Economia do Setor Público · escolhas públicas · falhas de governo · leviatã · suécia

O Leviatã sueco

Johnny Munkhammar, program director at Timbro, a free-market think tank in Stockholm, explains that, even with its piecemeal approach, the Reinfeldt government is swimming against the tide of public opinion. “This government plans to sell a number of companies,” he says, “but because they have failed in communicating how and why, public opinion is not behind the measures.” Recent polling data show that a plurality of Swedes are opposed to offloading state companies (which could add some $22 billion to the government’s coffers). Given such public hostility, few expect Reinfeldt to engage in an aggressive privatization campaign.

Fredrik Erixon, a Swedish economist with the Brussels-based European Center for International Political Economy (ECIPE), laments that, despite reforms of income taxes, social security, and school policy, “nothing much has happened yet” on privatization. “The government has prepared for privatizing six companies,” he says, but “that’s not much considering the government’s portfolio of 55 companies.”

Aparentemente, Reinfeldt está longe do que lhe acusam os opositores socialistas. Mas, convenhamos, lutar contra tantos grupos de interesse de uma só vez é muito difícil.

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distribuição de renda · leviatã

Duas excelentes observações sobre Economia

Primeiro, Duke of Hazard faz uma boa observação sobre a economia política brasileira:

O governo agora resolveu mandar para o Serasa os devedores de tributos federais. Da primeira vez que li que o governo pensava em fazer isto, li um comentário interessante, que dizia mais ou menos assim:

“Governo coloca no Serasa devedor de imposto? Ótimo. E a quem eu recorro quando o governo não presta os serviços que os meus impostos deveriam pagar? Para o Procon? E quando o governo demora quase um ano para pagar restituição de imposto, posso apelar para o mesmo Serasa?”

À parte a brincadeira espirituosa e com forte fundo de verdade, a medida não seria de todo ruim se o Serasa tivesse o tão discutido “cadastro positivo”: se o consumidor pudesse mostrar ao banco que não apenas tenho a ficha limpa no mercado de crédito, mas também junto ao governo, poderia barganhar um custo menor no financiamento de longo prazo. Da forma como está, sem o cadastro, é só um pavor a mais sobre o contribuinte.

O próximo é nosso convidado da semana passada, o Adolfo Sachsida, da UCB, que desmistifica a seguinte questão:

Uma das maiores críticas feitas ao capitalismo é que esse sistema concentra renda. Isto é, deixa uma grande parcela da riqueza nacional na mão de poucos. Os opositores do capitalismo sustentam que sistemas socialistas são muito mais justos, pois distribuem a renda de uma maneira mais equânime pela sociedade.

Ambos deveriam ser lidos com mais cuidado do que, usualmente, o internauta brasileiro lê: muito rapidinho. Não é porque o blog que a qualidade é a de um diário de adolescente miguxa, né?