Dólares na cueca e os amigos dos amigos

Só falta dar prêmio para blogueiro alinhado. Depois desta…

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Bom livro para você

Você, que chegou aqui procurando “movimentos sociais” ou “socialismo real” (hoje, conhecido como bolivarianismo, graças a Chávez, sr. da Silva e Morales), certamente gostará deste livro. Não, não é a volta do idiota, é a vida de um sujeito que fez o que você queria fazer, mas nunca teve coragem para tanto: fugiu para a Coréia do Norte, o paraíso de Marx.

Recomendo como presente de Natal, mesmo que você tenha fé no materialismo histórico.

Great Moments of the Brazilian Left

A apresentação da denúncia na Itália não mata todas as curiosidades. Fica no ar, por exemplo, a atitude que deverá tomar a Polícia Federal brasileira caso a peça acusatória cite os nomes (ou pseudônimos, em alguns casos) de integrantes seus que usaram suas franquias institucionais para uma operação extra, remunerada, para interferir em uma disputa comercial. Mais ou menos como o árbitro de um jogo de futebol que mata a bola no peito e chuta para o gol de um dos times.

A tradutora/intérprete de Bernardini, Luciane Araújo, citou nomes incompletos de gente da PF como R. Menezes, Lessa, Godoy e Geraldo. Outros personagens mencionados nas conversas: o presidente da Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil), Sérgio Rosa; o ex-ministro Luiz Gushiken; o jornalista Paulo Henrique Amorim; o atual presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher; parlamentares petistas, como Ideli Salvati e até o juiz que cuidou do processo do Opportunity em Cayman, Kellog.

Boa parte desse grupo tinha por objetivo unicamente derrubar o obstáculo que os separava do comando da Brasil Telecom: o banqueiro Daniel Dantas. A meta foi alcançada quando o Citigroup, finalmente, retirou-o da gerência de seus fundos de investimento. Juntos, a multinacional italiana, o grande banco americano, os fundos de pensão, a Polícia Federal e uma das principais células do partido do governo, o PT, venceram a partida. Quanto custou, é possível que a justiça italiana responda em breve.

Clique no trecho acima para ler tudo.

O governo brasileiro é a favor dos spams

Achava que não pudesse existir coisa pior do que spam na minha caixa de e-mail. Pois hoje o governo me mostrou que, sim, existe: spam com mensagens analfabetas que eu pago para receber. Sintetizando a história, o governo resolveu colocar a “Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República” para trabalhar, e criou um pequeno e-mail que é mandado (contra a minha vontade, diga-se. Será que cabe um processo por spam?) para alguns órgãos federais. Não sei se todos os meus colegas do banco recebem, mas sei que, todo o santo dia, tanto no período de trabalho quanto agora no doutorado, está lá a propaganda na minha caixa postal.

Pois bem. Hoje, a mensagem se superou: não apenas eu recebo a mensagem contra a minha vontade, mas também descobri que a pessoa que escreve os textos, recebendo grana dos meus impostos, precisa de reforço na gramática. Além disso, o responsável pela revisão dos textos, que também é pago com o dinheiro dos meus impostos, deve precisar de um oculista. Tudo isto por causa do título da mensagem abaixo.

Se você chegou até aqui, não leu toda a mensagem do Ângelo. Pois bem, clique e leia. Há algum tempo eu pensei na relação entre o governo (aquele que deveria, lembra?, livrar-nos do temido empresário ganancioso gerador de falhas de mercado e de outras mazelas) e o “spam” (veja aqui e aqui). Bem, minha hipótese era um pouco distinta deste absurdo que relata o Ângelo mas, veja só como faz falta, agora, um setor privado cioso de suas liberdades e desejoso de exercer seus direitos e cumprir com seus deveres. Houvesse empresários e consumidores assim, em maioria, já haveria protestos contra o uso ilegal do “spam” por parte do único monopólio brasileiro na emissão de moeda e na criação de leis, o Estado.

E olha que a maioria dos membros do partido do sr. da Silva olha com antipatia as semi-independentes agências regulatórias e pedem por sua extinção e/ou substituição por um modelo bolivariano/socialista/estatizante.

Quanto aos jovens, bem, os ricos estão a tratar da matança dos pobres com seu consumo de drogas ilegais em detrimento do verdadeiro conhecimento, aquele obtido na escola. Os mais velhos, aqueles que deveriam dar o exemplo, acham que a escola deve não apenas instruir seus filhotes (mimados?) como também educá-los. Por sua vez, os professores, aqueles que deveriam apenas instruir e que ganharam o direito de doutrinar os filhotes dos consumidores, sob o cansaço do diretor da escola (ou sob seu beneplácito) com as infindáveis “diretrizes do iluminado ministério para o ensino nacional (e afins)”, deitam e rolam sob o comando de gente que acha que, afinal, um outro mundo é possível. Um no qual a liberdade individual é uma “coisa burguesa”.

Já vi este filme antes. Himmler e Guevara são dois jeitos de se mudar o mundo na visão deste povo. Obviamente, como o mundo não pode ser mudado conforme o desejo de dois grupos diferentes ao mesmo tempo, há concorrência entre estas visões e cada uma afirma, com juramento de padre católico progressista (embora isto, hoje em dia, tenha um tom perigosamente pedófilo), que o outro é que é o “feio, sujo e malvado”.

É a vida, eu sempre serei um cético…

Existe trabalho escravo?

Four Cuban sailors who jumped ship in Saint John citing brutal working conditions are now claiming refugee status.The sailors left the Greek-owned cargo ship Dimitra G docked at the New Brunswick port last Tuesday.

The men described poor working conditions on the ship, said interpreter Angel Negreira, with no heat or air conditioning.

“These people work a minimum of 84 hours a week. They have to work continuously.”

The men’s hands are covered in heavy calluses and torn skin. Their pay was between $2.50 to $3 per hour, Negreira said.

Aparentemente…existe.

Momentos gloriosos da esquerda brasileira

A Caixa Preta do MST

Sem-terra morto era funcionário da Funpar e recebia quase R$ 3 mil por mês. Que o MST é um movimento de vagabundos, bandidos e assassinos, todos sabiam. O que não sabíamos é que muitos deles têm sinecuras asseguradas na máquina pública. Esse caso no Paraná clama por uma investigação séria. Está na hora do ministério público investigar o desgoverno desse projeto do clown de caracas, o governador Requião.

Assino embaixo.

Por que quero ver Tropa de Elite?

Por causa deste excelente comentário. Destaco:

…o filme em si tem tolerância zero com a tal ambiguidade.

O que é é e o que não é nào é. Traficante é bandido. Quem faz negócio com traficante é bandido. Policial é bandido. O BOPE luta para flutuar acima da lama que virou a polícia, mas ainda assim não são nada mais que um bando de bandidos. A elite exerce a a sua culpa social e não consegue nada além de arder cada vez mais no inferno das boas intenções. É uma pedrada na vitrine da hipocrisia que se tornou o Brasil.

Se tem tolerância zero com a macunaímica posição do “não sei, tudo é relativo”, eu já gostei antes de ver. Realmente me parece um filme interessante. Numa época em que um presidente sofre impeachment por conta de um Fiat Elba e outro se mantém mesmo com um mensalão. Numa época em que assassinos são alçados à categoria de heróis por um governo que jurou fazer o oposto sob o beneplácito silêncio de líderes religiosos, talvez, sim, este filme seja uma boa chance de nos lembrar do grande problema que os socialistas bolivarianos querem que esqueçamos: no final do dia, a responsabilidade individual pertence apenas…ao indivíduo.

Quer viver em uma democracia?

No século XXI existe um único inimigo do seu direito de escolher que roupa vestir, onde morar ou quantos filhos ter: o socialismo. Infelizmente, para os sinceros utópicos, este é um fato. Sua roupagem atual tem duas tonalidades: a norte-coreano/cubana e a sino-bolivariana. Tal como em padrões monetários, o mau socialismo expulsa o bom socialismo, embora ambos sejam inferiores ao não-socialismo.

Assim, prevejo que o mau socialismo (Kim Jong Il e Fidel Castro) desaparecerá em breve. Contudo, as elites (sim, leitor, se você leu os livros escritos no cárcere por….Milovan Djilas, sabe do que falo) que governam estes países reagirão para não perderem seus privilégios, duramente conquistados sob um manto de discurso “social” ou “socialmente responsável” ou qualquer outro adjetivo que se queira dar a isto e adotarão a prática marginalista.

Como assim? Basta ver o que fazem todos os governos de centro-esquerda da América Latina. Note que, em respeito à esquerda anaeróbica, que vê Opus Dei e fascistas até entre militantes do PSDB, classifico o governo venezuelano e o brasileiro como de “centro”-esquerda: aos poucos aumentam o poder regulatório do Estado para além do ponto ótimo em termos das liberdades civis e econômicas, minando a importância da propriedade privada.

É um movimento menos brusco e mais, digamos, anestésico, do que a escravidão colonial. Naquela época, você simplesmente dizia ao negro que seu corpo não lhe pertencia e que você tinha os direitos de propriedade sobre ele (lembre-se como eram contabilizados os escravos pelos portugueses: em número de “peças” ou “cabeças”). Ao invés de fazer isto, você, primeiro, avança um discurso “social” e cria alguma indignação (além de doutrinar as crianças de forma lenta e gradual). Depois passa uma lei restritiva. Algo como tentar censurar a blogosfera (opa, quem tentou fazer isto recentmente?). Claro, sempre que alguém reclama, você lança centenas de textos falando da conspiração da Opus Dei e da Tropa de Choque com as bençãos da grande mídia que deseja expulsar o príncipe operário do poder.

Quer viver em uma democracia? Lembre-se do famoso adágio norte-americano: o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Ideologia e doutrinação de menores

Eis uma preocupante tentativa de doutrinação em livros didáticos. Já o ensino superior não se sai melhor. Janer Cristaldo promete mais lenha na fogueira da doutrinação promovida pela esquerda brasileira para hoje.

O mais fascinante é que todos estes senhores doutrinadores que se dizem professores protestavam contra a tal “história oficial” da época da ditadura. Mal sabíamos que eles, na verdade, iriam ignorar qualquer pluralismo em prol do avanço de sua própria história oficial. Uma na qual, por exemplo, Che Guevara e Lamarca, notórios assassinos, são heróis. Uma na qual quem lhe faz oposição é “neoliberal”, “fascista” ou “de direita”.

Eu gostaria mesmo era de ver marxistas sérios se manifestarem contra este tipo de estultice. De modo bem suspeito, é difícil ouvir alguns dos famosos socialistas “científicos”  defenderem a ciência de seus algozes. É, amigo, só vale quando não é socialista, né?

Você tem medo de ser feliz? É porque alguns que não tiveram medo apostaram, dentre outras, em sua humilhação progressiva…

Se você se formou em alguma faculdade; se você, por acaso, aprendeu mais de um idioma; se você é um profissional liberal bem-sucedido ou ocupa um cargo elevado na empresa em que trabalha, cuidado. Esconda os seus diplomas no armário, jamais torne a usar os seus ternos sob medida e trate de comprar um carro velho ou popular. Demonstrar mérito ou ostentar sinais de prosperidade, no Brasil, agora é pecado. Essas coisas significam que você faz parte das nossas pérfidas elites e, portanto, carrega consigo grande parte da culpa pela miséria em que vive razoável parcela da população.

É curioso. Eu nunca interpretei o termo elite por um ângulo pejorativo. Ao contrário. Elite, para mim, sempre significou os melhores dentre os melhores em cada área. Há a elite dos empresários, como existe a elite dos médicos, a dos políticos ou a dos advogados. Com exceção de parcela da elite econômica, cujo patrimônio veio por hereditariedade, ninguém vem a ser reconhecido como membro de alguma elite se não demonstrar mérito, talento e empenho pessoal. São todos pessoas de peso, merecedoras da admiração geral. Ou, pelo menos, era assim até a chegada da companheirada ao poder, há quase cinco anos.

Confesso que não me surpreendi com essa total inversão de valores. Quando cursava a faculdade, em meados dos anos 1970, um dos mitos mais caros do pensamento esquerdista era o que pregava que todas as mazelas do Brasil eram culpa exclusiva de suas execráveis elites. O povo em geral, os cidadãos humildes, era puro de alma, solidário por natureza e sempre pronto a empenhar o melhor de si em prol da coletividade. Mas ele não tinha chance de fazê-lo porque as elites, egoístas e gananciosas, não lhe davam oportunidade. É mais ou menos a forma como os marxistas tradicionais idealizavam a classe burguesa. Elimine-se a burguesia e os seus valores, e a sociedade, quase que naturalmente, se tornará justa, fraterna, cooperativa e voltada para o bem comum.

Clique aqui e leia o restante do texto. Acho que Mises é quem fez a denúncia, pela primeira vez, sobre o comportamento bem pouco ético (e bem invejoso) dos “intelectuais”. João Mellão Neto, autor do texto acima, é um escritor talentoso: resumiu bem o problema da desonesta argumentação que pretende condenar o mérito de qualquer pessoa tentando dar à palavra “mérito” ou a à palavra “sucesso pessoal” uma conotação pejorativa.

Engraçado que se for um operário que diz ser deficiente porque perdeu meio dedo que vira presidente, não há quem não faça campanha midiática salientando o sucesso do dito cujo. Ao mesmo tempo, o sucesso alheio é tido como um pecado de 500 anos de herança maldita ou outras bobagens que fazem corar qualquer sujeito decente, por mais não-liberal que ele seja…