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O estranho mundo dos jornalistas

Toda vez que um iraquiano ou afegão morre ou é preso por tropas dos EUA, os jornais falam de “supostos terroristas” presos ou mortos. Por que no caso de tropas iranianas os terroristas não têm o mesmo benefício da dúvida?

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Repórteres compram gato por lebre?

Dizem as repórteres do Estado:

Cerca de 300 integrantes da Via Campesina – organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos de camponeses no mundo inteiro, enfocando questões como a reforma agrária, agroecologia e o fim de pesquisas e comercialização de transgênicos – invadiram na manhã de hoje, por volta das 6h15, a sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que realizará, a partir das 10 horas, o leilão para a construção da primeira usina hidrelétrica no Rio Madeira.

No mínimo, creio, um “supostamente” caberia ali, entre o “que” e o “luta”. Se cada um de nós for pautado por folhetos dos órgãos que pesquisamos, encontraremos apenas serafins e querubins. Há muita controvérsia sobre se tal instituição defende o interesse dos “camponeses no mundo inteiro”. Se observamos um país subsidiar seus camponeses para vender mais barato em outro país que também tem camponeses, não seria difícil ver os dirigentes da dita organização pularem como pipoca para se explicarem como defensores de ambos os camponeses.

Desenvolvimento econômico · economia · ideologia · jornalismo

A mídia e a ideologia

Tópico preferido de 10 entre 9 jornalistas (sim, isso mesmo), desde que a opinião não seja esta exposta aqui. Boa crítica. O papel da mídia no crescimento econômico é algo que, imagino, não é importante. Talvez o seja, sim, para a democracia. Evidências não faltam: na era da censura do primeiro regime bolivariano “contemporâneo” brasileiro (1964-85), crescemos como nunca sob a administração militar. Já a democracia, esta sim, precisa de alguém que dê vazão às opiniões de bolivarianos como os cronistas, economistas e outros “istas” apoiadores de nossos conservadores de esquerda ou de direita. Eventualmente, se algum liberal existe, também deve ter o direito de se expressar.

Eis um estudo interessante: que impacto há, se é que algum existe, da liberdade de imprensa sobre o crescimento econômico, dado que se está em tal ou qual regime político?  Uma aluna minha fez uma monografia bem parecida, mas eu acho que a pergunta ainda merece investigação. Ainda mais que a pergunta foi “parecida”, não idêntica.

Capital Humano · educação · informação · jornalismo · Tecnologia

Tecnologia e uso da tecnologia

Este comentário do Marcelo Soares sobre o uso primitivo dos computadores pelos jornalistas brasileiros me faz lembrar o importante fato de que não basta encher salas de aulas com gente despreparada e que não mexe um dedo para aprender. Quantidade de gente não é sinônimo de uso intensivo do cérebro. Ou dos cérebros.

Por isto existem profissionais ruins em Economia, Jornalismo, etc.

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Jornalismo chapa-branca e os incentivos econômicos à sua formação

Um trecho de uma ótima reflexão do PH ácido.

Nas últimas décadas, tem havido uma tendência de concentração de produtores em alguns setores, inclusive na mídia. Essa é uma indústria muito peculiar, que suscita muitas análises românticas, completamente descoladas da realidade. As almas esquerdóides se alvoroçam a cada negócio fechado que poderia sinalizar uma concentração da produção jornalística numa determinada região ou no país. Diferentemente delas – que consideram “independente” um veículo desde que ele seja “progressista” ou qualquer outro lugar comum do jargão – meu conceito de independência de um jornal (ou revista, ou rádio, etc.) está relacionado a aspectos do mercado. Quanto mais ligado ao mercado, menos dependente do governo. E essa independência é que importa.

Aonde eu quero chegar? Vamos lá. Por exemplo: uma região onde quem dá as cartas é uma única organização de mídia, com rádios, jornais e emissoras de televisão. Isso é necessariamente ruim para o público? O senso comum diz que sim. Não há “pluralidade” de coberturas, de discursos (se preferirem).

Mas há um outro aspecto, o do mercado. Se a organização reina praticamente sozinha, deve abocanhar a grande maioria da verba publicitária da região. Se os anúncios vêm majoritariamente da iniciativa privada, a organização de mídia hegemônica (para usar um conceito deles) é muito menos dependente das benesses dos governos. Por ser forte comercialmente, tem condições de fazer coberturas jornalisticamente corretas. Isto é, se tiver que “bater” no poderoso de plantão, baterá, por não depender dele financeiramente.

Já a existência de muitos jornais e revistas pequenos não é garantia alguma de boa prática jornalística. Muito pelo contrário. Em todos os estados há aqueles jornalecos feitos para tirar dinheiro de político. Há muitos jornaizinhos e pouco jornalismo. A quantidade de produtores não garante o abastecimento do mercado com bons produtos jornalísticos. Eles são fracos e dependem das verbas oficiais.