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Parabéns!

Nesta semana o presidente atual do Esporte Clube Pelotas fez aniversário. Tem sido uma administração muito boa para o clube, enfrentando problemas antigos e novos com uma eficácia tal que o clube conseguiu o acesso para a Primeira Divisão do Gauchão (o qual disputa atualmente) e parece caminhar para um equilíbrio financeiro de bases sólidas (a conferir) com mais transparência fiscal (inevitável sob a legislação atual acerca da contabilidade dos clubes da Primeira Divisão) e uma gestão que planeja a longo prazo.

Aliás, o clube tem tudo para estar em alguma competição nacional em breve. Aposto que isso não demora muito a acontecer. Tomara. Até lá, presidente, meus parabéns e obrigado pelo que tem proporcionado de alegria para este torcedor.

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Novidades no blog

Eu gosto de novidades positivas no blog. Aí vão duas:

  • Na barra lateral, uma nova categoria: “e-books” – Esta categoria diz respeito aos e-books que editei o dos quais faço parte. O ano de 2007, como sabem nossos leitores, foi pródigo nesta categoria. Será que teremos mais em 2008? Depende mais dos alunos e amigos do que de mim.
  • Começarei a usar mais “tags” e menos “categorias” nos “posts” pois estava criando já uma confusão com estes dois. Creio que é uma boa novidade, não?

Bem, é isto. Ano Novo, vida velha. ^_^

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Como conseguir paz mundial?

1. Junte uns amigos brucutus,

2. Encha suas mentes de um discurso socialista com toques cristãos (CNBB + Marx + Gramsci + etc),

3. Mate alguns e sequestre outros,

4. Crie um imenso estoque de quase-mortos, sequestrados. Mantenha-os em regime de isolamento e com pouca comida,

5. Cultive a produção de drogas e diga que é pelo “social”,

6. Negocie um décimo dos reféns com qualquer um que esteja disposto a lhe dar o “status” de organização não-governamental (embora você seja, no mínimo, um terrorista e, no máximo, um criminoso violento),

7. Pronto, você já tem a fórmula para a paz mundial.

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Droga no ônibus

O passeio com destino ao Estado da Bahia acabou cedo para 12 universitários e um professor formado em Belas Artes. Por volta das 18h dessa quinta-feira, cinco viaturas do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) cercaram um ônibus fretado para uma excursão: uma denúncia anônima indicava que havia drogas no veículo.

Este pessoal não toma jeito. Mais sobre o caso aqui. Mais detalhes? Veja abaixo.

Entre os detidos estão um professor de educação física, estudantes universitários, pósgraduados e duas mulheres. A maioria reside em bairros nobres da região Centro-Sul da capital e no Sul de Minas. A média de idade deles é de 25 anos. Todos alegaram que a droga era para uso próprio.

A alegação é que me parece ridícula. Lembra aquela história dos caras que espancaram uma diarista e disseram que a confundiram com uma prostituta…

Interessante mesmo é ver como a elite se vê:

De acordo com os familiares, os presos passaram a madrugada amontoados, sendo 11 em uma van da PM e dois em um camburão. Foi um dos advogados que solicitou o almoço. “É muito tempo de espera para uma coisa tão boba e que acontece todos os dias”, disse uma mãe. O primo de um dos detidos afirmou que era uma tática da polícia para que o verdadeiro dono da droga aparecesse. “Estão cansando eles até que em confessem ou entreguem quem levou a droga.”

Não se pensa em questões legais, mas em privilégios ou justificativas. Se um crime ocorre todos os dias, devemos ser mais tolerantes com os criminosos? Argumento fraco. Lembra da reflexão do meu xará sobre quem defende o capitalismo no Brasil? Pois é. A elite está confortável com esta defesa desde que o capitalismo, efetivamente, seja um socialismo, isto é, um regime com privilégios para os amigos dos burocratas e políticos. Daí a noção de que crimes são coisas “comuns” e “não deveriam ser levados tão a sério”, principalmente quando os presos são da patota. Puro “rent-seeking”? Puro “cartorialismo”? É a impressão que fica.

Feliz 2008 para você também.

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Qual seria a melhor palavra para se caracterizar o ano de 2007 no Brasil?

Direto do Tokyo Times:

With a slew of food-related scandals throughout Japan, and the nation’s pension problems persisting, the kanji officially considered most apt for this year is that depicting ‘fake’. The newly chosen symbol, as tradition demands, carefully composed by a Buddhist monk.

O ano de 2007 começou com uma campanha – que me pareceu ser estatal, mas não tenho certeza – sobre o sujeito “ser brasileiro e não desistir nunca” (como, por exemplo, Paulo Maluf ou Luis da Silva). Acho que ouvi este bordão por boa parte do ano. Ou teria sido em 2006? Sei lá.

Mas se até japoneses se envergonham de seus escândalos, por que é que brasileiros não podem ter um símbolo, uma palavra, uma frase para caracterizar 2007?

Aceito sugestões.

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Mensagem de Natal

Olá colega,

O Natal chegou. Não tem mais jeito. Bate à porta e já está me olhando da janela. Junto com ele vem também aquela hora de reflexão. Não que eu queira algo de Papai Noel porque já sei que ele não existe. É só para me situar entre os objetivos que tracei e os resultados que alcancei. Coisa da época, sabe?

Neste ano, mais uma vez, eu tentei seguir o que meus pais me ensinaram. Mas não consegui. Fiquei aquém do que gostaria. Sabe, colega, meus pais me ensinaram quase tudo o que eu sei. Não me criaram com má intenção: meus pais são pessoas bacanas, gente de primeira. Sempre se preocuparam muito comigo. Quando eu era pequeno, eles me alimentaram, trocaram minhas fraldas, ajudaram a me fazer o que sou hoje.

Quando visitávamos os amigos de papai, eu costumava fazer muita bagunça e, muitas vezes, até quebrei algumas peças da decoração deles. Mas meus pais me ensinaram que eu tinha o direito de fazer isto sem ser reprimido.

Quando eu apanhava de algum colega, mamãe sempre me protegia, sem nunca me perguntar dos motivos das brigas.

Quando eu ia mal na escola, papai me ensinou que a culpa não era minha, nunca. A culpa sempre era do professor, do diretor ou, sei lá, de algum colega que me podava a criatividade querendo que eu ficasse quieto durante as aulas.

Quando me vi adolescente e engravidei minha quinta ou sexta namorada, já não me lembro, papai me ensinou que um aborto baratinho resolveria meu problema.

Quando arranhei o carro do vizinho dos meus pais pela primeira vez, eles me ensinaram que um “risquinho” a mais em carro dos outros não faz mal. Afinal, sabe-se lá como esta gente arruma dinheiro para comprar carros?

Quando cresci e fui à faculdade, meus pais me ensinaram que o estudo era coisa boba, o importante era a “network”. Afinal, para que estudar se uma boa mão sempre lava a outra?

Quando me formei e arrumei meu primeiro emprego, papai me ensinou que o importante era me dar bem com o chefe. Foi assim que aprendi que, às vezes, é bom acompanhar alguns CEO’s para os prostíbulos, deixando minha mulher em casa, cuidando do recém-nascido. Gente, todo mundo tem direito à diversão, à felicidade.

Quando minha mulher me deixou, mamãe me ensinou que as mulheres não prestam mesmo e que eu nem deveria procurar saber do meu filho. Eu me lembro que o advogado me olhou de maneira estranha, mas nunca me esqueci das lições de papai sobre o poder do dinheiro.

Hoje, próximo do Natal, estou aqui, na frente do computador, pensando em como, apesar de todas estas valiosas lições de papai e de mamãe, muitas vezes, eu me pego fazendo coisas estranhas. Por que será que eu ainda perco meu tempo escrevendo mensagens de Natal pensando, realmente, no significado do sacrifício e amor que esta data tem? Eu deveria estar me preocupando, agora, em anotar os erros do meu colega de repartição para ver se consigo acabar com a carreira dele. Tentei pegar a mulher dele, mas ela, porca que é, não me deu bola.

E aí eu vim para o computador e comecei a escrever. E aí algo veio à minha mente e comecei a pensar no significado de se ter um amigo verdadeiro, de se conjugar liberdade com responsabilidade, de se amar sinceramente alguém. Mas aí veio um problema sério: percebi que, apesar de todo o amor dos meus pais, eu não consigo me amar. Mais ainda: agora eu sei de quem é a culpa. A culpa é de papai e de mamãe que nunca foram suficientemente liberais comigo. Nunca me deixaram viver como eu queria. São uns monstros.

Deus, perdoe meus pais. Eles me reprimiram muito mas acho que fizeram isto sem querer. Agora sim, estou feliz. Aprendi algo hoje: eu continuo sendo o mais importante em mais este Natal…

À você, meu colega, um Feliz Natal.