A barbárie

Castro, Chavez, Assad e outros “caros amigos” da diplomacia do sr. da Silva não são exatamente compatíveis com o que eu acho ideal para a imagem do Brasil mas…claro, eu não sou socialista. Nunca disse que as necessidades de poucos deveriam ficar de quatro para as de muitos…

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Finalmente alguém faz uma piada sobre o sr. da Silva

Claro que não chega ao humor ácido de um Little Bush, mas é muito bom. Pena que a gente que mente tentou esconder o vídeo, seguindo sua tradicional luta pela democracia – iniciada pacificamente no Araguaia, quando queriam substituir a ditadura militar pela ditadura militar de esquerda – mas eis que os amantes da democracia e do bom humor deztepaíz deram um jeitinho brasileiro de arrumar o link do video.

O Brasil, em resumo

Uma começa assim:

Tenho lido e ouvido muitos argumentos sobre a corrupção e desfaçatez da política brasileira que podem cair na mesma paralisia que condenam. É verdade que ver a absolvição de Sarney por seus colegas graças às manobras lulistas soa como o último prego no caixão da moribunda vida pública brasileira, além de perfurar as remanescentes alegações de que o PT é um partido com ética e programa (como tantos articulistas escreveram durante tantos anos e alguns até agora não querem enxergar ou então se comportam como traídos); e é verdade que, como eu disse recentemente, o PSDB segue nulo, sem moral nenhuma para se opor aos descalabros, porque também sempre cevou as oligarquias e porque nomes como Eduardo Azeredo, Arthur Virgilio e Yeda Crusius esbanjam semelhanças, para dizer o mínimo. Mas ignorar as perspectivas e nuances não ajuda nada. Ou sabemos o que não queremos ou nos restará assistir ao velório.

Outro trecho:

Não estou falando apenas que as autoridades, sendo líderes (em tese), são obrigadas a dar o exemplo, como Creonte. Exigir moralidade não é udenismo ou pequeno-burguesismo, ou não deveria ser. É uma parte fundamental daquilo que define uma democracia republicana: a possibilidade de controlar o poder, de monitorá-lo e limitá-lo, por meio de imprensa livre, direitos de cidadania, associações e instituições independentes, e não só de escolhas eleitorais (tanto é que na maioria dos países o voto não é obrigatório).

A outra diz o que eu já desconfiava:

Nada será assumido publicamente por ora, mas, nos bastidores do congresso partidário que termina amanhã em São Paulo, as principais lideranças do PSOL dão como provável a candidatura de Heloísa Helena ao Senado e como bastante possível o apoio da sigla a Marina Silva, que deverá disputar o Planalto pelo PV.

Ou seja, é importante pensar sobre a política com um pouco mais de inteligência e, sim, estes movimentos dos aliados do presidente da Silva são no sentido de ocupar todo o horário eleitoral com a famigerada democracia socialista: só candidatos…socialistas. Assim, seguimos em mais uma eleição sem uma verdadeira pluralidade de opções em termos de programas de governo e/ou ideologias. Não há um candidato liberal, por exemplo. Nada de opção. Ou você escolhe os pseudo-éticos ou os tresloucados. Já está suficientemente ruim para mim.

A função do governo é escolher quem pode ser salvo?

Parece que sim. A propósito, o maior concorrente dos livros norte-americanos de coletâneas do Bushismo acaba de ser lançado, para a tristeza dos bolivarianos brasileiros.

A propósito, se é bom salvar empresas, deveríamos, antes de mais nada, quebrá-las cada vez mais, não?

Paquera a ALBA, não assume, mas rejeita a OCDE

Eis o resumo do que parece ser a esquizofrênica política marxista-liberal da administração da Silva nos últimos quatro anos de governo. Os comentários do Paulo são pertinentes. Já a justificativa para não aderir à OCDE e assumir um papel mais responsável perante o mundo é um tanto quanto sofrível.  Note, principalmente, a falta de sentido, lógica e bom senso na segunda justificativa que parece ter saído da porta de sindicato em época de greve. Lamentavelmente, saiu da porta de um ministério.

Liberdade de expressão

Este breve relato mostra que os liberais realmente são indesejados na América Latina. Afinal, ir à Igreja é sempre, como sabemos do discurso do “líder-estudantil-que-não-estuda-porque-está-na-passeata”, Igreja é coisa de “elite católica opressora”.

Se você ainda acha que os porta-vozes da diplomacia do presidente da Silva e aliados estão com a razão ao apoiarem os vizinhos bolivarianos, então certamente você não vê problemas em perseguições políticas também.

Um discurso repleto de mentiras repetido muitas vezes, acho que disse Goebbels, torna-se verdade. O leitor deve ter cuidado com o que ouve. Talvez eu esteja mentindo. Talvez a oposição venezuelana esteja mentindo. Talvez o presidente esteja mentindo. Como você sai deste imbróglio? Só mesmo estudando e criando algum discernimento.

Não há como recomendar uns “dez passos para a auto-iluminação”: você vai errar, achar que tal blogueiro é bacana e o outro é um crápula, depois poderá até mudar de idéia e perceber que foi enganado. E assim vai. Só temos que combinar uma coisa: tente não ficar na nuvem da ilusão na hora em que o autoritarismo estiver em seu momento crucial de implantação no Brasil. Senão, este processo todo cessa e a “iluminação” virá de gente que acha que sabe o que é melhor para você.

A economia política da Petrobras

Lamentável, lamentável. Resumo da ópera: a turma do PAC e do suposto mensalão adianta um outro apagão energético no Brasil. Tudo por conta do bolivarianismo light, aquele do “top-top” do influente membro do partido do presidente da Silva no Itamaraty, da política que dançou em comemoração à pizza e também do mesmo partido dos militantes que adoram doutrinar, não educar.

Gente, enfim, como qualquer outra caricatura de político que aparece nos sempre críticos artigos de cientistas políticos de esquerda como “coronéis”, “donos do poder” ou, quiçá, “neoliberais”.

Ano de eleição e os motivos originais

Por que o Bolsa-Família foi criado? Talvez alguém lá do Banco Mundial – o povo adora este tipo de programa – possa nos explicar. No que ele vai se transformar? Tenho até medo de responder. Ah, claro, o câncer do uso eleitoral pode causar a morte da democracia.

Existem poucas emissoras de rádio e TV por km2?

O sr. da Silva, desta vez, entregou-se: agora é certo, a prática de seu partido e sua trajetória pessoal o qualificam a ser um exemplo perfeito de rent-seeking em qualquer livro de economia. Eu sei que o pessoal da Ciência Política e da (S)ociologia (como diria Gaspari) levará um tempo para aceitar isto evocando algum tipo de conceito relacionado à sindicatos, obreirismo, personalidade carismática ou, claro, dialética (a “geléia” do marxismo).

Bem, pessoal, como diria o poeta Celso Furtado, a fantasia foi desfeita. Esbaldem-se.

Presidente irritadinho

Uma propaganda irritou o presidente. Do que ela trata? Do seu direito de poupar e do “direito” do governo alterar as regras da poupança quando lhe convém. O que irrita o sr. da Silva? Ser comparado com o presidente Collor. Talvez ele ignore o “mensalão” (onde estão os envolvidos?), mas não vejo nada demais na propaganda. Você anuncia que vai mexer na poupança, não diz como, e quer sair desta como “o cara” bacana? 

Péssimo. Além disso, como já lembrou o SB, gente que precisa, não usa o SUS. Ou seja, o sistema de saúde público não é confiável para as elites. Porque o seria a decisão pública sobre a poupança? Eis um problema de credibilidade política que sempre é usado por políticos de maneira irritante. Sobre credibilidade e ufanismo, aliás, leia isto.

Eu poderia estar na rua cheirando cola, estuprando sua mãe…mas estou aqui, ganhando meu dinheirinho honestamente

É uma forma de chantagem? Uma amiga minha, Ph.D. em ciência política, revoltava-se com esta estratégia. O que será que ela diria desta frase? Pode ser o título da manchete, mas parece muito mais um daqueles movimentos de forças (nada) ocultas que habitam os corredores do poder, em busca da destruição do valor da moeda, ou seja, que deseja criar mais inflação, sem se preocupar muito com as consequências. 

p.s. obviamente, se não se preocupa, é porque tem proteção contra a inflação em sua riqueza. Pobre que é pobre, por sua vez…