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Krugman não sabe diferenciar conservador de liberal

Eu já sabia disto. Nos EUA, conservative seria nosso liberal e liberal, nosso socialista/social-democrata. E David Boaz é libertarian (libertário). Krugman, no afã habitual de criticar Bush, erra o alvo. No Brasil, há blogueiros que também adoram perpetuar este erro recusando-se a entender outras classificações que não a tradicional esquerda-direita. Mas se você não tem problemas com outras classificações, a que dá para entender melhor o que ocorre nos EUA está aqui.

encontro liberal em Brasília · liberalismo · Libertários

Encontro Liberal em Brasília – continuação

Primeiro, leia isto. Há uma discussão estranha no Orkut de um povo do Rio de Janeiro que, após ser informado do encontro, começou uma conversa de se não era melhor fazer no Rio de Janeiro.

Conversamos eu e o Adolfo ontem e, bom, claro, eu e ele gostaríamos de fazer o encontro em Berna, na Suíça. Mas não dá. Ele é quem está organizando o encontro, sem nenhuma grana e somente com a cessão de uma ou duas salas na UCB. Não há, até acho bom, nenhuma organização ou instituição ajudando. Claro, qualquer ajuda é bem-vinda, desde que se respeite a autonomia do Adolfo como organizador do evento (isto é o que eu penso, não sei se ele concorda comigo nisto).

A pauta? Nem pauta temos. Foi uma longa discussão ontem sobre o que poderia vir a ser a pauta. Acho que o mais importante é todos nós nos encontrarmos e nos conhecermos. Ele tem pedido – e eu reforço – que entrem em contato com ele (no blog dele você acha as informações necessárias para contato).

Imagino o encontro como um bem público. Estamos todos tirando do próprio bolso para que as próximas gerações tenham – como bem disse o Adolfo – algumas idéias preservadas. Em um país que louva assassinos como Lamarca e Che Guevara ao mesmo tempo que condena assassinos como Pinochet, é muito bom que alguém bote os devidos pingos nos “i’s”. Não é porque o motivo do assassinato lhe é mais simpático que assassinato deixa de ser o que é.

Eu acho que estarei lá, em Brasília, sem nenhuma ajuda da CAPES, do MEC, da faculdade privada em que trabalho, nem nada. Para mim, inclusive, é uma questão pessoal, que diz respeito às minhas inquietações e aos meus desejos quanto ao que penso ser o melhor para a sociedade. Ninguém tem o direito de exigir que a carga tributária aumente para que eu conheça pessoas interessantes. Claro, contribuições privadas são bem-vindas, mas brincar com o dinheiro dos outros, não.

Aliás, Adolfo, eis minha primeira sugestão: que o encontro, sempre, jamais receba recursos públicos.

economia · Libertários

O dia da divisão do trabalho

Eis uma sugestão interessante:

If all we cared about was labor, the potter would only use his hands, the plumber would take apart his tools, and the farmer would destroy his tractor. It is important to remember that labor is a means to an end, not an end itself. It is the division of labor that creates specialization and improves efficiency and productivity, which therefore leads to greater prosperity for all.

Thus, if we truly want a holiday to celebrate labor, let’s make Labor Day something different — “Division of Labor Day.”

Claudio

Economia Brasileira · Federalismo · Libertários · política brasileira

Abstrações e sua realidade: escolha antes que o marketing político escolha por você

Costumo dizer que às vezes tenho vontade de socraticamente parar as pessoas na rua e perguntar: “E se o Brasil perdesse a Amazônia, que diferença isso faria na sua vida?” Porque eu não consigo pensar em nenhuma. Exceto que se algum povo menos burocrático a ocupasse talvez eu pudesse comprar alguns produtos novos. Essa postura em relação à Amazônia é só um sintoma de um condicionamento geral muito fácil de observar aqui: o brasileiro, por mais pobre e impotente que seja, sempre discute qualquer assunto do ponto de vista do governante, nunca do governado. É o que eu chamo “mentalidade imperial”. Se você vai escrever um poema, fazer um espetáculo de dança ou mesmo fritar uns pastéis é tudo pelo Brasil, é sempre em função de um suposto projeto de país. E ninguém parece perceber que nada faria mais bem ao Brasil do que parar de tratá-lo como um projeto e começar a tratá-lo como um dado. O Brasil não é um sonho. É um aglomerado político de cidades. A famosa “realidade” não é necessariamente desdentada; realidade é o que quer que esteja à sua volta. É melhor fritar um bom pastel porque ele é um bem, e não porque o bom pastel é bom para o Brasil. Ele é bom para quem vai comê-lo e bom para o artista que o fez. Não existe nenhuma maneira de um aglomerado político se beneficiar de um pastel.

Eu me impressiono com o Pedro Sette desde 1997 ou 1998, quando me enviou – a pedido meu – alguns exemplares impressos de “O Indivíduo”. Havia um post dele que não encontrei no qual ele disse sua frase (para mim, célebre): “não adianta sair do Brasil. Você tem é que tirar o Brasil de dentro de você” (ou algo assim).

O trecho acima, na minha opinião, tem o mesmo sentido geral. E me faz pensar um pouco sobre estes problemas de sempre: onde estão os eleitores com suas caras pintadas? Se eles não agem porque há um dilema de ação coletiva, quem é que comandou e resolveu o dilema nos anos 90?

A galera do Partido Libertário e do Partido Federalista, ambos nascentes, deveriam pensar nisto. Se seus organizadores desejam seguir uma linha liberal-libertária, precisam nos dizer como resolverão o problema que o dilema gera para seus prováveis membros. Ou, melhor ainda, precisam resolvê-los. Ok, aqui a discussão fica mais confusa e abstrata, mas era só para os liberais que estarão em Brasília no final do ano pensem no assunto. Principalmente o povo mais jovem.

Libertários

Eis uma boa idéia (atenção blogosfera liberal-libertária!)

Os admiradores do socialismo se organizaram sob o Foro de São Paulo, movimento que embarca membros de vários partidos políticos de esquerda de outras nações. Por que enfrentar um inimigo desse porte sozinho? Que tal começarmos a pensar em nosso encontro? Um encontro de pessoas comprometidas com o LIBERALISMO NO SENTIDO CLÁSSICO. Um encontro SEM VINCULAÇÃO PARTIDÁRIA. Um encontro para discutirmos os rumos e as ações que devemos tomar para trazer nossa sociedade de volta ao caminho do liberalismo. Seria um primeiro passo no sentido de formarmos nossa própria sociedade. Uma sociedade que lute pelo direito inalienável da liberdade individual.Eu sei que parece estranho, mas toda jornada começa com um primeiro passo. Minha idéia é organizar um encontro para dezembro desse ano. Não interessa quantas pessoas poderão vir a Brasília, mas esse encontro irá acontecer. Iremos passar dois dias discutindo sobre nossa sociedade, sobre a importância do liberalismo e sobre os riscos que a liberdade em nosso pais esta enfrentando. Se você tem sugestões de temas para nosso encontro, por favor envie-as para este blog. Se você gostaria de participar do encontro manifeste-se. Aos poucos iremos definindo datas, temas e compromissos.

O texto acima não é meu, mas do Adolfo. Sabe? Acho que vou juntar grana para ir a este encontro. Aposto que gente como o Renato Drumond, o Guilherme Stein e outras patotas (como o pessoal do Instituto Millenium) gostariam de estar num encontro como este.

Conforme a data, eu me viro para estar em Brasília.

Já vou aproveitar e colocar isto no blog do Millenium…

Claudio

Libertários

Liberal e Libertário

Um comentário surgido em algum dos “posts” abaixo me faz uma pergunta direta: qual a diferença entre liberal e libertário?

Basicamente, liberal é o nome original do povo que hoje é – erroneamente – chamado de neoliberal. Gente que acredita em liberdade não apenas individual, mas econômica. Original, digo, porque europeu.

Nos EUA, no início, a terminologia era a mesma. Ao longo do tempo, contudo, o termo liberal passou a dizer respeito aos social-democratas (o povo do partido democrata norte-americano). E os liberais passaram a a se auto-denominar libertários.

Claro que existem vários libertários diferentes. Gente como Hayek, eu diria, é um “liberal clássico” (ou um “libertário“). Mas há os anarco-capitalistas austríacos (Rothbard e a patota do Mises Institute), os anarco-capitalistas não-necessariamente-austríacos (David Friedman, filho do libertário Milton), os objetivistas (este é um povo que segue as idéias de Ayn Rand com um certo fervor que, creio, é desnecessário) e outros.

Se você está na Europa, o termo é “liberal”. Se está nos EUA, “libertário”.

Agora, “neoliberal” é um termo que, sinceramente, não me diz muita coisa. Acho que o pessoal gosta de se referir ao “Consenso de Washington” como algo “neoliberal”. Mas o Consenso não passa de um receituário (por sinal, interessante) que envolve, sim, um papel para o governo mais forte do que aceitaria um Hayek, um Friedman (ou, menos ainda, um David Friedman).

Mais ou menos, é isto. Será que expliquei razoavelmente bem?

Claudio
p.s. um “conservador”, por exemplo, talvez seja um bom neoliberal, mas não necessariamente um libertário. Exemplo rápido: um sujeito pró-mercado mas que defende proibições a certas formas de sexo é um conservador. Hayek tem um texto bom sobre isto que foi publicado em português há anos e se chama “Porque não sou um conservador”.

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Libertários

Little Friedrich & Uncle Sam

E assim canta Ben Parizek:

Little Friedrich & Uncle Sam

Take 3

When I was a kid I had a few questions
Like how to walk and how to kick
Was I conceived in liberty?
What’s the use of knowledge in society?
At first I queried then I poked
Amazed and leary, brimmed and stoked
Then Uncle Sam took my hand
And said, “You’re looking stellar you mild Fabian.”
While he justified his grip
I pulled away and ran from him
To the Privatseminar and on
To some coffee house, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings

I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.

I gasped aloud yet Sam grabbed my arm
And insisted that I don’t be alarmed
He said there could be competition
He said he calculated with precision
“There’s no taxis in these galaxies
The wind carries us quite happily,”
I said, “No Sam, competition is a discovery procedure!”
He did not understand, of course
I tried to explain, however, verbose
The double negative, after all
Has yet to be banned by federal law.
With a firm hand on my shoulder
Sam showed me his campaign hats and price controls
He offered to subsidize my thoughts
As I pulled a way again, he looked shocked

I want order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.

I ran, I fled his crooked stare
Until I stumbled upon Ms. Lacy Faire
As fine a form as one need see
To be free to choose, and choose to be free
Lacy and I chose to get together
With a few good ideas and a few good friends.
Amongst us all and amongst us some
She’s who embraces our decisions.
As Sam carried on down the road to serfdom
I found myself in Switzerland
Between the firm, the market and the law
On the shores of Lake Geneva, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings

I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me
Nov, 2006

Claudio

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Libertários

Little Friedrich & Uncle Sam

E assim canta Ben Parizek:

Little Friedrich & Uncle Sam

Take 3

When I was a kid I had a few questions
Like how to walk and how to kick
Was I conceived in liberty?
What’s the use of knowledge in society?
At first I queried then I poked
Amazed and leary, brimmed and stoked
Then Uncle Sam took my hand
And said, “You’re looking stellar you mild Fabian.”
While he justified his grip
I pulled away and ran from him
To the Privatseminar and on
To some coffee house, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings

I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.

I gasped aloud yet Sam grabbed my arm
And insisted that I don’t be alarmed
He said there could be competition
He said he calculated with precision
“There’s no taxis in these galaxies
The wind carries us quite happily,”
I said, “No Sam, competition is a discovery procedure!”
He did not understand, of course
I tried to explain, however, verbose
The double negative, after all
Has yet to be banned by federal law.
With a firm hand on my shoulder
Sam showed me his campaign hats and price controls
He offered to subsidize my thoughts
As I pulled a way again, he looked shocked

I want order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me.

I ran, I fled his crooked stare
Until I stumbled upon Ms. Lacy Faire
As fine a form as one need see
To be free to choose, and choose to be free
Lacy and I chose to get together
With a few good ideas and a few good friends.
Amongst us all and amongst us some
She’s who embraces our decisions.
As Sam carried on down the road to serfdom
I found myself in Switzerland
Between the firm, the market and the law
On the shores of Lake Geneva, here’s what I saw
People communicating
The universe, the kosmos mating
An organic compound of benzol rings
The lattice of a crystal’s strings

I saw order
Spontaneous order
Hey Sam, get your visible hand off me
Nov, 2006

Claudio

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Libertários

Para quem ainda não entendeu a diferença entre liberais e conservadores…

No one would choose to cross the border at a cost of thousands of dollars and squeezed into a gas tank if he could take a bus or a plane.

No, the “problem” that “we” presumably must solve is that too many of the wrong kind of people are coming here. Neoconservative columnist Charles Krauthammer writes, for instance, “Do liberals [he means Democrats] believe that the number, social class, education level, background and country of origin of immigrants—the kinds of decisions every democratic country makes for itself—should be taken out of the hands of the American citizenry and left to the immigrants themselves and, in particular, to those most willing to break the very immigration regulations the American people have decided upon democratically?”

Leia mais aqui.

Claudio

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Libertários

Libertarianismo e tudo o mais

Classical arguments for libertarianism do not assume that adults never make mistakes, always know their interests, or even are able always to act on their interests when they know them. Rather, it assumes that adults very typically know their own interests better than government officials, professors, or anyone else–I will come back to this. In addition, the classical libertarian case partly rests on a presumption that being able to make mistakes through having the right to make one’s own choices leads in the long run to more self-reliant, competent, and independent individuals. It has been observed, for example, that prisoners often lose the ability to make choices for themselves after spending many years in prison where life is rigidly regulated.

Gary Becker, em ótimo momento.

Claudio

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Libertários

Liberdade

At the AEA meetings, I heard Kenneth Elzinga contrast two views of freedom. One view, the usual political one, is of freedom from external coercion. The Christian view is of freedom from sin, which I interpret as freedom from internal coercion. Both of these, I think, are reasonable meanings for freedom, merely reflecting different obstacles to our wills. Someone who wishes to give up being a mobster might be prevented by fear of being punished by another mobster, or he might be prevented by his own greed. The greed is his own, but he might equally say to himself in both situations that *he* wants to give up his sinful life but cannot. The question with internal coercion is what “he” means. Which desire is the true man, the greed (which is the stronger) or the expressed will? In such a situation he might be thankful for being coerced externally into entering the government’s Witness Protection Program, giving up crime under the threat of imprisonment.

The idea of multiple selves might be helpful too. Suppose Rasmusen-2007 wishes to use heroin, but Rasmusen-2008 does not want to be an addict. Rasmusen-2007 comes first, so he gets to make the decision for both of them. In this way he himself is free, but he is coercing Rasmusen-2008. I am not sure whether to call this internal coercion or external.

Clique no link para ler tudo.

Claudio

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