poesia

Não se desanime com a pandemia! A luta pela sobrevivência continua!

Piu avanti!

No te des por vencido, ni aún vencido,
no te sientas esclavo, ni aún esclavo;
trémulo de pavor, piénsate bravo,
y acomete feroz, ya mal herido.

Ten el tesón del clavo enmohecido
que ya viejo y ruin, vuelve a ser clavo;
no la cobarde estupidez del pavo
que amaina su plumaje al primer ruido.

Procede como Dios que nunca llora;
o como Lucifer, que nunca reza;
o como el robledal, cuya grandeza
necesita del agua, y no la implora…

Que muerda y vocifere vengadora,
ya rodando en el polvo, tu cabeza!

Almafuerte, o grande poeta argentino, é que deve nos inspirar agora.

economia · economia das artes · poesia

Pode uma poesia ser representada por dois bens dinstintos?

Dizemos que pessoas gostam de consumir bens. Uma coca-cola é um bem para muita gente. Outros preferem água mineral sem gás. Outros, ainda, uma cerveja. Mas, alguém diria que uma coca-cola em lata é diferente de uma coca-cola no copo, diretamente retirada da máquina do bar da esquina?

Claro que a resposta pode ser um sonoro “sim”. Nada há de estranho nisto. É como você falar de trabalho qualificado e não-qualificado e encará-los como bens distintos no processo produtivo.

Interessante, pelo menos para mim, é pensar neste mesmo método de classificar os bens quando se fala do mercado cultural. Por exemplo, pergunta Pedro Sette para a Paulo Henriques Brito:

PSC: Recentemente o jornal O Globo publicou uma reportagem que dizia que há dezenas de recitais de poesia acontecendo na cidade. Ao mesmo tempo, já vi a diretora de uma importante editora brasileira afirmar, até com muito bom humor, que todo livro de poesia no Brasil vendia 500 exemplares. Se há dezenas de eventos de poesia, onde está o público comprador de livros de poesia? Lendo tudo na internet?

 

PHB: Eu diria que o público dos recitais de poesia não é o mesmo público que compra e lê livros de poesia. Aliás, de modo geral a poesia que é recitada nesses eventos não sobreviveria à transposição para o papel, do mesmo modo como muita poesia impressa não funcionaria muito bem lida em voz alta para uma platéia que busca entretenimento.

Percebe? Recital de poesia não é necessariamente a mesma coisa que um livro de poesia. E, eu diria, o autor vai além desta simples distinção. Ele distingue, à sua maneira, o público-alvo de cada tipo de poesia. Tyler Cowen e Alex Tabarrok, em um artigo que gosto muito, modelaram a decisão de um pintor entre produzir mais quadros avant-garde ou mais quadros genéricos (low culture). A distinção entre “bom gosto” e “mau gosto” ou, sei lá, entre arte high culture e low culture pode ser polêmica em certos aspectos, mas é bem funcional quando se pensa no mercado. A pergunta do Pedro Sette Câmara, neste sentido, é perfeita: cadê os consumidores de poesia? A resposta do Paulo Henriques, por sua vez, não é menos interessante: depende de que tipo de poesia você fala.

Eu, como todos sabem, sou péssimo leitor de poesias. Pior ainda são meus conhecimentos de literatura, pelo menos no sentido que se ensina por aí. Meu conhecimento de literatura segue uma trajetória bem particular e não-convencional, creio. Mas eu gostei deste trecho da entrevista. Ele me mostrou que, na análise do mercado cultural (de novo, veja o Tyler Cowen sobre “economia das artes”), há distinções de bens que nem sempre estão evidentes para um leigo como eu.

Pode não ser nada novo para você, mas eu gostei um bocado.  Outro que gosta de economia das artes é o Ari. Ah sim, outro bom autor da área é o David Galenson.

Econometria · poesia

Econometrics Haiku

Do melhor blog de economia que conheço:

Econometrics Haiku

Here are some Econometrics Haiku from noted econometrician Keisuke Hirano.

Supply and demand:
without a good instrument,
not identified.

I relate to these especially:

T-stat looks too good.
Use robust standard errors–
significance gone.

From negation comes
growth, progress; not unlike a
referee report.

A versão completa está aqui.