia do que você deve fazer para conseguir seus dados ‘sem levar bala
Pery Francisco Assis Shikida – UNIOESTE/PR

14:00 – 15:30 – PALESTRAS
Presidente de Mesa: Mateus Simões de Almeida – FMC

Quando a Tropa de Elite encontra a Análise Econômica do Direito: uma Introdução à Economia do Conflito
Claudio Shikida – IBMEC/MG

Teoria da decisão tributária
Cristiano Rosa de Carvalho – UNISINOS

16:00 – 18:30 – GRUPOS DE TRABALHOS
Grupo de Trabalho 1-Sala 1601 – Prédio 2
Presidente de mesa: Daniel Firmato de Almeida Glória – FUMEC/UNI-BH

Direito, pobreza e meio ambiente – Guilherme Nacif de Faria
Análise econômica do direito: seu discurso na Teoria Geral do Direito – Everton das Neves Gonçalves
Lesión y justicia distributiva – Bradson Camelo, Péricles Athayde Filho
Análise dos cursos de graduação em Economia e Direito do Estado do Rio Grande do Sul no que tange a inclusão da disciplina multidisciplinar de Direito e Economia – Michelle Beatriz de Salles da Silva, Romário de Souza Gollo, Pedro Henrique Cesar de Espindola

Grupo de Trabalho 2-Sala 1602 – Prédio 2
Presidente de mesa: Bernardo Gonçalves Fernandes – UFMG

Políticas públicas ambientais e desenvolvimento econômico: possíveis impactos concorrenciais nos mercados afetados – Gustavo Flausino Coelho, Pedro Henrique Ramos Prado Vasques
O REPETRO – Regime aduaneiro especial de exportação e importações de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e gás natural – e a indústria do petróleo – Diego Varela Ribeiro, Daniel Damasceno Bulhões, Yanko Marcius de Alencar Xavier
A Petrobrás e sua política ambiental: programa efetivo ou publicidade verde? – André Rodrigues Fabrício, Aron Abrahão Moreira
Análise das implicações econômicas e legais em face da adição de receitas fiscais no contexto de exploração da camada pré-sal – Daniel Bruno Damasceno Bulhões, Diego Varela Ribeiro

19:00 – 20:30 – PALESTRAS
Presidente de mesa: Professor Doutor João Bosco Leopoldino da Fonseca – UFMG

Contrato de seguro de responsabilidade civil e a AED
Maurício Andere von Bruck Lacerda – FMU

Cooperação nos contratos de colaboração: uma perspectiva para o desenvolvimento econômico
Márcia Carla Ribeiro – UFPR e PUCPR

Dia 20 de maio (Sexta-feira)

08:00 – 09:45 – PALESTRAS
Presidente de mesa: Professora Doutora Isabel Vaz – UFMG

Política concorrencial e intervenções antitruste: algumas reflexões a partir de teorias da firma
Ricardo Ruiz – UFMG e Conselheiro do CADE

Análise econômica do direito e a proteção da concorrência
Fabiano Teodoro de Rezende Lara – UFMG/IBMEC

09:45 – 10:00 – Intervalo
10:00 – 11:30 – PALESTRA
Presidente de mesa: Maria Celeste Morais Guimarães – FMC

Função social da propriedade no Brasil: uma abordagem de L&E
César Costa Alves de Mattos – Câmara dos Deputados

Morosidade da justiça cível no Brasil: uma perspectiva de Law and Economics
Luciano Benetti Timm – UNISINOS

14:00 – 16:00 – GRUPOS DE TRABALHOS
Grupo de Trabalho 3 – Sala 1601 – Prédio 2
Presidente de mesa: Marcelo Andrade Feres – UFMG

Manutenção de preço de revenda no direito concorrencial brasileiro – Gustavo Flausino Coelho, Bruno Dario Werneck, Ricardo Villela Mafra Alves da Silva
O controle de atos de concentração no Brasil: críticas e soluções – João Francisco Menegol Guarisse
Desenvolvimento pela concorrência? Uma análise das recentes iniciativas dos países BRIC no âmbito do direito antitruste – João Francisco Menegol Guarisse
Os diversos formatos da relação entre direito e economia no âmbito da concorrência – Daniella Barcellos Rocha

Grupo de Trabalho 4 – Sala 1602 – Prédio 2
Presidente de mesa: Rodrigo Almeida Magalhães – UFMG e PUC/MG

Análise comparativa do direito contratual norte americano e brasileiro e suas implicações para a análise econômica do direito: uma visão inicial – Bradson Camelo, Marina Lemos Pires
Contratos de distribuição de veículos: uma interpretação à luz da análise econômica do direito – Taís Cruz Habibe
A Regulação nos serviços de planos de saúde sob a ótica do direito & economia – Sílvia Mechelany Veloso
A responsabilidade ilimitada do empresário individual e o Efeito Peltzman – Cristiano Cardoso Dias

16:30 – 18:30 – GRUPOS DE TRABALHOS
Grupo de Trabalho 5 – Sala 1601 – Prédio 2
Presidente de mesa: Amaury Soier – Newton Paiva

Da impossibilidade de modulação de efeitos [contra os contribuintes] em matéria tributária – Luciana Bastos Rodarte, Bruno Sartori de Carvalho Barbosa
A concessão de benefícios fiscais condicionados e por prazo certo via Medidas Provisórias: a questão da caducidade e direito adquirido – Luciana Bastos Rodarte, Bruno Sartori de Carvalho Barbosa
Direito, Política e Economia: Tributação e as possibilidades da Análise Econômica – Tadeu Henriques Jr
Conjuntura internacional e seguridade social: uma análise do Brasil, Estados Unidos e Europa – Cássia Carolina Borges da Silva

Grupo de Trabalho 6 – Sala 1602 – Prédio 2
Presidente de mesa: Moema Augusta Soares de Castro – UFMG

Responsabilidade civil do árbitro – entre a imunidade e o dever de indenizar – Rafael Abreu
Análise econômica dos direitos de propriedade intelectual no Brasil – Renato Dolabella Melo
Mais um desafio para o Brasil na Copa do Mundo de 2014: a proteção da propriedade intelectual – Gabriela Salazar Silva Pinto
Observando observações: uma perspectiva sociológica sobre as limitações e possibilidades da Análise Econômica do Direito – Tadeu Henriques Jr

19:00 – CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO:
Presidente de Mesa: Fabiano Teodoro de Rezende Lara – UFMG/IBMEC

Palestra: Novos desafios da Análise Econômica do Direito.
Professor Fernando Araújo – Professor Catedrático da Universidade de Lisboa – PORTUGAL.

Mesa de encerramento:
Joaquim Carlos Salgado
Fabiano Teodoro de Rezende Lara
Amanda Flávio de Oliveira
Alexandre Bueno Cateb

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Associação Brasileira de Direito e Economia

Ano passado apresentei um artigo na ALACDE. Este ano, na ABDE. A impressão que eu tenho é que a coisa só melhora. Por um lado foi bom rever Pery e Giacomo. Por outro, conhecer o Bruno Salama pessoalmente, Ivo e uma turma de estudantes de Direito (mestrado/doutorado) que, em Minas Gerais, já se dedica a estudar o tema é algo realmente fascinante.

O mais exótico é ser chamado por alguém (digo, alguém importante), no intervalo, que te conhece pelo blog (e gosta do dito blog). A profa Rachel é uma simpatia, leitor.

Foi realmente um belo encontro com debates interessantes e com uma chamada muito boa do Ivo sobre a importância de se construir uma ponte (lexicográfica?) entre Direito e Economia.

O que é engraçado nesta história e você encontrar gente que conhece seu primo e te pergunta se você é primo dele. Bem, é engraçado para mim e para o Pery, já que a pergunta ocorre para os dois e não há consenso sobre qual dos dois é mais famoso…

Em Minas, quem trabalha com esta área não pode deixar de visitar esta página.

p.s. comprei o livro organizado pelo Luciano Timm sobre o tema. Muito interessante. Sinceramente, espero que a convergência aumente e se torne mais do que um encontro. Digo, que as pessoas realmente passem a pensar os problemas do mundo real com law and economics.

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Direito e Economia

Esta semana houve por aqui uma série de palestras de um povo que pretende cultivar Law & Economics em Minas Gerais. Mas se você quer um exemplo de um estudo típico da área, eis um belo exemplo.

A Economia da arbitragem: Escolha racional e geração de valor (with Antonio Celso Pugliese)
Bruno Meyerhof Salama
Abstract
This article examines the institute of arbitration and its relationship with court activities from the perspective of transactions costs. Its objective is to show how arbitration can reduce the transactions costs in a certain normative environment and contribute to institutional improvement. The costs related to the use arbitration and court proceedings work like a price mechanism: the bigger the cost, the lower the demand (and vice-versa). The institute of arbitration can potentially engender a reduction of transactions costs because of (a) the relative quickness with which it is carried out, (b) the relative neutrality of arbiters, and (c) the specialization of arbiters. Moreover, the use of arbitration can create better incentives for the fulfillment of contractual promises. This is so because the use of an arbitration clause in a contract allows the parties to regulate the normative environment to which they will be bound in case of a dispute. The lack of clarity about the lawfulness of arbitration proceedings increases the transactions costs imposed by the normative framework. Higher levels of uncertainty create incentives for the individuals to change thei negotiating patterns or simply to reduce their participation in economic activities, thereby reducing the potential for generating wealth for society.

Creio que qualquer um interessado no tema deva ter aparecido no seminário citado (eu não pude ir. Irônico, não?). Na verdade, eu nem acho que Direito e Economia seja uma área. Ela é mais uma das linhas de pesquisa que se encontra sob o guarda-chuva do que poderíamos chamar de “Teoria Geral dos Incentivos”.

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Ainda a AMDE e a Teoria Econômica do Direito

Em comentário ao meu anúncio sobre a nova AMDE, no qual eu me perguntava se haveria esperança de que víssemos algo próximo da Teoria Econômica do Direito, seu presidente fez bons esclarecimentos que merecem reprodução integral:

Há esperança sim! Explico:

1. Estamos à procura de outros economistas mineiros que desejam se unir aos advogados e estudantes de direito que se uniram para fundar a AMDE. Já temos alguns na associação, mas eles não aparecem porque, como dito, a página só está fazendo referência aos fundadores (todos advogados, porque nós vivemos em luta com os economistas… rs…). A próxima versão da página terá também os demais associados.

2. O conteúdo da “biblioteca”, por enquanto, foi só um teste. O site foi colocado no ar às pressas, com poucos textos que estavam à mão. Mas contribuições são, evidentemente, muito benvindas (ou bem-vindas? Não sei mais falar o português do Lula, depois da reforma ortográfica… Desculpe-me!)

3. Só publicamos na “biblioteca”, por enquanto, textos de autoria dos próprios associados. Em breve, queremos publicar textos ou links de outros (Cooter, Shavell, Posner, Williamson, além de outros autores que nos autorizem a divulgar suas obras no site).

Por fim, um agradecimento: obrigado pela menção da AMDE, recentemente criada (ainda nem cobramos a primeira anuidade dos associados). E também um convite: se você é mineiro ou está em MG, procure a AMDE e venha agregar valor ao nosso trabalho de divulgação da análise econômica do direito.

Alexandre Bueno Cateb (Presidente da AMDE)