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Até os burocratas chineses entendem que…mercados funcionam

Não acredita? Pois então veja:

“Acredito que com o aumento da oferta no mercado seremos capazes de assegurar preços relativamente estáveis de produtos agrícolas”, afirmou Gao Hongbin em entrevista coletiva.

Então, supondo curvas bem-comportadas, um deslocamento da oferta para a direita diminui o preço relativo dos produtos agrícolas, certo? Eu sei, eu sei, o mundo pode não ser ergódico (ou é, sei lá), há a questão da mais-valia (que nunca foi e nunca poderá ser testada porque, sei lá, Karl Popper é feio), há a questão dos custos crescentes (a única coisa lida de Piero Sraffa além da famosa introdução à biografia de David Ricardo), há também o fato de que incerteza não é risco (embora isto não faça a menor diferença na hora do vamos-ver na mesa do Banco Central), etc.

Com todas estas “poderosas” críticas, ainda assim o burocrata chinês acredita no bom e velho funcionamento das curvas de oferta e demanda. Claro que ele pode errar porque sobreestima seu poder, como burocrata, de alterar a oferta de produtos agrícolas. Mas este erro não avaliza a choradeira citada no parágrafo acima que, aliás, é sempre usada para criticar…o bom funcionamento dos mercados.

Irônico, não?

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Setor privado vs Setor Público

Craig Venter is not a man who is inclined to underestimate himself. But then why should he? He beat the government’s science bureaucrats in the race to decode the human genome. Fueled by $3 billion in taxpayer money, the federal Human Genome Project had waddled along for years until Mr. Venter, in 1998, managed to come up with private funding for a $300 million parallel research effort, Celera Genomics. He announced that his team would sequence the genome — mapping the three billion DNA base-pairs that make up all 26,000 or so human genes (plus tracking long stretches of currently unknown function) — three years ahead of the government’s schedule and at a tenth of the cost. And he did.

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Jornalismo chapa-branca e os incentivos econômicos à sua formação

Um trecho de uma ótima reflexão do PH ácido.

Nas últimas décadas, tem havido uma tendência de concentração de produtores em alguns setores, inclusive na mídia. Essa é uma indústria muito peculiar, que suscita muitas análises românticas, completamente descoladas da realidade. As almas esquerdóides se alvoroçam a cada negócio fechado que poderia sinalizar uma concentração da produção jornalística numa determinada região ou no país. Diferentemente delas – que consideram “independente” um veículo desde que ele seja “progressista” ou qualquer outro lugar comum do jargão – meu conceito de independência de um jornal (ou revista, ou rádio, etc.) está relacionado a aspectos do mercado. Quanto mais ligado ao mercado, menos dependente do governo. E essa independência é que importa.

Aonde eu quero chegar? Vamos lá. Por exemplo: uma região onde quem dá as cartas é uma única organização de mídia, com rádios, jornais e emissoras de televisão. Isso é necessariamente ruim para o público? O senso comum diz que sim. Não há “pluralidade” de coberturas, de discursos (se preferirem).

Mas há um outro aspecto, o do mercado. Se a organização reina praticamente sozinha, deve abocanhar a grande maioria da verba publicitária da região. Se os anúncios vêm majoritariamente da iniciativa privada, a organização de mídia hegemônica (para usar um conceito deles) é muito menos dependente das benesses dos governos. Por ser forte comercialmente, tem condições de fazer coberturas jornalisticamente corretas. Isto é, se tiver que “bater” no poderoso de plantão, baterá, por não depender dele financeiramente.

Já a existência de muitos jornais e revistas pequenos não é garantia alguma de boa prática jornalística. Muito pelo contrário. Em todos os estados há aqueles jornalecos feitos para tirar dinheiro de político. Há muitos jornaizinhos e pouco jornalismo. A quantidade de produtores não garante o abastecimento do mercado com bons produtos jornalísticos. Eles são fracos e dependem das verbas oficiais.

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Proibição e violência

Fonte: Austrian Addiction

Por que é que os economistas são criticados quando pedem por menos violência? Porque eles o fazem usando gráficos como estes, que mostram que violência e proibição possuem correlação positiva. Claro, alguém pode querer dizer que correlação é parte da história. Ok, mas aí o interlocutor, ao menos, sabe Estatística para dummies, o que ajuda. O problema é quando a crítica vem sem nexo, plexo ou, sei lá, sexo. ^_^