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Hummm….

Diz, muito apropriadamente, Nariz Gelado:

janeiro 04, 2008

Conforme vocês leram ontem, aqui no blog:

Trecho de editorial de hoje do Estadão:

Por ato assinado em 27 dezembro, o governo adiou por seis meses – para julho – o início da vigência de um decreto destinado a disciplinar e a restringir repasses federais a Estados, municípios e ONGs. No dia 28, o presidente, por meio de MP, estendeu os benefícios do Bolsa-Família a jovens de 16 e 17 anos. Pela regra anterior, eram beneficiadas famílias com filhos de até 15 anos. Coincidentemente, aos 16 anos o brasileiro já pode votar“.

Isto sim, é economia política. Agora, bacana mesmo seria alguém investigar se existe direcionamento ideológico em estudos de economistas e outros cientistas sociais quando os mesmos têm boa parte de seus proventos financiados por recursos públicos. Eis aí um tema quente, polêmico e que certamente coloca em cheque o discurso do governo de que respeita a independência intelectual, o livre debate e tudo o mais.

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O governo não-liberal aumenta o custo social?

indícios e há medidas que servirão para estudos futuros, caso sobre alguém para fazê-los. Curioso mesmo é a visão dos empresários: antes a favor, agora críticos. Nada misterioso, claro, quando se lembra que nosso país vive sob intensa atividade rent-seeking. Indícios disto não faltam.

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Por que Chávez perdeu? É a economia, companheiro!

A pista é do Ângelo da CIA:

Eu posso falar de Hugo Chávez sim senhores! Aquele papo de “só pode falar dele quem tem propriedade ou experiência” não cola comigo porque as merdas dele respingam diretamente em mim, tenho muita propriedade. É por causa do caos em que ele mergulhou a Venezuela que tenho trabalhado muito nas últimas 6 semanas. E o caos deve continuar em altíssima tensão até o dia 1o de janeiro, ficando em alerta até o fim de abril. Sabem do que estou falando?
Muita gente não sabe até porque a nossa mídia até agora ignorou o assunto: A Venezuela, por causa de sua inflação galopante, cortará zeros de sua moeda! Lembram do Brasil antes da era Real, do Brasil inflacionário, das nossas trocas periódicas de moeda, de nossos economistas malucos e suas fórmulas exóticas? Então, a Venezuela está passando por isto.
Não foi à toa que dia desses Luiz Carlos Bresser Pereira saiu a dizer que há democracia sim na Venezuela e a cortejar Hugo Chávez. Bresser Pereira não é como Lula, uma metamorfose ambulante: Um cara que “enfrentou” com tanto insucesso a inflação brasileira no Governo Sarney tem mais é que defender as mesmas sandices na Venezuela.
Pois é isto que tem me tirado daqui deste front: A empresa para qual trabalho, assim como todas as grandes multinacionais com operações na Venezuela, está correndo contra o tempo para adaptar seus sistemas e processos a esta mudança cambial. A partir do dia primeiro de janeiro a Venezuela conviverá com duas moedas, o Bolívar e o Bolívar Fuerte, sendo que o Bolívar Fuerte se tornará a única moeda a partir de maio.

Algum analista político tocou no assunto nas últimas semanas? Não. Algum jornalista? Também não. Por que tanta distração quando parece óbvio e simples explicar que Chávez transformou a economia venezuelana no paraíso para experimentos com seres humanos (= planos heterodoxos)? Após a sequência Cruzado-Bresser-Collor-Verão, não seria fácil prever o que aconteceria lá?

p.s. o link do Bolívar Fuerte é por minha conta.

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Dica para pesquisadores

Enquanto o governo destrói a vida de seus pesquisadores, lá no IPEA, eu me lembrava do que disse Jean-Laurent Rosenthal, numa de suas aulas lá na UCLA (google it, boy!): “a pesquisa tem que ser sua. Se for preciso, colete você mesmo os seus dados. Ou então você só fará pesquisas que o governo quer”. A idéia é simples: se você só depende de fontes oficiais para fazer pesquisa, você não tem uma pergunta, você é, sim, um mero reprodutor de idéias alheias. Claro, sempre é possível que você sinceramente goste de trabalhar com dados oficiais do mercado de trabalho, por exemplo. Mas muita gente, por preguiça ou falta de convicção mesmo, deixa de lado bons temas de pesquisa porque…teriam que coletar os próprios dados.

O que acontece no IPEA, claro, é mais grave. É dizer que pluralismo, cantado em verso e prosa pelos pterodoxos tipo H(eterodoxos), sempre foi uma mentira. E os pterodoxos tipo O(rtodoxos) ficam todos caladinhos ou acham que é normal que isto ocorra porque você tem um “modelo formal que gera uma proposição positiva compatível com o evento”. Ora, pitombas, sempre se pode fazer um modelo que gere uma proposição testável compatível com algum evento da realidade. Mas isto não significa que você deva bancar o espertinho e cruzar os braços.

Mas voltemos aos problemas menores, aqueles nos quais os pesquisadores ainda podem pesquisar seus temas livremente, com a independência que o verdadeiro pluralismo requer. Neste caso, há muita gente que, honestamente, procura fazer artigos mais sérios, sólidos, com metodologia decente, sem estas histórias estranhas de batuta ideológica que vemos no IPEA-fiel-ao-Mangabeira (onde está Dani Rodrik agora, com suas críticas ferinas? E Paul Krugman, o que diria disto?).

Para estes pesquisadores, eis a dica do dia.

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Ainda a Economia Política do IPEA

Sachsida conta mais detalhes:

Há muito tempo o IPEA vem contratando consultores heterodoxos. Há muito tempo a visão UNICAMP domina o IPEA. Isso não é fato recente. O que é recente é que agora esta visão está mais explícita. Mas vamos olhar para o passado: nos concursos públicos de 1995, 1996 e 1997 o pesquisador tinha que saber ao menos os manuais básicos de macroeconomia (Blanchard e Fisher ou Romer), microeconomia (Mas-Collel) e econometria (Green) para ser aprovado no concurso do IPEA. Desde então o formato do concurso para acesso ao IPEA mudou muito, favorecendo cada vez mais a corrente heterodoxa. O que os diretores anteriores fizeram para impedir isso? Quando fui aprovado para trabalhar no IPEA no concurso público de 1996, quase fui demitido na segunda fase do concurso por causa de minhas opiniões sempre liberais. Não me lembro de ter visto algum diretor do IPEA indignado com aquela perseguição. Já há algum tempo o IPEA Brasília NÃO PUBLICA textos para discussão em inglês. O que os diretores antigos fizeram contra esse absurdo? O IPEA apesar de ser um instituto de pesquisa NUNCA premiou pesquisadores que tivessem artigos publicados em periódicos científicos. O que os diretores antigos fizeram para sanar esse problema? O IPEA gastou razoável quantidade de recursos publicando o “livro do ano”. Publicação difícil de ser defendida em termos acadêmicos. O que os diretores anteriores fizeram para evitar ou minimizar isso? Em resumo, há muito tempo a visão dominante no IPEA é uma visão contrária ao liberalismo e ortodoxia. Muitos dos que estão reclamando agora são os mesmos que nada fizeram para impedir isso.

Vou ser bem claro: eu sou contra o que esta acontecendo no IPEA hoje. Mas o que esta acontecendo hoje começou há uns 10 anos atrás. Tenho alguns colegas no IPEA-Rio que tem reclamado muito, mas pergunto: o que o IPEA-Rio fez para evitar isso?

Perfeito o comentário: os próprios diretores cruzaram os braços e se deixaram levar pela gostosa rede macunaímica. Ou são muito distraídos. Ou gostam de apanhar.

A blogosfera tem reagido muito pouco a respeito. Mas há gente revoltada, como o ph ácido e o selva. O engraçado é que não há um único pio dos tais “movimentos sociais”. Nem ONG’s, nem UNE, nem CNBB, nada. É disto que é feito o poder dos tiranos: da conivência não só dos aliados, mas também dos democratas.

Vejamos os desdobramentos disto. Sinto dizer, mas a blogosfera que vê “Alckimin-e-Opus-Dei-juntos-embaixo-do-colchão” precisa parar de bancar a besta e pensar mais sobre o que tem ocorrido. Só porque eu não concordo com fulano ou beltrao, não quer dizer que não haja uma conspiração em curso. E uma conspiração feia, de má qualidade e que só ganha espaço quando a boa qualidade fica lá, paradinha, achando tudo lindo.

Mesmo dentro do jogo democrático – que é o que todo liberal defende – é muita passividade. É duro dizer isto porque admiro muita gente do antigo IPEA, mas, sim, a culpa é de vocês também, caras. A sorte é que, ao contrário de muita gente, vocês ainda conseguem uma temporada nos EUA ou uma transferência para outros órgãos do governo. Mas isto é hoje. Amanhã, como diria John Rawls, você pode estar do outro lado da distribuição não apenas econômica, de renda, mas também do jogo político. Judeus, em 1933, fizeram aposta similar. Uns ficaram, outros saíram. Deu no que deu.

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Enquanto se defende o aumento do funcionalismo público por conta de quilômetros quadrados…

…o IPEA manda embora (já havia sido antencipado aqui, lembra?) alguns de seus melhores economistas. Há quem diga que o motivo é político (ou mesmo por discordância de idéias com os “pluralistas heterodoxos”). Como nenhum deles se pronunciou, não sou eu quem o farei (mas o Pedro tem uma boa opinião sobre o tema).

Mas chamo a atenção do leitor para o que tenho alertado aqui sempre: trata-se da economia política que envolve a formulação de políticas públicas. Há vários sinais de politização de qualquer aspecto da nossa vida (a carta quinzenal do Jorge que divulguei ontem, há anos, mostra isto), fruto, claro, da oferta e demanda de atividade rent-seeking na sociedade. Primeiro, economistas acadêmicos buscam fama fora da academia, escorando-se em políticos, cargos públicos, fugindo, como o diabo foge da cruz, da sua tarefa: pesquisa. Do lado do governo, alguns lhes oferecem o poder de julgar seus pares com suas infindáveis “diretrizes” ou “regulamentos”, outros lhes oferecem cargos em centros decisórios não-relacionados com a avaliação dos pares e, claro, tudo isto é financiado com aumentos da carga tributária. Vale dizer: o governo cresce cada vez mais.

Como é, Claudio? O governo cresce? Mas e nossos valorosos empresários? E os profissionais liberais?

Mas é do interesse do “capitalista” que o governo cresça? Ora, bolas, claro que é. Em uma sociedade rent-seeking, os incentivos são para que o empresário puxe o saco do burocrata, e não o do consumidor. Como o governo possui o monopólio na criação de leis, é bom puxar seu saco, dar-lhe apoio político ou, sei lá, dar-lhe um por fora, ou mesmo ajudar-lhe em algum suposto (como gosta a imprensa, “suposto”) mensalão. Afinal, assim se consegue um monopólio aqui ou ali. Isto, que temos no Brasil, é um capitalismo diferente, parecido com o que havia na Alemanha nazista ou na França mercantilista. Veja aí este monte de empresários que adoram subsídios fazerem um discurso contra a CPMF e, após um breve encontro de alguns deles com o presidente, saírem convencidos do oposto.

Algo caracterizado pela existência, sim, do setor privado, mas também por um imenso poder político do governo, com intensa censura/monitoramento da dissidência (com a desculpa que há democracia porque o povo tem “laptop de 100 dólares”…com acesso à internet…censurada) e uma criação de valores que, honestamente, eu não ensinaria nem ao filho de meu pior inimigo. Tal e qual a China bolivariana.

Não quer dizer que esta “demissão” seja uma parte desta grande história da esquerda brasileira para reviver seu fracassado golpe de 1964 em 2007. Mas, é bom lembrar, depois de Gramsci, a luta política passa pelo que, em Minas, diz-se como “estar a se comer pelas beiradas”. Ou seja, aos poucos, sem alarde, você ocupa espaços. É uma forma – assumida pela própria existência dos braços “culturais” dos partidos políticos (Instituto isto, Fundação aquilo, etc) – de luta para impor seu modo de ver sobre a sociedade através da propaganda. Eu disse “impor”? Vai ver li muito o tal Chomsky. Na verdade, só impõe aquele que não acredita na liberdade individual (que não se dissocia da sua liberdade econômica, exceto por um malabarismo contorcionista bem complicado). Certamente um liberal não gosta disto. Já um não-liberal…

Ah sim, isto tudo pode ser justificado se pensarmos que existem, claro, escassos economistas pluralistas por quilômetro quadrado no Brasil.

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Os valores democráticos da esquerda brasileira

Lamarca é um herói para esta gente. Che Guevara também. E ai daquele que ousar fazer uma piadinha. Na democracia da esquerda brasileira, isto é motivo para uma fatwa. É por isto que eu vou comprar a continuação do grande livro da década dos 90, muito pouco lido nos cursos superiores nos quais os professores, lamentavelmente, preferem-se na posição em que Napoleão perdeu a guerra para seus algozes doutrinadores.

Obviamente, deve ser porque temos poucas livrarias por quilômetro quadrado no Brasil. ^_^

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Observação engraçadinha

Se a China cresceu tanto que agora importa petróleo, o Brasil, cujo presidente já se acha um membro da OPEP e pretende implantar no país o “socialismo moderninho”, estará sendo explorado pelos países do socialismo central? Há uma deterioração dos termos de troca causada pelo baixo número de economistas inteligentes por quilômetro quadrado neste país?

Perguntas tão engraçadas quanto perturbadoras…

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Na selva…(Great Moments of Brazilian Leftists…and its people)

…ex-sindicalistas que se diziam contrários ao peleguismo, hoje, tentam nos fazer engolir a tal contribuição sindical. Vai ver concordam com aquela história de termos poucos líderes sindicais por quilômetro quadrado, o novo argumento de certos economistas.

Por outro lado, não estranharei se a bucha de canhão aprovar de pé esta medida. Afinal, o brasileiro gosta mesmo é de Estado-nanny.

ANAC · apagão aéreo · lula

Até um boliviano sabe a diferença entre selva e civilização

Eis um trecho de entrevista interessante sobre o – ainda muito pouco concorrencial – mercado de aviação civil brasileiro. Há o que se discutir sobre esta entrevista, mas é bom ver que a distinção entre selva (que inclui, sim, mineiros bairristas, Minas Gerais) e a civilização é conhecida por outros. Ironicamente, não é um brasileiro quemo diz.

Existe uma política de cobertura ao duopólio?

Existia até agora. Tenho certeza que o governo quer modificar isso aí. O caso BRA é mais um alerta para as autoridades de que é preciso se preocupar com o que o Brasil necessita e não com o que o duopólio quer.

E como modificar?

É só fazer com que o marco regulatório seja respeitado. Veja essa resolução do Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil) com as restrições de vôos em Congonhas. Não estão respeitando, estão ignorando.

Mas a lei tem brechas, foi mal escrita.

Nos países civilizados, a Constituição tem uma folha só. Se as pessoas estão bem intencionadas, interpretam e fazem direito. Não existe inocência. Tenho certeza de que quando a nova diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) assumir, sob orientação do ministro Jobim, vai fazer com que as regras sejam respeitadas.

Depois volto a comentar o cartel mais bem protegido do Brasil. Por enquanto, fiquemos com a frase do boliviano que nos chamou – corretamente – de selva e sua – notável – política de elogios ao governo, o grande responsável pelo não cumprimento das leis e, também, grande detentor do poder de criá-las. Stigler, se vivo fosse, diria algo a respeito…

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Política latino-americana na democracia bolivariana

O protesto foi organizado depois que Chávez ameaçou proibir as manifestações da oposição, durante seu programa Alô Presidente, no domingo. O argumento usado pelo presidente é que os estudantes e grupos críticos ao seu governo só querem promover confrontos nas ruas e desestabilizar o país. A autorização para a marcha de ontem foi obtida após muita negociação com o governo. Cerca de 2.500 policiais foram destacados para fazer o controle dos universitários.

Leia tudo. Negrito por minha conta. Membros da cúpula de nosso governo simpatizam com Chávez. Será que assumiriam em público defender este tipo de medida?

autoritarismo · bolivarianismo · brasil · lula · PT

Comparações

O outro Ângelo, o de Duke, faz uma boa comparação. Melhor que a do sr. da Silva. Claro, há quem diga que o sr. da Silva seja sincero em seu desejo de não entrar na era ditatorial-imperial que o sr. Chavez com bons olhos vê sob suas botas e adjacências. Mas é engraçado isto. O partido do sr. da Silva é o único que pensa diferente do resto do Brasil. Deve ter militantes loucos de vontade por um 3o, 4o ou 5o mandatos sequenciais. O que me faz pensar: quem é o autoritário? Qual é o perigo maior? O tal “neoliberalismo” acusado de tudo pelas professorinhas de história do ensino médio ou o autoritarismo que as militantes professorinhas namoram ao sonharem com tantos mandatos?

Pergunta fácil, se você não sofrer de dissonância cognitiva.

brasil · CPMF · esquerda anaeróbica · lula

Matemática para políticos

Quanto o governo espera arrecadar com a CPMF de 0,38%? Algo em torno de R$ 40 bilhões, certo? Vamos fazer uma regra de três?

Se R$ 40 bilhões correspondem a 0,38%, que valor corresponderia a 100%?

Assim ensinou a nossa professorinha:
R$ 40.000.000.000,00…….. 0,38%
x ………………………………..100%

Multiplica-se em cruz e faz-se a divisão:
0,38x = R$ 40.000.000.000,00 X 100

x =.4.000.000.000.000,00
_________________________
……………………… 0,38

x = 10.526.315.789.473,68

E você chegará à conclusão, leitor amigo, que os R$ 40 bilhões correspondem à aplicação da alíquota de 0,38% sobre, atenção!: R$ 10.526.315.789.473,68. Se você tiver dificuldade de ler, eu ajudo: dez trilhões, quinhentos e vinte e seis bilhões, trezentos e quinze milhões, setecentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e setenta e três reais e sessenta e oito centavos.

Sabe quanto é x? Mais ou menos cinco PIB’s do Brasil. É muita grana. Muita mesmo. Não admira que Guido Mantega fique tão ouriçado quando pensa em perder esta dinheirama. Ia ser um corte de gastos terrível.

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Existe trabalho escravo?

Four Cuban sailors who jumped ship in Saint John citing brutal working conditions are now claiming refugee status.The sailors left the Greek-owned cargo ship Dimitra G docked at the New Brunswick port last Tuesday.

The men described poor working conditions on the ship, said interpreter Angel Negreira, with no heat or air conditioning.

“These people work a minimum of 84 hours a week. They have to work continuously.”

The men’s hands are covered in heavy calluses and torn skin. Their pay was between $2.50 to $3 per hour, Negreira said.

Aparentemente…existe.

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Ainda o escândalo do leite

Um leitor deste blog fez um comentário indignado sobre as externalidades negativas causadas por esta gente. Vale a reprodução integral:

Fico impressionado com a falência dos órgãos públicos em cumprir com sua responsabilidade. O ministério da agricultura possui laboratórios para analisar alimentos, a ANVISA deveria fazer o papel de vigilância, enfim, no caso do leite há muito tempo que se observam abusos e que mostra que nada se faz a respeito.
A ANVISA ontem me causou espanto a declaração de uma infeliz que está ocupando um posto lá, pois afirmou que a única coisa certa é de que ninguém vai morrer por causa disto. Bem, partindo de uma pessoa normal, mostraria a ignorância no assunto, porém partindo de alguém que está “ocupando” um cargo de responsabilidade mostra o grau de ignorância e estupidez, pois vigilancia sanitária não pressupõe somente cuidar daquilo que mata e sim da integridade sanitária de qualquer produto e principalmente de evitar riscos à população. Adicionar soda caustica e agua oxigenada para matar bacterias e prolongar o leite longa vida é crime, pois não é necessário em empresas idoneas esta prática. Quantas pessoas passaram a ter problemas gastricos em função disto e sequer sabem o motivo, pior é que a sabedoria popular manda tomar “um copo de leite” pois é bom para o estomago.
Fico chateado em saber que não estamos somente tendo o apagão aéreo, o da dengue, o das estradas, o da educação, fico chateado em descobrir que estamos à mercê de tudo, sem que o estado cumpra o seu papel que não é somente o de arrecadar impostos e sim zelar pelo bem estar coletivo.
Infelizmente isto é o BRASIL

Eis uma boa pergunta: se pessoas passaram a ter problemas por conta disto, quem pagará a conta? Haverá tratamento para todas as pessoas que, comprovadamente, passaram a ter sua saúde afetada por conta da adulteração? Se sim, quem pagará e como? Mais do que um interesse teórico, creio que é uma questão humana bem séria.

Claro, a questão da regulação mal feita me faz perguntar outra coisa: com tantos apelos por parte de pterodoxos e porta-vozes do pensamento bolivariano (todos no governo?) que dizem que nosso governo é raquítico porque, ahn…, o gasto público por quilômetro quadrado é um dos menores do mundo, por que a ANVISA não detectou isto antes? Não há esta desculpa de “é tudo feito por amostragem”. Basta fazer a amostragem bem feita. Mais ainda: o governo vem crescendo initerruptamente há dois mandatos presidenciais, pelo menos. Não falta gente. Há muita gente no governo. Concursos públicos para agências regulatórias? Passe na banca mais próxima de sua casa e confira: o governo contrata sem parar. Não, gente, nenhum lugar do mundo tem 100% da PEA empregada no Estado. Minto, há Cuba e a Coréia do Norte, modelos bolivarianos perfeitos. Só que, lá, é bem possível que a adulteração de produtos tenha se tornado norma pública…

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Momentos gloriosos da esquerda brasileira

A Caixa Preta do MST

Sem-terra morto era funcionário da Funpar e recebia quase R$ 3 mil por mês. Que o MST é um movimento de vagabundos, bandidos e assassinos, todos sabiam. O que não sabíamos é que muitos deles têm sinecuras asseguradas na máquina pública. Esse caso no Paraná clama por uma investigação séria. Está na hora do ministério público investigar o desgoverno desse projeto do clown de caracas, o governador Requião.

Assino embaixo.